Notas iniciais
Ei monas ♥, eu estava com tanta saudade de vocês, ha algum tempo eu tive a ideia desse projeto e vim desenvolvendo desde lá, por isso aproveitem e comentem se gostaram que ai eu faço outros, agradecimentos especias a ~Alwaysflower e a ~Yue_Olympus.
Queria avisar também que a voz usada para a Ella foi a da Madilyn Bailey e para o Daniel usei o Leroy Sanchez, então todas as musicas cantadas por eles tem o vídeo na "voz" deles, os links e traduções estão lá no final, vale a pena dar uma olhada.
Amo vocês e ate la embaixooooo

— Charlotte Marie White ou você abre essa porta ou eu vou arrombar. — Grito assustando a garota que saia do quarto ao lado, mais uma vez a nossa porta estava com o chaveiro atravessado na fechadura, isso só tinha um significado: ela estava com um cara. — Já é a quarta vez essa semana Lotte, eu quero dormir.

Ela resmungou algo dentro do quarto e eu me dei por vencida pegando meus livros do chão seguindo para fora do campus, sentir o vento em meus cabelos e a música em meus fones junto as vibrações de minhas cordas vocais me davam uma maravilhosa sensação de liberdade, era como se o mundo estivesse me acolhendo como filha.

Como em um típico clichê eu me distrai uns alguns segundos e só pude ouvir os gritos e ver as luzes vindo em minha direção. Ao som de Galway Girl meus livros foram para o ar e meu corpo para o chão, a pancada não foi muito forte, visto que eu estava na calçada e o meio fio absorveu grande parte impacto, me restou somente uma tontura e alguns arranhões.

Pessoas se amontoavam ao meu redor perguntando coisas do tipo “ a senhorita está bem? ” ou “o que aconteceu?”, respirei fundo para não ser mau educada e dar um fora naqueles curiosos.

— Me desculpe, eu desviei minha atenção para o celular um minuto e... —Vi quando o motorista daquele belo porsche saiu do carro. — Você consegue falar? Vamos quantos dedos tem aqui? — Perguntou ele de maneira boba erguendo dois dedos em frente ao meu rosto.

— Cinco, bobão. — Zombei me levantando e limpando minha calça que agora estava com um rasgo enorme na região do joelho. Um homem de mais idade que ainda observava a cena me entregou meus livros e eu agradeci, as pessoas começavam a seguir com suas vidas novamente.

— Você está machucada. — Atestou ele encarando meu joelho e meus braços, graças a deus meu celular estava intacto e com a música tocando, uma ironia e tanto o fato de que: eu sou uma garota irlandesa e ele um homem inglês, só faltou a banda, um Jamie, um Jack, um Arthur e um Johnny. — Deixe-me leva-la até o hospital. — Pediu ele voltando na direção do carro.

— Cara, se o senhor ainda não percebeu, eu não vou entrar no carro de um desconhecido que ainda por cima perde a direção e atropela garotas distraídas. — Gesticulei como se fizesse um monologo sobre a reutilização da agua na cidade. — Espera, vamos fazer assim, eu vou ligar para a minha mãe na Irlanda e mandar uma foto sua, aí se eu sumir ela entrega para a polícia.

— Sim, sim, faça isso. — Concordou o desconhecido como se eu estivesse realmente falando sério, reparando bem ele era o que chamamos de “homão da porra”, um verdadeiro partidão: olhos azuis, cabelos castanhos, corpo musculoso e um porsche na garagem. Bati minha mão na testa em sinal de negação.

— Você já ouviu falar de ironia?

— Você já ouviu falar de bons modos? — Revidou ele me deixando de cara no chão.

— Touché. Vamos fazer assim, você me paga um café na cafeteria da esquina e está tudo certo? — Sugeri com ambas as sobrancelhas arqueadas, que arquear uma só é coisa de satã.

— Então eu não sou mais um desconhecido que atropela garotas distraídas?

Sorri de lado tirando os fones e os guardando no bolso da calça junto do celular.

— Qual o seu nome?

— Nate.

— Ótimo Nate, eu sou Ella, e você pode desligar o celular? — Ele concordou com a cabeça como se eu fosse louca. — Pronto, nós conhecemos e você não irá atropelar mais ninguém. — Sorri vitoriosa enquanto ele entrava no carro para estacionar corretamente.

— Então você é sempre atropelada por aí? — Pergunta ele puxando assunto depois de siar do carro.

— Só quando é você quem está dirigindo. — Respondi piscando para ele enquanto andávamos em direção a cafeteria. — Seu nome é realmente Nate ou você só respondeu a primeira coisa que veio à cabeça?

— Desculpe, nós não nos apresentamos corretamente, sou Nathaniel Q’Connell III. — Apresentou ele estendendo a mão, quando estendi a minha ele depositou um beijo na mesma de forma galanteadora.

— Ella Taylor, garota irlandesa sem números depois do nome. — Respondi sorrindo.

— E quantos anos Ella Taylor teria?

— Vinte e Dois, faço vinte e três em junho, dia vinte e sete para ser mais precisa.

Na cafeteria conversamos sobre os mais diversos temas, sobre vida e família, contei a ele sobre a falta de um bom relacionamento com meus pais e ele me contou sobre como é ter uma irmã gêmea, só percebi o tempo passar quando Lotte me ligou avisando que já podia voltar, coisa que rendou boas risadas e ainda mais intimidade entre nós, por fim trocamos telefones e ele me deixou na entrada do campus.

Meu telefone apitou assim que me aproximei do prédio de dormitórios, era um sms de Nate:

“Espero te ver de novo, que tal um jantar? ”

“Foco na estrada, El ”

Respondi rindo do apelido besta que nossos nomes geraram, tudo bem que todos me chamam de El, mas se cortar o nome dele também achamos um El.

“É você quem está distraindo meus pensamentos”

“Okay príncipe galante, só tente não atropelar outra garota e dar mole para ela, gosto de exclusividade” vários emojis de riso acompanhavam minhas mensagens.

— Ella de Frell! E te deixo solta por uma hora e você volta toda ralada. — Briga Charlotte vendo meu estado ao entrar no quarto.

— Primeiro: para com esse apelido bosta, nunca mais vou te deixar ver filmes da Anne Hathaway; segundo: foram mais de três horas e terceiro: foi um carinha aí que me atropelou. — Respondi dando de ombros enquanto entrava no banheiro e tirava com cuidado minha calça rasgada.

— Me poupe, se poupe e nos poupe El, — começou uma Lotte novamente. — Eu sou sua pessoa, então vamos, anda me conte tudo.

— She played the fiddle in an Irish band, But she fell in love with an English man. Kissed her on the neck and then I took her by the hand. Said, "Baby, I just want to dance". — Cantarolei entrando no banho.

— Tu tá me dizendo que foi atropelada por um típico inglês gato, depois vocês saíram e agora vão ter três filhos e um cachorro?

— Tirando a parte dos três filhos sim, talvez dois e um cachorro chamado bob. — Pisquei para ela amarrando os cabelos para não molharem. — Aproveita e pega meu celular para a gente responder as mensagens dele. — Pedi.

— Quero toda a ficha técnica agora na minha mesa. — Brincou ele pegando a celular e destravando o mesmo, Charlotte era como ela já disse: a minha pessoa. Nós somos uma dupla dês do ensino médio, Chael é tudo que eu tenho, meus pais viraram a cara quando eu resolvi me aventurar em Londres pela dança, eles acreditavam que eu deva ficar na Irlanda para ter uma vida como outra qualquer.

— O nome dele é Nathaniel O’Connell, ele tem 24 anos e um porsche. — Comecei a listagem de tudo que sabia. — É filho de um magnata e tem uma irmã gêmea, os dois se dão muito bem e ele é do tipo que se você esbarar nele ele pede desculpas.

— Nate com um coraçãozinho? É sério isso Ella? — Zombou a loira. — Vamos ver, ei El é um apelido de minha propriedade.

—Vamos fingir que os diretos autorais são meus.

— Okay, okay, o príncipe galante mandou uma nova mensagem, mais precisamente na hora em que você chegou.

— E você ta esperando o que para ler? — Ironizo me secando.

— pe pe pe, rede social, pe pe pe, sair no amanhã, pe pe pe, cheguei bem. — Leu ela fazendo pouco caso. — pe pe pe restaurante novo.

— Charlotte White pare com esses “pes” e me diga o que está escrito. — Solicito a voltando para o quarto já vestida e sendo seguida por ela.

— Resumindo as três mensagens. — Ela deu bastante ênfase no três. — Você acabou de aceitar ir com ele no novo restaurante tailandês de um conhecido dele, e isso implica em você ir comigo no shopping amanhã.

— Eu não posso ir no shopping amanhã, a bolsa ainda não caiu na conta. — Expliquei pela milésima vez.

— Vamos por favor. — Implorou ela com carinha de cachorro molhado. — Eu te empresto meu cartão.

— Só se você parar de me chamar de Ella de Frell e me ajudar a me arrumar. — Sugeri entrando em baixo da coberta junto com ela que concordou freneticamente com a cabeça. Como meus pais não me apoiavam eles também não me bancavam, a academia me dava uma bolsa e minha irmã mais velha ajudava com o que podia, diferente de Lotte, cujo o pai podre de rico satisfaz todas as vontades achando que vai suprir a falta da mãe dela.

Por fim estávamos as duas deitadas na cama de Lotte assistindo “Juntos pelo acaso” aquele filme em que os pais da Sophi morreram e os padrinhos que se odeiam tem que ficar com ela.

O dia seguinte era um sábado o que significava shopping cheio! Compramos, comemos, falamos e rimos no fim da tarde estávamos exaltas e cheias de sacolas.

