Naquela Noite
1 Naquela Noite - Capitulo Único
Notas iniciais
Como expliquei nos avisos, essa é minha prime One-Shot, então peguem leve nas críticas ;---;
Me avisem qualquer erro e boa leitura!
Eu estava dormindo, tranquilamente, como uma princesa deveria dormir sempre.
Até eu ouvir um barulho.
BAM! Fez a primeira vez, abri os olhos, olhei para a varanda: Nada. Então voltei a dormir.
BAM! “Deve ser só o vento batendo a porta” pensei voltando, novamente, á dormir.
BAM! Sentei-me na cama, irritada, semicerrei os olhos, olhando para a porta da varanda, minha boca comprimida, formando uma linha.
Suspirei, levantei-me, calcei minhas pantufas, coloquei meu roupão de dormir e andei em direção á varanda.
Abri as portas, estava frio, então deixei um gemido baixinho escapar de meus lábios, por ter que sair de minhas cobertas quentinhas e ir aqui pra fora.
- Frio, frio, frio, frio... – Murmurava, enquanto ia até a grade.
E, por instinto, meu abaixei a ver uma pequena pedra ser arremessada em minha direção.
Olhei pra baixo, indignada e fiquei incrédula com o que vi.
- Kristoff! — Eu disse irritada por ele ter me acordado.
- Bom dia, flor do dia – Disse ele se apoiando em seu machado.
- Bom dia? Boa madrugada, você quer dizer – Eu disse cruzando os braços, para segurar meu roupão e me manter aquecida ao mesmo tempo.
- Enfim – Ele disse colocando a mão na nuca e encarando seus sapatos- Eu... Hum... Tenho que conversar com você
“Ah não...” eu disse já pensando no que poderia acontecer.
- C-Certo – Eu disse tentando esconder minha voz chorosa.
Voltei rapidamente ao quarto, fechando a portar ao entrar e me encostando á mesma, desci até sentar-me.
Deixei-me chorar um pouco, sem soluçar, apenas deixar pequenas lágrimas saírem.
Pra quem não sabe, eu e Kristoff estamos namorando á quase 2 anos e meio e, nesses últimos dias, temos brigado muito, discutindo... Na maioria das vezes não é nada muito sério, mas quando é sério...
“Ele vai terminar comigo... Só pode ser isso” eu pensei, tentando controlar minhas lágrimas.
Eu o amava muito para deixa-lo ir embora.
Sequei minhas lágrimas e me levantei decidida. “Ele não vai terminar comigo sem ter uma resposta minha!”
Coloquei um vestido rosa com mangas compridas, prendi meu cabelo em minhas típicas tranças e calcei botas de neve.
Suspirei trêmula. Estava com medo.
Medo de ser isso mesmo, medo de fazer algo errado, medo de vacilar quando for retruca-lo...
Medo de perdê-lo.
Suspirei umas duas vezes antes de sair do quarto e, em passos pequeno e silenciosos, passar pelos cômodos do castelo até á sala do portão.
Saí meio que desesperada, com meu jeito desengonçada de ser, mas ok.
Apenas encontrei-o com uma ruga de preocupação no espaço entre suas sobrancelhas, ele parecia pensativo.
Deve estar pensando em palavras fáceis, para me machucar menos.
Kristoff... Mesmo querendo terminar comigo, ainda é muito fofo.
- Hum... Que tal caminharmos um pouco? – Ele disse.
Assenti com a cabeça, fiz menção de pegar em sua mão, mas ele já o tinha feito e foi assim: andamos de mãos dadas, conversando sobre coisas banais, conversar com ele quase me fez esquecer o real motivo.
Chegamos á fonte da cidade, sentamo-nos á borda e fiquei por observar a cidade.
E ela a noite é bem diferente do que a de dia.
De dia: pessoas dançando a musica dos músicos de rua, vendedores gritando, fazendo anúncios sobre seus produtos, crianças brincando é uma farra só! Além de ser muito agradável e bonito!
