Notas iniciais
Olá anônimos, então, eu não sou a Thay, porém vou deixar esse capitulo para vocês. Está do jeito que a Thay me deixou no pc dela, então eu não sei se ela queria mudar algo, ou se tem algo que não está de acordo, mas eu não posso fazer nada. Espero que gostem :) (Para quem quiser saber o que houve, eu vou colocar nas notas finais)

“Fiquei decepcionado com você”.

­Segunda-feira, nove horas da manhã e o menino me faz acordar na aula de filosofia por causa disso? Provavelmente, eu esteja de mau-humor e não deveria responde-lo agora, mas ele pediu.

“Porque eu não menti para meu namorado e nem enganei meus pais para sair com você?”

“Hum... É, isso mesmo. Menina esperta você né?”

“Vá a merda e aproveita e desiste, eu não pretendo fazer isso por você”

“O problema é a minha pessoa ou o problema é com você?”

“Caralho. Não vem querer jogar o problema para cima de mim não, isso já deu. Cresce.”

“Calma, eu só fiz uma pergunta você que a tornou uma afirmativa.”

“Você me irrita! São 9h da manhã de uma segunda feira, faz um favor e não me enche o saco?”

“tudo bem”

Depois disso ele não enviou mais nada. Ninguém nunca leva a sério essas frases. Todo mundo vira “nossa ta de tpm?” ou então “calma, vamos conversar sobre outro coisa”, mas “tudo bem” foi bem breve e sério não? Porém, eu também fui extremamente chata, mas eu sou assim, fazer o que né? Depois disso, mão demorou muito para a aula acabar. Quando sai Biel estava me esperando no lado de fora da escola, corri para abraça-lo e beija-lo. Pelo menos eu tinha ele para me alegrar nesses tempos cruéis de escravidão. Porém, parecia que eu não era única que passava por tempos cruéis. Biel não estava com uma cara muito boa. Quero dizer, para os outros ele estava, mas eu o conhecia muito bem para deixar de perceber quando ele fingia. Seus olhos estavam caídos e sua boca não formava o sorriso perfeito de sempre, apenas um forçado pelos cantos de seus lábios.

–O que houve? – perguntei.

–Não...

–Não ainda mentir para mim Biel, você sabe que eu tenho razão. – cortei-o falando firme. – Aconteceu alguma coisa.

–São meus pais.

Esse era um assunto meio proibido do nosso namoro, da nossa amizade, até com os avós dele eu nunca poderia falar sobre isso segundo ele. Eu nunca perguntei diretamente sobre ele para Biel, mas as vezes mandava uma indireta tentando descobrir algo. Ele ou não me respondia, ou falava que eu só precisava saber que seus avós são pais muito melhores do que os próprios seriam e depois disso fica sério. Por isso eu nunca toco no assunto, mesmo me mordendo por dentro de curiosidade, mas agora é diferente. Agora foram eles que interferiram, eu tenho o direito de saber o que houve.

–Alguma coisa aconteceu com eles? – perguntei o mais gentil possível para conseguir receber uma resposta.

–Não, nada. – ele respondeu olhando para o nada.

–Então o que é?

–Nada. – ele se desgrudou dos meus braços e girou ficando de costas para mim. – Podemos ir embora?

–Sem uma explicação do que acabou de acontecer? – perguntei um pouco menos gentil. – Com certeza não.

–Olha Gabi. – agora ele fazia pose de machão, mas seu rosto possuía uma expressão que eu ainda não conhecia. – Não é nada que precise te incomodar.

–Eu não quero saber se eu vou ficar triste, feliz, incomodada. To pouco me fudendo para o que eu vo sentir. Eu quero saber o que aconteceu Gabriel.

–Não adianta. Você não precisa saber.

–Se eu não preciso saber, então, você não deveria ter respondido a minha primeira pergunta pra começar. – respondi e esbarrei nele propositalmente com o ombro e sai andando.

Quando eu cheguei em casa eu já estava mais nervosa do que eu poderia imaginar. Odeio que me façam de idiota e muito mais que me deixem curiosa. Tudo bem que ele deve ter seus ressentimentos com os pais e tudo mais, mas então não deveria ter respondido que estava com um problema, simplesmente ficasse quieto. Minha mãe me encarava quieta. Agora só me faltava ela querer falar alguma coisa, levantei a mão e fui para meu quarto.

Duas horas se passaram e Gabriel não abria a janela, não me mandava uma mensagem, não dava sinal de vida. Resolvi tomar a atitude e mandei uma mensagem, porém, como esperado, ele não me respondeu, acho até que ignorou. Eu não aguentava mais ficar nesse clima de não saber o que houve e Biel também não falando comigo. Liguei no celular dele. Adivinhem: Caixa Postal. Respirei fundo e deixei uma mensagem o mais carinhosa possível falando que ia na sorveteria e estaria esperando ele. Ele não seria tão cruel de me deixar na sorveteria sozinha, não?

