Namoro por Aluguel

29 Se a Cora me atacar, eu vou atacar


Notas iniciais
OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁA Olha quem retornou após dois vergonhosos meses sem postar. Primeiramente, gostaria de pedir perdão pelo hiatus que estou tendo em todas as minhas fics. A vida de ensino médio está me deixando meio ocupada e esgotando minha vontade de fazer qualquer coisa que não seja usar o twitter. Segundamente (Essa palavra existe?) dedico esse cap pra minha miguxa "a menina radiante", que tá ficando mais velha hj (MIGA, SE TU N LER ESSE BAGULHO AQ EU TE BATO, TÁ?) Zoas (ou nem tão zoas ass), a girafa aq ama azamiga ♥ Bj da tia Zia e boa leitura.

Apesar dos acontecimentos, fiz questão de ir à faculdade quando a segunda feira chegou. Um babaca teve uma atitude ridícula? Sim, mas isso não significava que eu devesse perder um dia de aula da faculdade que pago com muito suor e lágrimas. E, graças a Deus, eu não estava me lamentando e chorando o tempo todo, na maioria das vezes estava com os nervos à flor da pele, imaginando como seria divertido se a vida fosse um Mortal Kombat e eu tivesse que dar o golpe final em Tobias para elimina-lo da face da Terra.

— Eu ainda não acredito nesse absurdo. — Disse Melissa, assim que descemos do ônibus. — Quero dizer, o Tobias? Jamais ia saber que faria uma coisa dessas.

— Pessoas conseguem ser muito falsas quando querem. — Falei, sem ânimo algum. — E outras tem poder de te surpreender de uma boa maneira.

— Miguel Belafonte chora em filmes românticos, quem diria. — Melissa disse, rindo.

— Poxa Mel, te conto um relato enorme e essa é a única parte que consegue guardar?

— Desculpa, mas ele não parecia ser sensível, muito menos um amigo tão bom. — Amigo? — Indaguei.

— É. Vai me dizer que não o enxerga como um amigo mesmo depois de toda essa ajuda?

— Não somos amigos, eu acho. Se ele tivesse me contado um pouco de seus segredos, talvez...

— Segredos? Quem ele é, um bad boy? Para de ser iludida,amiga, ele não tem segredos obscuros. Não é como se fosse um cavaleiro solitário com um passado trágico e todo esse clichê.

— Ei. — Repreendi. — Assim você me ofende.

— Essa foi a intenção.

Após dizer isso, partiu em direção a um grupo de amigos de sua sala, me deixando sozinha. Ajeitei a bolsa nos ombros e acelerei meu andar, estava muito sol para que eu andasse devagar. Já estava no corredor de minha sala quando alguém puxou-me para trás pelo braço.

— Ei! — Gritei.

— Calma, sou eu, Tobias.

E ele ainda tinha a audácia de falar comigo? Quem pensava que era?

— Ah não, é muita cara de pau mesmo. — Falei, em um misto de raiva e vontade de rir. — Você perdeu a vergonha na cara de vez?

— Eu só queria conversar...

Pela primeira vez desde o dia, encarei-o. Seus cabelos estavam penteados para trás, do jeito que eu sempre gostei. Se fosse semana passada, teria me derretido toda, mas agora só conseguia sentir nojo.

— Converse com alguém que ainda te enxergue como uma pessoa decente. Com licença.

Desprendi-me de sua mão e saí batendo os pés, fazendo questão de esbarrar minha bolsa nele com toda a força. Minha cabeça parecia prestes a explodir, sentia o sangue correr quente em minhas veias ao mesmo tempo em que os olhos marejavam. Ótimo, era tudo o que eu precisava agora: Chorar de raiva como uma criancinha do maternal.

— Ana!. — Gritou Miguel atrás de mim. — Ei!

Virei-me, dando de cara um rapaz ofegante e de cabelos bagunçados.

— Meu Deus, eu te procurei por todo o campus. — Fez uma longa pausa para respirar. — Oi.

— Oi. — Respondi, sem entender. — E posso saber o porquê de querer tanto me encontrar?

— Vi o carro do Tobias no estacionamento e queria te encontrar para que ele não se aproximasse de você enquanto estava sozinha, sabe? Se ele chegasse perto, ia ter que lutar contra dois ninjas altamente treinados.

— Bom, acho que seu plano já pode ser abortado. Acabo de sair de um encontro desagradável com ele.

Miguel, que ainda arfava apoiado nos joelhos, encarou-me.

— O quê?! Ele teve essa cara de pau? O cara não tem o mínimo de dignidade?

—Pois é...

Miguel continuou sobre o quanto aquilo era ridículo.