Já passava das seis da noite, quando chegamos no apartamento. Lotte me apressava para o banho, já que, segundo ela, eu fisgaria o coração de meu novo príncipe. Assim que saí do banheiro, vi as minhas maquiagens juntamente com as de Chael, jogadas em minha cama, enquanto a mesma estava sentada ao lado, mexendo em seu celular.

Me sentei ao lado da loira, que perdeu minha presença dando um sorriso assustador, logo a mesma pulou da cama ficando de pé, começando a fazer o que sabia fazer de melhor, maquiar-me.

— Amiga, você tá precisando de uma hidratação nessa pele, vai chegar aos 25 com cara de 30. — Zombou, rindo da minha expressão indignada.

— E você se não se concentrar nem vai chegar aos 25, loira falsa. — Ameacei, mas Lotte apenas ignorou e continuou fazendo sua arte.

Minutos depois, eu estava pronta e, modéstia parte, muito linda.

— Anda gata borralheira, seu príncipe sapo está te esperando!

— Já? — Mordi o lábio sentindo o nervosismo invadir meu corpo. Lotte assentiu e me expulsou do dormitório, desejando-me boa sorte.

Galante. Era a palavra que descrevia Nate no momento, meu deus, que gato. Fui me aproximando, vendo um sorriso, maravilhoso, brotar em seus lábios.

— Dessa vez eu não irei te atropelar, juro. — Brincou beijando minha bochecha.

— Se for para ter um encontro com cara como como você, por favor, me atropele todos os dias. — Nate gargalhou, fazendo-me sorrir ao ouvir o som de sua risada. — Vamos? Estou faminta.

—Vamos, monstrinho. Já comeu comida tailandesa? — Balancei a cabeça em negação, entrando em seu Porsche. — Você vai adorar.

— Eu sou bem difícil de agradar tá.

Não demorou muito e já estávamos no restaurante, o lugar estava cheio, quase todas as mesas estavam ocupadas, garçons andavam para lá e para cá, atendendo todos os clientes que pareciam satisfeitos com a comida do lugar. Despertei de meus devaneios, ao sentir a mão de Nate segurar a minha guiando-me entre as mesas. A mesa que nos esperava era a mais afastada de todos, Nate puxou a cadeira para que eu me sentasse e logo pediu para chamara o chef, um homem robusto e de certa idade se aproximou de avental, eles conversaram um pouco e o chef saiu com a promessa de nós mandar eu melhor prato. Nossa conversa de desenrolou de forma leve, como na noite anterior, falamos de hobbies e trabalho, de esportes e de desejos. No fim da noite Nate me deixou em frente aos dormitórios:

— Eu ensaiei essa cena varias vezes e... — Fui obrigada a interrompe-lo.

— Desculpe-me, mas isso já é demais. — e de uma vez colei nossos lábios, posso dizer que foi um beijo e tanto e que minutos depois tive que repassar detalhadamente cada minuto da noite para Lotte.

++++

Semanas se passaram desde quando eu conheci Nate, agora nós estamos namorando oficialmente, eu consegui um emprego de meio horário em uma escola de ballet, posso dizer que os caminhos tornaram tudo mais cômodo.

Não podia dizer que amava Nate, mas ele me fazia bem.

— Vamos logo El. — Chama Lotte na porta, me olho no espelho uma última vez. — Você é um mulherão da porra, mas se não passar por essa porta agora vai ser um mulherão da porra deixada para trás.

— Estou indo, estou indo. — Riu andando até a porta onde ela me esperava, Lotte afirmou que eu passava muito tempo com Nate e pouco com ela, por isso organizou essa “ida a balada” com nossa turma para termos mais momentos e histórias de porre juntas, como se anos e anos não fossem o suficiente.

Ela trancou a porta e guardou a chave dentro do sutiã me fazendo rir, pegamos um taxi e graças a forma com que Charlotte White era maníaca por organização não precisamos esperar muito, dentro do local eu me senti deslocada, tudo parecia brilhante e feliz demais para meu estado irônico e solitário de ser, Lotte logo me puxou para o bar pedindo doses e mais doses de tequila e virando comigo, no fundo tocava my way do Calvin e, claro, que duas alunas de dança não iam ficar paradas por muito tempo. Andar com Lotte tinha seu lado bom e seu lado ruim, ela era loira, alta, tinha olhos verdes e rica, eu não era um patinho feio, mas ela sempre foi o centro de todas as atenções e para mim tudo bem. Dançamos quase a noite toda, meus pés doíam e eu já havia perdido o controle de meu corpo, a única coisa que se passava em minha cabeça era o quão bem batatinhas cairiam no momento, mandei um beijo pra Lotte, que provavelmente não viu por estar agarrada a um desconhecido, e deixei a pista seguindo para o bar, quando consegui chamar a atenção do barman pedi:

— Moço, me dá batatinhas?

— Desculpe-me senhora, nós não temos batatinhas. — Desculpou-se ele.

— Então me dá aquele drink verde brilhante? — Pedi feliz apontando para o drink de uma garota do outro lado do bar.

— É para já. — Ele começou a jogar coisas para o ar e eu, já sem controle dos meus sentidos, ri me divertindo com aquilo. — Aqui está.

Agradeci entregando minha comanda para que ele marcasse, assim que ele terminou de marcar eu já tinha virado todo o drink, senti tudo rodar, mas quando fui me apoiar tive uma ideia genial, tirei meus sapatos e entreguei para o barman que os pegou como se aquilo acontecesse sempre.

Corri até onde estava o dj.

— Deixa eu cantar?

— É o que garota?

— Deixa eu cantar vai.

— E você vai cantar o que? — Questiona ele como se eu fosse louca.

— Bad blood, vai deixa eu cantar. — Ele negou com a cabeça, mas me entregou o microfone.

— Essa aqui é para Charlotte White, a pessoa mais brilhante e maravilhosa que continua comigo ooooooooooowwww. — Grito assim que a batida começa. — ‘Cause baby, now we got bad blood. You know, we used to be mad love. So take a look what you've done. 'Cause baby, now we got bad blood, hey. — Canto parada, quando começa o rap vou descendo as escadas até chegar no meio da pista. Quando chega no refrão começo a dançar e vejo as pessoas me seguindo, Lotte surge do meu lado me acompanhando, dou de ombros e sigo até o bar, as pessoas gritam e eu me apoio em um desconheço para subir no balcão. —Band-aids don't fix bullet holes. You say "sorry" just for show. If you live like that, you live with ghosts. If you love like that, blood runs cold. — Eu mexia os braços e a cintura conforme o ritmo, quando cantei o último “bad blood” vi Charlotte fazer um “vem” para mim. Entreguei o microfone a um outro barman e pulei, caindo em pé, resultado: um estalo alto e uma dor horrível no calcanhar esquerdo, me fazendo deitar no chão.

— Ella, Ella, ta tudo bem? — Perguntou Lotte e ajudando a sentar algumas pessoas envolta também tentavam ajudar, nesse momento In The Name Of Love começou a tocar. — Você consegue andar?

— In the silence, when there's no one by your side. — Cantei aceitando a apoio do cara ao meu lado.

— Ela precisa ir para um hospital. — Avisou ele vendo minha cara de dor ao tentar pôr o pé não chão.

— Vem comigo El. — Chamou Lotte tentando me dar apoio.

— Vamos, eu acompanho vocês. — Avisou o estranho, disposto demais, passei meu braço por seu ombro ainda cantando:

— You bring me back to life And it's all in the name of love.

— Ella colabora. — Pediu a loira chamando um taxi, quando ela chegou o estranho a ajudou a me por dentro. — Muito obrigada....

— Daniel.

— Muito obrigada Daniel, a Ella se empolga um pouco quando bebe. — Agradeceu Charlotte entrando no taxi e dizendo ao motorista para seguir para o hospital em seguida.

— In the name of love. In the name, name...

— Cala boca sua bêbada ou eu vou te largar aqui. — Brigou a Lotte, por mais estranho que pareça na minha cabeça o cabelo dela estava verde e brilhante como naquele drink.

§

— Bom dia amor. — Desejou Nate a porta do quarto.

— Bom dia lindo. — Respondi deixando um beijo em sua bochecha.

— O que aconteceu aqui? — Pergunta ele se referindo ao meu tornozelo enfaixado e pegando minha bolsa.

— Distendi o tendão de Aquiles. — Respondi fazendo a cara mais inocente possível. — Mas isso não importa. — Fechei a porta do quarto depois de mandar um beijo para uma Charlotte descabelada. — PARABÉNS. — Pulei no colo dele enchendo seu rosto de beijos. — Seu presente está dentro da bolsa.

— Obrigada, mas espero que sua reação de feliz aniversário não seja a mesma para todos.

— Ela é assim só para os especiais. — Pisquei para ele antes de entrar no carro.

— Vamos me conte como fez isso.

— Eu tava cantando toda feliz né. — Comecei, ele só concordou com a cabeça acelerando. — Aí a Lotte disse vem e eu disse já vou, ela me disse volta e eu disse ah vai se foder caralho, garota indecisa da porra. — Nem terminei de falar e ele caiu em uma gostosa gargalhada.

— Você sabia que as vezes a sua boca suja é a coisa mais engraçada do meu dia?

— Ah, claro, eu passo o dia pensando, nossa que coisas eu vou dizer hoje para as pessoas rirem. — Dei de ombros ajeitando o cabelo ao perceber grandes portões se abrindo a nossa frente. — Já?

— É que estou ansioso para de apresentar a mamãe, serio ela vai te adorar. — Tranquilizou ele rodando o carro para abrir minha porta.

— Mesmo com o tendão de Aquiles distendido?

— Você sabe que a Stel vai te fazer contar detalhe por detalhe dessa história né. — Avisou ele, concordei com a cabeça fazendo careta.

A casa dele parecia mais o instituto Xavier de tão grande, me senti em uma serie americana, a entrada tinha tantos degraus que precisei da ajuda e Nate para não apoiar no tornozelo machucado.

