Nas suas mãos

1 Capítulo 1 - único


Notas iniciais
Hey, guys, escrevi essa one rapidinho e acabei gostando do resultado, dependendo do feedback de vocês podemos desenvolver em uma long ou short fic. Leiam e me contem o que acharam.

Minha respiração vai sendo controlada aos poucos enquanto as gotas de suor que descem pelo meu pescoço vão secando com a mesma rapidez que se formaram. Massageio a ponte dos olhos para ajudar-me a trazer a sanidade que a pouco eu perdi em meio aos gemidos, beijos sedentos e cabelos bagunçados. Toda vez que eu me pego nessa situação eu me pergunto: “por que eu continuo fazendo isso?” e a resposta sempre vinha com ela, a dona de todos os meus pecados.

Ela afasta o lençol de seu corpo despido e respira fundo, é sempre uma vitória saber que eu também a deixo sem fôlego. Eu me vigio para não me mexer e atrapalhar a cena, analisando suas costas nuas que a pouco minha boca passeava, ela rapidamente junta seus cabelos negros em um coque alto e eu suspiro. Ela sabe que adoro quando ela prende o cabelo, a forma como seu pescoço fica exposto é meu ponto fraco. É tão difícil se segurar para não voltar a beija-la e ela sabia disso. Ela sempre soube disso e por isso ela não olha para trás e levanta com a certeza de que todos os seus passos estão sendo acompanhados por mim e por fim ela entra no banheiro.

O barulho da chave girando na fechadura faz meu coração gelar e apertar, assim eu me respondo: “Eu não consigo não fazer isso”. Me levanto juntamente com o raciocínio.

Observo a cama bagunçada e meu estômago se embrulha, ela parece tão suja agora. Apanho o roupão ao pé da cama e me cubro rapidamente assim que escuto o barulho do chuveiro sendo ligado, não é a primeira vez que isso acontece, certamente não será a última e eu pego-me odiando pela declaração interna. Claro que essa não seria a última, mesmo se eu quisesse, ela não deixaria, eu não tenho controle nenhum da situação e ela sabe disso. Ela vem e me tem quando quer e vai embora no instante seguinte saciada e com a certeza de que vai poder matar a fome de novo quando precisar.

—Idiota.- Sussurro massageando o pescoço que se anuncia dolorido, ela ainda fazia questão de deixar sua marca. Aperto o local dolorido em um protesto silencioso de raiva, ela faz de propósito.

Rapidamente pego o cigarro no criado mudo junto o isqueiro e acendo enquanto caminho até a varanda, posso me repreender depois por fumar, mas agora eu só quero desviar minha atenção do que eu acabei de fazer ou melhor, do que ela me fez fazer. Gostaria de ser capaz de provar minha inocência perante a situação.

—Patética.- Penso em voz alta, dou um longo trago e me esforço para escutar o que está acontecendo mais a fundo no cômodo.

O chuveiro já está desligado, isso significa que qualquer vestígio de que eu estive no seu corpo se foi juntamente com a água pelo ralo e sem nenhum remorso por ela. Provavelmente está ajeitando o cabelo agora, logo depois vai colocar as argolas e lembrar como ela planejou isso tudo. As argolas não foram escolhidas por acaso, ela sabe que eu acho que combinam muito bem com o formato do seu rosto, nada de batom, sabe que eu gosto de seus lábios natural e com isso você sorri. Eu nunca tive a menor chance contra você.

Mais um trago e a porta se abre, agora você procura sua roupa, seu maço de cigarro e o isqueiro. Na verdade não, o isqueiro não, ele deve ficar. Você esqueceu da última vez e a desculpa que você deu foi que emprestou a uma colega de trabalho e ela nunca mais devolveu, por isso você tem um novo e nem se deu o trabalho de tirar da bolsa.

—Você não deveria fumar.- Você fala ao longe quando nota que tem um cigarro a menos.

— Eu não deveria estar com você.- Digo calma e mais um trago. Você nem se dá o trabalho de retrucar, já deveria estar calçando os sapatos.

No último trago eu me viro, voltando para o quarto, sem pressa, eu já estou em casa, você não. Observo você checar as horas e sorrir por estar no horário, não vai levantar suspeitas, você calculou muito bem.

—Preciso ir.- Você fala em minha direção enquanto pega sua bolsa ao lado da porta. Uma última olhada no quarto para se certificar que não tinha esquecido nada, talvez eu devesse olhar também pra ver se acho minha dignidade, provavelmente ela está presa na sola do seu salto e deve fazer um barulho bom pra você enquanto pisa.

Em silêncio eu saio do quarto e vou até a porta que você usa para entrar e sair da minha vida. Sei que você está me seguindo logo atrás, acompanho por educação, você conhece muito bem o caminho.

Antes que eu possa abrir a porta você usa seu truque final, claro. Segurando meu braço você puxa me obrigando a te abraçar, você joga tão sujo, mas você consegue e eu já estou com o rosto enterrado no seu pescoço caçando seu cheiro. Você me puxa para um beijo e eu não mostro resistência em nenhum momento, sei que não funciona, não com você. Você o aprofunda, o faz ser necessitado e eu já consigo sentir a saudade que vou sentir de você, a ansiedade de você aparecer aqui de novo e me tomar na minha própria casa. Eu desejo que volte logo e você sabe que eu vou estar te esperando.

“Eu queria que não fosse embora.” Penso, mas não falo, sería inútil e nosso momento é cortado pelo meu celular.

Você não faz esforço nenhum pra esconder a curiosidade de ver quem está me ligando, larga de mim como se não estivesse fazendo nada segundos atrás e apanha meu celular no sofá. Você vê e o sorriso que abre ao ver quem é faz eu desejar nunca ter cruzado com você um dia, apesar que eu tenha quase certeza que você me caçaria de alguma forma.

—É seu melhor amigo.- Você diz de uma forma divertida e eu tiro meu celular da sua mão desejando tirar todo o controle que você tem sobre mim.

—É seu marido.- eu falo incrédula e ela continua sorrindo.

—Eu estou indo, Swan.

—Você sabe o caminho, Regina.

E assim eu escuto a porta abrir e fechar antes de encarar o nome que gritava na tela no meu celular, suspirar fundo e atender.

—Oi, Robin.

Toda culpa me atinge, apesar disso sempre acontecer, não me acostumo, pelo contrário,o nó na garganta sempre parece apertar mais a cada vez que acontece. Queria poder parar com isso, queria deixar você ou ao menos que você me escolhesse de vez e que nunca mais fosse embora.

Notas finais
Iae, o que acharam? Reportem qualquer erro ortográfico e qualquer tipo de crítica é bem vinda, quero saber o que está passando na cabecinha de vocês.
Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!