Natural Disaster

26 Capítulo 26 - Isso foi um sim, Cath?


Notas iniciais
Prontooooooooooooo! FÉRIAS *O* Vou postar loucamente agora KKKKKKKKKK Tô cheia de gás! Esse capítulo é fofo e tenso ao mesmo tempo, espero que tenha ficado legal!

– Derick... – Os olhos de Catherine brilhavam mais do que aqueles dois lindos anéis, até porque estavam cheios d’água. Ela falou com a voz suave, como se estivesse sob efeito de hipnose. E ela realmente estava. Estava com um sorriso bobo no rosto, diferentemente de todos os outros naquela sala.
Todos os outros estavam atordoados, como se alguém lhes tivesse dado um tapa, no rosto do nada. O que aqueles anéis queriam dizer? Derick estava mesmo falando sério? Era um passo tão grande para um rapaz de tão pouca idade. Apesar do choque, ninguém se atreveu a falar mais nada. Ficaram sem reação, esperando ansiosamente o que iria acontecer.
– Metida, eu já virei tantas noites pensando sobre o porquê de não conseguir parar de pensar em você. – A garota corou ao ver Derick se aproximando de sua cadeira, mas era perceptível sua felicidade. – E cada vez mais eu tenho certeza do motivo. Você é uma mulher incrível Catherine. – Ele se ajoelhou ao lado da cadeira de Cath acariciando o rosto da garota com uma das mãos. – Esse anel é pra que todo mundo saiba que eu vou me esforçar pra ser um homem melhor, pra estar à sua altura. Sei que ainda não ganho meu próprio dinheiro e que nós dois somos muito jovens, mas eu não consigo mais pensar no meu futuro sem incluir você nele. – Derick segurou uma das alianças e a mão direita de Catherine. – Sei que é loucura... Mas, casa comigo? Casa? – Ele parecia implorar com os olhos. – Se você quiser esperar algum tempo até se sentir segura, eu espero você. Só diga que se casará comigo, que vai me deixar ser pra sempre seu. – A garota fez que sim com a cabeça, ainda atordoada, enquanto assistia Derick segurar sua mão e suavemente colocar a aliança em seu dedo anelar direito.
– Isso foi um sim, Cath? – Ele perguntou após terminar de pôr o anel no dedo dela. Catherine permaneceu em silêncio, e, apenas sorrindo, colocou a outra aliança no dedo de Derick.
– Isso é um com certeza. – Catherine disse firme, e o beijou nos lábios carinhosamente. – Como consegue me fazer tão feliz? – Os dois se abraçaram com Derick ainda ajoelhado, e imediatamente o caos se instaurou naquela sala. Todos estavam em choque e começaram a se manifestar.
– Uau! Eu acho que preciso de mais vinho para absorver o que acabei de ouvir aqui. – Helena disse enquanto tomava mais um gole da taça do vinho espanhol. – Derick, você está falando sério? – A mãe de Catherine o olhou desconfiada. – A minha filha é tudo que eu tenho, não quero que brinque com os sentimentos dela.
– Helena, entendo sua preocupação de mãe. – Lilian disse com a ternura característica dela. – Mas eu sei que meu filho não está brincando. Desde que ele conheceu a Catherine, Derick tem amadurecido muito, tem sido mais responsável com todas as suas ações, tenho certeza de que você também irá se convencer disso! – A mãe de Derick estava radiante. Quem disse que sogras e noras têm necessariamente de viver sempre em guerra? Lilian sabia da mudança maravilhosa que a presença de Catherine havia proporcionado na vida de seu filho mais velho, ela desejava que ele fosse feliz, se Cath era sua felicidade, ela iria ser a primeira a apoiá-los.
– Tudo bem, eu só não esperava! Fui pega de surpresa! – Disse Helena, um pouco mais relaxada.
Peter, Bárbara e Ralf também estavam felizes. Ralf ainda teria de conversar com o filho, afinal, essa decisão era muito seria para ser tomada às pressas por dois jovens apaixonados, tudo deveria ser organizado e bem planejado se queriam que a relação realmente tivesse um futuro.
Derick voltou para a mesa e todos continuaram a jantar. Agora o clima já estava menos tenso e ele e Catherine pareciam transbordar felicidade. O jantar estava tão agradável que nem notaram que ainda chovia muito forte. Só perceberam que já estava um temporal ao ouvirem o estrondo da janela da cozinha batendo com o vento.
