Naruto E Hinata - Nosso Futuro

13 Bem vinda a familia Uzumaki


Ela não conseguia acreditar. A prima de Naruto estava ali, na sua frente. A única parente dele. A única família que ele parecia ter. E aquela criança estava perdida, sozinha, com medo. Da mesma forma que ela estava há alguns anos atrás.

Ela sentiu necessidade de contar a verdade aquela criança. Por isso sorriu e tentou parecer a mais simpática e confiante possível. – Eu venho da vila da folha.

Os olhos da menina brilharam com a esperança que aqueceu seu coração. Aquilo fez o coração de Hinata doer. Como contaria aquela criança. – Tenho duas noticias para te dar. Uma boa e uma ruim. Qual você quer ouvir primeiro?

A menina parecia um pouco hesitante com a escolha, mas logo respondeu. – A ruim.

Hinata engoliu seco e respondeu. – Kishina morreu a vários anos atrás com seu marido.

Kinara fez menção de chorar, mas ela respirou fundo e encarou Hinata com confiança. – E qual é a boa?

Hinata deu um pequeno sorriso, esperando passar a ela mais confiança do que realmente sentia. – Ela morreu para proteger seu único filho. E que por coincidência está nessa cidade. Eu e ele estamos passando um tempo por aqui. E eu tenho certeza que ele adoraria te conhecer.

A esperança voltou a fazer residência nos olhos da menina, mas logo sumiram quando ela perguntou. – Porque eu deveria confiar em você?

Hinata suspirou impaciente e bateu pé. – Só há um modo de descobrir não é?

Kinara a olhava hesitante mas logo aderiu a sua ideia. Elas correram de volta a cidade. Hinata tinha o coração na mão. Como Naruto agiria quando visse essa criança?

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Naruto procurou Hinata por toda a cidade, mas não a encontrou. Quando finalmente chegou ao hotel, completamente esgotado viu que a porta estava aberta. Seu coração acelerou quando viu Hinata olhando pela a janela.

Entrou num turbilhão e a abraçou por trás com toda a força. Sentia tanta falta dela. Queria toma-la nos braços naquele momento, mas quando viu que ela se afastou vermelha e olhou em direção a porta, ele ficou confuso.

Naruto se assustou quando seu olhar chegou a uma criança dos cabelos vermelhos lisos acimas dos ombros e o olhar de cristal. Ela o olhava curiosa e hesitante. Naruto olhou novamente para Hinata que sorria esperançosa. – Quem é essa criança Hinata?

-Eu a encontrei na floresta. Tive uma surpresa quando ela me disse o seu nome e eu tenho certeza que você também se surpreenderá.

Agora ele dividia o olhar curioso entre as meninas. – Quem é ela? – ele balançou a cabeça, dirigindo agora a palavra a menina ruiva. – Desculpa a falta de educação. Qual seu nome?

A menina olhou para Hinata como se pedisse permissão e quando ela assentiu, a menina continuou. – Meu nome é Uzumaki Kinara, e pelo que a moça disse, você é meu primo.

Naruto sentiu as pernas bambas e a boca seca. Como assim? Prima? Como assim? – Hinata, me explica essa história. Como assim minha prima?

Hinata explicou a história a ele aos poucos, o deixando absorver cada informação. Estava com tanto medo da reação dele. Antes dele responder, ela chegou perto de seu ouvido e sussurrou, esperando que a Kinara não escutasse. – Naruto, precisamos cuidar ela. Ela já passou por tanta coisa e além do mais ela é sua prima. – ela o olhava suplicante. – Não quero que ela se torne como eu. Uma pessoa rancorosa que não consegue confiar em ninguém. Já que todos em que confiamos nos abandonaram.

Naruto a olhava com compreensão e ternura. Entendia oque ela quis dizer. Por isso se virou para a menina e abriu o maior sorriso que ele era capaz de dar. – Espero que você goste de lámen, por que é o que mais comemos.

Ele se assustou quando a menina correu em sua direção e o abraçou com força. Ela ouvia seus soluços e agradecimentos.

Várias coisas passaram por sua cabeça, agora ele tinha uma família. Uma prima que acabara de conhecer e a ainda sim a amava com toda a sua alma. E uma namorada perfeita ( tirando o fato dela ter uma mania irritante de sumir de repente) que amava tanto, que daria sua vida pela felicidade dela.

Aquela cena lembrava seus pais e de como ele gostaria de ter lembranças como essas com eles.

Quando a menina tomou um banho, colocou algumas roupas de Hinata(mesmo grandes), deitou-se na cama e dormiu como um bebê. Ela parecia cansada e suja quando chegou, mas quando se arrumou e foi descansar, parecia uma criança como qualquer outra.

Quando eles se encontravam sozinhos na sala, Hinata estava envolvida nos braços de Naruto, que lhe afagava os cabelos enquanto conversavam. – Como você está se sentindo? – perguntou Hinata.

- Sinceramente não tem uma palavra para definir como me sinto. – ele respondeu sorrindo, e a abraçando com mais força.

-Então quais são esses sentimentos? – Perguntou ela curiosa em saber a resposta.

Naruto Suspirou, pensando qual resposta daria. – Estou surpreso, claro. Alegre, obviamente. Não tem como você não ficar feliz quando se encontra uma parente que você nem sabia que existia. Estou um pouco chateado também, não com ela, e sim com você.

Ela o olhou confusa. – Como assim?

-Porque você fugiu de repente nessa manha? – perguntou Naruto, segurando seu rosto, fazendo com que ela olhasse em seus olhos.

Ela sorriu sem graça antes de responder. – É um pouco vergonhoso admitir.

-Você ainda tem vergonha de mim? – ele perguntou sarcasticamente.

E como sempre ele conseguiu lhe tirar um sorriso do rosto. Até ela continuar. – Eu me senti um pouco estranha de manhã. Te olhando. Você parecia tão perfeito e eu me senti tão... tão... – ela não conseguiu completar. As lágrimas rolavam e não sessavam.

Agora ele a beijava com carinho enquanto secava suas lágrimas. Ele fechou seus olhos e encostou sua testa na dela. – Tão oque?

Ela soluçava com força. – Tão insignificante.

Ele abriu os olhos e olhou para ela perplexo. – Oque você disse?

-Não me faça repetir. – ela disse enquanto as lagrimas rolavam com mais intensidade.

Ele segurou seu rosto com as duas mãos a fazendo olhar pare ele um pouco assustada. – Nunca mais pense isso. Você é perfeita de todos as maneira para mim. Todos os seus defeitos me completam. Você precisa compreender isso. Exatamente TODOS. – agora ele passava a mão por cima da cicatriz debaixo do seu seio esquerdo.

Ela ainda chorava. – Porque?

-Porque você me amou quando eu pensava que ninguém mais amava. – ele beijou sua testa. – Porque você agora é minha. SOMENTE MINHA.

Agora eles se beijavam em meio das lágrimas. Não tiveram um ao outro por completo porque a menina estava no outro quarto, por isso eles apenas ficaram abraçados acabaram cochilando no sofá.

Notas finais
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