Nascente
10 Capítulo 10
Sexta-feira a tarde, Hugo deixou Nathan e eu na estação do trem. Meu namorado era bem informado, sabia que eu amava viajar de trem. Nem eu sabia direito do por quê eu gostar desse meio de transporte. Após a despedida calorosa e cheia de recomendações do meu pai, partimos para a plataforma.
O trem era moderno, não aquelas marias-fumaça. A plataforma de embarque estava lotada e caótica. Havia pessoas de todas as idades, gente demais para ser só dessa cidade. Minha mala era maior que a do Nathan, então ele decidiu levá-la para mim e eu levar a dele, que era a matade da minha.
O trem buzinou e homens vestidos com um uniforme azul marinho se pendurou nas portas e começaram a gritar:
- Todos ao embarque!
As pessoas corriam como baratas tontas, seguindo para seu vagão correto.
- Por aqui — Nathan me puxou com a mão para o vagão 29.
Entramos num longo corredor cercado por quartos. Uma família passou perdida por nós, tentando se localizar.
- Nosso quarto é o 107 — Nathan falou em meu ouvido, por causa do barulho das vozes.
Seguimos para a direita e em menos de dois minutos estávamos no quarto. Era pequeno, com uma cama de casal, um armário atrás dela com toalhas e produtos de higiene.
Nathan fechou a porta de correr atrás dele e se jogou na cama de bruços. Eu só fiquei olhando. Estava com frio na barriga. Nathan jogou o boné e depois tirou a blusa regata branca ainda deitado. Suspirou.
- Cansado? — perguntei em voz baixa.
Ele respirou fundo.
- Não muito. Vamos ficar algumas horas aqui até chegar no hotel, que aliás é da mesma empresa desse trem.
O tempo nublado não era mais visto pois as cortinas estavam fechadas. O único ponto de iluminação era o abajur em cima do criado-mudo.
Sentei na frente da cama bem na ponta. Tirei o meu All Star preto. Lábios tocaram meu pescoço e as mãos grandes de Nathan filtraram minha blusa, acariciando minha barriga. Fechei os olhos.
- Eu quero muito você. E eu quero agora — sussurrou.
Meus olhos abriram como um estalo. Um meio sorriso surgiu em meu rosto. Me virei para Nathan que estava com aquele sorriso preguiçoso e aqueles olhos nebulosos que eu tanto amava. Amava?
Engatinhei até a cabeceira da cama, onde meu namorado estava. Joguei meu meu cabelo para o lado e antes de beijá-lo passei a língua em seus lábios.
- Lucy — murmurou rouco.
Nathan agarrou meu quadril e me puxou para si. Sua boca encontrou a minha e começou um beijo explosivo. Ele tirou minha blusa e a camisa, girou para cima de mim me prensando na cama. Minha mão percorreu as costas firmes de meu namorado. Seus lábio foram descendo até o vale entre meus seios.
- Eu estava sonhando com seus seios desde que você se levantou daquela banheira — sussurrou Nathan.
Eu ri, fazendo meu corpo tremer. Uma leve fricção entre nossos sexos sob a calça, meu riso parou na hora.
- Chega de enrolar, Nathan — gemi, quando sua língua passou em meu mamilo. Quando ele tirou meu sutiã?
Nathan se levantou da cama tirando a roupa, ficando nu em minha frente.
Oh, eu estava amando cada momento disso.
Comecei a tirar o resto da minha roupa. Nathan ficou de joelhos entre minha pernas colocando a camisinha. Me olhou por um longo tempo, com um sorriso bobo no rosto. Acariciou meu rosto da têmporas até o meu queixo. O puxei pelo cabelo até meus lábios alcançaram o seu. Nos beijamos até ficarmos ofegantes. Peguei seu membro em uma das mãos e direcionei para minha entrada.
Sem esperar por mais nada, Nathan entrou por completo em mim. Gememos baixo, em sincronia. Mexi meus quadris, impaciente demais para ficar queita. Ele entendeu o que eu queria e começou a se mover rápido e profundo. Nathan revezava seus lábios em meu pescoço e seios. Eu estava perto do orgasmo e pela expressões de Nathan ele também estava quase lá.
- Cheneesy? — me chamou numa voz rouca.
- Hm? — era o máximo que eu conseguia falar.
Mas ele só me olhou e não me disse nada. Ele estava tentando dizer alguma coisa, mas mudou de ideia. Eu não insisti.
Ele afundou a cabeça em meus cabeços. Meu orgasmo veio junto ao dele, em sincronia. Ficamos mais uns minutos alcamando a respiração e então Nathan saiu por completo de mim.
