Notas iniciais
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Estávamos todos quatro sentados a frente de um estábulo a mais ou menos uma hora. Eu tinha visto Akantha chorar enquanto conversava com Marco mais afastados. Eu apurei meus ouvidos olhando para o chão, e me concentrando em ouvir a conversa deles dois.

— Não diga isso. Não pode ficar pensando assim — Era a voz de Akantha

— Tenho certeza que você no fundo pensa igual. Eu abandonaria eles dois aqui se não fosse por cuidar de você. Eu largaria tudo e iria embora para bem longe de toda essa confusão.

— O que Alessandro falava a respeito disso?

—Não importa.

—Tenho certeza que ele pensava como eu. Ele nao queria abandonar eles. Ele queria ajudar.

— Eu estou cansado de fugir. Tudo estava em paz antes dela chegar.

Akantha chorou mais.

— Nos vamos conseguir, não aja assim.

—Nancy, venha comigo! — Levantei a cabeça assustada e vi Damian parado ao meu lado estendendo a mão para que eu a pegasse.

— Oi?

Ele revirou os olhos e pegou minha mão que estava apoiada em meu colo. Me levantei e comecei a seguir ele que me puxava com pressa. Entramos no estabelecimento em que estávamos hospedados e subimos as escadas até o quarto andar,onde havia uma varanda gigante descoberta e cheia de ferramentas. Fomos até a grade que separava o fim da varanda para o telhado do andar de baixo que seguia depois da grade. Ele pulou a grade e ficou em pé no telhado me estendendo a mão novamente para pular também. O céu nublado gritou um trovão, que me assustou. Damiam me colocou na frente dele e segurou meus ombros em quanto falava perto do meu ouvido.

—Está vendo aquelas árvores cor-de–rosa beeem lá distante, perto da estrada por onde viemos?

Olhei atentamente e parecia que meus olhos haviam dado um zoom e visto as árvores como se elas estivessem perto de mim.

—Sim! -Falei animada por perceber o que podia fazer.

—Olhe além delas, veja um rio.

— Estou vendo.– Meus olhos pareceram dar mais zoom. Eu estava animada

— Agora veja se vê alguém caminhando a beira do rio vindo nessa direção.

Meus olhos começaram a percorrer em volta do rio atentamente.

—FESTER!! – Gritei de repente – Fester está vindo!!

— Exatamente!- Damiam sorriu.

Pulei lá para baixo e comecei a correr na direção que eu havia visto que ele vinha. Meu coração estava a mil. Ele estava vivo afinal. Estava vivo! E estava retornando ao nosso encontro.