Natan James

2 Que Sempre Olhe Por Nós!


Notas iniciais
Espero que gostem :)

Meus olhos estavam entre abertos, e eu ainda estava com o saco na cabeça que me estava dando falta de ar. Não tinha ideia onde estava àquela coronhada – ainda acho que foi uma coronhada – me vez ficar desmaio por não sei quanto tempo. Aquele saco estava começando a me incomodar estava esquentando então comecei a sentir a minha testa humedecer.

Escuto passos vindos em minha direção e à porta se abre.

– Precisava ser tão rude assim, Evan? – perguntou um rapaz que aparentava ter a mesma idade da minha e com uma voz meio roca.

– Rude? Você acha que eu fui muito rude? – disse o tal de Evan.

– Evan, você deu uma coronhada na cabeça dele – eu sabia que me deram uma coronhada.

– Enzo entenda o todo poderoso precisava do Natan, o quanto antes – como esse Evan sabia meu nome?

– Tá bom, tá bom! – disse Enzo. Que parecia que estava vindo até mim – vamos tirar esse saco da cabeça dele.

Já estava na hora estava quase morrendo sem ar.

– Enzo, cuidado! – disse – Você não sabe como ele esta, ele pode estar muito nervoso.

– Pode deixa senhor!

Senti uma mão tocando-me, estava desamarrando o cordão que fazia o saco ficar firme na minha cabeça.

O saco começou a subir então fechei o rosto e quando os abrir eu estava em uma sala – com paredes brancas e o piso era cinza, não tinha nenhuma janela a única coisa que refrescava aquela sala era um ar-condicionado – tentei me levantar da cadeira que estava sentado mais as minhas mãos e os meus pés estavam amarrados.

– Natan James – disse Evan vindo até mim – peso que fique calmo.

– Calmo? – perguntei olhando para ele com os meus olhos enchendo d’água – Como você quer que eu fique calmo, vocês me deram uma coronhada na minha cabeça, colocaram um saco na minha cabeça, eu quase bati as botas dentro desta porcaria – apontei para o saco – e o pior vocês me RAPTARAM – gritei -. O que vocês querem com isso tudo? Pedir resgate? Olha por que se for isso vocês vão se dar muito mal.

– Não queremos o dinheiro da Cristiana...

Antes que o Evan terminasse eu interrompi completamente perplexo.

– Como você sabe o nome da minha mãe? – eu estava ficando cada vez mais irritado que eu daria qualquer coisa para me soltar e meter aquela cadeira nas fuças daqueles dois otários – pra não falar outra coisa – Anda responda!

– É uma longa história – disse Evan indo atrás de mim com o pretexto de me soltar – olha eu vou lhe soltar, mais espero que não provoque frustração.

– Mais frustração que já causaram? – ‘‘como este cara é imbecil’’ pesei – Impossível.

E foi como um alívio estava me sentindo como um escravo ao ser libertado das algemas, logo depois esse babaca chamado Evan soltou as minhas mãos e mesmo fui e desamarrei meus pés e em seguida levantei-me.

– Então já podem contar – pedi quer dizer mandei.

– Nos acompanhe fazendo o favor – disse Evan abrindo à porta e me esperando para que saísse primeiro.

– Só podem estar de brincadeira – disse – não por que isto aqui só pode ser um sonho.

– Pode sair – pediu Evan.

Como eu estava assim de ir embora daquele lugar o mais rápido possível, resolvi acompanha-lo.

E quando sai daquela cela e olhei para fora não acreditei que aquela cela fazia parte desta mansão, do lado de fora da você depara um corredor com o chão de carpete vermelho escuro – com detalhes em amarelos nos cantos – e as paredes cobertas com uma cor meio bege claro – repletos de quadros, que parecem ser muito caros.

A sim que sai da cela o Evan e o William foram em seguida.

– Comigo, por favor – disse Evan começando a andar pelo belíssimo corredor.

Comecei a segui-lo pelo corredor foi quando ele entrou em uma porta dourada que deu em um tipo de capela – aqueles que têm coral e tudo mais.

– Aqui estamos Natan – disse Evan ao chegar ao palco da capela.

– E aqui? – disse dando uma volta completa para olhar tudo em volta – e aqui que eu vou descobrir o motivo que vocês sabem o nome da minha mãe?

– Não só isso, mais tudo – informou Evan – Podem entrar!

– Entrar? Entrar quem?

De repente à porta de atrás do palco se abriu e de lá de dentro saíram duas meninas e um menino – que aparentem ter a minha idade.

– Natan, este são Enzo, Lucy, Hannah e o William mais ele você já conhece – mostrou Evan apontando um por um – ah, um detalhe James, todos são James!

– Nossa quem diria o meu sobrenome ser tão comum assim! – sinceramente fiquei muito impressionado

– Não é só por isso Natan – disse William – nós quatro somos praticamente seus parentes.