- Vamos ao banho — estendeu a mão e eu aceitei. Mais três passos e entramos no cubículo chamado banheiro.
Eu não estava afim de conversar e muito menos Nathan, pois assim que ligou o chuveiro sua boca estava ocupada com meus seios.
Eu arfava de desejo. Queria Nathan mais próximo de mim possível.
- Nathan... — nem terminei de pedir, pois ele já sabia o que eu queria.
- Não posso, as camisinhas estão na mala — explicou enquanto beijava meu pescoço.
- Mas que dro... — senti sua língua em meu umbigo e descendo, descendo.
Minhas pernas se fecharam por tamanho desejo, querendo uma fricção maior.
- Coloque as mãos na parede e abra as pernas — mandou. A sua altoridade fez meu joelhos tremerem.
Assim que fiz o que mandou a língua de Nathan entrou em mim calmamente e doce. Gemi mais alto que necessário. Nathan me chupava, mordia, lambia e beijava meu sexo com mais fervor quando beijava minha boca.
Em pouco tempo Nathan me fez chegar ao segundo orgasmo naquela tarde.
- Caralho — murmurou Nathan. Não sabia onde ele estava, meus olhos estava fechados, me segurando na parede.
Minutos depois estávamos deitados na cama curtindo o momento. Minha cabeça estava apoiada no braço esquerdo do meu namorado.
Ele riu baixinho.
- Qual é a graça? — minha voz saiu arrastada devido o cansaço.
- Estava me lembrando do dia em que virei seu protetor até os dias de hoje. — Ele riu mais baixo como um murmúrio. Tirou a mexa de cabelo que estava no meu rosto — Quando eu cuidava da sua mãe era mais tranquilo.
Minhas sombrancelhas se uniram, apoiei minha cabeça nas mãos, olhando para ele.
- Me conte sobre isso — pedi.
Ele deu um sorriso largo, tão lindo que meu coração vacilou.
- Quando você nasceu, eu estava lá. Você foi a primeira Cheneesy que vi nascer. Foi emocionante. admito. Observei você por um bom tempo na encubadoura. Era inquieta. Dali percebi que minha tranquilidade tinha acabado. E eu estava certo!
Bufei caindo nos braços dele.
- Quando você já era independente, aos 11, pensei na hipótese de deixar de ser o protetor das Cheneesy. Eu não gostava de você. Ficava me perguntando por quê diabos essa menina não podia sossegar?
Ri me lembrando de como era. Tinha que concordar que não era garota de ficar parada, vivia saindo por aí. Até o dia em que minha mãe se foi.
Nathan percebeu a minha expressão. Passou os dedos em meu rosto me confortando.
- Quando ela se tornou vampira, ela veio falar comigo — explicou em voz baixa. — Primeiro, ela me deu uma facada. — Riu fazendo o corpo tremer. Fiz um bico me segurando para não chorar. Minha mãe era um assunto complicado. — Os vampiros não confiam em nós, mas, Scarlet pediu para eu cuidar de você. Para fazer meu "trabalho"direito.
Sorri torto e cheguei mais perto de Nathan. Puxei sua boca para mim e o beijei com calma. Ele retribuiu com o mesmo carinho, passando as pontas dos dedos em minhas costas, enviando calafrios intensos. Eu queria mais. O calor que vinha do meu centro se emanava para o resto do meu corpo provocando um beijo ardente e selvagem. Mordi o lábio inferior de Nathan quando se afastou de mim.
Grunhi.
- Sossega, Cheneesy — Nathan colocou o rosto na curvatura do meu pescoço, o braço direito se esparramando na minha barriga. — Descanse um pouco, porque depois vou te levar para ver o resto do trem — suspirou e segundos depois ele dormiu.
O calor de Nathan me passava uma paz tão grande, me sentia segura ali. Meu coração não aguentava de tanta felicidade, me dava vontade de sair gritando que Nathan era meu, todo meu. Estávamos juntos por tão pouco tempo, mas parecia tão mais. Eu não o queria longe. Nunca. Eu precisava do seu calor. Ele fazia parte de mim agora.
- Está fazendo um bom trabalho, Nathan — sussurrei. Passei os dedos entre os cabelos dele, um cafuné. Nathan me puxou pra ele. Até dormindo me correspondia.
- A propósito, — murmurei antes de cair no sono — eu te amo.
Notas finais
Gostaram? Comentem, divulguem e blá blá blá.
Aaah, Feliz Natal. Sei que não vou postar antes disso então...
Até mais.
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