Notas iniciais
Aeeee estou de férias!!! Isso significa postagens mais frequentes agora. Além desse, pretendo lançar mais um cap ainda esse ano, por isso fiquem espertos. O título é meio sugestivo, mas vão perceber que todo o cap se passa dentro de um quarto ou outro e eu adorei isso. Me senti escrevendo um roteiro pro Tarantino kkk Cumprimentos especiais para Angelise Enfim, boa leitura XD

Depois da conversa com Lightning, Nami sentiu o peso sair e depois dobrar em suas costas. Sair, porque Lightning estava mais do que disposto a ajudá-la e dobrar, porque tudo no final dependia das emoções dela. Suspirou, não queria nem começar a pensar nisso.

Alguém bateu na porta e, pela voz, Nami reconheceu ser Robin, pedindo permissão pra entrar. A mulher estava com o semblante preocupado e cansado, mas nem isso era o suficiente para diminuir sua beleza e aura misteriosa. A mulher a encarou com estranheza e Nami ficou confusa.

“O que foi, Robin?”

“Você ainda não mudou de roupa, está coberta de sangue.” a ruiva olhou pra si mesma e de fato ainda usava as calças, camisa e casaco. O retorno foi tão caótico que nem se importou com sua aparência.

“Nossa, bom eu...”

“Já dei ordens a Nina para preparar seu banho. Imagino que ela aparecerá com a água logo logo”

“Obrigada, Robin” a rainha apenas assentiu com um sorriso em resposta.

“Eu queria saber como você está, não tivemos chance de conversar desde que vocês voltaram.” Robin estava de pé ao lado da cama, Nami quase pediu pra que ela se sentasse, mas decidiu deixar a outra seguir o próprio ritmo.

“Eu não tenho muito o que dizer além do que já disse” respondeu “Os dois foram feridos e me salvaram”

“Mas você salvou eles também, do contrário o Sanji não estaria aqui. O Lightning só é ativado pelas emoções do seu portador, Sanji nunca conseguiria escapar da Persuasão sozinho” Nami apenas lhe respondeu com um sorriso mínimo “Nami, sabe que ninguém vai te culpar se você não conseguir usar o Lightning e salvar o Sanji, né?”

Na verdade a maioria conta que eu não consiga salvá-lo

“Eu conseguirei usá-lo” Nami a mirou com determinação “Eu só preciso de tempo”

“Nami, você-”

“O Lightning falou comigo hoje” falou cortando a outra “Ela me disse o que fazer”

“Você o quê?!” Branca estava impressionada, nunca em toda a história tinha ouvido falar de uma ligação tão rápida. O que aconteceu com Nami na Fortaleza Vermelha foi uma emergência, uma proteção que o Lightning garante a todos os membros da família real, mas uma conversa? Em menos de vinte e quatro horas? Não, isso era impossível “Nami, eu não acredito...”

“Por favor, acredite, Robin” suplicou ela “Eu estou apostando tudo nessa chance e não quero duvidar ainda mais de mim mesma” A conversa foi interrompida com a chegada de Nina e mais duas damas que traziam os baldes com água para o banho. Nina parecia feliz em ver a princesa bem, apesar de cansada e suja.

“Venha, alteza, o seu banho está pronto”

“Vá, estarei aqui com uma xícara de chá quando voltar” garantiu a rainha.

Nami vai ao quarto anexo, tira suas roupas e mergulha na banheira, um suspiro dolorido escapando de seus lábios pelos músculos tensos. A água exalava uma mistura de laranja e camomila, relaxando o corpo de Nami. Ela agradeceria Nina depois por isso. Depois de limpar todo o seu corpo, e relaxar mais uns minutos, Nami saiu. Preparado para ela havia um vestido verde claro com mangas curtas. Ela o veste, e logo Nina prende apenas algumas mechas de seu cabelo deixando-o em sua maioria solto. Nami agradece e a dama se retira não antes da ruiva pedir que o almoço seja trazido ao seu quarto hoje. Quando voltou, Nami viu Robin sentada na mesa de chá como ela disse que estaria.