– O que? Meus parentes? Como, sendo que eu nunca ouvi falar de vocês quatro? – esta história estava cada vez mais estranha.

– CHEGA – gritou Evan – sem mais delongas, Natan você é um anjo!

Todos que estavam na capela permaneceram em silêncio, inclusive eu.

Eu estava achando tudo aquilo uma imensa bobagem.

– Anjo? Você está querendo me dizer que eu sou um Anjo? – estava tão abismado que acabei sentando no banco da igreja.

– Exatamente – disse Evan – você não pode estar acreditando, mais é a pura verdade.

– Por que, eu? – perguntei.

– Porque, você é filho do Anjo Cody James e Andrea James ela também é um Anjo – informou Evan.

– Andrea? Não, o nome da minha mãe é Cristina, e vocês sabem disso como ainda eu não sei.

– Então Natan – disse Evan um pouco preocupado – ela não é sua mãe!

No momento que ele disse isso, meu olho começou a se encher de lágrimas.

– E por que eu devo acreditar em você? – disse isso escorrendo uma lágrima do meu olho esquerdo.

– Porque simplesmente eu também sou um anjo – afirmou Evan – e é uma regra dos Anjos, nunca mentirem.

– Isso não me convence – disse me levantando e o encarei como nunca tinha encarado ninguém.

– Bom, então olhe isso – disse Evan. Seus olhos começaram a brilhar e de repente seu corpo todo começou a brilhar – um brilho tão forte e intenso que me ofuscou – foi quando eu percebi que havia algo de estranho no Evan era como ele estivesse de assas – sim ele estava com assas! – E além das assas ele estava com uma aureola em cima de sua cabeça – suas assas era como se fossem de cristais, sua cor era como um azul bem claro e com detalhes parecendo ser feitas de seda suas assas e sua aréola também parecia que era de cristais e brilhante muito brilhante.

– Uau! – disse indo em direção a Evan completamente apaixonado pelo que meus olhos estavam mostrando – Incrível!

– Consegui convence-lo? – perguntou Evan que como mágica suas assas sumiram junto com sua aureola.

– Mais como isso é possível? – perguntei.

– Tudo é possível!

– E vocês? – perguntei para os quatros que estavam encostados numa das paredes da capela – Também conseguem?

– Ainda não, Natan – disse uma das duas meninas, Hannah se não me encano que por sinal era muito bonita – seus cabelos eram loiros, sua pele é bem clara e seus olhos era azul como o céu.

– Mais, por quê? –perguntei admirado pela beleza daquela menina.

– Porque ainda não sabemos lidar com nossos poderes – falou – inclusive você!

– Você tá querendo dizer que eu consigo fazer isso que o Evan fez?

– Claro que sim – disse Evan vindo à minha direção e colocando a mão no meu ombro – só que como a Hannah disse vocês precisam treinar seus poderes e o mais importante como se transformar.

– Entendi! – disse – Voltando ao assunto principal, como que a minha mãe não é a minha mãe de verdade?

– Bom, vamos lá, existe uma regra no CMS que afirmar que Anjos não podem procriar com um ser da mesma espécie, mais podem se relacionar mais não podem procriar. E quando um Anjo procriar com outro Anjo o filho é entregue para um humano que na qual começará a cuidar dele.

– E foi isso que aconteceu comigo? – perguntei.

– Exatamente – disse Evan voltando ao altar – seus pais Cody e Andrea se relacionaram e em seguida tiveram você, só que você acabou sendo entregue para sua mãe adotiva a Cristina.

– Nossa, que estranho – depois desta noticia fiquei bem triste – mais por que ela não me contou até hoje?

– Porque é proibido – disse Evan – nenhum ser humano pode saber que a nossa espécie existe e os que sabem não podem contar para os que não sabem.

– Então, você esta querendo dizer que a minha sabia mais não podia me contar nada?

– Isso mesmo – disse Evan – você tem alguma dúvida?

– Tenho. Primeiro o que é CMS? Segundo o que acontece com as pessoas que contam que a nossa espécie existe?

– Primeiro: CMS é Congresso do Mundo Superior, segundo: essas pessoas são banidas do mundo superior ou do mundo central e são levadas e pressas no mundo inferior e lá ou morrem pelo tempo que ficaram ou morrem por conta do calor.

– Nossa! – fiquei supresso – morrem por conta do calor? Onde fica esse tal de mundo superior e mundo inferior?

– Ah! Esqueci-me – disse ele dando um tapa de leve em sua testa – não é assim que os humanos os chamam. O Mundo Superior: é o conhecido Céu e o Mundo Inferior: é o conhecido Inferno. E os dois mundos são governados por um Presidente como os humanos costumam chamar, mais aqui nós os chamamos de o todo poderoso, que no nosso caso aqui no mundo superior é o Deus.

– QUE SEMPRE OLHE POR NOS – disseram todos juntos logo após que Evan falou Deus. Eu acabei ficando sem reação quase que constrangido.

