Eu realmente me sinto culpado por aquele dia, mas eu nunca gostei de verdade da Akemi, só como amigo. Não importa mais, depois daquele dia eu não tenho direito de pedir pra ela ser ao menos minha amiga, afinal eu magoei ela, e muito. Fui andando devagar até chegar em casa, pensando na Akemi e ao mesmo tempo no problema de Nao, o que ele teria pegado de tão precioso do irmão dele? e o que irá acontecer com a Meguri... até que eu cheguei em casa e minha mãe começou com o questionário de sempre. Ignorei ela completamente e fui direto para o meu quarto, batendo a porta. Me joguei na cama e fiquei olhando pro teto por algum tempo. Acabei adormecendo depois de alguns minutos olhando pra um ponto fixo, acordei eram 23:00 horas , ouvi barulho de algo batendo na janela, e depois meu celular vibrando em cima da escrivaninha. Levantei sonolento e peguei o celular, minha visão estava embaçada, mas eu ainda conseguia ler a mensagem.
"Preciso da sua ajuda, então acorde logo e desça aqui ! ", me aproximei da janela apertando os olhos pra ver , vi uma pessoa do outro lado da rua. Abri a janela e tirei a cabeça pra fora. A pessoa era Nao, desci pela janela tentando fazer o menor barulho possível pra não acordar a minha mãe. Abri o portão e fui andando até o outro lado da rua.
Keiko: -Quer minha ajuda no que? — Parado na frente de Nao.
Nao: — Resgatar a Meguri, no que mais eu pediria sua ajuda? — Sai andando.
Keiko: — Você sabe onde ela esta? — Seguindo-o
Nao: — Na casa de Hayato. —
Keiko: — H-Hayato? —
Nao: — Yosuke Hayato, meu irmão. —
Keiko: — Ah... e é muito longe daqui? —
Nao: — Temos que pegar o metro... — Andando em direção a estação.
Keiko: — Desculpe a pergunta, mas o que você pegou do seu irmão? —
Nao: — Algo que pertencia ao meu pai, e ele deu pra mim, mas meu irmão é ambicioso, e resolveu que queria pegar isso de mim e matar meu pai , pra herdar a posição dele nos negócios da familia. — Entrando na estação e descendo a escada rolante.
Keiko: — E o que era esse objeto ou sei lá o que for que ele tomou de você? — Indo atrás dele.
Nao: -Um livro. —
Keiko: — Um o que? — Olhando para ele com uma cara de assustado, parando de andar.
Nao: — Um livro, o que tem de impressionante nisso? — Parando e olhando para trás, sério.
Keiko: — Você está de brincadeira? —
Nao: — Você acha que eu brincaria com isso? — Volta a andar.
Keiko: — O que tinha escrito no livro? — Andando ao lado dele.
Nao: — A história da familia, um mapa, e instruções de como fazer uma máquina que desafia a ciência. — Entra no metro e se senta.
Keiko: — Que máquina é essa? — Entrando logo após e sentando ao lado de Nao.
Nao: — Uma máquina do tempo. — Dava uma risada, olhando pra Keiko.
Keiko: — Nisso você esta de gozação né? — Olhando pra ele um tanto assustado.
Nao: — É impossível construir isso, mas a pessoa que escreveu o livro acreditava nisso. Porem, o mapa leva a fortuna da minha familia, que fica numa ilha. É nisso que meu irmão tem interesse. — Olhando pro céu da janela do metro.
Keiko: — Creio que você não goste muito dele, não é? —
Nao: — Nem um pouco, eu só não tinha acabado com ele até agora, por que minha mãe ainda é muito apegada a ele, e acha que ele pode mudar. Pff, ela crê em coisas incríveis... -
Keiko: — Deve ser por que é filho dela. —
Nao: — Tem razão... —
Keiko: — Tem uma coisa me preocupando. —
Nao: — O que? —
Keiko: — Como seu irmão pegou a Meguri-san? Se é que ele pegou mesmo ela né... —
Nao: -... Eu deveria ter verificado isso antes de ir até lá não é mesmo? —
Keiko: — Com certeza... mas, tem algo que me intrigou um pouco, como você conseguiu meu número de telefone? —
Nao: — Ah, isso foi fácil, qualquer garota bonita do colégio tem seu numero e seu endereço, foi só eu perguntar a uma delas... —
Keiko: — Fazer o que... Elas pedem, eu dou . — Ria.
