Naruto: O Caminho do Coração espadachim

5 Capítulo 5 — O Encontro com Orochimaru




Capítulo 5 — O Encontro com Orochimaru

Alguns dias depois, em Konoha, durante a segunda fase do Exame Chūnin, a Floresta da Morte escondia seus perigos. Ryoma Inuzuka não fazia parte da equipe oficial de segurança, mas havia motivos para estar ali. Informações indicavam movimentações suspeitas próximas à fronteira com o País do Som — e ele sentia que o exame era uma cortina de fumaça.

Sem notificar os superiores, com aval discreto de Kakashi e Yugao, Ryoma se infiltrou na floresta acompanhado de Tsumi, seu fiel cão ninja. Mas Tsumi, desta vez, não estava em sua forma canina habitual. Antes do confronto, ele assumiu a forma humanoide — uma figura quase idêntica a Ryoma, com traços fortes, olhos selvagens e a mesma postura determinada. Essa transformação aumentava sua presença e capacidade de luta, tornando-os uma dupla sincronizada e assustadora.

A floresta estava silenciosa demais. Ryoma escalou um galho alto, os olhos fixos na trilha abaixo. Tsumi, em sua forma humana, ficou ao seu lado, atento como um guerreiro experiente.

Então, uma figura surgiu entre as sombras: esguia, com olhos amarelos brilhantes e um sorriso frio que não escondia sua malícia.

— Ora, ora... Ryoma Inuzuka. Que surpresa encontrar você aqui.

Orochimaru, o lendário Sannin, exalava um perigo quase palpável. Tsumi rosnou baixinho, os pelos da nuca arrepiados, mesmo em sua forma humana. Ryoma apertou o cabo de sua katana, Kiba no Tsume, sentindo o peso da batalha que se aproximava.

Ele não era tolo. Sabia que estava diante de um inimigo muito além de seu alcance atual. Orochimaru não era só um oponente — era uma ameaça de outro nível. Mas fugir não era opção.

Explicando as técnicas — A primeira vez

Ryoma estava nervoso, mas decidido. Era a primeira vez que colocaria em prática suas técnicas de esgrima, desenvolvidas com anos de treino intenso, mas nunca testadas contra um inimigo real do calibre de Orochimaru.

Ele sabia que não poderia vencer com força bruta nem com chakra esmagador. Seu estilo se baseava em técnica, velocidade e precisão.

Primeiro, a base de tudo: Sombra Verdadeira (Shin’ei).

Essa técnica é o modo natural de combate de Ryoma — ele se move tão rápido e com tanta precisão que o oponente vê múltiplos "clones" de sua lâmina no ar, gerando confusão. Não é ilusão, nem jutsu, mas resultado da sua aceleração muscular e controle corporal apurado. O adversário fica sobrecarregado, incapaz de distinguir onde o golpe real virá.

Depois, Ryoma podia usar o Corte Flexe (Shundan), um golpe quase invisível e instantâneo dentro de um raio curto. Quando ativado, seu cérebro entra em hiperfoco, seus sentidos se aguçam e ele acelera o movimento de corte a ponto de parecer teletransporte — mas é apenas treino e reflexo aprimorados.

Por fim, se necessário, vinha o Último Corte Flexe (Saishū Shundan), um golpe de alta destruição, acumulando a energia cinética do corpo para perfurar defesas fortes. Era arriscado usar, porque exigia muito do corpo e deixava Ryoma vulnerável depois.

Naquele instante, Ryoma sabia que usaria a Sombra Verdadeira para confundir Orochimaru e ganhar espaço. E que o Corte Flexe seria sua chance de acertar um golpe real. O Último Corte Flexe era uma carta na manga, para emergências.

O confronto

Orochimaru deu um passo à frente, sorrindo com arrogância.

— Você cresceu, garoto... Mas está longe do que eu espero de um adversário.

Ryoma não respondeu. Seu corpo já se posicionava, leve e equilibrado, pronto para atacar ou defender. Tsumi, agora em forma humanoide, espelhava sua postura com a espada pronta.

Orochimaru avançou com rapidez, a Kusanagi cortando o ar em um movimento circular. Ryoma sentiu o vento do golpe, mas já desaparecia com um passo lateral, como uma sombra — era a Sombra Verdadeira em ação. A velocidade e os movimentos mínimos criavam múltiplas imagens dele, confundindo Orochimaru.

