Naruto E Hinata - Nosso Futuro
21 Eu o machuquei
Notas iniciais
Sakura finalmente havia deixado Hinata pegar seu filho no colo. Naruto e Kinara, estavam em seu quarto no hospital, enquanto a observavam amamentar o pequeno Hiroki.
Hinata parecia segurar seu filho com medo, como se qualquer movimento brusco que ela fizesse o partiria no meio. Ela estava tão encantada com seu filho. Ele tinha curtos e finos cabelos loirinhos no topo da cabeça. Cabelos como o de Naruto. O menino mamava de olhos fechados, o que deixava Hinata um pouco inquieta. Será que ele também tinha os olhos do pai? Ou tinha o Byakugan como ela tem... – quer dizer, tinha...
Naruto percebeu a aflição dela, mas quando ia ternar acalma-la, alguém o chamou na porta. Sakura estava lá, em pé, o olhando com um olhar preocupado. Ele deu um beijo na testa de Hinata, que sorriu com o gesto e foi em direção de Sakura.
Quando eles se encontravam no corredor, Sakura fechou a porta e olhou para Naruto um tantonervosa. – Naruto. Eu preciso te dizer algo. É sobre o Hiroki.
-O que tem de errado com o Hiroki? – perguntou Naruto, falando um pouco mais rápido que o normal.
-Não há nada de errado. Ele está em bom estado. Apenas, tem algo que talvez Hinata não aceite muito bem... – Sakura foi interrompida por um grito vindo do quarto.
Naruto abriu a porta rapidamente e encontrou Kinara olhando assustada para o bebê que agora estava no berço ao lado da cama e Hinata encolhida no canto do quarto. Ela escondia o rosto sob os cabelos e chorava intensamente.
Ele correu em direção ao berço e encontrou seu filho o olhando com aqueles olhos. Um verde e outro azul. Ele olhou em direção a Sakura que ainda estava na porta com uma expressão confusa e ela somente abaixou o olhar. Era isso que ela queria dizer a ele.
Hinata estava encolhida no canto do quarto. Ela chorava de soluçar e repetia algo que Naruto não compreendia até se aproximar dela. – Eu o machuquei. Eu o machuquei. Eu só o machuco. Eu não o mereço. — Ele se sentou ao seu lado e a abraçou com força. Aquele abraço pareceu intensificar o choro. – Eu fui fraca. Eu o machuquei.
-Shiiu. – Naruto exclamou, alisando os cabelos dela. – Você não o machucou. Ele está bem. Não tem nada de errado com ele.
-Eu pensei que só tinha sacrificado os meus olhos. – ela disse entre os soluços. – E não os dele. Ele não precisava. Eu deveria ser forte o suficiente para que ele não precisasse.
Naruto naquele momento não sabia o que dizer. Apenas lhe afagava os cabelos, enquanto observava Kinara pegando o menino no colo e o levando até eles. Naruto se assustou com a ação da menina, mas quando ela se ajoelhou na frente deles e os olhou com um sorriso Hinata pareceu se acalmar.
Hinata olhou para criança que agora estava dormindo e depois para Kinara que ainda sorria. – Não acho que você tenha sido fraca mamãe. Eu acho que ele percebeu que você precisava de ajuda e se sacrificou pelo papai. Não se culpe por algo que qualquer filho faria. — Naruto e Hinata se surpreenderam pela maturidade da filha. Kinara se aproximou mais um pouco e pôs o bebê nos braços trêmulos de Hinata. – Acredito que quando ele crescer, não se arrependerá de nada.
Naruto olhava para Hinata tentando decifrar seus sentimentos. Quando ela sorriu e abraçou seu filho delicadamente, Naruto sentiu seu coração se acalmar. Ele olhou para Kinara e acenou com a cabeça em agradecimento.
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Do lado de fora do quarto, Sakura ouvia tudo com a porta fechada. Eles ficariam bem. Eles eram fortes. Uma família forte. Agora ela tinha outras coisas com que se preoculpar.
Ao chegar à frente de uma porta com o nome “Uchiha” numa plaquinha ela sentiu as pernas tremerem. Como diria isso a ele? Principalmente nesse momento? Mas ela não conseguia mas guardar isso. Principalmente depois dele ter quase morrido.
Ela abriu a porta lentamente, se certificando que ele estava acordado. Quando percebeu que ele olhava para a janela, ela entrou e fechou a porta atrás dela. – S-s-asuke-kun?
Ele a fitou com aqueles olhos negros e abriu um leve sorriso. – Olá Sakura. – ele disse calmamente. Ela não conseguia se mexer. Ela tremia de cima a baixo. Aquela era a coisa mais difícil que ela já fez em sua vida. Percebendo que ela estava nervosa. Sasuke se sentou na cama com um pouco de dificuldade. – Sakura, está tudo bem?
Ela fechou os olhos com força, enquanto deixava algumas lágrimas rolarem. – Eu tinha quase certeza que iria perder você de novo.
Ele soltou uma risada fraca. – Naruto não vai se livrar de mim tão facilmente. – ele disse se levantando com uma expressão de dor. – Nem ele e muito menos você.
Ela ainda chorava e mantinha a cabeça baixa. – Acho melhor você se deitar. Você ainda está... – ela foi interrompida pelo abraço repentino de Sasuke.
Nenhum dos dois disse nada, até Sakura retribuir o abraço com força. – Já falei que você não vai se livrar de mim tão facilmente. – ele disse se soltando do abraço e selando seus lábios de leve.
Ela soluçava. – S-s-sasuke... Tem algo que tenho que te contar.
-Oque? Que você está grávida? – ela se assustou rapidamente, o olhando confusa.
-C-c-como você sabe? – ela gaguejou.
-Descobri já faz um tempo. – ele disse sorrindo. – Você começou a passar mal, começou a comer como uma porca e engordou alguns quilinhos.
-O-OQUE? – ela gritou envergonhada, dando um soco no ombro de Sasuke, o fazendo grunir de dor. – D-d-desculpa. – ele gaguejou de novo.
Ele deu um sorriso cheio de dor. – Tudo bem. Vou ignorar isso. – ele se aproximou novamente, selando seu lábios de novo. – Estou feliz demais para ligar para dor.
Depois disso eles deram um beijo apaixonado e cheio de saudade. Ela com toda a certeza, ela não iria deixa-lo ir assim tão fácil.
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No quarto de Hinata, ela já havia voltado a dormir. Hiroki ainda estava dormindo no berço, enquanto Naruto estava sentado na poltrona com Kinara em seu colo. Ele passava a mão nos cabelos vermelho dela e olhava orgulhoso para aqueles olhos de crista. – Obrigada minha filha. Se não fosse por você, eu não saberia oque fazer.
-Tudo bem pai. – ela disse sorrindo. – Só fiz aquilo que eu achei certo. Não estava gostando de ver a mamãe daquela maneira.
Ele a puxou para mais perto, deitando sua cabeça no peito dele, deixando a criança descançar um pouco. Tiveram um longo dia. Um longo dia.
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