Notas iniciais
Primeiro oneshot e primeira história escrita sobre League os Legends. Espero que gostem!

Nami Iara tinha sido morta pelos seus próprios irmãos. Na noite anterior do ritual que a faria guardiã da tribo (devido aos seus grandes poderes mágicos e seu doce coração), enquanto a bela jovem se banhava à luz da lua longe de sua tribo, seus irmãos invejosos a pegaram e a jogaram amarrada no fundo do lago, assistindo a sua morte até que nenhuma bolha saísse mais de sua boca.

Porém, a mãe natureza teve piedade da inocente índia e Nami Iara voltou a viver, agora como sereia. Seus cabelos negros e sua pele morena embranqueceram, e ela tornou-se loira. Nami Iara viveu sozinha por longos séculos, apenas com a companhia dos animais e com um único hobbie: cantar suas tristes melodias, na esperança de que um dia, seu pais pudessem a ouvir de onde eles estivessem.

Certa noite, porém, Nami Iara ouviu um barulho na mata, aproximando-se do lago. A sereia pulou na água, escondeu-se atrás de uma pedra, e ficou observando o escuro, na direção de onde ouvira o ruído. Logo alguém apareceu: um jovem loiro de olhos azuis e roupa engraçada. Ele era lindo, e Nami Iara se apaixonou.

O jovem parecia estar fugindo, pois sua expressão era de desespero enquanto olhava para todos os lados. A sereia pensou em sair de seu esconderijo, mas logo ouviu novamente ruídos. Dessa vez pareciam pequenas explosões misturadas à gritos de ira.

– Eu vou te achar, Ezreal! – a voz gritou – E quando isso acontecer, vou quebrar osso por osso.

A sereia sentiu seu coração acelerar. Sem demorar, ela sabia que precisava fazer alguma coisa, e então rapidamente saiu de trás da pedra e apareceu para o jovem Ezreal.

– Venha. – ela ordenou.

Ezreal primeiramente ficou completamente absorvido pela beleza da moça e por sua voz. Porém, quando ela começou a enrugar as sobrancelhas, o loiro percebeu que não tinha tempo para pensar em outra escapatória. Ele entrou na água e então a sereia o conduziu até seu esconderijo na superfície. Nami Iara notou que o rapaz parecia ferido, ou talvez nunca tivesse nadado antes. Os dois chegaram até um vão entre duas pedras grandes cobertas pela folhagem da margem do lago e a sereia o ajudou a equilibrar-se entre elas.

– Obrigado – ele disse rouco – Você nada muito bem.

– Por nada – a jovem disse e então colocou um pedaço de sua cauda para fora da água escura – Mas eu preciso nadar bem, hã?

Ezreal arregalou os olhos e ficou pálido, mas não teve tempo para reagir. Os homens que o perseguiam romperam a mata e pararam na margem oposta ao lago.

– Eu sei que está aqui! Apareça! – alguém gritou.

Nami Iara queria perguntar onde o jovem tinha ferimentos para que ela o curasse, porém ela não podia naquele momento. Uma hora ou outra achariam Ezreal no esconderijo. Por impulso, a loira nadou silenciosamente por baixo da água até chegar na superfície bem perto dos homens. Ela apareceu para eles e começou a cantar. Nami Iara não sabia o que estava fazendo, mas sua voz tinha propriedades mágicas. Talvez afastasse os homens.

A voz da sereia invadiu os ouvidos dos humanos como uma droga, viciando-os até não aguentarem mais. Eles pularam no lago e começaram a avançar na direção dela. A loira, assustada, mergulhou e nadou até as profundezas do lago. Os homens a perseguiram em meio às águas escuras, mas quando estavam quase a tocando, Ezreal apareceu atrás da sereia e acertou-os com bolas douradas que saíram de suas mãos.

Um dos homens ainda conseguiu segurar os braços da sereia, mas seu fôlego foi todo embora quando Ezreal o atingiu com outro raio de luz. O homem se soltou da sereia e seu corpo começou a afundar, junto com os outros homens. Nami Iara quis subir à superfície logo, pois não queria ver seres humanos se afogando em seu próprio lago, mas quando foi chamar o loiro para saírem dali, ele já estava começando a afundar. Seus olhos semi-fechados não se mexiam e seu corpo parecia inerte.

A sereia desceu até onde o loiro já estava, abraçou seu corpo e o puxou para cima com a maior velocidade que suas barbatanas alcançaram. Quando irrompeu a superfície, ela levou Ezreal para a margem do lago e deitou o rapaz na terra.

– Ezreal?! – ela bateu no rosto frio do rapaz – Anda, acorda!

O rapaz sequer se mexeu. Nami Iara então, juntou as mãos em prece e um cajado prata como a luz da lua apareceu à sua frente. Ela pegou o objeto e começou a cantar uma melodia que aprendera em sua tribo, a melodia da cura do espírito.

A sereia fechou os olhos e desejou ardentemente que seus poderes pudessem salvar Ezreal. Quando novamente abriu os olhos, ela começou a chorar. Tinha feito toda a oração, tinha se concentrado ao máximo, tinha pedido aos céus que a ajudasse, mas o rapaz loiro continuava pálido e imóvel.

Nami Iara chorou pela primeira vez depois que se tornara sereia. Ela mal sabia que ainda tinha tantas emoções dentro de si, e aquele rapaz em poucos segundos despertara um turbilhão dentro dela, algo que não sentia há anos.

– Eu não sabia que sereias choravam. – uma voz despertou a sereia de suas lágrimas.

Ela abriu os olhos e viu que Ezreal já estava sentado e a observava atentamente, com um pequeno sorriso no rosto.

– Nem eu – ela admitiu, enxugando suas lágrimas e sorrindo. Mal podia acreditar que tinha conseguido salvá-lo.

– Obrigado por me curar – ele disse.

– É para isso que meus dons servem. – a sereia respondeu.

Ezreal suspirou profundamente. Ele não conseguia tirar os olhos daquela mulher metade peixe. Graças a ela, ele estava vivo. Era a primeira mulher que se arriscara por ele, sem mesmo conhecê-lo.

– Qual é o seu nome, sereia? – Ezreal perguntou.

– Nami Iara. – ela disse, e sorriu – Mas pode me chamar de Nami.

– Nami – ele repetiu o nome, pensativo – Você mora sozinha neste lago?

– Sim.

– É feliz aqui?

– Não – ela admitiu com pesar.

– Se pudesse nadar no ar, gostaria de sair daqui?

Nami Iara não sabia onde aquele rapaz queria chegar, mas ela afirmou com a cabeça.

Então o loiro de repente sorriu.

– Gostaria de entrar para League of Legends?

Notas finais
Comentários são muito bem-vindos, queridos leitores! Muito obrigada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!