— Cara, eu não quero atrapalhar seu monólogo, mas falta um minuto para que a aula comece.

— Eu só queria ajudar...

Não sei bem o motivo, mas algo em sua expressão me deu vontade de rir.

— Vamos logo.

* * *

A aula havia se acabado há cinco minutos quando saí da sala. Miguel, entediado, esperava do lado de fora.

— Que demora. — Reclamou. — Estava contando para o professor cada cena do Titanic?

— Não. — Dei-lhe a língua. — Precisava conversar sobre um trabalho...

Blá bá blá, tanto faz. Quer me fazer o favor de andar um pouco mais rápido? Nós precisamos ir até a cantina e...

— Nós? — Indaguei, parando de andar imediatamente. — Que eu saiba, não preciso ir à cantina.

— Tecnicamente, você é minha namorada por isso deveria me acompanhar para onde quer que eu fosse.

Tecnicamente, isso não está no meu contrato.

Miguel revirou os olhos.

— Você leva o contrato tão a sério sempre ou hoje é um dia em particular? Qual é, Ana, quebra esse galho para mim. Lá está cheio de ex-ficantes, não é bom lugar para se entrar desacompanhado. Nunca se sabe quando uma delas vai se revoltar e te dar uns tapas.

— E isso algum dia já aconteceu?

— Certas cosias devem ser mantidas em segredo.

E, enquanto eu resmungava, ele puxou-me pelo braço corredor adentro.

Sempre odiei cantinas, desde a época da escola. Se você for comprar um lanche, ela é cheia demais, e se for lá apenas para “acompanhar” alguém, a imagem de alguém mordendo um salgado recheado de frango te deixa com vontade de comer, o que faz com que o problema número um seja retomado. Comecei a odiar ainda mais conforme as “ex-namoradinhas” de Miguel apontavam para nós e me encaravam, cheias de ódio.

— Viu o que eu tenho que aguentar todos os dias? — Ele disse em meu ouvido.

— Você buscou por isso, cometeu o crime de ser indiferente à elas e agora deve pagar a pena.

— Mas eu nunca fui indiferente. — Disse, na defensiva. — Sempre disse que não queria nada sério. Se elas se iludiram, não foi por falta de aviso.

Revirei os olhos.

— Tanta experiência com garotas e ainda não as conhece? Você me surpreende.

— Sou cheio de surpresas, Srta. Ana Clara. — Miguel zombou.

Um rapaz de cabelos raspados acenava ao longe. Depois de nota-lo, meu amigo andou mais rápido até ele, deixando-me esperando sozinha. Encostada na parede, mal notei quando uma garota se aproximou.

— Nossa, ele ainda está com você? Achei que fosse um lance de uma semana. — Disse alguém que reconheci imediatamente. Cora, a ex-ficante que me atormentara alguns meses atrás.

Ah, não.

— Oi? — Indaguei, confusa.

— Você sabe do que estou falando, garotinha. Só vou te dar uma aviso: fique longe dele. Quem é você para se colocar entre almas gêmeas? Além disso, está sendo iludida, ele me ama.

Reprimi a vontade de rir.

— Almas gêmeas? Isso foi poético.

— Não é poético, é a verdade. Fique longe antes que algo de ruim te aconteça.

Então, saiu batendo os pés. Uma garota sentada em uma das mesas me encarava com cara de riso.

— Ela é louca, nem precisar se importar. — Disse, rindo. — Embora seus conselhos possam ser válidos. Miguel não tem uma boa reputação para moças que procuram compromisso. Posso dizer por mim mesma.

E, com a naturalidade de quem comenta sobre o tempo, mordeu seu pão de queijo.

* * *

— Vai querer uma carona até o trabalho? — Indagou Miguel, apontando para seu carro.

— Não precisa, o Mocca Café fica apenas à algumas ruas daqui. — Respondi, por educação. É claro que eu queria carona, fazia um calor de 38 Co e eu não estava disposta a chegar à cafeteria suada.

bom. — Falou, entrando no carro. — Tchau.

Filho da mãe.

Abri a porta do passageiro e me sentei.

— Mas o que...

— Sem perguntas. — Falei. — Apenas dirija.

Ele deu a partida.

Notas finais
You don't gotta go to work, work, work, work, work, work, work, work. But you gotta put in work, work, work, work... ALGUÉM TIRA ESSA MSC DA MINHA CABEÇA PELO AMOR QUE ROMEU TEM POR JULIETA, PFV. E então, o que acharam? Ana aprendeu a abusar das oportunidades que a vida dá para ela , não é? Parou de ser trouxa e abusou do ar condicionado mesmo. Bj, meus lindos ♥