“Mudando de assunto, tem algo que preciso discutir com você” Robin ficou calada esse tempo todo e só voltou a falar quando Nina saiu do quarto. “Nós não lutamos contra a Hancock sozinhos, existem mais três grandes facções em toda Wonderland. Mantenho contato constante com elas e todas já sabem do seu retorno.”

“Você já contou a eles sobre o que aconteceu ontem a noite?”

“Não, ainda não.” Nami soltou um ar que nem sabia que estava mantendo “Mas pretendo, assim que a situação do Sanji for resolvida”

“Muito bem” Nami não queria pensar muito nisso agora então apenas concordou.

“Nami, você entende que quase todas as pessoas, tanto aqui quanto nas outras facções, tem um rancor absoluto pelo Valete, não é?” a ruiva assentiu com pesar “Então entende que não será fácil mantê-lo aqui quando reunirmos os grupos”

“Eu entendo, mas não estou disposta a mandá-lo embora”

“Nami, a decisão final não é sua” Robin falou com delicadeza, mas a ruiva entendeu com todas as letras. Ainda não era rainha, por isso não podia passar por cima de Branca.

Ainda não era rainha? Falei como se fosse algo inevitável no meu futuro.

“Se ele partir, a Vermelha ou tentará matá-lo ou controlá-lo novamente, não podemos correr esse risco”

“E se ele ficar, é provável que acabe com a aliança e isso nós não podemos arriscar” Nami entendia a preocupação de Robin, mas realmente não queria pensar nisso agora, queria se concentrar em salvar o loiro primeiro. Robin percebeu isso e decide não tocar mais no assunto por enquanto. “Vá ver o Luffy, ele fica inquieto sem você lá” dizendo isso ela levanta e sai.

Luffy... Por um segundo se esqueceu dele. Levantou de sua cama e saiu do quarto, checando sua aparência no espelho antes de sair com um sorriso no rosto, só de lembrar do moreno seu coração já se aquecia. Seu sorriso doce, seus olhos gentis que queimavam com uma chama intensa, mas silenciosa. Queria saber o que causou isso, o que o machucou tanto. Será que foi ela?

Chegando na ala médica, a primeira coisa que ela viu foi o sorriso do chapeleiro direcionado a ela. Nami retribuiu o gesto e foi até ele, sentou na cama e segurou as mãos do Luffy.

“Como se sente?” ela sentiu o polegar dele acariciar sua mão.

“Bem melhor shishishi, hoje já saio daqui” ele respondeu com um sorriso terno pra ela.

“Eu não lembro de ter dito isso pra você, Luffy-ya” comentou o médico de costas para os dois enquanto preenchia um formulário.

“Ah Torao, deixa de ser chato” disso com voz manhosa e tanto Nami quanto Law riram da expressão dele.

“Nada disso, até eu ter certeza de que seus ferimentos cicatrizaram bem, você vai ficar aqui” Luffy fez um bico, mas o médico não se deixou convencer.

“Quando você melhorar, vou pedir a Terracota-san pra fazer um banquete enorme pra você” Os olhos de Luffy brilharam, ele agarrou Nami e lhe deu um abraço apertado, fazendo-a ficar vermelha dos pés à cabeça.

“L-Luffy… erm” ele a apertou mais contra si quando ela tentou se afastar, como se fosse um reflexo. Nami não se importaria se estivessem sozinhos, mas Law estava ali também e, obviamente, o moreno estava interessado no chapeleiro. Sentiu seu coração acelerar no peito e o rosto ferver.

Nami não entendia, mas Luffy adorava tê-la em seus braços e segurá-la sempre que tinha a oportunidade.

“Luffy!” Duas vozes gritaram em uníssono, os dois se viraram pra ver quem era e na porta estavam Chopper e Usopp correndo na direção deles.

“Ah não” Nami sentiu alguém segurando seu braço e a puxando para o lado e, em frações de segundo os dois animais estavam em cima de Luffy chorando e perguntando se ele estava bem.

“Obrigada, Law” ela agradeceu quando viu quem a puxou da linha de tiro dos dois.

“Disponha” ele respondeu prestando atenção se os dois não estavam terminando de matar o seu paciente.