— Oh vocês chegaram! — Exclamou a senhora O’Connell na porta.

— Mamãe essa é Ella, Ella essa é minha mãe, Elizabeth O’Connell. — Apresentou Nate.

— É um prazer Senhora O’Connell. — Estendi minha mão para um comprimento, mas o que veio a seguir me surpreendeu, ela me puxou para um caloroso abraço dizendo:

— Deixe disso, pode me chamar de Liz. — Quando ela se afastou já estava elegantemente chamando o marido. — Venha Peter, venha conhecer o novo membro da família. Ella, você não sabe como estou feliz em te conhecer, Nathaniel nunca nos apresentou nenhuma garota.

Olhei para Nate com um olhar acusador que resultou em um assobia de falsa distração.

— Mamãe deixe a Ella respirar! — Pude ouvir Stella gritando do outro cômodo. — Onde está a melhor cunhada da vida? — Pergunto ela sorrindo e vindo me abraçar.

— Stel eu sou sua única cunhada e feliz aniversario Barbie. — Constatei a abraçando de volta, eu havia conhecido Stella duas semanas atrás e nós havíamos nos dados muito bem, ela é muito parecida com Charlotte, não só no gênio como na aparência, a diferença é que Stella não entedia referencias.

— Eu nunca disse que a competição era justa!

— Sente-se conosco Ella, Stella encheu tanto o Nathaniel para ir te buscar que nem deve ter dado tempo de comer alguma coisa. — Convidou minha sogra, ou melhor dizendo Liz, puxando-me pela mão para a outra sala.

— Mãe pega leve. — Pediu Nate.

— Deixa ela. — Eu estava realmente me divertindo com aquela família.

Nate nos acompanhou até a sala adjacente, lá uma grande mesa de café estava posta.

— A mamãe só caprichou porque sabia que você vinha. — Avisou ele puxando a cadeira para que eu me sentasse.

— Esses croissants são muito bons Ella, prove. — Sugeriu Liz, percebi nesse pouco tempo em Londres que: os ingleses gostam de falar muito e sobre nada, eles não são do tipo que perguntam como foi seu dia, eles comentam do tempo lá fora.

— Parecem bons mesmos, são de onde? — Perguntei comento um para dar continuidade ao assunto.

— Um padeiro francês chegou ao bairro recentemente, ele está sendo a sensação dos chás.

— Mas é o antigo padeiro?

—Ah, ele vai ser pai, aí sabe né: quis uma profissão mais segura.

— Achei que algo de ruim tivesse acontecido.

— Não, não, mas falando nisso, você pretende ter filhos?

— Sim dois, se der tudo certo não é lindo? — Apertei a mão de Nate que estava com um sorriso nervoso, talvez fosse cedo para falar de filhos.

— Mas só?

— Eu sou dançarina Liz, quero dar a devida atenção e carinho para eles.

— Você dança?

— Sim eu estudo isso, alias.

— Parece divertido, a Stella me disse que você também canta, é verdade?

—Sim, mas só por hobby.

—Ainda bem. — Ouvi Nate sussurrar ao meu lado, ele agradecia por eu ter optado por uma faculdade, mesmo que a de dança, no lugar de seguir sem rumo atrás da música, de certa forma eu entendia ele, era o caminho mais seguro a seguir.

—Daniel, o namorado da Stella toca maravilhosamente, quando ele chegar vocês podem cantar juntos.

— Seria um prazer.

— Ah, vai ser lindo mesmo, por que não mostra os jardins para a Ella Nathaniel? Nós ganhamos o prêmio de melhor jardim arquitetado duas vezes seguidas.

— Vamos El. — chamou Nate se levantando e estendendo a mão.

— Com licença.

— Eu admiro a forma com que você mantem o assunto fluindo com a minha mãe, o Daniel tem o mesmo talento. — Admite Nate. — Ela as vezes pode ser difícil de lidar.

—Ela é só mal compreendida. — Defendo sentindo a grama dificultar meus passos, ele percebendo minha complicação deu apoio seguindo para um banco embaixo e uma grande arvore.

— Dois filhos, uh?

— Por quê? vocE^não quer?—perguntei preocupada , ele me ajudu a sentar suspirando em seguida enquanto bagunçava os cabelos.

— Eu nãos ei como dizer isso, mas. — Prendi o ar instintivamente quando ele fez uma pausa demorada. — Eu não posso ter filhos. — Soltou de uma vez desviando o olhar, liberei o ar de meus pulmões soltando sem querer um ufa que fez o mesmo me olhar desconfiado.

—É só isso? — Perguntei segurando seu rosto com as mãos. — Nós podemos resolver isso, podemos adotar. — Afirmei feliz por estarmos tendo essa conversa.

— Você não tem o sonho de ser mãe Ella?

— Mãe é quem cria, quem a amor e carinho, quem está ali para ajudar e educar, eu não preciso por ele no mundo para que seja nosso filho. — Conclui deslizando no banco para ficar mais próxima a ele, era como se eu pudesse ver as engrenagens trabalhando em sua mente quando deitei minha cabeça sobre seu peito e senti seus braços me acolherem. Passamos toda a manhã ali, em silencio e abraçados somente curtindo a presença um do outro.

— Nate, Ella, a mamãe está chamando para o almoço. — Grita Stella da sacada do segundo andar. — Parem de namorico e entrem.

— Ela está falando isso só porque está sozinha. — Assegurou Nate ajudando-me a levantar. — Mamãe mandou fazer Shepherd’s Pie para você, você gosta né?

— Eu adoro, mas ela não precisava se preocupar.

— Você mesmo disse para deixar ela, nós deixamos. — Zombou ele.

— Ei, ei, ei garoto inglês, vai com calma, quem faz as piadinhas aqui sou eu.

— É você, é? — Ironizou ameaçador, não sabia o que vinha a seguir, tentei correr, mas meu tornozelo não ajudava. — Acho que eu peguei a humorista. — Comemorou me pegando no colo como em filmes de romance.

— Você vai me derrubar Nathaniel!

— Eu nunca derrubaria a minha princesa perdida.

— Você sabe que eu sou mais a bruxa e tal né.

— Sempre gostei mais dos vilões. — Afirmou o mesmo me colocando no chão, nessa nossa pequena briguinha ele havia andado todo o percurso do jardim, vendo o a distância que ele me carregou não me segurei e disse batendo em seu braço como um treinador de boxe:

— Vai mostro.

— Você é louca!

—Ainda dá tempo de fugir.

— Nem se eu quisesse eu fugiria de você.

Sim, nos beijamos, de novo e de novo, até que Stella gritasse lá de cima para irmos para um quarto.

Quando entrei novamente conheci Peter, o pai dos gêmeos, ele diferente de Liz não era tão conservado pelo tempo

Nós comemos e conversamos, falamos sobre a Irlanda, sobre meus pais, o novo concerto da cidade, as fotos de Stella, minhas aulas, a história de vida de Elizabeth, entre outras coisas. Os pais de Liz eram parte da máfia britânica e por já terem duas filhas foram obrigados a dar Liz para um orfanato, porem sabendo dos perigos resolveram fazer isso na América, por isso ela apresentam tantas características americanas, anos depois os quatro integrantes da família O’Connell morreram deixando todo o império para a herdeira americana, Elizabeth tentando separar os negócios da máfia sofreu vários atentados necessitando assim de escolta policial e é ai que entra o Peter, a história deles daria um ótimo livro de romance e aventura, talvez até em um universo alternativo quem sabe.

— Agora me conta Ella. — Chamou Stella depois do almoço, Liz e Peter haviam subido e nós três estávamos na sala assistindo “ minha mãe que que eu case” só por ter o ator de Suits.

—Um, dois, três, quatro.... — Comecei fazendo pouco caso.

— Vai El, o que houve como eu pé.

— Oh, eu distendi o tendão de Aquiles, mas segundo o médico na quinta eu já volto a dançar. — Contei parando de alisar os cabelos de Nate que estava deitado em meu colo, eu simplesmente adorava falar “distendi o tendão de Aquiles” fazia meu simples ferimento parecer coisas de outro mundo.

— Quinta agora?

— Não, não, na quinta encarnação.

— Ella!

— Eu!

— Ellaaaa!

— Stella!

— Ella Taylor!

— Stella O’Connell!

— Amor, ela só vai parar quando você contar. — Avisa Nate interrompendo nosso bate e volta.

— Vai El, eu estou curiosa, como alguém distendi o tendão de Aquiles? O que é o tendão de Aquiles? — Perguntou imitando minha voz de forma falha, me segurei muito para não contar todo a história de Aquiles e deixar ela bem confusa, é loira gente.

— Olha foi assim, — comecei prendendo a atenção da loira. — Eu tava lá super feliz no meu canto quietinha quando de repente começou um incêndio no prédio ao lado, ai né a Lotte se apavorou e pulou nas minhas costas e eu fui tentar correr só que a multidão nos jogou no chão e roubou meus sapatos. — Termino minha história falsa teatralmente deixando uma Stella extasiada e um Nate se segurando para não rir. Depois se um tempo para a Stella carregar voltamos nossas atenções para o filme.

Depois dos créditos, só depois dos créditos, subimos para o quarto.

— Você vai adorar o Dan! — Gritava Stella animadíssima, como se eu fosse conhecer o rei da Inglaterra, alguém que mudaria minha vida. — Ele faz piadinha igual a você, e trabalha na segurança nacional, isso não é demais?

— Faz piadinha igual a mim? — Indago— Então eu tenho um concorrente?

— Pelo contrário, vocês vão se unir contra nós.

— Por que eles fariam isso? — Pergunta Nathaniel entrando na conversa.

