Naquela Manhã de Outono

5 Kendra apaixonada?


Cheguei em casa um pouco depois das 22h30, eu havia me perdido no caminho.

Assim que entrei coloquei a bolsa na mesa e fui para o quarto tirar o casaco.

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Saí do banheiro de bermuda e toalha no ombro. E chegando no meio do corredor ouvi os passos da minha mãe.

— Boa noite, querido. — Disse.

Ela usava uma camisola comprida e branca, com umas manchas, o cabelo dela enrolava até o meio das costas, morena como eu.

— Boa noite, minha rainha. — Disse e a abracei.

— Você está tão bonito. — Disse ela passando as mãos nos meus ombros, assim que me soltou.

— E você linda. Sempre foi. — Elogiei passando a mão no rosto dela.

Minha mãe tinha 39 anos, mas tinha uma aparência mais velha, por cansaço.

— Tenha uma boa noite, querido. — Disse enquanto eu me abaixei pra ela me beijar na bochecha.

— Boa noite, Mãe.

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Já de manhã eu estava a caminho do trabalho, não tinha tomado café da manhã, então estava um pouco fraca.

— Bom dia, boba.

Mesmo sem parar de andar eu olhei para trás, era ele, vestindo uma camisa xadrez azul e preta. Apressei o passo.

— Estou atrasada. — Respondi sem olhá-lo.

— Sei... Mas por que tá me evitando? — Ouvi seus passos apressados ao me seguir.

— Não estou. — Respondi ainda olhando para frente.

— Sim, você está. — Insistiu.

Parei e me virei, olhando para a rua.

— Mas o que você quer mesmo? — Disse olhando para ele por um instante.

— Acho que nunca nos apresentamos, não é?

— Não. — Respondi e atravessei a rua.

Ele atravessou junto comigo.

— Eu sou Adam.

— Ah, oi Adam. — Respondi.

Já estávamos em frente a Cereza's Miel.

— Nos falamos depois, tá bom, Adam? Tchau.

Sem olhar para trás entrei na padaria.

— Bom dia, querida. — Disse Briana, prendendo o cabelo.

— Bom dia. — Respondi pendurando a bolsa e a blusa no gancho.

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— Senhor Adam, sabe que está atrasado, não sabe? — Disse o Marcus, meu chefe.

— Sim, senhor. — Respondi.

Estávamos no escritório dele.

— Sabe que será cobrado de você, certo?

— Sei, senhor.

— Mas isso fica para outra hora. Suas obras estão sendo muito requisitadas... E... Você tem algumas muitas encomendas... — Antes de terminar de falar, eu sorri. — Mas já vou dizendo que não temos entregador, e eu não vou pagar por um, então se quiser que suas vendas aumentem, você vai entregá-las pessoalmente. Mas não será acrescentado valor nenhum pelas entregas. Tudo bem?

Fiz que sim com a cabeça, tentando não parecer tão animado.

— Então já pode sair.

E sai mesmo, fiquei louco pra contar isso pra minha mãe. Eu a buscaria de novo no trabalho e não podia esperar por isso.

****

No fim do expediente fui até os fundo e vesti a blusa. Ao mesmo tempo que queria que ele não viesse, eu esperava que sim.

— Uma boa noite, senhorita Kendra. — Disse Briana vestindo seu casaco.

— Ah, boa noite. — Segui para a saída.

Assim que abri a porta, fiquei olhando para um lado e para o outro.

— Procurando alguém? — A voz de Adam me assustou.

Olhei para ele surpresa. Adam riu, encostado na parede ao lado da porta.

— Do que você tá rindo?

— Achei engraçado pensar que você estaria me procurando.

— Eu não estava. — Respondi convicta.

— Se você está dizendo... — Adam tinha um jeito de olhar que me encantava, mas eu detestaria admitir isso. — Então boa noite, moça mistério.

Ri acidentalmente, mas assim que percebi voltei a quase encará-lo, dizendo:

— Boa noite, Bobo. Talvez algum dia eu te diga meu nome — Sorri. Olhei para os dois lados e atravessei a rua.

— Tô vendo que alguma coisa você aprendeu.

Ri sem olhar para ele e segui o caminho para casa.

E mais uma vez estava perdida, mas desta vez estava assustada.

— Oi, gracinha. — Disse um homem sentado no degrau de um estabelecimento.

Ignorei e continuei meu caminho, apertando mais os passos.

— Ei, ei, foge não. — Ouvi uma outra voz que me acompanhava.

— Não quer ficar com a gente, não?- Questionou o primeiro.

****

— A moça esqueceu a bolsa. — Disse Dona Adelaide, a senhora dona da padaria.

— Mas que moça? — Perguntou Fiona, sua filha.

Fiona e Adelaide eram bem parecidas, branquinhas de cabelo cacheado e castanho, embora Adelaide tinha comprido, mas preso em um rabo de cavalo, já sua filha o cabelo curto na altura do pescoço.

— A mocinha nova, querida. — Respondeu Dona Adelaide.

Fiona pegou a bolsa do gancho e saímos da padaria indo a caminho de casa.

— Então Adam, como foi seu dia? — Perguntou Fiona, segurando em meu braço.

— Foi muito bom... – Respondi desligado, mas logo lembrei da novidade. — Eu recebi uma promoção! — Respondi animado.

— Sério, querido? — Perguntou Senhora Adelaide.

— Mas que maravilha! — Disse minha mãe.

— Parabéns, Adam — Disse Fiona me apertando um pouco mais.

Sorri meio envergonhado. Mas nossa conversa parou assim que viramos a esquina.

— Bruno? Jeff? — Perguntou Senhora Adelaide. — O que fazem aqui a essa hora?

Eles se viraram na mesma hora. O sangue me subiu a cabeça quando vi a Ruiva quase chorando no meio deles. Fiona me soltou, um pouco assustada, dei algumas passos a frente, dizendo:

— Mas que porcaria vocês estão fazendo com ela?

Notas finais
"Tive vontade de acabar com eles, não me importava que eles eram dois e eu apenas um" ... Ass. Adam