Percebendo que Luffy ficaria ocupado por um tempo, Nami decidiu voltar ao seu quarto para o almoço. Estava há mais de vinte e quatro horas sem dormir e sentia-se cansada e irritada.

OOO

Chopper e Usopp estavam mortos de preocupação com seu querido amigo Chapeleiro, no entanto, todos foram proibidos por Branca de entrarem na ala médica até que Luffy estivesse consciente e bem pra conversar por longas horas, por isso eles só puderam entrar agora.

Entretanto, apesar do modo 'louco' que eles entraram, Law foi pessoalmente dar permissão mais cedo pra eles dois. Aparentemente, por causa do Valete, quer dizer, Sanji, todos queriam ir lá pra vê-lo e, se a oportunidade surgisse, matar o loiro e isso não podia acontecer.

Usopp odiava o Valete, ele matou muitos de seus amigos e alguns familiares, mas ele não teria passado pela barreira se ainda fosse o mesmo, além disso, se o loiro fizesse algo, Luffy estaria ali pra impedir. Já Chopper tinha mais medo que ódio do Valete, não queria vê-lo e muito menos falar com ele.

“Você tá bem, Luffy? Tá sentindo dor?” Os dois quiseram saber.

“Shishi to bem sim, a Nami perguntou a mesma coisa” respondeu o moreno com entusiasmo.

“Ótimo, porque tá todo mundo preocupado com você lá em baixo.”

“Eu saio daqui hoje e cumprimento todo mundo” Law encarou ele como se dissesse ‘Ah, tá’

“Luffy” Usopp começou “O Valete, quer dizer, o Sanji, ele voltou mesmo ao normal?” Se é que ele estava realmente enfeitiçado, mas o rato decidiu não comentar. O moreno o olhou com um sorriso enorme e assentiu.

“Sim, Nami libertou o Sanji e por isso ele voltou com a gente”

“Mas por quê então ele tá de cama?” dessa vez foi Chopper quem quis saber.

“Por que ele foi amaldiçoado de novo, Tony-ya” respondeu Law “Uma maldição que se não for retirada vai matá-lo no pôr-do-sol de amanhã”

“Deviam deixá-lo morrer” Usopp sussurrou, só que foi alto o suficiente pro chapeleiro ouvir e encará-lo com indignação.

“Nunca mais diga isso, Usopp!” bradou “Ele é um amigo muito importante e merece ser salvo como qualquer outro” o outro recuou um pouco intimidado, Luffy raramente ficava bravo, ainda mais com seus amigos.

“Mas é verdade, Luffy” disse Chopper meio acuado “O Valete fez mal pra muita gente aqui, ele tem que ir embora!” Luffy encarou chocado os dois amigos, Sanji não era mais o Valete da Vermelha e isso eles teriam que entender.

“A única pessoa que pode mandar alguém embora é a rainha Branca” Trafalgar disse interrompendo a conversa “Se ela disser que ele fica então ele fica, vocês querendo ou não” Usopp cerrou os dentes e Chopper concordou mesmo não querendo, já Luffy agradeceu em silêncio o médico “Bom, a Terracota-san já deve estar chegando com o almoço do Luffy-ya, então vocês dois saiam fora” os dois saíram correndo fugindo da cara feia doLaw.

OOO

Ninguém se atrevia a chegar perto da Hancock, só hoje ela matou três serventes e dois guardas apenas porque eles a irritaram um pouco. Mas também não é pra menos, seu exército foi derrotado, seu comandante foi embora e a única ameaça concreta contra ela foi levada por uma pirralha. É, hoje não era um bom dia.

“Talvez eu possa ajudar” disse uma voz em sua mente.

“Você é muito forte ou muito estúpido pra entrar na minha mente sem permissão”

“Kufufu garanto que não estou aqui pra lhe causar mal” a voz respondeu “Você tem assuntos inacabados com algumas pessoas detestáveis e eu também”

“Onde você está?”

“Em um lugar onde o sol não bate. Se me ajudar eu a seguirei e acabarei com essas pedras em seu sapato”

“Hmm muito bem estou ouvindo” ordenou interessada

OOO

Depois de um longo dia na biblioteca pesquisando, Nami foi para o seu quarto sem nem jantar, não estava com fome e não queria ver ninguém. Até dispensou Nina dizendo que se prepararia para dormir sozinha. Podia ser filha de um visconde/rei, mas ainda sabia se cuidar por conta própria.

