Naruto: O Caminho do Coração espadachim

17 Capítulo 17 – A Lâmina e a Herança



Capítulo 17 – A Lâmina e a Herança


Interior do prédio administrativo de Konoha — dois dias após o retorno da missão


A aldeia ainda carregava marcas da invasão. Muitos edifícios estavam sendo reconstruídos, e com a morte do Terceiro Hokage, o clima ainda era de silêncio e reorganização. Mas naquela manhã, um novo nome ecoou entre os telhados: Tsunade-hime.


Ela havia retornado com Naruto e Jiraiya — e aceitado o cargo de Quinta Hokage.


No mesmo dia, Ryoma Inuzuka caminhava em direção ao gabinete que agora abrigava a nova líder da aldeia. O pergaminho da missão B, que ele havia decidido não entregar aos superiores anteriores, agora estava lacrado novamente. Ele acreditava que Tsunade merecia saber, mesmo que nem tudo fosse dito.


🏯 Gabinete da Hokage — O Primeiro Encontro


A porta de madeira deslizou silenciosamente. A nova Hokage observava pela janela quando ouviu os passos firmes de Ryoma.


Tsunade (sem se virar):

— Você é o Inuzuka, o espadachim fantasmagórico?


Ryoma (com naturalidade):

— E você é a lendária Sannin que aceitou carregar Konoha nas costas.

Trouxe o relatório da missão no Sul. Incluindo... o que não constava na ordem original.


Ele estendeu o pergaminho com a mão esquerda.


Tsunade (virando-se, pegando o pergaminho):

— Parece que o Time 7 operou sob sua supervisão. Recebi bons relatórios... mas também confusos.


Ryoma (olhos firmes):

— Nem toda verdade cabe num relatório. Houve conteúdo dentro do pergaminho resgatado que, se exposto, colocaria em xeque alianças frágeis. Tomei a liberdade de lacrá-lo e esperar sua chegada.


Tsunade (em silêncio por um momento, depois com um meio sorriso):

— Você não tem medo de assumir responsabilidade. Isso pode ser útil... ou perigoso.


Ryoma (sério):

— Eu sigo meu coração. Não a política.


Tsunade:

— Então que bom que seu coração está do lado certo... por enquanto.


(pausa)


Tsunade (mudando o tom, enquanto observa documentos):

— Você recusou o ANBU. Motivo?


Ryoma (encostando-se à parede com os braços cruzados):

— Eu protejo a vila à luz do dia. As sombras não são o meu caminho.

E mesmo nas missões mais sujas, não entrego minha espada sem saber onde ela corta.


Tsunade (erguendo os olhos, surpresa):

— Isso é raro. Sinceridade demais, talvez. Mas útil.

Konoha está precisando de pilares honestos.


Ryoma:

— Eu não sou um pilar, Hokage-sama. Sou só uma lâmina.

Mas enquanto tiver pulso, vou proteger essa vila... à minha maneira.


Ele se virou, pronto para sair, mas então Tsunade chamou:


Tsunade:

— Espere. Antes de ir... já considerou treinar jovens?


Ryoma (sem olhar para trás):

— Já estou fazendo isso.

Mas se quiser me responsabilizar oficialmente... terá que assinar o risco.


Tsunade (meio riso):

— Então que assim seja, Ryoma Inuzuka.


Ryoma saiu, e atrás dele, a nova Hokage observava o selo no pergaminho que ele deixara.

Algo no olhar dele dizia que não havia segredos ali por vaidade — havia proteção.

Um tipo de convicção que, mesmo entre os jōnins, era difícil de encontrar.


Naquele dia, o conteúdo do pergaminho não foi revelado publicamente.

Tsunade, após lê-lo sozinha, selou-o em um compartimento seguro.


O segredo ficou entre ela e Ryoma — e assim, o passado da missão foi encerrado.

Não por covardia, mas por sabedoria.


A nova era havia começado.

E Ryoma sabia que sua espada, agora, teria que proteger algo ainda mais frágil que a vila:

a próxima geração.


🌤 Terraço do Hospital — Último Encontro


Alguns dias depois... Kakashi, ainda de máscara, está de pé pela primeira vez desde que acordou.


O céu estava limpo, mas a vila ainda se recuperava.

Kakashi observava os telhados de Konoha como quem procurava sinais antigos — marcas de um tempo antes da dor.


Ryoma (se aproximando em silêncio):

— Parece que você finalmente decidiu parar de fingir que estava dormindo.


Kakashi (olhar de lado, cansado, mas com humor):

— Eu gosto de descansar com estilo.

Mas soube que você andou brincando de sensei?


Ryoma (cruzando os braços):

— Não brinquei. Eu apenas fiquei no lugar... até o verdadeiro voltar.


(pausa breve)


Ryoma (tirando um pequeno pergaminho do bolso):

— Avaliação dos três. Treinamento técnico, psicológico e de campo.

Nada oficial — só impressões. É com você agora, Hatake.


Kakashi (pegando o pergaminho, silencioso):

— Eles deram trabalho?


Ryoma:

— Cada um à sua maneira.

Mas todos têm algo que vale a pena proteger.

Principalmente de si mesmos.


Kakashi (sorrindo com o canto dos olhos):

— Você mudou, Ryoma. Antes não se envolvia com genins.


Ryoma:

— Ainda não me envolvo.

Só não vi sentido em deixar três jovens promissores no piloto automático enquanto o mundo ruía em volta deles.


Kakashi:

— Obrigado.


Ryoma:

— Só cumpri meu papel.

Não peço gratidão.

Peço que você cuide deles.


(pausa breve)


Ryoma (olhando para longe):

— Ensinar é como empunhar uma espada:

Você precisa saber onde está cortando.

Eu... já tenho outras batalhas.


Kakashi (em tom sereno):

— E o que vai fazer agora?


Ryoma (começando a se afastar):

— Voltar pro que sei fazer melhor: cortar o que precisa ser cortado.


Ele desce as escadas lentamente. Ao fundo, o sino do hospital toca uma hora qualquer.


Kakashi observa em silêncio —

E pela primeira vez em dias, fecha os olhos sem dor.

Sabia que o Time 7 havia sido protegido — não por regras, mas por convicção.


E isso, no fundo,

era o tipo de ensinamento que nenhuma cartilha ninja ensinava.





Nota: sai quarta e sexta

Notas finais
Sai quarta e sexta