Naruto - Aonde o meu coração está!
9 Capítulo 9
A Vila da Grama estava toda destruída, muitas casas foram derrubadas e prédios foram destruídos. Em meio a essa destruição, um homem andava, com um sorriso, como se aquilo fosse um parque de diversões. O homem era um adulto, apesar do corpo jovem que tinha, e usava uma bandana da Grama em sua testa. O homem olhava para as árvores ao redor da Vila com desconfiança, então, de repente, outro homem, dessa vez mais jovem e usando uma bandana da Grama também, apareceu diante dele.
– Senhor, o grupo deseja falar com você. – Diz o homem jovem. – Mas lá dentro, por favor.
– Hum, tudo bem. Eu só estava tomando um pouco de ar puro. – Diz o homem mais velho, se espreguiçando. – Vamos lá, Taidana.
Os dois homens foram até um castelo, no centro da Vila. Ele já estava bem destruído, mas mesmo assim, ainda emanava um ar de grandiosidade. Eles começaram a andar pelos andares baixos, em direção as escadas para os andares de cima, e passaram por várias pessoas, todas elas estavam feridas e apavoradas. Mulheres, crianças, idosos, todos estavam presos por correntes em toda a área inferior do castelo. Os homens não pareciam ligar e nem se incomodar em passar, e pisar, nas pessoas acorrentadas. Depois de subirem as escadas, eles chegaram à uma sala maior, era a sala onde o líder da Vila ficava, lá estavam mais cinco pessoas: três homens e duas mulheres, todos jovens e todos usavam bandanas da Grama. O homem mais velho andou até o tatame do meio, onde o líder da Vila da Grama costumava sentar, e sentou-se nele, assim os outros cinco presentes se sentaram, menos um deles que decidiu ficar em pé ao lado do homem mais velho.
– Muito bem, qual é o problema agora? – Começa o homem mais velho, bocejando. – É algo com os nossos reféns de novo?
– Não, não. Eles estão bem, não tivemos nenhuma baixa entre eles desde o dia que atacamos a Vila. – Responde a mulher, que estava sentada bem perto do homem mais velho, com orgulho.
– É, a Yoku está certa, pois sempre jogamos para eles alguma comida. – Conclui o homem, sentado ao lado de Yoku. – Além disso, tem a forasteira lá cuidando deles. Se algum deles apresentar um sinal de que está à beira da morte...nós levamos a forasteira até eles e os curamos.
– Ótimo, não quero que a Vila perca toda a sua população, já basta os mortos do dia do ataque. – Diz o homem mais velho, levemente aliviado. – Se não é isso, o que é?
– Bem, senhor Senbo, é sobre o garoto do clã Horuda. – Começa a mulher, que estava mais afastada de Senbo, temerosa.
– Conseguiram achar o Shinko? – Pergunta Senbo, levemente animado.
– Esse é o problema senhor, ainda não o achamos. Já faz um tempo que estamos procurando e nada dele. – Diz o homem, que estava bem ao lado de Senbo. – Meu jutsu de rastreamento não encontra mais o garoto, e o motivo é que eu não posso sair muito dessa área. Se eu pudesse avançar mais, eu certamente acharia ele, isso vale para os lobos do Yokubo também.
– Goman, você já sabe que não podemos andar por ai livremente. Não podemos nos descuidar, temos que tomar cuidado com as Vilas aqui perto, principalmente a da Folha e da Areia. – Diz Taidana, irritado com o comentário de Goman.
– Sabemos disso muito bem, mas do jeito que estamos nunca vamos conseguir pegar aquele pirralho! Eu não vou mais liberar meus lobos em vão! – Diz Yokubo irritado.
Enquanto os cinco ninjas discutiam, o quarto jovem, que estava em pé ao lado de Senbo, não disse uma palavra. Ele tinha um olhar vago, mas ao mesmo tempo era um olhar cheio de ódio, e seu rosto estava repleto de marcas estranhas. Senbo parecia estar se divertindo com a discussão de seus seguidores, mas decidiu tomar alguma providência.
– Escutem, temos que tomar cuidado agora por causa da Folha e da Areia, mas quando tivermos o Shinko não precisaremos mais temer essas Vilas e nem as outras Nações Ninja. – Diz Senbo, sorrindo.
– Sinto muito líder, mas é possível que o Shinko já tenha alertado outras Vilas sobre nós. – Diz Kufuku, a mais afastada de Senbo, decepcionada.
– Se isso aconteceu, eu tenho certeza de que o Shinko não revelou toda a verdade. Ele jamais diria sobre seu poder para outras pessoas, e eu duvido muito que algum ninja da Folha ou da Areia ajude o Shinko imediatamente. – Explica Senbo, tranquilamente. – Mas é verdade que estou cansado de esperar aquele pirralho, tenho certeza de que ele não se esqueceu de nós, por causa do amado irmão dele.