Mas o Sannin não era um inimigo comum. Seus olhos brilhavam com malícia e experiência. Ele avançava com movimentos calculados, aproveitando até o menor erro.

Ryoma atacou em semicírculo, buscando brechas, mas Orochimaru desviava com facilidade. Um sorriso frio apareceu no rosto do inimigo quando percebeu que Ryoma ainda hesitava em usar o Corte Flexe.

— Essa velocidade é boa — provocou Orochimaru — mas falta algo mais.

Tsumi atacou com um giro, tentando pegar Orochimaru de surpresa. A espada gêmea cortava o ar com precisão, mas o Sannin usou seu corpo como líquido, escorregando e desviando, como uma cobra que escapa da armadilha.

Orochimaru aproveitou para contra-atacar com uma rajada de serpentes de sua manga, tentando prender Ryoma e Tsumi. Ryoma recuou com um salto invertido, Tsumi avançou, mas ambos sentiram a pressão do chakra sombrio que fluía contra eles.

A luta se tornou uma dança tensa — Ryoma e Tsumi usando a Sombra Verdadeira para criar ilusões reais, tentando manter Orochimaru sempre sob pressão, mas o Sannin movia-se com fluidez quase sobrenatural.

Foi quando Ryoma decidiu arriscar o Corte Flexe.

Concentrando o máximo de atenção, seu cérebro focou no instante exato. O mundo ao redor parecia desacelerar enquanto seus músculos explodiam em movimento. Em um flash quase invisível, sua lâmina fez um corte limpo em direção ao ombro esquerdo de Orochimaru.

Orochimaru recuou, surpreso, seu sorriso se apagando por um momento.

— Hmph. Surpreendente para um Jōnin de elite... Mas longe de suficiente.

Orochimaru avançou com velocidade absurda, combinando golpes com sua espada e ataques de chakra que Ryoma mal conseguia prever. Tsumi foi lançado para trás por uma onda de energia, e Ryoma sofreu um impacto violento contra uma árvore. O tronco rachou, o corpo dele tremia, mas ele não caiu.

— Ainda está longe — pensava Ryoma, sentindo o cansaço e a dor — mas não vou recuar.

Orochimaru parou a poucos metros, com olhar frio e calculista.

— Você tem talento. Mas o abismo entre nós é grande. Não tenho tempo para prolongar isso.

Antes que Ryoma pudesse reagir, Orochimaru desapareceu em um instante, reaparecendo atrás dele com a Kusanagi cortando o ar.

Ryoma conseguiu erguer a espada a tempo, bloqueando o golpe, mas sentiu uma pressão enorme no chakra, quase sufocando seu fluxo.

— Isso... não é uma simples luta — pensou Ryoma — é uma batalha pela sobrevivência.

Ele se manteve firme, ajustando a postura, respirando fundo. Tsumi já estava de pé ao seu lado, pronto para defender ou atacar.

Orochimaru deu um último sorriso e, sem avisar, recuou em meio a uma nuvem de cobras que se dissiparam no ar. Ele desapareceu antes que Ryoma pudesse contra-atacar.

Ryoma caiu de joelhos, ofegante, sangue na boca, mas com um sorriso discreto no rosto.

Ele havia sobrevivido.

Sobrevivera contra um dos maiores perigos do mundo ninja — e sabia que ainda estava longe de ser capaz de enfrentá-lo de igual para igual.

Mas aquela luta era só o começo.

Considerações finais

Nesse encontro, Ryoma mostrou coragem, técnica e inteligência. Usou pela primeira vez a base de seu estilo de esgrima — a Sombra Verdadeira — para criar confusão, e arriscou o Corte Flexe, um golpe rápido e preciso que atingiu Orochimaru pela primeira vez.

Mesmo assim, ele não era páreo para o Sannin, que combinava velocidade, poder e experiência muito além do seu alcance atual.

A lição para Ryoma era clara: talento e vontade não bastam, ele precisaria treinar ainda mais para diminuir a distância entre ele e inimigos desse nível.

Mas a sobrevivência naquele confronto já era uma vitória para quem lutava com a lâmina da matilha.




Notas finais
Sai toda quarta e sexta