Naruto Shippuden - NaruHina: O Internato
1 Um pouco da minha vida
Notas iniciais
Dizem que quando você cresce o número das coisas darem errado aumentam, eu só não sabia que aumentariam tanto assim. Eu tinha uma casa, eu tinha uma família, mas como eu disse, eu tinha.
Meu nome é Hinata, e eu tenho 15 anos e vim para o orfanato a três anos, junto com minha irmã mais nova Hanabi, que agora tem 12 anos. Antes de virmos pra cá, nós morávamos com nosso pai, ele disse que nossa mãe havia morrido no parto da minha irmã,mas como eu tinha apenas três anos não lembro de nada do que aconteceu. Não posso dizer que a minha família era a mais perfeita, mas era a minha, e eu tinha que agradecer a Deus por tê-la.
Um certo dia, bem chuvoso por sinal, nosso pai estava indo a escola nos buscar, até que um caminhão, para desviar de um cachorro que estava no meio da rua, foi para outra pista onde meu pai estava, e eles acabaram batendo.
Estavam somente eu, minha irmã e mais um garoto na escola, até que, a diretora veio até mim e disse que meu pai havia sofrido um acidente de carro. Quando ouvi tal frase, várias lágrimas escorreram dos meus olhos, minha irmã que estava vindo do banheiro, correu até mim e perguntou o que tinha acontecido, e a diretora disse a mesma coisa que havia me dito a minutos atrás. Na mesma hora, Hanabi me abraçou e começou a chorar junto comigo, estávamos com muito medo do papai morrer, mas a diretora conseguiu nos tranquilizar. Como já estava fechando a escola, ela resolveu nos levar até o hospital onde nosso pai estava, e ficar com a gente durante um tempinho, até saber onde iríamos passar a noite.
Quando chegamos no hospital, a diretora falou o nome do meu pai e perguntou em que quarto estava, a moça da recepção disse que ele estava no quarto 7 do terceiro andar, e nós fomos até lá. Quando acabamos de chegar no terceiro andar, ficamos procurando o quarto 7, não demorou muito e nós o achamos. Um médico estava saindo dele, e perguntamos se poderíamos entrar e ficar um pouco com nosso pai, ele apenas assentiu e disse para entrar um de cada vez. Deixei minha irmã entrar primeiro, ela estava chorando muito mais do que eu, e fiquei esperando até que ela saísse.
Quando ela finalmente saiu, eu entrei no quarto, meu pai estava deitado na cama cheio de curativos e respirando por conta dos aparelhos. A primeira coisa que fiz, foi ir até a cama onde ele estava, e dar um beijo em sua testa, e foi quando eu fiquei muito surpresa, pela primeira vez meu pai disse “Eu te amo filha”, eu não aguentei de tanta emoção e acabei deixando uma ou duas lágrimas caírem, ele nunca foi de dizer ”eu te amo” ou demonstrar algum sentimento, e sempre que eu ou minha irmã perguntávamos alguma coisa sobre minha mãe, ele apenas inventava alguma desculpa e se trancava no escritório, mas para minha completa surpresa ele disse pela primeira vez uma coisa sobre minha mãe, e eu me lembro de cada palavra até hoje: “Sabe filha... quando você nasceu, sua mãe disse que você era a filha mais linda que alguém poderia ter, disse também que seus olhos eram como as estrelas mais brilhantes, que seus cabelos eram como o mais lindo e escuro céu, e que quando olhava para você, era como se estivesse vendo a mais linda e estrelada noite. Me desculpe por não ter sido um pai tão presente em sua vida Hinata...”
Depois que disse isso, ele deixou uma lágrima cair e fechou seus olhos, dando um longo e último suspiro de vida.
Uns dias depois, me trouxeram para o orfanato onde eu estou até hoje. Aqui é sempre calmo, temos aulas, hora para acordar e ir dormir, almoçar e jantar, mas como cada um carrega a dor de não ter seus pais, sofremos em silêncio, e nunca atrapalhamos as aulas, não por causa das punições de atrapalhar, mas pelo simples fato de não ter felicidade ou um pingo de alegria para compartilhar com os outros. Passo a maior parte do tempo na biblioteca ou no terraço, onde dá para eu ver a lua e as estrelas, estou sempre lendo ou escrevendo no meu diário, a madre Akane diz que eu deveria ser escritora quando eu crescesse, já que passo a maior parte do tempo lendo e escrevendo. Eu não converso com muitas pessoas aqui, prefiro ficar no meu canto, e também a maioria não gosta de mim porque eu conheci minha família, e eles não,e o modo que eles me punem por isso é me deixando de lado ou fingido que eu não existo.
As vezes tudo que eu quero é sumir, fugir daqui, eu só tenho uma foto da minha família,nós quatro contando com a Hana que estava na barriga da minha mãe, era primavera, estávamos sorrindo, estávamos felizes, por que meus pais tiveram que morrer? Por que?
Fale com o autor