— Ah, Nate, eles dançam, cantam, estudam, são comunicativos e tem tanto em comum, eles entendem o estilo de vida um do outro. — Explica ela como se fosse obvio o que faz meu namorado cruzar os braços com um enorme “Ata” na testa. — Mas mudando de assunto, você vai usar curto ou longo hoje? Eu queria usar um longo esvoaçante, mas fico igual uma arrara foragida.

Começo a rir sem me conter, de onde essa louca tirou o termo “arrara foragida”? E o que é um arrara?

— Pretendo usar curto, mas no momento a única coisa que eu tenho certeza é que preciso dormir. — Respondo segurando a mão de Nate para ele não entrar no quarto sem mim.

— Tudo bem, vou deixar vocês em paz, mas você poderia cantar hoje à noite? Sua voz é tão linda. — Dr5amtiza ela com os olhinhos brilhando. — O Dan vai trazer até uns instrumentos para você fazerem lindos duetos.

— Deixa comigo, gata. — Pisco para ela e entro no quarto, me jogando na cama ao lado de Nathaniel. — Eu estou oficialmente morta.

— Você não tem ressaca? — Pergunta Nate depois de um tempo em silencio. — Tipo você estava super de boas hoje logo pela manhã.

— Não, nenhuma, nem enjoos ou cólicas. — Me vanglorio.

— Eu também não tenho cólicas. — Replica ele quase imediatamente.

— Por que será ne príncipe? — Zombo me virando de costas para ele que me abraça.

— Dorme logo vai.

§

— Amor, linda, acorda — chama Nate me cutucando.

—Que foi? —Pergunto sentando na cama de uma vez — Onde é o fogo?

—Não tem fogo —acalmou-me ele —É que há uma meia hora você começou a falar aí eu achei que estava acordada e fiquei falando com você, agora tô me sentindo besta.

Comecei a rir da sua história, tadinho, conversou sozinho um tempão.

—Tão inocente meu príncipe —Brinquei voltando a deitar —Sobre o que falamos?

—Sobre estar quase na hora do jantar — Cantarolou ele vendo meu desespero em pegar meu celular para conferir a hora, nós dormimos quase quatro horas, me levantei correndo pegando minhas roupas na bolsa e indo tomar banho.

Quando passei pela parte da varanda do quarto de Nate vi que as cortinas não estavam fechadas como eu pensava, e sim estava tudo escuro. Tomei banho o mais rápido possível, sem lavar o cabelo. Corri já vestida para me maquiar.

—Nate, faz um favor para mim? —Peço sem desviar minha atenção do resto, ouço um “hum” e continuo —No meu celular, no Spotify, a abre a playlist “As mais gatas”?

Stella tinha me pedido para cantar duetos e eu não tinha separado nenhuma música.

Terminei de me maquiar quando Nate entrou no banho, tão fácil ser homem, comecei a passar meus cremes e perfumes e em seguida fazer o cabelo, que resultou em um semipeso lateral, irritada, soltei tudo e prendi só a franja para não parecer que eu fiz tudo de última hora, como realmente fiz.

—Esse vestido não está muito curto? —Indagou Nate já pronto me encarando enquanto eu tirava fotos em frente seu grande espelho.

—Nossa como minha namorada é linda —corrigi imitando a voz dele. – Vem cá, vem. —Chamei para tirarmos fotos, de fotos no espelho a selfies, com poses e ângulos diferentes, em pouco tempo tínhamos fotos suficientes para arrasar em todas as redes sociais.

Quando descemos já era possível ouvir a música ambiente e um baixo som de conversas, Nate me guiou para um cômodo antes desconhecido, era como um salão de baile dos filmes com bar no centro, pessoas com taças nas mãos, mesas de bistrô e um palco no canto oposto do bar com um piano de cauda, violões e microfones: mesmo sem ninguém cantando, somente alguns caras tocando.

—Você arrasou.- Parabenizo Stel ao vê-la.

—Olha quem fala. Você está roubando todos os olhares.

—Carne novo querida —Respondo rindo e dando de ombros, reparo no rapaz ao lado dela que conversava animadamente com Nate.

—Ella esse é o Daniel. — O apresentou seguindo meu olhar.

— Essa é Ella, ou no caso, futura senhora Natheniel O’Connell —Apresentou-me Nate fazendo meu rosto corar.

—Vish, linda, desse jeito seremos tios antes de ser pais. —Pronunciou-se Daniel.

—Nem tentem passar a bola, vocês chegaram primeiro. — Me defendi.

—Vira essa boca para lá. —Braveja Stel.

Quando realmente parei e reparei em Daniel percebi que já o conhecia, ele era o cara da balada, meu deus que vergonha. Ele claro percebeu minha lembrança e riu o que deixou os gêmeos perdidos.

—Amor, a Ella distendeu o calcanhar de Aquiles —Explicou, na exata hora, Stella abraçada ao namorado que encarou meu pé enfaixado.

—Acho que depois disso ela nunca mais pulará de balcões. —Acusou o moreno que presenciou a cena.

—A culpa foi da Lotte, ela me disse para ir e eu fui. —Dei de ombros.

—Foi assim que aconteceu então, – Desvendou Stella. —Mas, e o fogo? —Perguntou de forma burra o que fez nós três rimos.

Conversamos por algum tempo, até a chegada de Liz.

—Ella — Chamou Liz me abraçando — Aí, você está tão linda — Elogiou me analisando— Sempre quis vestir Stella com roupas coloridas assim, mas ela ficava igual uma banana de tão branca — Completou ela fazendo rir.

— Isso é verdade, a docinho foi obrigada a ser neutra — Se pronunciou Peter ao lado da esposa — E assim a Elizabeth nunca realizou seu sonho de princesa.

—Ainda bem né, caso contrário eu seria a miss mistura —Agradeceu Stel se divertindo com o rumo da conversa.

—Pensa assim Liz — Começou Dan já rindo — A Ella e o Nate são morenos, o que resulta em muitos netinhos morenos. — Senti Nate se mexer incomodado ao meu lado.

—Pensando pelo lado genético a Stella e o Daniel têm mais chance de te dar netinhos morenos, aliás eles estavam falando agora mesmo que só vão parar na quinta filha. — Jogo a bomba e saio rindo.

Stella agiu normalmente chamando Dan e eu para cantar, já que era intervalo dos músicos e ela não queria deixar o salão sem som.

—Você só quebra hein — Brigou Dan se sentando ao piano.

— Eu me esforço — Respondo ajeitando o microfone. —Vamos de qual? Tem umas que eu não sei a letra toda.

—Essa eu garanto que você sabe — Explica ele com um olhar divertido começando a melodia de In the Name of Love, o que claro me fez gargalhar antes de pegar o microfone e me virar para ele concentrada.

—If I told you this was only gonna hurt— Começa ele.

—If I warned you that the fire's gonna burn.— Continuei.

—Would you walking? Would you let me do it first? — Ele seguiu e então intercalamos até o refrão onde minha voz prevaleceu como primeira e o dele como segunda. Por mais terrível que pareça naquele momento eu me senti conectada com ele de uma forma que só Charlotte conseguiu e isso fez com que eu me sentir bem. — Do it all in the name of love

Would you let me lead you even when you're blind

In the darkness, in the middle of the night

In the silence, when there's no one by your side

Would you call in the name of love

In the name of love, name of love

In the name of love, name of love

In the name of love

In the name, name

In the name of

In the name, name

In the name of

In the name, name

In the name of

Love

If I told you we could bathe in all the lights

Would you rise up, come and meet me in the sky?

Would you trust me when you're jumping from the heights?

Would you fall in the name of love?

When there's madness, when there's poison in your head

When the sadness leaves you broken in your bed

I will hold you in the depths of your despair

And it's all in the name of love

In the name of love, name of love

In the name of love, name of love

In the name of love

In the name, name

In the name of

In the name, name

In the name of

In the name, name

In the name of

Love

I wanna testify

Scream in the holy light

You bring me back to life

And it's all in the name of love

I wanna testify

Scream in the holy light

You bring me back to life

And it's all in the name of love

In the name of love, name of love

In the name of love, name of love

In the name of love

In the name, name

In the name of

In the name, name

In the name of

In the name, name

In the name of

Love * (tradução e link do dueto no fim da página)

Terminamos a música sérios, nos encarando em um transe que foi quebrado por palmas, me virei para as pessoas procurando Nate com os olhos, ele estava no bar sorrindo para mim, respondi o sorriso com outro e me virei para Dan perguntando:

— Você sabe tocar Galway Girl do Ed Sheeran?

— Não no piano, — Respondeu obvio — mas sei.

— Então ela é a próxima! — Afirmei indo me sentar em um banquinho em frente ao suporte do microfone — A próxima música vai para meu namorado Nathaniel, essa música tem muito a ver com a forma em que nos conhecemos — Falo no microfone fitando-o antes de começar, olho para Dan que ainda está sentado em frente ao piano, mas com uma placa cheia de botões no colo — She played the fiddle in an Irish band

But she fell in love with an English man

Kissed her on the neck and then I took her by the hand

Said: Baby, I just want to dance** — Cantei olhando para frente, não para alguém especial, minha concentração estava toda em manter o tom.

— Você canta bem para caralho — Elogia Daniel quando termino de cantar, ele é seguido por uma Stella vindo do além.

— Cantem Despacito. — Pede ela me assustando.

— Creio em Deus pai todo poderoso, você quer me matar?

— Não, quero que cantem Despacito — Pediu ela novamente.

— Você vai ter que ajudar, não quero arriscar perder o tom — Aviso Daniel que procurava algo no celular.

— Inglês ou espanhol? — Pergunta pegando o violão e sentando na banqueta que eu estava antes.