A noite: Era tudo calmo e silencioso, as estrelas brilhavam no céu e refletiam na agua da fonte, a pista de patinação que Elsa fez também tremeluzia essas estrelas, dando um espetáculo lindo.
Não podia dizer que não era agradável e bonito.
Sou dispersa de meus sentimentos quando Kristoff colocou sua mão sobre a minha, que estava sobre meu colo.
- Então Anna... – Ele disse um pouco nervoso.
Ele abriu a boca para falar, mas o interrompi, dizendo:
- Eu já sei oque você irá falar.
- Sabe? – Ele disse empolgado. “Como alguém pode estar empolgado para dar o fora em uma pessoa?”
- Sim, eu sei – Tentei não fazer minha voz tremer, e continuei – E, se essa for a sua escolha, saiba que você está perdendo algo muito raro de se encontrar.
Ele pareceu confuso e arqueou uma sobrancelha.
- Como? – Ele disse.
- Ah, vamos Kristoff – Eu disse me desvencilhando de sua mão e me levantando, com os olhos marejando – Se for terminar comigo, acabe logo de uma vez!
Dei as costas e saí andando, acho que ele teve um choque por conta disso ou está apenas processando a mensagem, porque demorou um pouco para ele responder:
- Anna! Anna, não é isso!
- Para de prolongar isso! Apenas diga e saia da minha vida!
Não, não, não, não, não, não! Não era isso que eu queria falar! Mas minhas palavras saiam sem eu pensar.
Quando eu estava na entrada da ponte que liga a cidade do castelo, senti ele segurar em minha mão, me virar e olhar em meus olhos.
Eu devia estar horrível. A essa hora, eu já soluçava um pouco, meus olhos escorriam lágrimas loucamente.
- Você pode parar de ser repulsiva e me escutar?! – Ele disse meio desesperado e irritado.
Olhei pra ele, como se meu olhar fosse um “Prossiga”, ele segurou meus dois antebraços e disse, olhando no fundo de meus olhos.
- Quem disse que eu ia... Que eu vou terminar com você, Anna? Deus me livre ficar apenas um dia sem te ver!
“Se eu terminasse com você, acho que eu estaria louco, ou faria isso para te proteger, o que não é e, espero, não será o caso.
Anna, se eu passo apenas um minuto sem ouvir sua voz eu fico louco, por isso não pude esperar até de manhã para falar isso.
Anna, eu te amo mais que tudo nessa vida... Bem, talvez não mais que cenouras...”.
Eu ri fraco nessa hora, no que ele deu um sorriso.
- Brincadeira... Continuando... O verdadeiro motivo de ter te chamado foi um pequeno pedido, que pode mudar nosso futuro.
“Você quer casar comigo?”.
Quando ele fez o pedido vi algo que nunca pensei que veria: Kristoff rubro.
Ele também colou nossas testas e ficou me encarando, ansioso por uma resposta.
Me enrolei toda com a resposta.
- Eu... Eu... – Eu disse explodindo de felicidade. – É claro que eu aceito! Claro!
Enlacei meus braços em seus pescoço e ele segurou firme minha cintura, como se eu fosse fugir a qualquer momento.
- Ai que bom... – Ele disse suspirando de alivio e dando uma risadinha.
Parei o abraço e olhei pra ele, ele colocou sua mão em meus rosto, fazendo carinho em minha bochecha, trilhando um caminho com seu dedão que ia da minha bochecha, onde ele deixava um beijo, meu queixo, outro beijo e finalmente meus lábios, que formigaram apenas com seu toque, e, finalmente, ele me beijou.
Começou com um beijo leve e apaixonado, mas depois ficou mais intenso e rápido, como se necessitássemos disso há muito tempo.
Oque não era mentira.
Quando, infelizmente, o ar nos fez falta, nos separamos e colamo-nos nossas testas.
- Será que, dois anos e meio, a Elsa autoriza? – Disse Kristoff, no que eu soltei uma risada gostosa.
- Mesmo se ela não aceitar, irei fazer, do mesmo jeito.
Rimos e voltamos a caminha na calada noite.
Naquela noite.
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