– E no caso do Mundo Inferior o todo poderoso de lá é o Dia... – antes de eu ter terminado de falar Evan lançou-me um tipo de substância brilhante que me jogou longe.

– NUNCA MAIS REPITA ESSE NOME NA NOSSA CASA! – gritou Evan que tinha ficado com o rosto vermelho – Você me entendeu?

Evan pareceu arrependido do que tinha feito.

– Mais o que foi isso? – perguntei com um pouco de dor por causa do impacto que tive quando cai no chão.

– É que é proibido falar, citar ou até mesmo pensar o nome dessa aberração aqui no nosso santuário – disse Hannah estendendo a mão para me ajudar a me levantar.

– Perdoe-me Natan – disse Evan.

– Tudo... Tudo bem!

– Vamos esquecer o que eu acabei de fazer. – disse Evan saindo do altar e caminhando pelo corredor central até à porta – Lucia, William e Hannah venham comigo e Enzo leve o Natan para conhecer o Santuário.

– Sim senhor – disse Enzo abrindo à porta esperando que eu saia primeiro.

No belíssimo corredor estava esperando Enzo sair também que conversará com Lucia.

– Então, vamos indo Natan? – disse Enzo fechando à porta da Capela.

– Vamos. – respondi – Então Enzo, de qual geração você pertence?

– Eu sou da 1º geração, a geração Leopardo.

– Me responda uma coisa, como que funcionam esses negócios de geração isso geração aquilo?

– É assim existem cinco gerações: a 1ª é a do Leopardo que é a minha, a 2ª é a do Elefante que é a da Hannah, a 3ª é a do Leão que é a do William, a 4ª é a da Orca que é a da Lucia e a 5ª que a do Gavião que é a sua. Cada geração possui uma característica que tem a ver com o seu animal, por exemplo: todos os anjos da minha geração são conhecidos por sua rapidez e agilidade assim como o Leopardo, já a da Hannah eles são conhecidos por sua grande inteligência assim como o Elefante, a do William por sua força e sua facilidade de tomar conta da situação assim como o Leão, a da Lucia por serem elegantes, porém ótimos assassinos assim como a Orca e a sua que são conhecidos por sua astucia e facilidade de capturar sua pressa assim...

– Como o Gavião – terminei a frase por ele – já entendi.

– Estou achando que você deveria ser da geração Elefante.

Dei uma risadinha para que a cena não ficasse chata.

– Mais Enzo, eu não astuto e não tenho facilidade em captura a minha pressa, aliás, na maioria das vezes eu que sou a pressa – disse.

– É que as nossas habilidades precisam ser treinadas – disse Enzo – é por isso que temos aulas de poderes com o senhor Menezes.

– Temos aula de poderes?

– Sim, com ele nos aprendemos a lidar com os nossos poderes, como usá-lo, coo nos transformar entre outras.

Quando saímos do corredor central e entramos em outro corredor – só que esse era bem mais simples, sua parede era coberta por um tom puxado pro cinza com o piso de madeira – que afia quatro portas.

– O que tem nessas portas? – perguntei.

– É o que veremos. – disse ele abrindo uma das quatro portas – Aqui fica o refeitório, nos fazemos todas as nossas refeições aqui e de vez em quando nossas reuniões.

O refeitório era como uma cozinha normal só que com uma mesa gigante com lugar para doze pessoas.

– Nossas refeições? As minhas refeições serão feitas na minha casa, ou não? – perguntei.

– Claro que não, a partir de hoje aqui será a sua casa.

– Sério? Mais é a minha mãe?

– Ela ficará na casa dela e continua a sua vida de sempre, e você poderá ver ela nos fins de semana.

– Ah, entendi.

*

Depois que o Enzo mostrou-me todo o santuário me levou até o meu quarto – que na verdade era bem bonito, uma cama Box, com mesa de canto nos lados da cama e em cima da mesa uma luminária e tudo mais.

– Nossa – disse entrando no quarto e sentei na cama – quem diria em Natan ontem você estava lendo HQ, comendo bala de ursinho e deitado na cama e hoje a sua professora diz que você vai fechar com E- no bimestre, leva uma coronhada na cabeça, é raptado, descobre que a sua mãe na verdade não é sua mãe de verdade e que sua legitima mãe esta morando no Mundo Superior, descobre que é o 10º filho da 5ºgeração James a tal geração Gavião e o principal descobre que é um anjo, mais não qualquer anjo eu sou o anjo mais forte da minha geração. É, este dia eu nunca mais vou me esquecer!

Notas finais
Estava dormindo no meu novo quarto quando de repente alguém abre a porta brutalmente. Era o William - ACORDA, ANDA, ACORDA – gritou William - Meu Deus o que esta acontecendo? – perguntei completamente assustado, pois não é normal alguém chegar gritando no seu quarto. - Não é nada não, é que este é o nosso modo se te um bom primeiro dia no santuário... CONTINUA
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.