— Ambos — Respondi desafiadora colocando meu microfone no suporte a frente dele e pegando o que estava no suporte do piano para mim — Bom essa música foi muito pedida pela Stella e nós vamos fazer ela um pouco diferente, então cantem e dancem, más despacito — Completo com um trocadilho que só Daniel riu — Come and move that in my direction

So thankful for that

It's such a blessin', yeah

Turn every situation into Heaven, yeah

Oh, you are

My sunrise on the darkest day

Got me feelin' some kind of way

Make me wanna savor every moment slowly, slowly

You fit me, tailor-made love, how you put it on

Got the only key, know how to turn it on

The way you nibble on my ear, the only words I wanna hear

Baby, take it slow so we can last long— Comecei devagar conforme ia contando ia me soltando mais e mais.

— Oh, tú, tú eres el imán y yo soy el metal

Me voy acercando y voy armando el plan

Solo con pensarlo se acelera el pulso

Ya, ya me está gustando más de lo normal

Todos mis sentidos van pidiendo más

Esto hay que tomarlo sin ningún apuro — Seguia Dan em espanhol.

—Despacito

Quiero respirar tu cuello despacito

Deja que te diga cosas al oido

Para que te acuerdes si no estás conmigo — me apressei em espanhol, o que fez meu parceiro me encarar atordoado.

— Quiero ver bailar tu pelo, quiero ser tu ritmo

Que le enseñes a mi boca

Tus lugares favoritos

Déjame sobrepasar tus zonas de peligro

Hasta provocar tus gritos

Y que olvides tu apellido — Cantamos juntos, eu fazia os passos de forma controlada, mas mantendo a cintura solta, já Daniel cantava de forma sussurrada o mais sexy possível.

Continuei intercalando com ele as partes da música mas dessa vez andando pelo salão enquanto cantava e dançava. Caminhei até Stella que tentava de forma lenta copiar meus passos.

— Pasito a pasito, suave suavecito.

— Nos vamos pegando, poquito a poquito.

— Cuando tú me besas con esa destreza.

—Veo que eres malicia con delicadeza. ***

Dancei com ela sabendo que poucas vezes todos os olhares estariam em mim assim estando ao lado de uma loira alta maravilhosa, voltei para onde Daniel estava ainda dançando, conforme a letra se repetia os passos. Quando terminamos ouvimos vários aplausos e fizemos um hi-five os músicos oficiais do evento estavam ao lado me olhando feio, coloquei o microfone no suporte e voltei caminhando até onde Nate estava. Ele passou o braço envolta da minha cintura e me estregou uma taça.

— Você estava linda — Elogiou ele.

— Estava? No passado? — Indaguei fingindo estar ofendida.

— Você é linda — Corrigiu ele dando um beijo em minha bochecha seguido por vários outros que trilharam o caminho até meus lábios — a mulher mais linda que eu já vi — Ele continuou me beijando até chegar ao meu ouvido — a mulher mais sexy que eu já vi e a mulher com... — Ele foi interrompido pela voz da Stella:

— Estão criando uma cena — Cantarola ela. — Ella muito obrigada, vocês arrasaram, já podem até formar uma dupla tipo o The Chainsmokers, mas com uma garota. — Agradeceu ela quase dando pulinhos.

— Não foi nada, eu adoro cantar — Conto procurando involuntariamente Daniel com meus olhos, esse foi o primeiro sinal. Nós conversamos, dançamos, comemos e bebemos, no fim da noite, no quarto de Nathaniel, nós dois criamos a memória de nossa melhor noite.

§

Três anos se passaram e muitos coisas aconteceram comigo, coisas que não deviam acontecer.

— Ella já podemos olhar o resultado — Chama Lotte. A Charlotte continuou comigo durante todo esse tempo, mesmo não concordando com o que eu fiz.

Flash back on: Um ano antes.

—Ele é seu cunhado Ella, seu cunhado! — Grita Lotte levantando de sua cama e andando pelo quarto — Eu não acredito que você fez isso, logo você. — Ela andava de um lado a outro nervosa após minha revelação. — O Nate te ama, ele será o melhor para você, porque você fez isso?

—Eu o amo. — Respondi encolhida no canto da cama, eu me sentia como uma criança que quebrou o vaso caro da avó, mas eu estava brincando é com corações.

—E o que você acha que vai acontecer? Ele vai largar a vida estruturada dele para ficar com você? — Ela se aproximou de mim ainda com a voz elevada. —Você acha que ele vai deixar tudo Ella? Ele só está brincando com você!

—Ele sente o mesmo — Pronunciei sem muita segurança, nossa atração era palpável e aumentava a cada vez, nossas danças eram quentes assim como nossos beijos e o perigo do proibido fez esse relacionamento só crescer.

— El, você deve contar ao Nate — Avisa ela de forma delicada se sentando na ponta da cama — Ele realmente te ama e vai te perdoar, você deve ama-lo também.

—Eu não consigo deixá-lo Lotte.

— Você precisa.

Flash back off.

Movi meu olhar para ela ainda sem conseguir explicar nada, tudo em mim estava ruindo, meu olhar se movendo para a porta do banheiro, onde os resultados dos testes me esperavam. Podia me ver sozinha novamente, minha carreira sendo levada, meu futuro.

Flash back on: três anos antes.

— Estou tão feliz que você veio Ella – Agradeceu Elizabeth — Essa é nossa primeira viagem com a família completa.

—Você precisa ver os cavalos Ella — Avisa Peter abraçando a esposa.

Nós estávamos na fazenda da família onde todos comemos e rimos durante todo o dia, a noite nos juntamos em duplas para beber vinho e jogar banco imobiliário.

—Vocês não vão separar o poder dos gêmeos — Grita uma Stella empolgada com uma faixa na cabeça onde estavam uns emojis de explosão e um “SN”, de Stella e Nathaniel, bem grande.

—Como assim poder dos gêmeos? — Pergunto servindo vinho para minha sogra que se adianta explicando:

—Os dois sempre formam duplas e sempre ganham.

—Vish, Ella, sobramos — Constatou Daniel arrumando o jogo.

—Sobramos nada, nós vamos ganhar. — Era estranho como eu e Daniel nos damos bem tão rápido, acredito que por sermos de fora da família éramos como iguais, era bem mais fácil e legal falar com ele do que com a Stella.

Nós não ganhamos, nem no primeiro e nem nas que se seguiram, por fim Daniel e eu nos rendemos, o que resultou na prenda que era buscar vinho e queijos na cozinha.

Foi naquela noite quando eu e Daniel nos beijamos pela primeira vez, ali na cozinha, depois que cortei o dedo, depois que eu percebi que estava perdida.

Flash back off.

— Eu não posso ver Lotte, não posso. — Choramingo.

— Você precisa arcar com os seus erros Ella. — Avisa ela se sentando ao meu lado. — El, saiba que eu sempre vou te apoiar, que independente do resultado desse teste eu vou te apoiar, caso ele der positivo, eu prometo El, prometo, que vou ser a melhor madrinha que essa criança poderia ter. — antes mesmo do fim da frase eu já estava novamente tomada pelas lagrimas, essa por sua vez, me levaram a outra memória.

Flash back on: Um ano antes (Natal)

— Dan, a gente não pode continuar com isso. — Sussurro puxando-o para trás da escada, essa família é muito boa para mim, eu não posso fazer isso com ela.

— Vamos fugir? — Sugeriu ele alisando meus cabelos, o fitei com uma cara de “Tá achando que eu tô em uma novela mexicana? ”— É isso mesmo, a gente espera sua formatura e depois foge para a Escócia, sem precisar dar satisfação a ninguém.

— Eu não posso fazer isso, eu tenho uma vida aqui.

— Nós construiremos uma nova vida, com uma casa grande e muitos filhos.

— Daniel, eu... — antes que que pudesse adicionar mais um contra, ele me beijou depois de dizer:

—O mais importante é o nosso amor.

Flash back off

Eu não conseguia aceitar a ideia de ser mãe, me levante usando todas as formas que me restavam, pronta para ver o meu futuro, quando meus dedos tocaram o palito e meus olhos viram o resultado, deixei meu corpo cair sem conseguir exibir uma reação.

— Você vai ser mãe, Ella, mãe. — Comemorava Charlotte ao meu lado.

Flash back on: dois anos antes

— Amo festas de casamento. — Conto sentindo-o me abraçar por trás.-

— Podemos começar a planejar o nosso então. — Sugeriu.

— Calma aí apressadinhos, eu primeiro! — Brigou Stella sentada na mesa. — Vem Ella, a noiva vai jogar o buque.

— Ela vai me fazer passar por isso mesmo? — Pergunto a Nate que tira as mãos da minha cintura.

— Vou sim, vem logo!

Acompanhei Stel até a pista de dança onde muitas mulheres de aglomeravam uma sobre a outra para ver quem tinha mais chances de ser a próxima a casar, perdida em meus devaneios sobre o quão desesperadas elas deveriam estar não vi o buque vindo em minha direção, mas quando ele tocou minha pele era como se estivesse em brasas então jóquei para a Stella que o agarrou feliz.

— Parabéns Stellinha. — Parabenizou uma tia de Nate, eu a apelidei de tia dos gatos, ela não tinha gatos, mas também não tinha marido ou filhos. — Mas lembre-se que se não casar esse ano, não se casa nos próximo sete, eu já peguei cinco desses. — Contou ela fazendo os olhos de Stella se arregalarem. Anna, a noiva, a salvou da conversa com a tia usando a desculpa que precisavam tirar fotos.

Olhei para a tia dos gatos que saiu saltitando depois de me lançar um olhar ameaçador, ela também viu que o buque parou primeiro em mim.

— Nós precisamos casar! — Avisei a Nathaniel assim que me aproximei, ainda encarando o local por onde ela tinha ido.

— Por mim já estávamos casados, mas a madame quer casar na primavera. — Reclamou ele revirando os olhos. — E ainda não sabe em qual primavera

— Nãos e assuste com as previsões da tia Margot, Ella, ela já me disse que eu nunca teria filhos, em contrapartida uma vidente disse que minha primogênita seria uma menina, uma das duas está errada, e espero que seja a tia Margot, pois paguei cara naquela vidente. — Assegura Daniel em tom de deboche, ele só estava desviando a atenção do meu casamento com Nathaniel.