Nao: — Deixa de ser promíscuo... — Ria junto e levantava.
Keiko: — Como se fosse possível. — Levanta-se junto.
Nao: — Hunf, "pegador", vamos indo... — Indo em direção a porta.
Keiko: — Bem que você queria ser como eu né? — Ria e ia pra perto da porta também.
Nao: -Vai nessa — Fechava a cara e ficava esperando.
Keiko: -Ah, qual é, não precisa ficar bravinho — Se aproxima dele e aperta uma das bochechas do mesmo. De repente o metro freia brusca mente fazendo o Rosto dos dois se aproximarem. Nao fica corado, olhando nos olhos de Keiko, e Keiko desviou o olhar um pouco, mas depois voltou a encara-lo. O clima foi interrompido pelo barulho da porta do metro. Keiko saiu na frente, Nao logo atrás.Nao parou um pouco, com o coração meio acelerado pensando no que havia acontecido a poucos intantes atrás. Keiko parou logo após e se aproximou de Nao devagar.
Keiko: — T-tudo bem Yosuke? — Evitando olhar o rosto de Nao.
Nao: — Esta sim, creio que não devia ter te trasido... — Voltava a andar.
Keiko: — Por que diz isso agora? — Pega no braço de Nao.
Nao: — Porque eu tenho que fazer isso sozinho não acha? — Para de andar e olha pra Keiko.
Keiko: — Você não ia conseguir fazer isso sem mim, eu não ia deixar você levar toda a glória de resgata-lá sozinho. — Dava um sorriso e soltava o braço dele.
Nao: — Não me faça rir, você é só um pervertido que pega as garotas do colégio. — Sorria tambem e continuava a andar.
Keiko: -"Naquela hora que meu rosto ficou proximo ao de Nao, foi muito estranho, será que eu estou virando ... Não, não é possivel. Deve ser só coisa da minha cabeça, afinal Yosuke tem um rosto feminino, daria uma linda garota... No que eu estou pensando? Eu acho que estou mesmo virando gay." — Desatento, andando ao lado de Nao.
Nao: — Keiko-kun ... — Olhando pra ele.
Keiko: — Hm? — Totalmente desatento.
Nao: — Você parecia estar pensando algo muito sério... esta preocupado com a Ayumi? —
Keiko: — Ah, não era bem nisso que eu estava pensando, mas já que tocou no assunto... — Olhando para ele.
Nao: — Entendo. Mas o que você estava pensando? —
Keiko: — Naq ... Na minha mãe. — Corava e desfarçava um pouco.
Nao: — Você não avisou a ela que ia sair não é mesmo, peço desculpas por isso... —
Keiko: — Não se preocupe com isso, ela estava dormindo a hora que eu sai, e ela nunca vai até meu quarto pra falar comigo mesmo... ela não vai sentir minha falta nem se eu sumisse por uma semana. —
Nao: — Hm... e seu pai? —
Keiko: — Morreu quando eu tinha 8 anos... — Ficava em silencio por alguns instantes. — Acho que ele tambem não se importaria muito comigo se estivesse vivo. —
Nao: — Meus pêsames, e desculpe por tocar no assunto... —
Keiko: — Não foi nada, eu não me importo em falar dele. Não gostava dele, assim como ele não gostava de mim. —
Nao: — Desculpe a pergunta... Como ele morreu? —
Keiko: — Não sei bem, ele saiu de casa depois de ter brigado com a minha mãe. Ai uma semana depois minha mãe veio até meu quarto e me contou que ele tinha morrido, mas não especificou a causa nem nada do tipo... —
Nao: — Ah... —
Keiko: — Tocando nesse assunto, você nunca me falou dos seus pais... —
Nao: — Meu pai tambem esta morto e minha mãe doente. Cresci praticamente sem nenhum deles por perto, somente a governanta da minha casa, ela é como minha mãe adotiva. —
Keiko: — Hum, que tipo de pessoa seu pai era? —
Nao: — Um empresário muito bem sucessedido, mas estava sempre ocupado com o trabalho, era raro ve-lo em casa. Mesmo assim ele não deixava de ser um homem bom que gostava da familia. Eu lembro das férias, onde viajavamos só eu e ele pra fora do país... Minha mãe tinha que ficar por causa do tratamento no hospital, e meu irmão... Hayato nunca gostou muito do meu pai, acho que foi por algo que aconteçeu antes de eu ter nascido...
