Notas iniciais
Hi! Bom, agora as coisas vão começaaaar a se conectar. :3 Mas mantenha a calma se ainda não souber what's going on porque vou esclarecer tudo bem bonitinho daqui a pouco. (eu sei que eu to prometendo isso faz um tempinho, mas falta só mais uns 2 capítulos e aí BUUM tudo vai fazer sentido) Já aviso q esse capítulo tem mt coisa loka. e.e Bom, boa leitura!

Era mais uma noite qualquer em que Donna estava indo para um dos bares da cidade quando notou um homem -um tanto mais alto que ela. Vestindo um sobretudo grosso preto- caminhando a passos largos atrás dela. A garota desviou de sua rota, virou em ruas diferentes, entrou em mercadinhos, saiu, mas o homem continuou em seu encalço.

Ela aumentou a velocidade de suas passadas e assim também fez o homem. Seu coração palpitava rapidamente, muito embora aquela não fosse a primeira situação que a garota passara. Já havia sido perseguida antes por mendigos ou até nobres que queriam possuí-la, mas agora ela sentia que era diferente. Ele não tinha luxúria no olhar, tinha ódio.

Então ela decidiu rapidamente que continuaria com o plano inicial e iria para o bar. Donna buscou se acalmar e fingir que nada estava acontecendo e pensou que talvez se ela fosse para um local cheio de pessoas o tal homem iria embora. O que de fato aconteceu. Quando a garota entrou no bar e foi para bancada, já não conseguia mais ver o moço.

Não demorou muito para que um cavalheiro se sentasse ao seu lado. Era um dos mais bonitos que ela já vira. Tinha cabelos castanhos e bagunçados, profundos olhos verdes e as feições de um típico deus grego.

–O que uma linda moça como você faz aqui? Damas não costumam sair à noite. -Disse o homem com uma voz doce carregada de um sotaque que ela não conseguiu identificar.

–E o que um homem como você faz nessa espelunca trajado assim? Vejo que você não é daqui, então qual seria o motivo da vinda?

–Noto que tenho uma dama curiosamente esperta em minha frente. -ele sorriu- São muitas perguntas, minha cara. Vamos começar do começo. Meu nome é Edgar Scott. -disse estendendo a mão.

–Prazer Sr. Scott, meu nome é Donna Pe... -ela se interrompeu. O moço podia ser um guarda ou algo do tipo e a reconhecer. Logo, pigarreou e apertou sua mão surpreendentemente macia e sorriu- Então, você veio de onde, senhor?

–Eu venho de muitos lugares, senhorita. Tantos lugares que eu não poderia lhe contar em uma só noite. –ele sorriu novamente para ela e ficou a admirando por alguns segundos, o que fez ela ficar desconfortável e ansiar por um bom banho e roupas mais bonitas.

Depois de algumas horas de conversa e vários drinks pagos pelo jovem, –que aparentemente era bem rico- ambos já estavam um tanto quanto assanhados. Donna até conseguia se controlar e mantinha a mesma postura, muito embora ela nem percebesse que ele desviava de suas perguntas e nunca respondia o que ela havia perguntado, mas Edgar se inclinara em direção à moça e soltava risadas mais altas. Também passava as mãos nas coxas dela e ela não as afastava. Decidiram, os dois, então ir para o quarto onde ele estava hospedado.

O pequeno hotel ficava a uma quadra do bar e tinha somente dois andares. Tinha uma pintura meio desbotada e mal cuidada, e ostentava dois pilares grossos na entrada.

Logo que eles entraram no quarto do homem, no primeiro andar, ele sorriu maliciosamente e a jogou na cama. Esse seria um dos homens que ela cederia sem problemas. Ela ficou até com dó por um momento por saber que ia ter de rouba-lo depois, mas a garota realmente precisava do dinheiro.

Ele subiu em cima dela, com uma perna de cada lado de sua cintura, deu um sorriso com o canto da boca e foi beijando seu pescoço. Donna se sentia nas nuvens. As vezes fazer isso a incomodava. Ela não gostava de ser usada e sabia que não devia fazer aquilo. Se sentia uma meretriz, imunda, impura. Mas naquele momento, com aquele homem tão doce, inteligente e diferente do resto, ela se sentia amada.

Seus cabelos loiros estavam espalhados na cama e Edgar agora passava as mãos por todo seu corpo. Uma alça de seu vestido foi afastada para que um de seus seios estivesse livre e os beijos abaixaram. Depois ele pousou a mão esquerda no colchão e rasgou um pedaço da saia dela com a direita. A força súbita do homem deixou Donna intimidada, mas logo depois ela se esqueceu e mergulhou novamente em seu estado de êxtase. Edgar tirou as armações do vestido e começou a beijar as pernas da garota. Ela ansiava por mais, suspirava por mais, fechava os olhos e os abria, fechava as mãos em punho e as abria, não aguentava mais.

Então ele parou. A poucos centímetros de sua intimidade. Donna se sentou, indignada, e o homem ficou de pé na sua frente sorrindo como se não houvesse amanhã. Se deliciando com a cara da garota. Ele se inclinou na direção dela, pegou seu queixo delicadamente com o indicador e aproximou seus rostos. Só aí que ela percebeu que o moço não estava mais tão alterado como parecia anteriormente.

Por mais que situação anterior tivesse a deixado meio zonza, ainda tinha seus anos de experiência nas ruas e sabia que tinha algo errado. Ele sabia exatamente o que estava fazendo em cada momento e ainda fazia com precisão e delicadeza. Alguém embriagado não teria condições para tanto. Talvez ele tivesse fingido estar bêbado anteriormente –e fingido muito bem- só para possui-la, mas ainda sim havia algo a mais. Então ela teve um estalo na mente. Ele não tinha respondido por que viera para a cidade, nem de onde viera, ou qualquer pergunta muito pessoal que ela tinha feito.