Flash back off

— El, nós vamos amar e proteger essa criança, eu e você, a formatura é em duas semanas, se você não quiser contar ao Nate que ele vai ser pai, eu vou entender, e aí nós voltamos para a Irlanda.

Concordo com a cabeça me sentando na cama, minhas mãos vão involuntariamente para onde deveria estar meu bebê.

— Não posso contar.

— Por que não pode?

— Porque o Nathaniel não é o pai. — Sussurrei sem acreditar nas minhas próprias palavras.

Flash back on: Dois meses antes

— Oi princesa, tá podendo falar? — Pergunta Daniel quando atendo o telefone, olho para Nate a minha frente antes de responder:

— Oi, Lotte, está tudo bem? — Respondo para ele saber com quem eu estava.

— Eu só queria avisar que eu consegui aquele emprego na Escócia, eu começo em dois meses. — Eu conseguia sentir o sorriso em seu rosto. — Bem depois da sua formatura. — Contou ele com orgulho, esse novo trabalho era bem mais leve e pagava bem melhor.

— Oh meu deus! Isso é maravilhoso. — Não consegui conter minha alegria, o que fez Nate me olhar com uma sobrancelha arqueada. — Estou indo para aí Charlotte. — Aviso antes de desligar, usando o nome da minha melhor amiga para intensificar ainda mais a ideia de que falava com ela.

— O que a conteceu? — Pergunta Nate me vendo levantar depressa.

— Lotte conseguiu um desfile internacional. — Exponho, não era uma mentira, ela realmente havia conseguido, mas não era isso que estava acontecendo no momento. — Vamos comemorar.

— Quer que eu te leve?

— Não precisa, eu tenho que passar no supermercado ainda. — Deixo um beijo em sua bochecha e desço apreçada ligando para o taxi.

Flash back off

O toque de meu celular me trouxe de volta a realidade.

— É a Stella. — Avisou Charlotte atendendo em seguida. — Oi Stel, é a Lotte. — Ela fez uma pausa. — Como ele pode terminar com você? Vocês estavam juntos há quatro anos! Amanhã eu vou aí te ajudar na fossa! — Atuou Lotte praticamente me contando a história, o que só me fez chorar mais.

Ela fala mais algumas coisas antes de desligar, mas eu já entendia a história, Daniel terminou com Stella, como o planejado, a ideia é que depois da formatura eu deixe Nathaniel, mas eu não sei se posso fazer isso, porém, agora eu serei obrigada a fazer, eu não posso mais pensar só em mim, tenho que pensar no ser que agora habita em mim. Eu não posso me ariscar e ir para a Escócia, ou ficar aqui, o meu lugar agora é na Irlanda.

— Venha meu amor. — Chamou Lotte me abraçando e vendo o quão destroçada eu estava. — Vamos dormir e amanhã decidimos o amanhã.

+

— Eu tomei uma decisão. — Aviso a Charlotte depois de me vestir. — Eu vou deixar o Daniel ir, eu não posso pedir que ele desista da oportunidade da vida dele, eu reconheço que se ele souber da criança vai assumi-la, mas ela merece mais do que um sobrenome, ela merece todo o amor do mundo, e eu sei que ele não pode dar.

— Mas Ella, se ele é o pai ele merece saber.

— Ele não quer filhos, não agora, isso não conta no “plano de vida” dele.

— Eu só vou respeitar suas decisões até o ponto que elas realmente fizerem bem para o meu afilhado.

— Afilhado? — Indago rindo. — Acha que é um menino?

— Certeza que é um menino. — Ela revira os olhos enquanto tranca o quarto e seguimos até o taxi que já nos esperava. — Hospital Maternidade Hunk Lobster.

Quando chegamos ao hospital Charlotte foi logo indo até a recepção e pegando informações, enquanto eu dormia durante dias, ela usava seus contatos para marcar uma consulta com a melhor obstetra da cidade, no caso uma das melhores porque ela tentou outras três que não tinham vaga.

A Doutora Karine Holt, me levou para uma bateria de exames, não que eu já não tenha feito os mais exóticos exames, mas sempre surgem mais, depois de descobrir o número de semanas e as vitaminas que eu precisava tomar, fomos para minha primeira ultrassom.

Sempre achei que minha formatura ou meu casamento seriam as maiores emoções da minha vida, eu achava isso antes de ouvir o coração do meu bebê, ele era tão pequeno e tão lindo, a doutora avisou sobre os cuidados com a dança e ainda comparou o tamanho do meu bebê com um caroço de feijão, meu lindo feijãozinho.

Sai de lá com uma foto de um vídeo do meu feijãozinho na bolsa e a decisão e terminar com Nate na cabeça. Mandei uma mensagem perguntando e ele estava em casa, quando recebi a confirmação avisei que estava indo para lá e precisamos conversar.

Lotte tentou me impedir, mas ela sabia que nada me impediria, então se deu por convencida e aceitou só me acompanhar.

Flash back on: Dois anos antes.

Minha aula já havia acabado, era de lírica, mas meu corpo ainda se movia ao som de uma música inexistente, junto com a minha conturbada mente. Essa história de Daniel e Nathaniel, está me deixando tão culpada e confusa que as vezes me perco em atividades diárias.

Ainda na sala, coloquei minha música preferida para tocar, “Something just like this” do The Chainsmokers & Coldplay e fui para o centro, me preparando para não seguir passos, só me deixar levar pela música. Quando joguei a cabeça para o lado na primeira frase senti uma mão a segurando, me virei e meu coração perdeu uma batida, era Daniel, ele me guiava pela música como um exímio dançarino, nós não seguíamos coreografias e ainda sim, juntos, fazíamos complexos passos, com saltos e piruetas. Não sei onde ou como ele aprendeu aquilo, mas era maravilhoso, eu me sentia eu mesma com ele, minha vida era como um musical da Disney, as vezes nós nem nos falávamos, só cantávamos.

Flash back off

Quando entrei foi impossível não sentir uma pontada no coração e o frio daquele grande hall, que foi cenário de momentos bons e ruins, tomar meu corpo.

— Você já chegou? — Perguntou retoricamente vindo até mim com um amplo sorriso no rosto, mas ao perceber minha reação ele fez a pergunta que eu mesma me faço a tantos dias. — Ella, você está bem?

— Nate, a gente precisa terminar. — Solto de uma vez, desviando meu olhar para Charlotte que assistia tudo da soleira da porta.

Flash back on: Sete semanas antes.

— O que você estava fazendo? É a minha carreira! — Grita Nathaniel entrando no quarto vermelho de raiva.

Em contrapartida, eu continuei calma enquanto comia minhas balinhas.

— É isso que você quer? Me destruir? — Às vezes Nate tinha uns picos de raiva e explodia, com o tempo eu me acostumei e aprendi que é só esperar alguns minutos e não dar corda para o show dele. — Olha para mim. — Gritou novamente. — Eu estou falando com você.

Ergui o olhar com uma cara de “vai fala” ele continuou me olhando raivosos e eu segui procurando minhas balinhas vermelhas no pacote, ele está assim só porque eu fui contra a opinião política de um assessor durante o jantar.

— Você podia ter estragado tudo hoje à noite, se não já estragou. — Ele deu um tapa no pacote de balas que o fez voar longe. — Pare de comer igual uma louca, você diz querer ser dançarina, mas não consegue nem manter a forma física.

— Para Nathaniel. — Pedi calmamente, mas ele continuou falando. — Se você quer dar os seus showzinhos de garotinho perfeito fique à vontade, — Esbravejei elevando a voz como ele fazia. — mas não tente me atingir com eles. Para mim já chega! Estou indo para casa e só me ligue quando estiver recuperado. — Briguei pegando meu celular e batendo a porta do quarto com tudo.

Encontrei Daniel e Stella no corredor.

— Ella, o que aconteceu? Ouvimos gritos. — Pergunta Daniel visivelmente preocupado, pude ver seu olhar pelo meu corpo procurando alguma marca visível, Nate nunca me bateria.

— O Nate explodiu de novo e disse coisas que não deveria. — Explico tentando ajeitar o cabelo, que estava todo desarrumado pela irritação.

— Ele precisa parar com isso. — Completa Stella tomando minhas dores.

— Eu vou lá resolver isso. — Se oferece Dan dando um passo à frente, mas é impedido pela namorada.

—Serio Daniel, não precisa. — Agradeço com um sorriso. — Eu já vou indo.

— Eu te levo. — Se oferece novamente, eu realmente precisava dele, as únicas pessoas que me fazia esquecer os problemas eram ele e Charlotte, que se encontra na Irlanda.

— Mas amor. — Começa Stella manhosa. — Você prometeu que dormiria aqui.

— Sim Sté, mas eu não posso deixar a Ella pegar um taxi sozinha essa hora da noite e nesse estado. — Explica ele tirando as chaves do bolso e se despedindo da namorada. — Vamos Ella.

Caminhamos em silencio até o carro e assim que entramos me jóquei em seus braços. Eu posso não ser bonita como a Stella ou agradável como a Charlotte, mas sempre me considerei bem, eu canto, danço, sou poderosa e empoderadora, sempre fui um mulherão da porra, ao menos para mim. Mesmo acreditando em tudo que sou, minha forma física não é a ideal, principalmente para uma dançarina, e elas e torna minha principal insegurança.

Fui tirada dos meus devaneios quando Dan estacionou o carro em frente ao seu apartamento, eu nem tinha percebido que tinha me afastado.

— O que aconteceu, meu amor? — Pergunta ele quando saímos do carro me puxando pela cintura e me abraçando.

— Ele fez como ela, como a mamão. — Sussurrei deixando as lagrimas saírem enquanto ela abria a porta.