Keiko: — Hayato não é muito sociavel não é? —
Nao: — Não, só com lhe convem... Ele sempre andou com gente meio "barra pesada", ai começou a andar com gente da mafia, hoje comanda a empresa do meu pai e algo com dorgas... —
Keiko: — Ele virou um traficante? —
Nao: — Mais ou menos isso... — Chegando na frente de uma grande casa, parecia mais uma mansão. As luzes estavam quase todas apagadas, Nao se abaixou na frente do muro, e olhou para o portão, onde haviam dois seguranças grandes e pareciam muito fortes, olhou para Keiko e fez sinal pra ele fazer silencio.
Keiko: — Vai ser impossivel passar por ali... — Cochichando.
Nao: — Eu sei,Vamos buscar uma entrada alternativa. — Nao, voltou e andou até a parte de trás da mansão. Subiu no muro e ficou lá emcima. — Suba logo Keiko ! —
Keiko: — Okay — Subindo em cima do muro e se sentando. — Lá embaixo podem ter cães sabia?
Nao: — Essa era minha casa antes, eu sei exatamente onde os cães ficam, e posso garantir que se não nos virem, não soltaram os cães. Portanto não faça barulho ok?
Keiko: — Esta bem... —
Nao: — Me siga. — Nao descia do muro e depois Keiko fazia o mesmo. Nao deu a volta a casa, e subiu numa arvore que dava num janela que estava aberta. Se pendurou na janela, e entrou na casa, sendo seguido de Keiko.
Keiko: — De quem é esse quarto? — Olhando em volta, estando num quarto cor-de-rosa, com fores no papel de parede. Era um quarto de menina sem dúvida alguma, mas Keiko não sabia que Nao tihnha irmãs.
Nao: — Não me lembro... Essa casa teve outros donos... Pode ser que uma garotinha tenha morado aqui. Mas esse costumava ser o meu quarto. —
Keiko: — Entedi. —
Nao: — Vamos, temos que achar ayumi... — Abrindo a porta e andando no corredor sem fazer o minimo barulho. Tentava abrir cada uma das portas, mas a maioria estava trancada e as que abriam, não tinham nada dentro.
Keiko: — Acho que ela não esta aqui... —
Nao: — Xiiu, tem o andar de baixo e o poram, não tire conclusões precipitadas! —
Keiko: — E você não seja tão confiante —
Nao: — Fale mais baixo Keiko, se nos pegarem não vai ser bom.-
Keiko: — Esta bem... — Keiko ouviu barulho na parte do corredor a frente deles . Derrepente uma porta se abriu, a primeira reação de Keiko, foi abrir uma porta e puxar Nao para dentro. Era uma especie de quarto pequeno que servia como dispença ao algo assim, Keiko e Nao, ficaram um de frente pro outro como antes. Keiko deu um passo pra trás e acabou pisando em algo que o fez escorregar, ele puxou Nao para não cair, mas acabou fazendo com que Nao caísse em cima dele, Nao sem querer colocou a mãos nas partes íntimas de Keiko, que ficou corado quase que imediatamente quando sentiu a mão dele, devido a escuridão, Nao não notou isso mas tirou sua mão depois de notar onde tocava. Nao tentou se levantar, mas ouviu barulho na porta, pegou um plastico que estava perto e cobriu os dois, naquela posição. O platico cobria os dois, mas Nao tinha que deitar sobre Keiko para não descobrirem o desfarçe.
Keiko: — Err... Isso é desconfortavel Nao. — Cochichando a Nao para só ser ouvido por ele.
Nao: — Aguente só mais um pouco. Ouvi barulhos na porta. —
Keiko: — Okay, mas tenta não se mexer muito, isso esta muito gay cara... —
Nao: — Fica quieto Nao, se acha que eu to gostando de estar assim com você? —
Keiko: — ... Ta bem, desculpa. —
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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