Nas mãos de um anjo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura
21 de março
Acabamos de chegar no hospital de Maternidade da cidade e eles acabam de tirar a maca da ambulância com minha esposa deitada em cima desacordada. Eles entram no hospital ás pressas comigo atrás. Quando eles passam por uma porta dupla já dentro do hospital; sou barrado por dois enfermeiros ao tentar entrar pra junto da minha esposa. -SAIA DA MINHA FRENTE, EU PRECISO ENTRAR-Tento empurrar o enfermeiro que está me empurrando para longe da porta. -Senhor, lamento, mas não posso te deixar entrar-diz ainda me segurando -É MINHA ESPOSA QUE ESTA LA DENTRO.ME DEIXE ENTRAR!-grito com ele desesperadamente -Lamento senhor-diz ele novamente e assim me soltando quando já estamos mais afastados e perto da ala de espera.Saio de perto dele meio cambaleante e atordoado. Entro na ala me sento em uma das cadeiras ali postadas; ponho os cotovelos no meu joelho e coloco a cabeça entre as mãos. -Isso não pode estar acontecendo ,por favor Angelina fique bem-peço baixinho já chorando e soluçando silenciosamente. Fico ali sentado á horas sem fim e começo a lembrar dos momentos que que passei junto á Angelina; os momentos mais felizes da minha vida. Lembro do nosso primeiro beijo, do meu pedido de namoro, das nossas brigas e reconciliações, do meu pedido de casamento, em como ela estava linda vestida de noiva, do dia que ela disse que estava gravida da nossa pequena Sophia que agora nesse exato momento está chegando; ao lembrar disto começo a chorar ainda mais. -Por favor meus Deus; se o senhor estiver me ouvindo eu lhe imploro, por favor me ajude, não posso perder os meus bens mais preciosos, por favor- oro entre soluços e lagrimas-Por favor proteja as duas!-continuo soluçando com o rosto entre as mãos. Não estou preparado para ficar sem minha Angelina. Depois de mais horas e horas que não pareciam não ter fim, sinto um toque no ombro; levanto o rosto cansado e ainda manchado pelas lagrimas; percebo que é uma enfermeira, levanto o rapidamente. -E então? como está minha esposa? E a minha filha? Como elas estão? Diga-me!- peço desesperadamente. -Sua filha está bem senhor Charles; ela está indo para a ala dos recém nascidos, fique tranquilo, logo mais o senhor poderá vela- ela me diz calmamente. -E a minha esposa?-pergunto com um aperto doloroso no coração. A enfermeira me olha com aquele jeito de que a resposta vai ser dolorosa e meus olhos já enchem de lagrimas. -E MINHA ESPOSA? CADE ELA?- Pego nos seus ombros e grito- ME FALA?COMO ESTÁ A ANGELINA? -Lamento senhor, mas ela se foi; não resistiu; ela teve eclampsia na hora do parto e não resistiu, por algum milagre divino conseguimos salvar sua filha, mas sua esposa não resistiu; lamento- ela diz com os olhos baixos. Eu a solto e meus braços caem pesados ao lado do meu corpo, sinto todo o meu corpo vazio, o tempo parece parar mim, não consigo pensar mais em nada somente no vazio que eu sinto. -não, não, não, isso não pode está acontecendo! -fecho os olhos e penso na Angelina com seus cabelos cacheados castanhos, na sua pele de pêssego, nos seus olhos verdes, na sua boca rosada e no sorriso que sempre costumava brincar nele, até consigo ouvir sua voz doce e calma me dizendo eu te amo; então mais e mais lagrimas começa a rolar do meu rosto e não consigo mais controlar. -Angelina! Não por favor! NÃÃOOO-um grito rouco e sofrido sai por minha garganta. *** E nesse exato momento muito longe dali num alto penhasco a costa de um mar gelado onde parece que as ondas fortes que se chocam nas rochas queria ganhar mais espaço entre as pedras de tão forte era sua fúria; podia-se avistar um jovem rapaz em pé em sua beirada, vestido inteiramente de cinza, sua pele branca, seus cabelos dourados que se balançavam com o vento forte, seus olhos cinza e frios como aquela tempestade que se aproximava naquele momento; olhava para as nuvens negras daquela tarde com as mãos nos bolsos e com o rosto inexpressivo; onde que para alguns meros mortais podia significar uma tempestade furiosa se aproximando; para outros e muito poucos raros assim como ele; significava que uma decisão sobre algo muito além do importante estava para acontecer o que por ironia definiria o seu veredicto e destino. -Ai está você Alec. O anúncio já vai começar; temos que ir.- Diz um jovem rapaz negro dos olhos verdes acastanhado com roupas inteiramente brancas se aproximando por trás. -Você já notou Gavin que, quando Ele está para decidir algo, tudo aqui em baixo fica um caos?-diz ainda encarando as nuvens. -Percebi-responde Gavin e solta um riso baixo e curto- Acho que é porque isso aqui é a criação Dele, o mestre colocou tudo dele aqui embaixo, inclusive seus próprios sentimentos; agora vamos antes que ele se canse de te esperar e resolva te lançar um raio aqui e fazer você virar cinza celestial- Gavin fala não podendo deixar de rir no final. Os lábios de Alec se levanta em um sorriso de canto pela tentativa de piada do amigo; seus olhos ainda se ficção para as nuvens por um estante antes de virar-se com o rosto sério e inexpressivo para o amigo.
-Vamos acabar logo com isso-responde; e vai caminhando e simplesmente surge asas na suas costas; grande gloriosas, com penas cinzas assim como suas roupas mas com penas lindas e brilhantes em toda a sua extensão. No seu amigo também surgem um lindo par de asas igualmente gloriosas, mas as suas eram brancas como a neve sem nenhuma mancha, símbolo de pureza e perfeição. Assim eles tomam impulso e alcançam voo para o infinito celestial. **** Uma voz grave e estrondosa como um trovão soa pela câmara branca fechada onde as paredes pareciam fumaças. -Alec, você foi uma dos meus filhos que mais amei. Não posso esquecer o que você fez a mim e a seus irmãos. Mas você arrependeu-se e veio até mim em busca de perdão. Lhe darei Alec, mas para você consegui-la, você terá que provar para mim sua devoção e lealdade. Você não terá seu antigo posto de Querubim. Você será colocado como um anjo da guarda e irá proteger uma das minhas criações. Irá proteja-la e guardá-la. Mas se algo acontecer, você será exilado sem nem mesmo ter o direito de contestamento, ficará sem suas asas e será lançado para o inferno; foi claro Alec? -Sim meu Pai.- Alec responde com o olhar duro e direto, com as suas mandíbulas trancadas. -Muito bem. No momento sua protegida acaba de nascer então sua tarefa vai ser mais fácil e não precisará ser visto por olhos humanos, mas daqui cerca a 18 anos você será visto por eles e terá que conviver e agir como eles. Entendido?-a voz soa pelo ambiente firme e autoritária. -Sim Mestre- Alec responde novamente sem alterar sua expressão.-Como será o nome da criatura Senhor?-pergunta ainda impassível -Sophia Miller
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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