Nas Vestes de Um Escritor
2 O Escritor Manda e Desmanda no Seu Mundo
Notas iniciais
O escritor é um ser fantástico, ele tem o poder de fazer o que quiser. É considerado um deus do seu tempo e de suas coisas. Se quiser fazer chover, chove. Se quiser inundar uma cidade inteira ele o fará. Se quiser viajar por todo universo por vários outros planetas ele viajará. O escritor é um deus poderoso. Em sua alçada, ele manda e desmanda. É muito bom ter esse poder, mesmo que seja no imaginário. O escritor que almeja ser um bom escritor, antes de tudo, tem que considerar muitos fatores e um deles é o seu arsenal de informações latente. Outro, é o fator criativo que possibilita levar o leitor junto em suas viagens com seus múltiplos personagens e suas existências convincentes. Ele tem que dar a entender que, o que esta relatando, realmente tem pleno conhecimento e com muita autoridade, senão seu leitor ficará frustrado. Aqui não pretendo ensinar ninguém a ser escritor — quem sou eu para tal- mas pelas minhas experiências, enumero uma porção de fatores que sei que são importantes para ser, se não um ótimo, mas um bom escritor. Pois o difícil é por em prática tudo isso e se tornar um escritor de sucesso.
Os livros marcam as pessoas. E fui marcado profundamente por um livro quando eu era um tenro adolescente. O livro era da escritora Mary Shelley intitulado: O Monstro de Frankenstein. Eu comecei ler o livro sem nenhuma pretensão, por uma acaso mesmo. Era um livro pequeno. Ao chegar lá pela quinta página, não parei mais somente quando o terminei nunca seria capaz de pensar que um simples livro me fizesse sentir tanto medo e envolvimento. Tanto que eu só o lia a tarde ou pela manhã, nunca à noite, pois ficava impressionado com o monstro horrendo. Os livros também tem o poder de tornar imortal seu autor, como Monteiro Lobato, Machado de Assis, Clarice, Drummond, Shakespeare, Camões, Fernando Pessoa,Allan Poe, Victor Hugo e tantos outros.Eles se foram, porém suas obras estão por aí testificando de sua influência e existência. Não morrerão jamais. Esse fenômeno também ocorre nas artes, que o diga Da Vinci com a Mona Lisa.
A ESCRITA
Esta ligada não tão somente a beleza e ao delineamento da forma, a ortografia e a gramática que são importantes na estrutura de uma língua, mas ao conteúdo. Substancialmente falando, o conteúdo bem como sua forma de exposição serão imprescindíveis para a compreensão e valorização da obra em questão. Uma narrativa bem detalhada, um ambiente muito bem descrito, um linguajar, mesmo que seja coloquial, mas que arraste curiosidades natas do que está sendo dito, principalmente nos regionalismos e costumes de um personagem, de um povo, é muito valoroso e coroará o escritor.
Hoje os recursos são infinitos na prática do escrever, temos a mão, não mais a limitação do manuscrito, ou da máquina de datilografia, mas um arsenal de condições nessa prática, como o computador e seus programas bem como a Internet e seu poder de informação. Quem tiver um talento excelente para a escrita, fará um bom trabalho nessa área.
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