Notas iniciais
Demorei mas foi... Comentem pelo amor de Deus... Estou me sentindo esquecida com tão poucos comentários bubu'
Espero que gostem...

Hinata estava dormindo, quando sentiu um bafo quente em sua nuca. Abriu os olhos, mas não se mexeu, apenas percebeu que Yuuta-sensei estava deitada atrás dela. Ela pode ouvir o som de sua pele esticando em um sorriso. – Sabia que eu adoro o cheiro de seu cabelo? – ela sentiu ele afundar o nariz em seus cabelos. Ela prendeu a respiração com nojo. – Ele cheira a lírios.

-Se você não se afastar em dez segundos eu juro por tudo o que há de mais sagrado que eu arranco suas bolas com a minha shuriken. – ela segurava a arma com todas as forças, esperando que ele a atacasse.

Só quando ela apenas ouviu um riso seco, sentiu ele se levantando e andando até a porta, ela conseguiu voltar a respirar. Essa tinha sido por pouco. Muito pouco.

Ela queria ir embora dali, mas ainda sentia muita dor. Mas conseguia andar sem se apoiar em algo. Ela queria ir para outro lugar. Talvez, até voltar para Konoha e viver escondida para poder ver Hiroki crescendo. Qualquer opção era melhor do que viver ali com aquele pervertido.

Hiroki... Ela queria tanto estar perto daquele menino agora. Queria vê-lo crescer e se tornar um teimoso como ela e sonhador como o pai. Queria vê-lo recebendo a bandana e brigando com Naruto dizendo que roubaria seu cargo de Hokage. Queria tanto trazer o futuro pestinha com ela.

E foi pensando em seu filho que ela adormeceu novamente, ainda segurando o Shuriken com força.

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-Naruto, o que você está me contando é inacreditável. – disse Neji, enquanto corria entre as árvores ao lado de Naruto. – Você realmente está me pedindo para acreditar que Hinata está viva, que vocês tiveram um filho e que agora ela fugiu de novo por causa da Tsunade-sama.

-Isso mesmo Neji... – Disse Naruto antes de trocar de assunto. – Você realmente não sabe nada disso? Todos sabem. Todos viram no dia em que ela chegou e no dia em que ela usou um selo temporário na Kyuubi.

-Digamos que eu estou um pouco isolado do resto de Konoha por causa de Hanabi. Ela ainda é uma criança, tem muito o que aprender antes de ser a líder do clã Hyuuga... – Neji parou, fazendo que Naruto parasse em alguns troncos na frente.

-O que foi Neji? Porque você parou agora? – perguntou Naruto confuso.

-Ela selou a Kyuubi? – perguntou Neji, não acreditando no que acabara de ouvir.

-Por um pequeno período, mas selou sim. – disse Naruto, coçando a cabeça mais confuso ainda.

-Mas ela não tem força para selar um poder tão forte quanto a Kyuubi, mesmo enfraquecida, Hinata não seria capaz a menos que... – ele foi interrompido por Naruto.

-Ela sacrificasse seus olhos? – completou Naruto. – Você realmente acha que Hinata não seria capaz de fazer isso?

Neji ficou paralisado por um tempo antes de falar. – Para Hinata, quando se tratava de você, nada era impossível. – Eles ficaram em silêncio mais um pouco antes de Neji continuar. — Mas, o que aconteceu a ela? Ela ficou cega?

Naruto deu um riso nervoso. – Começou a acreditar que ela realmente não morreu? – ele perguntou, mas quando Neji permaneceu em silêncio, ele decidiu continuar. – Não, ela não ficou cega, os olhos dela apenas mudaram de cor.

Neji não perguntou com qual cor eles ficaram, apenas voltou a correr, sendo seguido por Naruto. – Sabe por onde procurar? – perguntou Neji, enquanto desviava de um pássaro.

-Não faço a mínima ideia. Só sei que procurarei até os confins do universo... – Naruto respondeu confiante.

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Na casa de Sakura, ela ainda estava tentando convencer a teimosa Kinara a se sentar.

Sakura já havia posto Hiroki para dormir em uma cesta forrada por lençóis, já que não havia berço e Sasuke estava dormindo na única cama. Kinara tinha ficado o tempo inteiro em pé, de braços cruzados, encarando todos os movimentos de Sakura, dando nela alguns calafrios.

Ela despencou cansada no sofá, ainda sendo encarada por Kinara. – Você realmente vai ficar ai em pé me encarando? – perguntou Sakura.

A menina não respondeu. Continuou em silêncio. Então Sakura tentou outra abordagem. – Você pode ficar relaxada. Naruto e Hinata logo voltarão... – ela foi interrompida por Kinara.

-Você acha que eu sou estúpida? – aquela pergunta surpreendeu Sakura. – Você acha que eu não sei o que está acontecendo? Você acha que eu não sei que minha mãe me abandonou. Sumiu de repente– a próxima frase ela sussurrou, como se dissesse a ela mesma. – Do mesmo jeito que minha antiga mãe fez?

Sakura ficou um tempinho observando a menina. Era por isso que ela estava tão tensa. – Posso te contar uma coisa? – perguntou Sakura, e como a menina não afirmou e nem negou, ela continuou. – Você me lembra muito o Naruto quando ele era mais novo. – os olhos da menina brilharam, mas ela se manteve calada. – Quando ele era mais novo, ele sofria muito achando que seus pais o haviam abandonado, porque ele era um monstro e ninguém o queria por perto.

-Mas minha mãe me disse que eles tinha se sacrificado por ele... – disse kinara com um tom de desapontamento.

-E eles fizeram isso. Se sacrificaram por seu amado filho. – Kinara fez uma cara confusa, deixando Sakura continuar. – Naruto passou vários anos, achando que havia sido abandonado, sendo que Kushina e Minato se foram para salva-lo.

Kinara agora a olhava com um pouco de despreso. – E o que isso tem haver comigo?

Sakura sorriu, tentando parecer mais acolhedora do que como ela realmente se sentia. – Quem sabe Hinata não fez a mesma coisa? Foi embora para proteger você, Naruto e o pequeno Hiroki?

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Yuuta estava na cozinha quando ouviu um som vindo do quarto. Ele olhou para porta e viu Hinata lá parada, olhando para o lado, como se tivesse nojo de encara-lo. Ele sorriu com a atitude dela. Não era mais aquela menina medrosa e inocente que ele cuidara durante um ano.

Ele se apoiou no balcão da cozinha. – Você quer alguma coisa Hinata-chan?

Ela assentiu antes de falar. – Eu quero apenas três coisas de você. – ela falou, agora direcionando seus olhos para ele. Quando ele nãoa interrompeu, ela continuou. – Primeiro, quero que você pare de por “-chan” no fim do meu nome.

Ele se divertiu com aquele pedido, e se manteve quieto. Não deixaria de chama-la assim. E quando ela notou que ele não pararia, ela continuou. – Segundo, estou morrendo de fome.

Ela jogou para ela uma maça que estava em um cesto no balcão. Ela deu uma mordida com força e satisfação, e com a boca ainda cheia ela continuou. – Terceiro, quero arrumar uma maneira de voltar para Konoha sem que Tsunade me importune, ou tente algo contra mim. E eu sei que você tem suas maneiras de conseguir o que quer.

Ele sorriu satisfeito. – E o que eu ganho com isso?

Ela sentiu vontade de vomitar naquela hora. Sentia nojo de si mesma. Mas tinha que fazer isso pelos seus filhos e pelo homem que amava. – A única coisa que eu poderia dar a você. – ela disse enquanto abaixava uma manga de seu vestido, deixando um de seus seios amostra.

Notas finais
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