— Meu amor, olha para mim. — Solicitou ele erguendo meu rosto com a mão. — Você é a mulher mais linda que eu já conheci.

Então eu o beijei, seus olhos me passavam toda a sinceridade e segurança do mundo, em poucos minutos já estávamos nos unindo como fogo.

Flash back off

— Como assim? Do que está falando? — Pergunta alarmado.

—Eu quero terminar, eu preciso terminar. — Repeti segurando as lágrimas, olhar nos olhos dele era mais difícil do que eu imaginara, eles me lembravam cada toque, cada beijo, cada eu te amo.

— Não faz isso, por favor. — Suplicou, naquele momento eu percebi que o amava e que o destruir me destruía.

Eu amava os dois, não sabia como, mas Daniel era meu amor épico e Nate era o que eu queria para meu futuro, porem eu só percebi isso quando perdi os dois.

Olhei para ele negando com a cabeça, eu odeio términos e só hoje teria dois.

— Me espera aqui, por favor, não faça nada sem pensar antes. — Ele correu escada acima e eu amedrontada corri puxando Lotte de volta para o taxi.

Ela não perguntou nada, nós voltamos ou dormitório e lá eu avisei Daniel, que estava no trabalho, que precisávamos conversar, em seguida desliguei o telefone que não parava com as ligações de Nate e Stella.

Sem pensar muito peguei meu violão e o envelope com a foto do meu feijãozinho, caminhei para uma grande arvore na parte mais isolada do campus, era o melhor lugar para pensar, uma conhecida melodia começou a se formar, mas foi interrompida por uma distinguia voz:

— Está tudo bem? — Perguntou Daniel surgindo do nada. — Eu te vi vindo para cá.

— O que você está fazendo aqui?

—Eu estou com um caso aqui perto e aí vi sua mensagem e vim te procurar. — Eu não estava pronta para ele, não agora.

Minha única reação foi me jogar nos braços dele como se fosse nosso último abraço e nosso último beijo.

Voltei ao meu lugar respirando fundo e silabei aquelas dolorosas palavras pela segunda vez no dia:

— Daniel, a gente tem que terminar.

— O quê? Por quê? Não!

—Sim, nós temos.

—Mas e o nosso amor? Nossos anos juntos? Nossa vida na Escócia? Isso não significa nada para você?

— Eu não posso mais ir para a Escócia e não posso te privar de um sonho. — Tento dar uma explicação. — Eu não posso mais viver essa vida me escondendo e fugindo, uma vida com você sempre será assim, nenhuma relação iniciada com traição dá certo.

— Eu não posso aceitar isso. — Ele me segurou pelo braço e olhou no fundo dos meus olhos, aqueles olhos castanhos intensos em contraste com a barba por fazer o deixava mais lindo que nunca. — Eu te amo Ella.

Fechei os olhos com toda a minha força, acreditando que como em um passe de mágica eu os abriria e Daniel não estaria mais ali, mas a sua voz demonstrou o contrário:

— Well, I've got thick skin and an elastic heart

But your blade it might be too sharp

I'm like a rubber band until you pull too hard — ele cantou me segurando e foi como se facas fossem enfincadas cada vez mais fundo no meu peito.

— Yeah, I may snap and I move fast

But you won't see me fall apart

'Cause I've got an elastic heart

I've got an elastic heart

I've got an elastic heart **** — Continuei até terminar melodiosamente, ainda de olhos fechados e com lágrimas fluindo mais e mais, me afastei de uma vez abrindo os olhos, uma brisa bateu fazendo meus cabelos e vestido esvoaçarem, quando olhei para trás vi o pôr do sol. — ele é tão alto e terrivelmente bonito — Falei aos sussurros. — Diga que vai se lembrar de mim, ali patada, usando um lindo vestido.

— Oh, won't you stay with me?

'Cause you're all I need

This ain't love, it's clear to see

But, darling, stay with me ***** — Ele tentou cantar, mas era minha vez, minha voz, era a vez da minha música, quando ele terminou o “stay with me” eu continuei no ritmo da nova música:

— Nothing lasts forever

But this is gonna take me down

He's so tall and handsome as hell

He's so bad, but he does it so well

I can see the end as it begins

My one condition is

Say you'll remember me

Standing in a nice dress

Staring at the sun set, babe

Red lips and rosy cheeks

Say you'll see me again

Even if it's just in your

Wildest dreams, ah, ah, ah, ah

Wildest dreams, ah, ah, ah, ah ******

Sem terminar a música corri, corri o mais rápido que pude somente com o envelope em mãos, só percebi que estava na sala de dança quando cai no meio dela chorando enquanto olhava a foto do meu feijãozinho.

Deixei a foto de lado e consenti que meu corpo ser levado por minha voz:

— I bow down to pray

I try to make the worst seem better

Lord, show me the way

To cut through all his worn out leather

I've got a hundred million reasons to walk away

But baby, I just need one good one to stay *******

— Eu tenho um motivo. — Gritou aquela conhecida voz fazendo o meu coração saltar do peito — Case-se comigo? — Pediu tirando uma caixinha vermelha do bolso da calça e se ajoelhando. — Nós podemos lidar com tudo, juntos! Case-se comigo. — Ele abriu a caixinha e ela exibiu o anel de casamento da sua avó, meus olhos foram instantaneamente para a foto no chão, e os dele me seguiram.

— Eu não posso, estou gravida, eu vou ter um bebê. — Admiti levando as mãos a barriga como se quisesse mostrar a ele onde estava, seu olhar oscilou por um momento tentando entender a situação.

— Case-se comigo. — Repetiu ele. — Essa criança vai ser minha e vai ser o mais feliz possível, com o papai e a mamãe.

Não esperava essa reação, lagrimas de emoção tomaram o lugar das de dor, tomada pela esperança de uma família concordei com o cabeça, o que o fez vir correndo e me girar no ar.

— Você me fez o homem mais feliz do mundo El, eu vou ser pai. — Gritou antes de me beijar.

§

— Você foi uma noiva tão linda mãe. — Elogiou Meghan olhando meu álbum de casamento como fazia todos os anos. — Posso ver o vestido de novo?

— Está com poeira, vai te dar alergia.

—Mostre o vestido a ela, El, a garota já tem dezessete anos e pode decidir se vai correr o risco de espirar ou não. — Interviu meu, ainda lindo, marido da cozinha.

— Por favor, Mamis.

— Tudo bem, mas quando estiver perdendo aula não venha chorar para mim. — Me dei por vencida subindo as escadas a tempo de ouvir.

— Olha lá Meg, ela acha que suas reclamações são verdadeiras. — Zomba ele rindo junto a filha.

Subimos as escadas juntas até meu quarto, depois de retirar muitas caixas encontrei a tal do vestido, ele era realmente lindo, meu casamento foi o mais sonho de princesa possível. Coloquei a caixa sobre a cama e o tirei de la com delicadeza.

—Mãe, eu quero me casar com ele.

—Sai da frauda depois vem me falar em casar. — Brinco colocando o vestido perto do corpo. — Será que cabe ainda?

— Você me entendeu mãe! Mede, ué, eu acho que sim. — Apoia ela se levantando para me ajudar, depois de muito suor e uma unha quebrada eu estava dentro do meu vestido de noiva novamente. — Vamos mostrar para o papai.

— Eu não vou descer vestida de noiva, Meghan!

— Então é só chamar ele aqui. — Ela faz uma pausa antes de gritar com uma delicadeza nunca vista antes. — Ô pai, corre aqui, rapidão.

— Se fosse para gritar eu mesma gritava. — Brigo me olhando no espelho, quando levanto meu olhar vejo Nathaniel na porta de boca aberta.

— Você está tão linda quanto no dia do nosso casamento. — Elogia ele me puxando para dançar no canto do closet, eu claro, começo a cantar:

— Ricochet, you take your aim

Fire away, fire away

You shoot me down but I won't fall

I am titanium

You shoot me down but I won't fall

I am titanium

I am titanium

I am titanium

Stone-hard, machine gun

Firing at the ones who run

Stone-hard, that bulletproof glass ********

— Vocês me dão diabetes. — Interrompe Meghan gravando tudo.

— Preciso terminar o jantar ou as visitar vão comer pipoca velha da Meg. — Avisa Nate voltando para a cozinha.

— Quem vem hoje mãe? — Pergunta ela me ajudando a tirar e guardar o vestido.

— As mesmas pessoas que vem em todos os nossos aniversários de casamento. — Ela pareceu engolir em seco. — A tia Lotte, o tio Steve, a tia Alicia, o Robert, o tio Peter, o primo Josh e a tia Stella.

— Mãe, se eu te contar uma coisa você promete não julgar? — Pergunta com hesitação enquanto eu mexia nas caixas.

— Meg eu sou sua mãe, eu sempre vou estar aqui para você contar o que quiser.

— Você sabe que o primo Josh é muito importante para mim né? Eu nãos ei o que faria sem ele, mas tem o Robbie onde tudo é tão magico e certo, eu não quero me magoar e nem magoar a eles. —desabafa ela, quando terminou de falar eu encaixei a caixa no lugar e nesse instante encontrei minha antiga jaqueta jeans.

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Flash back on: Dezessete anos antes (Casamento da Ella)

— O que você pensa que está fazendo aqui? — Pergunto assustada ao vê-lo entrando pela janela.

—Eu vim te resgatar.

— Eu não quero ser resgatada. — Ele olhou em volta antes de olhar no fundo dos meus olhos e invocar o poder do magnifico Ed Sheeran. — Loving can hurt

Loving can hurt sometimes.

— Daniel, para e vai embora, eu vou me casar daqui há alguns minutos.

— We keep this love in a photograph

We made these memories for ourselves. — Ele enfiou a mão no bolso e andou até a minha jaqueta jogada onde tirou uma foto nossa e guardou lá. — So you can keep me

Inside the pocket of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

And you won't ever be alone

Wait for me to come home.

