Notas iniciais
Oi galerinha que me amaldiçoou esse tempo todo(rs). Peço desculpas por telos feito esperar tanto. Esse capítulo saiu mais longo que os outros(pra compensar a demora hehe). Nele teremos um novo personagem que provavelmente aparecerá bastante, principalmente pra dar procedimento ao lado misterioso e fantastico da fic. Espero que gostem e que não tenham me abandonado. Até as notas finais

“O que tá acontecendo comigo? Por que estou me sentindo tão... esquisita? Eu não entendo... realmente não entendo. Talvez não tenha sido uma boa idéia. Talvez eu não devesse ter feito isso. Ele tem razão. Estou me arriscando demais aqui.”

Minha cabeça estava cheia de pensamentos conflituosos. Tudo estava uma bagunça, e eu não estava me referindo a esse galpão abandonado nos extremos da cidade que eu ínsisto em chamar de lar. Aquelas palavras, ditas por ele... ele tinha razão.

O pior de tudo é que eu não estava em um bom dia. Era meu primeiro dia de aula, e aquele professor de cabelos prateados e olhos enigmáticos, tinha nos obrigado a fazer um trabalho em dupla. E quem eu peguei? Sim, logo ele. O garoto que possuía os cabelos dourados e radiantes, assim como o sol, e olhos azuis cativantes e inocentes. Olhar para eles, era como enxergar a imensidão do céu azul, ou o reflexo azulado de um rio de água cristalina.

–Hinata! O que você está pensando? Ficou maluca?- Era o que eu dizia pra si mesma. Eu tinha acabado de chegar da escola, e já me ajeitava em um sofá velho e empoeirado, me deitando e olhando para o teto- Você sabe o que ele é. Você sabe que não pode se aproximar dele. Isso é loucura...- me virei e fechei os olhos. Queria pegar no sono, mas não conseguia parar de pensar nele- isso é loucura- repeti baixinho.

Mas meu sono tinha de esperar. Mal pude feixar os olhos, e já senti uma sensação esquisita. Eu me levantei bruscamente, me escondendo atrás de um monte de velharias, em um dos cantos do galpão. Minha respiração tornou-se pesada assim que ouvi o som de passos se aproximando. Meu coração começou a golpear rapidamente. Sentir uma gotícula fria de suor escorrer pelo meu rosto, assim como uma vela derretendo.

–“Não pode ser. Será que alguém me seguiu?”- pensei comigo mesma- Não, não pode ser... eu tomei cuidado.

Não aguentei ficar parada onde estava. Eu tinha que fazer alguma coisa. Eu ergui levemente minha cabeça, precisava ver se realmente tinha alguém ali, ou era tudo paranoia minha. Então, meus olhos percorreram o lugar rapidamente, e bem ali, a apenas alguns metros de mim, tinha uma pessoa olhando em volta. Eu paralisei, fiquei completamente petrificada:

–Pode sair daí hinata, eu já te vi.

Assim que ouvi aquela voz fria e dolorida, eu me levantei de onde estava e respirei aliviada. O rapaz olhou para mim com seus olhos leitosos e melancólicos. Eu me aproximei praticamente de cabeça baixa, não sabia se estava envergonhada ou ainda com medo:

–Então é aqui que você está se escondendo- disse ele calmamente, enquanto continuava olhando em volta.- até que não é tão ruim.

–Você me deu o maior susto sabia, Neji?- falei quase sorrindo. Ele então veio até mim, e me abraçou.

Foi um abraço rápido, mas reconfortante. Meu primo Neji nunca foi de fazer contato físico, a não ser que fosse extremamente necessário. Ele estava um pouco diferente da última vez que eu o tinha visto. Seu cabelo, que antes era bem longo, indo até quase o final de suas costas, agora estava bem curto, quase que num corte militar. Suas roupas também não faziam seu estilo. Ele gostava de usar camisas longas e calças ligeiramente folgadas, mas agora ele estava de camiseta branca, praticamente colada ao corpo, e uma calça jeans azul, meia surrada pra variar.