“Que estúpida!” Ela pensava. Mas a garota percebeu tudo tarde demais. O homem que agora não estava mais beijando-a ternamente, pegou com força um punhado de cabelo dela e o puxou, já pondo a outra mão em sua boca para estancar seu grito de dor. Edgar, se é que esse era seu nome, começou a rir.

–Escuta, sua imunda, você realmente acha que eu me deitaria com você? Devo admitir que, como homem, admiro muito corpos esbeltos como o seu, –ele olhou o corpo da garota de cima a baixo mordendo o lábio- mas você não me engana!

Ele ficou sério novamente e puxou seu cabelo com força para baixo, deixando suas costas na posição exata para receber a cotovelada bruta do homem.

–Eu sei a aberração que você é na verdade, Donna Peretto! –sussurrou em seu ouvido, quase cuspindo seu nome.

O coração dela pareceu ter parado por alguns segundos. Ele a conhecia. Iria prende-la. Ou pior, ele era um mercenário e estava ali para matá-la.

Nesse momento a porta abriu com um estouro e ela pode ver sapatos pretos entrando no quarto. Estava salva.

–Eu disse que não era para se aproximar demais da garota! Por que você insiste em fazer as coisas desse jeito, seu idiota? –uma voz gutural falou, arrancando todas as esperanças de Donna, jogando-as para milhas dali.

–E por que não?! Ela foi estúpida o suficiente para me deixar traze-la para cá. Eu só aproveitei um pouco a situação. Ainda assim não iria possuí-la de fato. Não sou tão babaca.

–Será mesmo?! –falou a voz gutural mais uma vez- Levante a cabeça dela. Quero ver se é mesmo a certa.

Edgar puxou os cabelos da garota para cima e ela pode ver de quem pertencia a outra voz. Era o homem que a perseguiu até o bar. O homem com o sobretudo preto.

–Boa noite, besta! –ele assentiu com a cabeça, sorrindo- Me diga uma coisa, -ele deu uns passos na direção dela. O que a fez estremecer- onde está sua “mãe”?

–Não vejo minha mãe a anos, seu maldito! –Donna cuspiu no rosto do homem.

O mesmo riu. Até mesmo Edgar endireitou a coluna e ficou sério, com medo. Então o homem fez um gesto para que Edgar a soltasse, e quando ele o fez, Donna recebeu o tapa mais forte que já tinha levado em sua vida toda. Ela quase pode ouvir os ossos da mão dele entrando na mandíbula dela.

–Você não tem o direito de falar assim comigo, garota! –Ele gritou.

Ela não sabia mais o que fazer. Já queria que a matassem de uma vez e parassem de assusta-la. Afinal, não era para aquilo que foram pagos? E o que sua mãe tinha a ver com aquilo tudo? Por que ele falou como se ela não fosse realmente sua mãe?

–Anda! –ele endireitou a coluna e esfregou uma mão na outra- Levante-se! Não estou com paciência para carrega-la. E se você ousar dar um pio... –ele parou e a encarou com um olhar mortífero, então sorriu novamente- Não, você não seria tão idiota!

–Por que vocês não me matam de uma vez? –ela disse se arrastando para cabeceira da cama, sentindo a brisa gelada que vinha da janela, que ficava acima da cama, nas costas machucadas.

Os dois homens trocaram olhares e riram.

–O quê? –Edgar disse levantando uma sobrancelha- Não estamos aqui para matá-la! Deus, você é realmente estúpida.

–Então o que querem de mim? –ela disse com a voz tremula desejando que pudesse se afastar ainda mais, sentindo a beirada da janela fria em suas costas.

–Elementar, querida. –respondeu o homem de sobretudo- Vamos leva-la para onde você nunca deveria ter saído!

Ela arregalou os olhos e sentiu seu corpo todo tremer por causa da expressão de loucura no rosto do homem. Como gostaria de saber lutar.

Então lembrou das vezes que tinha que fugir o mais rápido possível dos mercados e lojas que ela roubava e seus dedos já compreenderam a mensagem. Eles se fecharam na beirada da janela com força e serviram de apoio quando ela se lançou para trás. Caindo para fora do quarto, de costas na calçada dura.

Maldita! –Ela escutou os homens gritarem lá dentro, mas agora ela já estava de pé, correndo para longe com todas suas forças.

Depois de horas correndo por várias ruas -algumas que ela nunca tinha visto- ela parou, ofegante, e apoiou suas mãos nos joelhos. Seu corpo doía em todos os lugares, seus pés ardiam por causa das pedras por onde ela correu, seu pulmão parecia que ia explodir e seu estômago, que iria sair para fora. Sua visão já estava turva e seus joelhos pesavam muito, até que ela caiu sem forças para se manter de pé. Donna nunca havia corrido tanto.

Ela não saberia dizer quanto tempo se passou abrindo e fechando os olhos pois pareciam só piscadelas, mas o céu começava a clarear. Sua mente dava nós e ela não conseguia entender nada do que tinha acontecido. Tinha muitas perguntas e nenhuma força para responde-las.

–--

–Ora ora! Olha quem eu encontrei! –ela sentiu a sombra de alguém no rosto e abriu os olhos devagar. Ela viu uma figura de pé, sorrindo para ela. Donna precisou de alguns segundos para poder ajustar a visão com a luz do sol e esses segundos foram o que bastaram para o homem -que no último segundo ela soube que era Edgar- a apunhalar na cabeça com alguma coisa dura.

Então tudo ficou escuro.

Notas finais
Oe! Então? Gostou? Não? Me deixe um comentário para poder melhorar (ou continuar assim haha) Obrigada por ler até aqui! Daqui a pouco posto mais capítulos.