– O que faremos então, senhor? – Pergunta Goman, sorridente.
– Certamente, onde quer que aquele garoto esteja, ele deve estar procurando desesperadamente pelo seu irmão querido. – Diz Senbo, em um tom de deboche, fazendo seus cinco companheiros rirem. – Tenho certeza de que se tiver uma pista sobre ele, o Shinko irá atrás sem dúvida.
Depois de dizer isso, Senbo olhou rapidamente para o homem em pé ao seu lado, com um sorriso cínico. Em seguida, ele fez um sinal para Taidana descer até a parte inferior do castelo. Uns segundos depois, Taidana trouxe um senhor de idade para a frente de Senbo, Taidana jogou o homem no chão e, então, Senbo começou a falar com ele.
– Você é um comerciante da Vila, o senhor deve viajar bastante graças aos seus negócios. – Começa Senbo, sorridente. – Estou certo?
– S-sim... – Responde o senhor, assustado.
– Goman, qual é o alcance máximo do seu jutsu de rastreamento, com todas as nossas limitações? – Pergunta Senbo, olhando para Goman.
– Eu posso rastrear alguém facilmente por toda a área da Vila da Grama, uma parte da Vila da Chuva, apenas uma pequena parte próxima a Vila da Folha e uma parte do deserto da Vila da Areia, nesse último o meu jutsu funciona melhor. – Responde Goman, sério.
– Muito bem, então, senhor comerciante, eu gostaria que fizesse algo para mim. Tenho certeza de que você conhece o garoto amaldiçoado do clã Horuda, sabe a aparência dele? – Diz Senbo.
O senhor relutou em responder, e, por isso, Taidana pressionou seu pé na cabeça do comerciante, o machucando e o prendendo no chão.
– S-sim! Eu sei como o garoto é! – Responde o senhor, ferido e assustado. – Por favor...não me mate!
– Perfeito! Eu quero que você vá para a Vila da Folha, se infiltre lá como comerciante, e quero que o encontre. Quando o fizer, diga para ele que sabe onde o irmão dele está, diga que o viu ou algo assim, dê o seu jeito para convence-lo. – Começa Senbo. – Quero que o mande para o País do Vento, diga que o viu pela Vila da Areia, só isso. Se você fizer exatamente como eu disse, eu não vou te matar, vou até deixar você sair da Vila e cuidar da sua própria vida.
– Mas...e se....eu não fizer o que me disse? – Pergunta o senhor, bem assustado.
Nesse momento, Senbo ficou sério, ele se aproximou do senhor e colocou sua mão nas costas dele. No mesmo instante, o comerciante começou a berrar de dor.
– Eu acabei de colocar um selo em você. Normalmente, eu o uso para controlar os outros, mas em você eu vou usar apenas como garantia. Se não fizer o que eu ordenei, eu vou saber, e então eu só preciso estalar os meus dedos para te matar. – Diz Senbo, se levantando. – E então? Temos um acordo?
– Sim...eu...prometo...que não vou....falhar... – Diz o senhor, chorando de dor.
– Ah sim, mais uma coisa antes de partir: você só tem três dias para fazer isso, volte aqui depois do prazo com o resultado, caso contrário... – Diz Senbo, passando o dedo na garganta, em um sinal de morte para o senhor. – Agora sim, pode ir.
– Não entendi. Por que a Vila da Folha? – Diz Yokubo, confuso.
– O Shinko fugiu pela floresta naquele dia, seguindo reto por aquela direção fica a Vila da Folha. Eu duvido muito que ele se desviaria tanto só para ir até a Vila da Areia. – Responde Senbo. – Quando o velho encontrar o Shinko, Goman vai usar seu jutsu para localiza-lo, e então, você vai pegar o garoto. O Ikari também vai.
O homem que ficou em pé o tempo inteiro, chamado Ikari, balançou a cabeça consentindo com a ordem de Senbo. Todos os outros concordaram com o plano de seu líder e, antes que cada um fosse para um lado, Taidana começou a falar.
– Senhor, o que vamos fazer a respeito do intruso?
– Hum, não faça nada, pode deixar ele quieto. – Responde Senbo, olhando as árvores pela janela do castelo. – Eu presumo que seja um espião da Folha, ele não deve ter escutado tudo que falamos aqui dentro, e tenho certeza de que ele não vai nos atacar.
– Entendo, mas ainda assim, acho arriscado deixa-lo solto por ai. – Insiste Taidana.
– Como disse antes: assim que tivermos o poder daquele garoto, nem as Cinco Grandes Nações poderão contra nós. Não fará diferença nenhuma a atitude da Folha agora. – Diz Senbo, rindo. – Mas se isso estiver te incomodando demais, quando você perceber que o nosso intruso está partindo, pode ajudar atrasando a chegada dele até sua Vila. Podem sair agora.
– SIM, SENHOR! – Diz todos os cinco seguidores de Senbo.
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