Antes do último verso ele já tinha ido pela janela novamente.

Flash back off.

Olhei para minha filha, nossa filha ali sentada, e para a fotografia em minha mão, nossa única fotografia.

— Tudo bem amar os dois. — Faço uma pausa guardando a foto no bolso do meu jeans rasgado. — Eu amei.

* (https://www.youtube.com/watch?v=Qx7-5DpLBrc) Se eu te dissesse que isso só iria machucar

Se eu te avisasse que o fogo iria queimar

Você andaria nele? Você deixaria eu ir primeiro?

Fazer tudo em nome do amor

Você me deixaria te guiar mesmo quando for cego

No escuro, no meio da noite

No silêncio, quando não há ninguém ao seu lado

Você apelaria em nome do amor?

Em nome do amor, nome do amor

Em nome do amor, nome do amor

Em nome do amor

Em nome, nome

No nome do

Em nome, nome

No nome do

Em nome, nome

No nome do

Amor

Se eu lhe dissesse que poderíamos nos banhar em todas as luzes

Você se levantaria e viria me encontrar no céu?

Você confiaria em mim quando você está pulando das alturas?

Você cairia em nome do amor?

Quando há loucura, quando há veneno em sua cabeça

Quando a tristeza deixa você quebrado em sua cama

Vou te abraçar nas profundezas do seu desespero

E é tudo em nome do amor

Em nome do amor, nome do amor

Em nome do amor, nome do amor

Em nome do amor

Em nome, nome

No nome do

Em nome, nome

No nome do

Em nome, nome

No nome do

Amor

Eu quero testemunhar

Gritar na luz santa

Você me traz de volta à vida

E é tudo em nome do amor

Eu quero testemunhar

Gritar na luz santa

Você me traz de volta à vida

E é tudo em nome do amor

Em nome do amor, nome do amor

Em nome do amor, nome do amor

Em nome do amor

Em nome, nome

No nome do

Em nome, nome

No nome do

Em nome, nome

No nome do

Amor

** (https://www.youtube.com/watch?v=ktlQrO2Sifg – musica completa bbs). Ela tocava violino em uma banda irlandesa

Mas ela se apaixonou por um homem inglês

Beijei-a no pescoço e a levei pela mão

Disse: Querida, eu só quero dançar

*** (https://www.youtube.com/watch?v=w3jb5QeieHo)

Venha rebolar na minha direção

Agradeço muito por isso

É uma bênção, sim

Ela transforma toda situação em um céu, é

Oh, você é

Meu nascer do sol no dia mais escuro

Me faz sentir de um jeito

Que me faz querer saborear cada momento lentamente, lentamente

Você se encaixa em mim como se fosse feita sob medida, amo como você coloca

Você tem a única chave e sabe como ligar

Do jeito que você mordisca minha orelha, as únicas palavras que quero ouvir

Querida, vá devagar, para que possamos aproveitar mais

Você, você é o ímã e eu sou o metal

Eu vou me aproximando e armando o plano

Só de pensar, minha pulsação acelera

Já, já estou gostando mais do que o normal

Todos os meus sentidos estão pedindo mais

Isto deve ser tomado sem qualquer problema

Lentamente

Eu quero respirar no seu pescoço lentamente

Deixe-me dizer coisas em seu ouvido

Para que se lembre quando não estiver comigo

Lentamente

Quero te despir com beijos, lentamente

Assinar as paredes do seu labirinto

E fazer de todo seu corpo um manuscrito

Quero ver seu cabelo dançar, quero ser seu ritmo

Que ensine à minha boca

Seus lugares favoritos

Deixe-me ultrapassar as suas zonas de perigo

Até provocar seus gritos

E te fazer esquecer seu sobrenome

Passinho a passinho, devagar, devagarinho

Vamos nos pegando, pouquinho a pouquinho

Quando você me beija com essa destreza

Vejo que é malícia com delicadeza

Passinho a passinho, devagar, devagarinho

Vamos nos pegando, pouquinho a pouquinho

E é que essa beleza é um quebra-cabeça

Mas para montá-lo, aqui tenho a peça

Lentamente

Eu quero respirar no seu pescoço lentamente

Deixe-me dizer coisas em seu ouvido

Para que se lembre quando não estiver comigo

Lentamente

Quero te despir com beijos, lentamente

Assinar as paredes do seu labirinto

E fazer de todo seu corpo um manuscrito

**** (https://www.youtube.com/watch?v=hV_03KJMM9A – Madilyn & https://www.youtube.com/watch?v=PyZgym599bA – Leroy)

Bem, eu tenho uma pele grossa e um coração elástico

Mas sua lâmina pode ser muito afiada

Eu sou como um elástico, até que você puxe com muita força

Sim, eu posso romper e mover-me rapidamente

Mas você não me verá cair

Porque eu tenho um coração elástico

Eu tenho um coração elástico

Sim, eu tenho um coração elástico

***** (https://www.youtube.com/watch?v=IrVOrubcbYY)

Você não vai ficar comigo?

Porque você é tudo que eu preciso

Isso não é amor, é fácil de enxergar

Mas, querida, fique comigo.

****** (https://www.youtube.com/watch?v=rk_FpvlrKcw )

Nada dura para sempre

Mas isso vai acabar comigo

Ele é tão alto e terrivelmente bonito

Ele é tão mal, mas ele faz isso tão bem

Eu posso ver o fim enquanto isso começa

Minha única condição é

Diga que você se lembrará de mim

Ali, em um belo vestido

Olhando para o pôr do sol, querido

Lábios vermelhos e bochechas rosadas

Diga que você me verá de novo

Mesmo que seja apenas em seus

Sonhos mais selvagens, ah, ah, ah, ah

Sonhos mais selvagens, ah, ah, ah, ah

******* (https://www.youtube.com/watch?v=mTTFqCpYqlo)

Você está me dando um milhão de razões para te deixar

Você está me dando um milhão de razões para desistir do show

Você está me dando um milhão de razões

Me dê um milhão de razões

Me dando um milhão de razões

Mais ou menos um milhão de razões

Se eu tivesse uma rodovia, eu correria para as montanhas

Se você pudesse encontrar uma estrada deserta, eu ficaria lá para sempre

Mas você está me dando um milhão de razões

Me dê um milhão de razões

Me dando um milhão de razões

Mais ou menos um milhão de razões

Eu me curvo para rezar

Tento fazer o pior parecer melhor

Senhor, me mostre o caminho

Para cortar pelo seu couro desgastado

Tenho cem milhões de razões para me afastar

Mas amor, eu preciso de apenas uma boa razão para ficar

Minha cabeça está presa em um ciclo, eu olho para fora e encaro o nada

É como se eu parasse de respirar, mas completamente consciente disso

Porque você está me dando um milhão de razões

Me dê um milhão de razões

Me dando um milhão de razões

Mais ou menos um milhão de razões

E se você disser algo que possa ser verdade

É difícil tentar decifrar quais partes eu deveria acreditar

Porque você está me dando um milhão de razões

Me dê um milhão de razões

Me dando um milhão de razões

Mais ou menos um milhão de razões

Eu me curvo para rezar

Tento fazer com que o pior pareça melhor

Senhor, me mostre o caminho

Para cortar pelo seu couro desgastado

Tenho cem milhões de razões para me afastar

Mas amor, eu preciso de apenas uma boa razão para ficar

Amor, eu estou sangrando, sangrando

Fique, ehh, ehh

Você não pode me dar o que eu preciso, preciso?

A cada decepção fica difícil manter a fé

Mas amor, eu preciso de apenas uma boa razão

Boa razão, boa razão, boa razão, boa razão, boa razão

Quando eu me curvo para rezar

Tento fazer o pior parecer melhor

Senhor, me mostre o caminho

Para cortar pelo seu couro desgastado

Tenho cem milhões de razões para me afastar

Mas amor, preciso apenas de uma boa razão, uma boa razão

Me diga que você será essa boa razão, boa razão

Amor, eu preciso apenas de uma boa razão para ficar

******** (https://www.youtube.com/watch?v=PGoCtJzPHkU)

Ricocheteiam, você acerta o alvo

Atire, atire

Você me derruba, mas não vou cair

Eu sou de titânio

Você me derruba, mas não vou cair

Eu sou de titânio

Eu sou de titânio

Eu sou de titânio

Dura como pedra, metralhadora

Atirando contra os que correm

Dura como pedra, como vidro à prova de balas

********* (https://www.youtube.com/watch?v=7u9xnnqgG2Y )

Amar pode doer

Amar pode doer às vezes

Nós mantemos este amor numa fotografia

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos

Então você pode me guardar

No bolso do seu jeans rasgado

Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem

E você nunca estará sozinha

Me espere para voltar para casa

Notas finais
Obrigada por lerem amores, não se esqueçam de comentar, favoritar e indicar para t-o-d-o mundo ♥
Deem uma passadinha em Royal Blood e ate a próxima.
( desculpem se passou algum ero de digitação, eu revisei, mas posso ter deixado algo passar)
( Links dos videos para caso não esteja abrindo ali:
* https://www.youtube.com/watch?v=Qx7-5DpLBrc
** https://www.youtube.com/watch?v=ktlQrO2Sifg
*** https://www.youtube.com/watch?v=w3jb5QeieHo
**** https://www.youtube.com/watch?v=hV_03KJMM9A ??“ Madilyn & https://www.youtube.com/watch?v=PyZgym599bA ??“ Leroy
***** https://www.youtube.com/watch?v=IrVOrubcbYY
****** https://www.youtube.com/watch?v=rk_FpvlrKcw
******* https://www.youtube.com/watch?v=mTTFqCpYqlo
******** https://www.youtube.com/watch?v=PGoCtJzPHkU
********* https://www.youtube.com/watch?v=7u9xnnqgG2Y
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!