Nascente
6 Capítulo 6
Notas iniciais
- Você está melhor agora? — Nathan perguntou para mim depois de colocar os corpos sangrentos dentro de alguns armários.
- Sim, bem melhor — menti. O cheiro horrível ainda estava no ar. Nathan tirou a camisa mostrando o peitoral definido. Quanto tempo de academia ele gastou para ficar tão gostoso daquele jeito?
- Feche a boca, Cheneesy — ele falou com aquele sorriso malicioso. — Quer tocar? — riu da sua própia idiotice.
Me levantei do chão e peguei a blusa de basquete esquecida no chão. Joguei na cara de Nathan.
- Vamos sair logo daqui — murmurei.
Voltamos para a quadra. Os meninos estavam jogando basquete e as meninas com momentos de líderes de torcida. Nathan agarrou minha mão me arrastando da saída.
- Já vamos embora? — tínhamos acabado de chegar! Queria conversar um pouco com o pessoal...
- Se você já esqueceu, três homens foram atacados por espíritos lá no banheiro. Tudo indica que os espíritos ainda estejam por aqui — ele me puxou para si, me abraçando de lado. — Se você não teme pelo seu lindo corpo, eu temo. Não vai querer sua alma sugada e seus órgãos para fora.
Um tremor percorreu pelo meu corpo.
Nathan me colocou no carro e partiu ignorando um garoto que gritava por nós. Era Anthony.
- Anthony quer você sabia? — Nathan perguntou com armagura.
- Eu percebi. — Sabe que não vou deixar ninguém tirar você de mim, não é? — murmurou — Porque você é minha garota.
Ergui as sombrancelhas para o seu lado possessivo. Gostei daquilo.
Nathan estacionou o carro na garagem de sua casa.
- Mudando de assunto,- falei — o que vai acontecer com os corpos que estão lá no galpão?
Nathan suspirou frustrado. Seus olhos ficaram nebulosos de novo, deixando o brilho de quando ele falava sobre nós.
- Eles vão acordar daqui a alguns dias. Vai depender do quanto a alma deles estão longe.
- Vai me explicar? — perguntei impaciente, minha curiosidade aflorando.
Estávamos no meu jardim. Era uma sorte tê-lo como meu vizinho.
- Certas coisas não podem ser ditas, você tem que senti-las para saber como é — Me olhou de lado e abriu a porta da minha casa.
Meu pai não estava tinha ido trabalhar no restaurante do centro da cidade. Nathan deitou-se no sofá e ligou a tv. Já estava se sentindo em casa aquele folgado. Abri a geladeira me abaixando um pouco para pegar a água. Mãos me tiraram do chão e caí no sofá de costas.
Nathan cobriu meu corpo com o seu. Seus lábios passeavam por meu pescoço causando arrepios. Puxei o seu cabelo para cima e o beijei. Não foi doce como o beijo no galpão. Foi insano, violento, selvagem. Um beijo cheio de desejo. Seus lábios sugavam os meus o saboreando, sua mão esquerda estava na parte interna de minha coxa fazendo massagens. Quando os lábios de Nathan caminharam para meu colo, arranhei as costas dele. Isso o fez prensar mais em mim.
Oh Deus, eu podia sentir a animação da sua excitação. Eu estava igualmente animada.
Grunhi frustrada quando seus lábios pararam de descer, começando a voltar com um beijo doce e molhado. Ele não estava mais colado em mim e sua mão largou minha coxa para afagar meu rosto. Me olhava com um sorriso divertido e um olhar profundo. Aqueles olhos nebulosos que antes pareciam inexpressivos, agora era fácil de ler seu sentimentos. Sorri de volta, mais maliciosa.
- Eu gosto de você e você gosta de mim... — começou.
- Como você tem certeza disso? — na verdade eu estava mesmo gostando dele.
- Eu tenho o seu manual de instruções — murmurou, roçando os lábios nos meus. — Vamos deixar mais fácil nossa relação. Nós ficamos juntos como um casal.
Processei essa idéia. Fiquei um pouco agitada quando entendi o que ele queria dizer.
- Está me pedindo em namoro, Nathan? — minha voz era divertida. Ele deitou o rosto no meu pescoço, roçando seu nariz ali. Seu peito subindo e descendo em compasso com a sua respiração.
- Vai aceitar?
- Eu não sei... quais são as vantagens? — eu estava enrolando, deixando-o impaciente. Era óbvio que eu aceitaria seu pedido.
Nathan lambeu meu pescoço me deixando arrepiada.
- A vantagem é: eu sou seu.
Era uma vantagem muito boa. A melhor até.
- Eu aceito, namorado — sorri, como a boba que era. — Mas vai ter que me contar sobre você, por mais que você me conheça. Preciso saber como é a sua vida.
Ele levantou a cabeça. O cabelo estava bagunçado, os olhos escuros estavam brilhantes e seu sorriso aberto. Me senti orgulhosa por colocar aquele sorriso em seu rosto.
Nathan me beijou tão calmamente deixando meu coração alegre e rápido. Passou os lábios para meu pescoço e as mãos entraram para minha blusa. Seus dedos mal tocava minha barriga. Um arrepio intenso percorreu meu corpo.
- Bem, — mais um beijo em meu pescoço — nasci na Inglaterra. Na época em que as pessoas namoravam pelo olhar — ele riu pensando em como os tempos mudaram. Seu corpo vibrou sobre o meu provocando alguns desejos.
- Devia ser uma tremenda frustração naquela época — murmurei.
- Se era...
- Quantas mulheres já teve? — perguntei curiosa. Ele riu de mim, mas não fez nenhum comentário.
- Eu já tive muitas mulheres. Afinal, já estou nessa estrada a muito tempo.
Olhei para o teto. Uau. Queria saber a quantidade de mulheres que eles esteve.
- Nenhuma era mais bonita que você. E a maioria delas estão mortas ou quase lá — ele explicou sem eu pedir qualquer coisa.
- Quando virou um imortal? — sussurrei.
Ele se virou no sofá deitando de lado. Me puxou mais para si.
- Eu estava numa festa com meus pais. Uma festa importante e toda a cidade estava lá. Eu tinha dezenove anos e estava muito entediado. Então fui para a varanda e uma moça estava lá. Era loura dos olhos castanhos, muito bonita — suspirou pesado. — Acho que a ofendi, estava um pouco bêbado. Ela me puxou para si, agarrou meu pescoço e o torceu. Acordei dentro de uma caverna. Um senhor que nunca tinha visto na vida estava lá e me falou no que eu me transformei. Me disse que existia uma organização que protegia os humanos do sobrenatural. Eu recebi uma missão...
- Que missão? — eu o interrompi, inquieta demais. Ele sorriu da minha expressão. Eu devia estar parecendo uma fã vendo o final do seu filme favorito.
- Eu tenho que proteger sua família. Todas as primeiras filhas das Cheneesy.
Me sentei surpresa. Todas as primeiras filhas? Por quê? E se essa era a missão dele proteger as Cheneesy, por quê minha mãe estava morta?
- Cometi um erro uma vez e sua mãe...
- Minha mãe mor... — minha garganta se fechou. Minha mãe estava morta e a culpa era dele?
- Sua mãe não está tão morta como você pensa — ele se sentou também não desgrudando os olhos dos meus. — Sua mãe é uma vampira agora.
Notas finais
Queria pedir desculpa por não ter postado o cap. semana passada. Eu tinha um trabalho enorme para fazer, estava com a mão dolorida depois disso.
Então gostaram do Cap.?
Queria que vocês a divulgassem... comentem, ok?
Beijo e até o próximo. s2
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