Todos se assustaram, e Bárbara saiu correndo para o colo de Derick, aos prantos. Então Ralf foi até a porta observar como estava a rua diante daquela chuva intensa. Helena se preocupou com isso, já eram 23:30 e ainda estavam lá:
– Eu vou ligar para um taxi, já está muito tarde, eu e a Catherine precisamos ir.
– De forma alguma, vocês dormem aqui. Não vou deixar vocês saírem nessa chuva. – Lilian foi gentil.
– Que isso, não precisa se incomodar! – Disse Helena sem graça.
– É melhor ficarem mesmo, até por uma questão de segurança. – Ralf ficou assustado com o que vira na rua. — O temporal de ontem não foi nada perto do que está acontecendo hoje. – O homem então ligou a TV e todos assistiram juntos às notícias. Estava realmente preocupante, eles ali estavam seguros, mas a maioria das pessoas não estava, havia muitos desabrigados naquela cidade por conta dos temporais, e depois daquela noite, esse número cresceria ainda mais.
– Até me sinto culpada por estar tão feliz, sabe? – Catherine disse a Derick enquanto se sentavam no sofá. – O que te deu pra me pedir em casamento do nada, seu doido?
– Não se sinta culpada, eu também estou muito feliz. Nem acredito que você aceitou mesmo. – Os dois riram.
– Quer dizer que você estava só blefando e não era para eu aceitar? – Ela disse brincando enquanto fazia caretas. – Era só mais um joguinho para me conquistar?
– Sim sim, e na verdade essa linda aliança na verdade é feita de latão com pedras de bijuteria. – Derick implicou. – Pedir a namorada em casamento aos 17 anos é coisa de otário, né?
– Otário! – Catherine começou a rir. – Já sabe que seus amiguinhos dirão exatamente isso, não é?
– Olhe as minhas rugas de preocupação. – Derick franziu as sobrancelhas em uma careta hilária, fazendo Cath rir descontroladamente.
Lilian e as empregadas da mansão haviam preparado um dos quartos de hóspedes para Helena e Catherine. Arrumaram o maior dos quartos, era uma suíte moderna, com duas camas com o tamanho intermediário entre uma cama de casal e uma cama de solteiro, duas “camas de viúva”, dois abajures, um grande espelho clássico, e uma janela ampla, com vista para a piscina da mansão.
Helena já estava cansada, e pediu a filha que fosse lhe fazer companhia, desejava dormir logo.
– Ah mãe, não posso ficar mais um pouco com o Derick? – Catherine pediu insistentemente.
– Eu durmo como uma pedra, não me lembrarei de vir aqui te buscar quando estiver tarde demais. Não acham que já ficaram muito tempo sozinhos? Ele vai agüentar ficar sem você até amanhã! — O garoto riu timidamente. – Todos já estão indo dormir, minha filha, vocês dois não podem ficar aqui sozinhos com tantos hormônios aflorando! Quando casarem, aí eu não me meto!
– Ok mãe. – A garota não teimou, mas se despediu do agora noivo com um beijo demorado.
– Dorme bem meu amor, eu te amo muito. – Derick disse despedindo-se de Cath. – Eu também te amo muito. – Ela retribuiu acenando enquanto ia para o quarto.
A família de Derick toda também já se dirigia para seus respectivos quartos, estava tarde mesmo, o sono já dominava a todos. O filho mais velho pegou a irmã no colo, pois a pequena estava um pouco inquieta com a novidade daquele jantar. Ao chegarem no quarto de Bárbara, Derick a vestiu com seu pijama e depois a fez escovar os dentes.
A garotinha se aconchegou na cama e o irmão a beijou na testa.
– Posso te perguntar uma coisa, mana? – O garoto disse carinhoso.
– O que? – A pequena respondeu curiosa e um pouco sonolenta.
– Você ficou feliz por eu querer casar com a Catherine? – A garotinha assentiu. — Ela ama você e eu também. – Bárbara disse alguns segundos antes de praticamente entrar em um sono profundo.
Derick então foi para seu quarto, agora sim se sentia cansado e notou que o ombro estava um pouco dolorido. Trocou de roupa, escovou os dentes e se deitou. Ficou por alguns minutos se virando de um lado para o outro na cama, pensando no que havia proposto horas atrás, no entanto, estava mesmo cansado e não demorou muito para pegar no sono.

