Naruto: O Caminho do Coração espadachim
11 Capítulo 11 — O Último Descanso
🕯️ Capítulo 11 — O Último Descanso
Local: Colina cerimonial de Konoha – manhã seguinte.
O céu estava nublado. Nuvens pesadas pairavam sobre a vila, como se o tempo entendesse o peso do luto.
Na colina dos funerais oficiais, o silêncio reinava.
Centenas de shinobi e civis estavam reunidos em formação. Os mais jovens, em silêncio tenso. Os veteranos, em postura contida. O caixão do Terceiro Hokage repousava ao centro, envolto pela bandeira da Folha.
Incensos queimavam ao redor. O ar estava denso. Espesso.
Ryoma estava entre os jōnins de alto escalão. Usava o uniforme tradicional do clã Inuzuka, sem adorno. Nem ANBU, nem faixas de destaque. Estava ali como Ryoma, o protetor da matilha.
À sua esquerda, Kakashi mantinha os olhos semicerrados. À direita, Asuma encarava o túmulo do pai sem piscar.
Ryoma observava tudo, atento.
Sua expressão era neutra. Nem pesar, nem reverência.
“Sarutobi caiu defendendo a vila. Um líder. Um homem do seu tempo.”
“Fez o que achou certo… e também errou. Como qualquer outro.”
“Não o idolatro. Mas reconheço o peso do que carregava.”
🌫️ Cena: Cerimônia
Jiraiya foi o primeiro a falar. As palavras foram curtas, diretas.
Depois vieram os conselheiros — Homura, Koharu — exalando solenidade em discursos longos sobre legado, honra e tradição.
Ryoma ouviu tudo. Sem mover um músculo.
“Palavras são como incenso. Queimam, perfumam… e desaparecem.”
“Não são palavras que sustentam a vila. São as pessoas.”
Ao fundo, ANBUs mantinham a formação.
Entre eles, Yugao. A postura dela era reta, firme — mas a dor, mesmo contida, era visível.
Ryoma a percebeu. Não se aproximou. Não invadiu o espaço dela. Apenas reconheceu.
O sino fúnebre tocou três vezes.
As pétalas foram lançadas.
O caixão desceu ao túmulo.
Konoha enterrou seu Hokage.
🧠 Cena Interna: Distância Calculada
Ryoma permaneceu em silêncio até o fim. Não se aproximou do altar. Não fez oferendas.
“Não sou parte do teatro político.”
“Não vim por Sarutobi. Vim pela vila que ficou de pé, mesmo queimada.”
“Pelos civis. Pelos meus. Pelos que sangram e não aparecem nos discursos.”
Cruzou o olhar com alguns ninjas conhecidos. Shikaku lhe deu um breve aceno. Genma estava ao fundo, imóvel. Os olhos de Iruka estavam vermelhos.
Mais à frente, Ryoma viu Naruto, em silêncio.
O garoto estava parado, observando a cova. Os punhos cerrados. Nada de gritos. Nada de caos. Apenas firmeza.
Ryoma entendeu.
“Até o garoto percebeu. Crescer exige perder.”
📜 Cena: Conversas Vazias
Conforme a cerimônia se dispersava, os mais influentes se aproximavam uns dos outros. Conselheiros cochichavam. Jōnins trocavam palavras veladas. Informações sobre a sucessão circulavam com discrição.
Ryoma passou por eles sem dizer nada.
— Capitão Inuzuka — chamou um ANBU veterano —. Dizem que Tsunade pode ser a próxima Hokage.
— Pode ser. — respondeu Ryoma, sem parar.
— E se não for? — insistiu.
Ryoma olhou brevemente por cima do ombro, a voz baixa e firme:
— Não é o nome que protege a vila. É quem age por ela.
Seguiu andando.
🔚 Cena Final: Clareza e Foco
Na encosta da colina, Tsumi o aguardava.
Ryoma desceu sem olhar para trás.
O vento frio soprava do norte. Konoha, mesmo em luto, seguia viva.
“A liderança vai mudar. Os rostos no alto podem trocar.”
“Mas quem segura a base… somos nós.”
“E se querem estabilidade, eu darei.”
“Não por ordens. Nem por hierarquia.”
“Mas porque a matilha precisa de mim. Porque o povo precisa de alguém que não hesite.”
O olhar dele se fixou no horizonte.
“Enquanto puder andar, vou proteger os meus.”
“Quem entrar no caminho… vai cair.”
Sem palavras, Ryoma seguiu para o campo de treinamento.
Não para pensar.
Não para lamentar.
Para treinar.
Porque o mundo não espera.
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