Peguei minha bolsa e sai sem fazer barulho para minha mãe não perceber. A sorveteria era só há algumas quadras de casa. Cheguei, peguei um sorvete e sentei em uma mesa. Ele teria que vir.

–Achei que estivesse de castigo.

Com certeza que a pessoa se dirigia a mim, porém não é o meu namorado. E eu realmente espero que não seja quem eu estou pensando. Levantei os olhos e me deparo com aqueles olhos verdes que vocês também já conhecem.

–Mas eu to de castigo.

–Então você mentiu para os seus pais? – Mateus perguntou sentando na minha frente.

–Quem te deu permissão para sentar aqui? – perguntei deixando o sorvete de lado. – E eu não menti, só sai escondido.

–Para tomar sorvete você sai escondido, mas para ir a uma festa você não pode. – Ele se debruçou na mesa e sussurrou as próximas palavras. – você é estranha.

–E você é sem educação.

–Nossa que insulto esse em? Estou até me sentindo envergonhado.

–Qual o seu problema moleque? E o que você veio fazer aqui?

–Comprar pão. – arregalei os olhos com a tamanha grosseria dele. – Vamos combinar que essa pergunta foi um pouco idiota não?

–Tudo bem, faça o que você quiser aqui, mas não sente na minha mesa e nem perto de mim, ta bom?

–Eu gosto de ficar perto de você. – ele respondeu olhando para os lados.

–Por que? – perguntei segurando um sorriso.

–É legal ver como eu te deixo alterada.

–Não deixa não.

–Então quer dizer que você é chata assim com todo mundo o tempo todo? – ele perguntou arqueando as sobrancelhas.

Aquelas perguntas rápidas e diretas já estavam me irritando. Ele em menos de 3 minutos conseguia me irritar como ninguém. Isso não é normal.

–será que só hoje você pode tentar ser legal comigo para a gente não brigar? – perguntei gentil e calma.

–Mas é claro que a gente pode tentar. – eu já estava quase agradecendo, porém é obvio que ele não estava falando sério. – Depois que você me explicar essa sua relação tão forte com sorvetes que você prefere eles a ir a uma festa. – PUTA QUE PARIU QUE MOLEQUE CHATO.

–Quer saber, eu não vou mais falar com você.

–Por mim tudo bem, eu tenho o dia inteiro para ficar aqui até você contar.

Voltei a tomar o sorvete e tentar ignora-lo. Acho que ele iria levar a sério essa história de ficar esperando eu falar. Passaram quinze minutos, eu já tinha terminado o sorvete, ele já havia pego um para ele e ninguém falava nada, absolutamente nada. Até que meu celular, eu recebo uma mensagem e meu coração acelera um pouco.

“Gabi, desculpa, você está certa. Se eu não queria contar, não deveria nem ter comentando com você. Provavelmente você ainda ta na sorveteria (pq vi que não ta no seu quarto, então...) eu estou indo aí. Em 5 minutos chego e prometo explicar tudo.”

Então o Biel está vindo para cá e o Mateus não pretende sair até que eu fale, ou seja, eles vão se encontrar, ou seja, Fudeu. A não ser que eu fuja. Que foi o que fiz, levantei e tentei sair correndo. Talvez até fosse dar certo por que Mateus levou alguns segundos para largar o sorvete, pegar o celular e sair. Mas Biel já estava chegando e eu acabei dando de encontro com ele na rua enquanto olhava para trás.

–Gabi? – ele perguntou e eu então olho e fico realmente surpresa. – Você tá fugindo?

–Não, é que...

–GABRIELA. – antes que eu pudesse terminar minha frase ouço um ser irritante gritando meu nome há cem metros de mim.

–Aquele moleque tá gritando para você? – Biel agora encarava Mateus que vinha correndo.

–Da licença amigo, mas eu e ela ainda não terminamos de conversar. – Mateus me pega pelo braço e me puxa.

–Da licença você, mas ela é minha namorada. – Biel estava bravo, isso eu posso dizer.

Os dois se encaravam duramente e eu ali no meio não sabia se chorava ou ria, porque fugir eu não ia conseguir. Abaixei a cabeça e rezei para que aquilo não fosse verdade.

Notas finais
Então, a Thay teve um problema sério! Por isso que ela não posta já faz um tempo. Como ela percebeu que vocês poderiam parar de ler, ou reclamar, ou ficar bravos, ela falou para eu postar, e eu como uma boa amiga, virei postar os capítulos que já estão prontos. Quando a Thay resolver seus problemas, ela vai voltar e continuar! Bom é isso, acho que nos veremos e pelo menos mais uns dois capitulos ahhahaha beijos Não esqueçam de comentar! A Thay vai adorar responder tudo quando puder :))