Apesar de ser uma garota madura, Catherine ainda dormia na cama com a mãe sempre que seu coração se sentia inquieto. Havia tido tantas emoções naquele dia, não conseguia se sentir tranqüila para dormir. Fugiu então para a cama em que a mãe estava, se acomodou ali, debaixo das cobertas.
– Já vai casar e ainda quer dormir com a mamãe? Seu namorado sabe disso? – Helena disse implicando enquanto abraçava a filha.
– Não sabe e nem vai saber, que vergonha! – A garota falou para o nada, visto que a essas alturas a mãe já estava dormindo.
Catherine era a única acordada naquela mansão e não conseguia dormir de jeito nenhum, seu coração parecia querer saltar pela boca. Derick a amava mesmo, agora ela tinha tanta certeza! Ah, Derick, ela pensou que gostaria de estar com ele no quarto agora. Não necessariamente para fazer indecências, ficaria feliz de somente vê-lo dormir. Que mal teria nisso?

Ela saiu com muita cautela da cama da mãe e estava com medo de que alguém a visse quando entrou no quarto do garoto e fechou a porta. Ele dormia feito uma pedra e ela se atreveu a ligar o abajur para assisti-lo sonhar. Sentou-se no chão em frente à cama dele e ficou ali, o acariciando no rosto, aquele momento era tão simples, mas tão especial, tão único. Ouvir aquela respiração e aquele coração batendo era emocionante. Torcia para que ele estivesse sonhando com ela.
Uma hora depois, Catherine se levantou e ficou andando pelo quarto, olhando as fotos do mural que ele montara em cima da cômoda. Viu fotos de quando ele era criança, de sua família, dele com os amigos, e sorria inevitavelmente. Em cima da cômoda havia alguns perfumes, e ela os pegou, que ela reconheceu imediatamente pelo cheiro.
Ficou por ali observando cada pequeno detalhe daquele quarto, cada pequena coisa que Derick gostava. De repente, viu que em cima da cômoda havia um envelope entreaberto com uma reportagem parcialmente a mostra. Não era certo invadir a privacidade dele, por mais que agora fossem noivos, mas o jornal datava de “18 de agosto de 2004”.

Aquele dia havia sido um dos dias mais importantes de sua vida.Ela não conseguiu ler direito a manchete, pois estava muito escuro. Seu coração batia aceleradamente e começou a suar frio, precisava saber o que tinha naquele envelope, ela então puxou o jornal, já não agüentando mais o suspense, o aproximou de seus olhos e leu o que dizia a reportagem:
“ 18 de agosto de 2004 – Mulher e criança de 10 anos são encontradas agredidas no porão de uma casa na zona norte.”
Não sabia o que pensar, só sentiu sua vista escurecer enquanto suas pernas perdiam a firmeza.

Notas finais
Gentee, comentem o que acharam do capítulo. Gostaram da novidade? Não gostaram? Diga ai! *-* Beijos, beijos, beijos!