Ao entrar no quarto, qual foi a sua surpresa ao ver Luffy na varanda, seu corpo coberto por uma camisa vermelha escura semi aberta e calça curta preta, bandagens e curativos aqui e ali. Bom, os curativos não eram a única coisa à mostra, Luffy era um soldado e anos de treinamento fizeram muito bem ao seu corpo. Ele não era grande e cheio de músculos como o cara de cabelos verdes que apareceu em Fortaleza Vermelha, não, Luffy parecia mais natural, mas definido. Deliciosamente definido. Nami sentiu um arrepio na espinha.

“Luffy, o que faz aqui? Não devia estar na ala médica?” o moreno voltou seu olhar pra ela com um sorriso no rosto.

“Queria te ver” respondeu simplesmente, causando um rubor em Nami “Não posso?

“C-Claro que pode, mas você tem que descansar pra melhorar”

“Descanso melhor com você por perto” ele saiu da varanda e foi até ela “Por que não ficou lá comigo? Senti sua falta” Nami olhou nos olhos dele e viu que ele falava sério.

“Eu estava cansada. Não consegui pregar os olhos até você acordar então a falta de sono me deixou um pouco mal humorada” respondeu sinceramente.

“Hmm então pra resolver isso você só tem que dormir” antes que pudesse protestar, Luffy a pegou nos braços e foi em direção à cama.

“Espera, Luffy!” pediu vermelha da cabeça aos pés “Eu tenho que me trocar antes, não posso dormir com esse vestido” o chapeleiro parou no meio no caminho ainda sem soltá-la.

“E por que não pode dormir com esse?” o rosto dele estava muito, muito perto do dela e Nami sentiu o coração na garganta.

“S-Seria desconfortável”

“Hmm ok, vai lá se trocar então” ele a soltou devagar e ficou parado esperando, Nami achou aquilo meio esquisito, mas foi até o quarto anexo se preparar pra dormir.

Sua roupa de dormir era um longo vestido leve branco de manga curta com um pequeno decote frontal, detalhes em laranja aqui e ali. Depois ela foi até a penteadeira e soltou seu cabelo, massageando com os dedos. Lavou o rosto, pegou seu robe e voltou pro seu quarto.

Nami imaginou que deveria se sentir mais acanhada em aparecer desse jeito na frente do chapeleiro, mas esse não era o caso, estava confortável, parecia algo quase esperado dela.

Luffy estava sentado na borda da cama como se estivesse no quarto dele.

“Achei que o Law não ia deixar você sair hoje” Luffy se virou pra vê-la e então sentiu o ar faltar em seus pulmões. Nami estava linda em sua roupa de dormir, bom, ela estava sempre linda, mas assim ela parecia mais relaxada e confortável, seu sorriso mais sincero e menos tenso. Ele amou ver ela assim.

“Eu fugi”

“Fugiu?!”

“É, eu fui tomar banho porque ainda estava sujo de sangue, aí eu voltei, ele refez meus curativos e depois eu fugi. Não queria ficar lá” Nami riu enquanto sentava na borda da cama próxima a ele.

“Ok então você veio pra cá pra se esconder do Law?” quis saber em tom conspiratório.

“Uhum já que ninguém pode entrar no seu quarto shishishi” respondeu entrando na brincadeira.

“Muito bem, então vamos ficar aqui, mas já aviso que estou com sono” ela deitou na cama por cima dos lençóis.

“Você quer que eu vá pro meu quarto?” Seu tom de voz pedindo claramente que ela o deixasse ficar.

“Não, pode ficar aqui comigo” o chapeleiro vibrou de alegria e deitou na cama também de frente pra Nami. Como as velas já estavam apagadas, cortesia do moreno, então só a luz da lua cheia iluminava o quarto.

Os dois ficaram corados com a proximidade, porém nenhum deles fez esforço pra se afastar. Luffy levantou a mão devagar e a levou até as mechas alaranjadas. O cabelo de Nami era macio e ele adorava adorava enrolar seus dedos nele. A ruiva fechou os olhos, aproveitando o carinho.