–Adorei seu novo estilo, achei que ficou muito bem em você.- Falei voltando a sentar no sofá velho, e fazendo um gesto para que ele se sentasse em uma cadeira próximo a ele.

–Hinata, por favor não me faça rir. Nós dois sabemos que isso é puro disfarce, e que a situação não está pra brincadeiras- indagou ele seriamente.

–Me desculpe- eu abaixei minha cabeça ressentida.

–Está tudo bem- disse após um suspiro.- o importante é que você está segura. Esse lugar parece ser um bom esconderijo...- ele levou a mão ao queixo, examinado cada detalhe do velho galpão- é claro que você está sendo um pouco descuidada... mas era de se esperar. Mas o importante é que você não deve deixar esse lugar.

O que ele disse? Que eu não podia deixar esse lugar? Não... não podia ser. Por um momento, eu esqueci completamente que ele não sabia que eu tina voltado a estudar. E se eu contasse? Ai meu deus o que aconteceria? Com certeza ele não deixaria eu sair do meu esconderijo por nada. E eu precisava disso, precisava tanto quanto o ar que eu respiro. Eu estava cansada... cansada de tudo isso. De ser perseguida, de morar sempre em lugares escuros e isolados, de não poder nem ao menos conversar com alguém. Eu não podia contar... simplesmente não podia.

–Hinata, hinata está me escutando- não eu não estava. Eu estava completamente em transe, em colapso. Tudo que eu ouvia era meu nome distante, como se alguém estivesse sussurrando- Hinata, algum problema?

–Não, nenhum- eu suspirei. Por um momento, achei que ele sabia de algo. Mas o que eu queria? Ter uma vida normal. Não. Pessoas como eu nunca terão uma vida normal.

–Então tudo bem, terei que ir agora. Irei me encontrar com a ten tem.

Não acredito que ouvi aquilo. O neji? Se encontrar com a tenten.

–Sério?

–Sim- ele respondeu sério, mas ao me ver sorrir continuou- mas não é nada do que você tá pensando. Ela marcou um encontro para que pudéssemos conversar sobre a situação atual da Trinity.

Eu confesso que nunca gostei do jeito frio de Neji tratar as coisas. Sempre desconfiei que algo acontecia entre ele e Ten Ten. Bom pelo menos era essa a impressão que ela deixava, e sim, eu falei ELA, pois Neji era uma pessoa fechada demais pra essas coisas. Mas eu ainda fico na torcida.

Neji e eu então nos despedimos , e ele foi embora logo depois, mas não antes de me pedir pra que eu me cuidasse.

Por mais que eu odiasse desobedecer as ordens de meu primo, eu não poderia fazer o que ele me pediu . Eu precisava voltar pra escola, interagir com alguém, principalmente com ele... aquele garoto.

Porque meu deus? Por que tive que me interessar logo por ele? Talvez eu devesse fazer o que era certo, fugir. Fugir de tudo outra vez. Mas eu não queria, simplesmente isso. Mas por que logo um Uzumaki? Logo um deles.

Comecei a sofrer em silêncio desde que Neji me deixou. Perguntas sem respostas e dúvidas sem soluções fulminavam minha cabeça. Eu sabia o que era certo, mas fazê-lo era impossível. Não me pergunte porque, mas sei que é impossível, sei que sim. Existe algo, ou alguma coisa que me impede de fazer. Não sei o que é, só sei que aqui, bem aqui... no meu peito, algo me diz que nem sempre o certo, é o certo a fazer.

Notas finais
Ufa! fim de papo. Nos próximos capítulo teremos Hinata e Naruto aprontando-se para seu trabalho em dupla, que aposto que estão loucos pra saber o que vai ser. Uma dica: a aula é de literatura. vlw até a próxima!!!