“Me conta uma história, Luffy” ela pediu baixinho “Me conta o que fazíamos quando éramos crianças” Luffy pensou por um minuto e começou a falar.

“Você gostava de desenhar coisas” ele disse “Frutas, mesas, jardins e até salas inteiras. Seus desenhos eram muito bonitos. Você também mandava eu ficar quieto pra me desenhar” os dois riram.

“Será que esses desenhos ainda estão em algum lugar?”

“Acho que tenho alguns”

“Quero que me mostre um dia” o outro assentiu animado. Nami abriu os olhos e levou a mão até o rosto do moreno que ficou um pouco surpreso, mas logo relaxou novamente “Quem fez essa cicatriz no seu rosto?” Luffy tinha uma cicatriz logo abaixo do olho esquerdo.

“Seu avô, o rei Shanks, perguntou um dia se eu estava pronto pra fazer qualquer coisa pra te manter segura e feliz. Eu disse que sim, aí ele disse que eu era muito mole e fraco pra fazer uma promessa dessas, então eu peguei uma faca a atravessei minha própria bochecha” Nami arregalou os olhos, sua mão acariciando a cicatriz.

“Luffy você se feriu só pra que não rissem de você?”

“Claro que não, Nami. Essa cicatriz é a minha promessa de te proteger pelo resto da minha vida.” Nami sentiu o coração falhar uma batida com a declaração. Sentiu os dedos em seu cabelo pararem e Luffy aproximou seu rosto do dela, colando as frentes. A ruiva prendeu o ar em antecipação.

“Luffy...” sua voz carregada de sentimentos que não sabia como pôr pra fora “Quando falamos sobre quebrar o compromisso, você me pediu pra não fazer” ela acariciou a cicatriz no rosto dele mais uma vez e o moreno pareceu ficar um centímetro mais próximo “Eu vou perguntar mais uma vez: por que não quer quebrar o compromisso?” da última vez ela deixou passar, mas agora queria saber, precisava saber. Ninguém se arrisca tanto por outra pessoas por um carinho de infância.

Luffy sentia seu coração palpitar, droga, como podia dizer a ela tudo o que estava guardado no seu peito?

Nami sentiu a mão quente que estava em seu cabelo deslizar suavemente para sua nuca, acariciando levemente e a mantendo no lugar. Nami levou ambas as mãos para o rosto do outro, elas tremiam levemente.

“Eu...” seus lábios estavam a milímetros do dela, as respirações entrecortadas “Eu não quero te entregar a mais ninguém...” e sem perder mais tempo ele sela seus lábios nos dela.

O suspiro que ambos deixam escapar é o sinal de que isso já deveria ter acontecido há muito tempo, como a conclusão de algo óbvio. Nami segura o rosto de Luffy com ambas as mãos, pedindo, suplicando por mais contato. Luffy pressiona uma mão na nuca de Nami e leva a outra à cintura dela, puxando-a para mais perto. Luffy pede permissão com a língua para aprofundar o beijo e Nami prontamente concede. Ambos se perdem um no outro em um beijo apaixonado.

Eles se afastam minimamente depois de alguns minutos apenas para respirar, não querendo perder o calor um do outro. Depois de um tempo Luffy é o primeiro a falar.

“Não quero te entregar pra ninguém, porque eu amo você, Nami” Nami fecha os olhos e sorri com as palavras recém ditas. Ela aproxima seu rosto novamente do dele e o mira com uma alegria que não cabia em seu corpo.

“Eu também” ela diz “Eu também amo você, Luffy” Luffy sorri com pura alegria também e a abraça.

Sim, era apenas natural entre eles.

Notas finais
Luffy é uma pessoa muito mais de gestos que palavras, mas eu acredito, aliás nós vemos isso no anime, que ele sempre diz aquilo que é importante e necessário sem hesitar. Eu prefiro pensar neles com cenas bem intimistas, mas não exatamente sexuais, por isso, não esperem algo graficamente explícito deles, porque também não sou boa com essas coisas. Sou mais "fazer amor" que "fuder" type of writer kkk enfim. Até o próximo cap.