Naked
7 Arrependimento? Ou repetir a dose?
Notas iniciais
Desculpem mesmo a demora, mas eu tive sérios problemas de criatividade e entusiasmo, comecei a criar várias fics novas e ia até abandonar essa, mas seria mesmo uma pena abandonar uma fic que está dando tão certo. Então ressurgi das cinzas e como estava animadinha esses dias, resolvi adiantar o capítulo e deixá-lo aqui.
Tbm viajei pra Disney e Nova York em junho! o/ Então tive muitos imprevistos né.
Ele ia ser maior, mas quis que terminasse de onde estava só pra vcs n morrerem do coração de esperar tanto kkkk'
Vou continuar a fic, só tenham paciência ok? Não seria justo escrever por obrigação sem estar inspirada nem curtindo, n seria justo pra mim q to fazendo obrigada, nem pra vcs já q eu estaria fazendo obrigada e n sairia tão bom quanto gosto de fazer.
P.S.: To até impressionada q até com a fic paradérrima apareceram umas 3 leitoras novas, ameei!! Bem-vindas!! E adoreeei a recomendação, n sei se já agradeci, mas se já agradeço de novo!!! Super feliz eu to! Obrigada.
Beijooocasss, Anonymous girl writer s2.
P.O.V. Betty
Me estiquei na cama deliciosa do Bieber... Não é que era mesmo maravilhoso aquele colchão? Tanto tempo dormindo no sofá...!
Esfreguei os olhos e ao abri-los devagar, percebi que algo faltava. Olhei para meu lado e ele não estava lá. Então sentei na cama e acabei o localizando dentro do closet, abotoando os pulsos do paletó.
Colocou a cabeça para fora e sorriu pra mim:
— Bom dia...
Malicioso e animado. Mexi no cabelo, sonolenta, e procurei me situar no que estava acontecendo:
— Que horas são? Por que não me acordou?
— Você se arruma rápido mesmo, não achei que tivesse problema.
Era óbvio que ele estava sendo gentil comigo, a final, finalmente dei a ele o que tanto queria.
E não tenho certeza de como me sentia em quanto a isso. Minhas éticas de trabalho foram quebradas, e tudo porque eu quis. Eu dei meu corpo como se fosse um objeto pra diversão dele. E mesmo que também tivesse me divertido, não era o tipo de coisa que me deixava orgulhosa de mim mesma.
Caí na cama e olhei para o teto, acabei lembrando da noite passada, as mãos dele nos meus cabelos e os gemidos, os toques. Tudo estava muito claro em minha mente. Não vou mentir que é difícil não se render aos sentimentos depois de ter feito algo como aquilo com ele, e isso me preocupava muito.
Eu sabia muito bem porque cortei a paixão da minha vida, e quando me lembrei daquilo, como sempre, acabei sendo atormentada pelas mesmas memórias cruéis que invadem minha mente e me deixam transtornada.
Emmet. Não devia tê-lo esquecido tão cedo. Eu entreguei tudo que tinha pra ele, me joguei de cabeça nos sentimentos e agora, depois de três anos, eu me dei por completo pra um homem que não amava, nem me amava de volta.
Senti o peso de Justin na cama, ele veio engatinhando e ficou de cara pra mim, fez uma cara de safado e beijou minha boca, sorrindo com esperteza.
— Parece que você acabou gostando. Valeu a pena não foi?
Mordeu o lábio, gabando-se. Eu suspirei em silêncio, ainda perdida em pensamentos.
— Eu preciso sair pra treinar essa manhã, tenho direito a treinar uma vez por semana. – disse enquanto levantava da cama, ele me fitava perdido. – Vou trocar de turno com outro guarda por enquanto. Quando eu terminar nós nos encontramos.
Precisava passar um tempo comigo mesma e espairecer, colocar a cabeça no lugar e ter certeza sobre o que realmente estava fazendo.
Justin simplesmente me olhava incrédulo:
— Eu não consigo te entender, desisto. – levantou em ato de rendição na cama. Bufando. – Você transa comigo e de repente está fria de novo. – se aproximou, me encarando intensamente, como se quisesse que eu confessasse. – O que foi? Vai dizer que não quer mais agora?
Suspirei densamente, procurando as palavras em meio da confusão da minha cabeça.
— Escuta Justin, — falei enquanto o afastava de mim devagar com as mãos. – não é bem assim, ta legal? Não é tão fácil desistir de toda minha questão emocional e profissional pra virar seu sexo fixo, eu não gosto de me sentir um objeto sexual, não gosto de pensar que sirvo de diversão pra você e que você não dá a mínima.
— E você dá?
— Não, mas...
— Betty, você não ta fazendo nada de errado, só esquece tudo e faz o que te der vontade. E você quer transar comigo.
— Mas eu queria não querer.
— Mas você quer, deixa de ser tão certinha.
— Eu não sou certinha...!
Trinquei os dentes pra ele e o enfrentei irritada.
— Então para de se sentir culpada por tudo.
— Não é culpa minha, você não pensa em tudo que...
Parei de falar quando ele me abraçou pela cintura e afagou meu pescoço, falando com hálito quente em meu ouvido:
— Cala boca, Betty... – estava pedindo. Beijou meu pescoço e depois minha boca, ternamente e paciente. Como nunca tinha feito antes. E quando terminou me olhou nos olhos, calmo. – Vamos parar de discutir, valeu? – dando outro beijo rápido na minha boca. Não conseguia negar o beijo dele. – Se você quer ir treinar, vai. A gente se vê de novo mais tarde.
Virou de costas arrumando a gravata e encerrando a conversa.
Me vi no silêncio de meus próprios pensamentos embaralhados de novo, era como me sentia depois de tanto resistir e acabar cedendo a toda sedução. Suspirei e me encaminhei para o banheiro, indo tomar banho. Ouvi ele dizer que já estava de saída ao passar pela porta e não respondi.
Eu só queria treinar, isso sempre acabava me fazendo pensar. Coloquei minha roupa de exercício e fui até a academia da Casa Branca. Encontrei lá o que eu mais precisava para dispensar minha raiva, um saco de pancada de boxe no meio de um ringue. Joguei a sacola no chão e tirei minhas luvas de lá.
Encarei aquele saco como se fosse minha própria consciência e respirando fundo, comecei a socar. Forte, cada vez mais forte. E junto com as pancadas, eu recebia memórias, as lembranças embaralhadas, do sorriso de Emmet e de Justin, da voz dos dois, do cadáver assassinado de Emmet naquele hotel e depois eu me entregando pra Justin de corpo inteiro. A agonia e a culpa foi tanta que caí abraçada no saco, ofegando densamente. O suor escorria em minha testa.
No silêncio da minha mente, uma voz despertou meus sensores:
— Noite agitada, não foi?
Alertei-me e ao me virar, vi Bolton com um sorriso gentil do outro lado, me assistindo em minha luta comigo mesma.
— Como ficou sabendo?
— Não é novidade que você acabaria sendo mais um alvo do Bieber.
Disse ao se aproximar, atravessando o ringue. Eu devia me sentir pouco à vontade com ele, mas não era assim. Bolton era meu chefe, e sempre fora meu amigo, sabe da minha história e me acompanha em meus trabalhos, sempre me supervisionando, mesmo que às vezes à distância. Existe uma certa familiaridade entre mim e ele.
— Isso não devia ter acontecido. Sei que deve estar decepcionado comigo.
Lamentei de cabeça baixa e voz longe.
Fui surpreendida quando ele soltou uma risada alta e descontraída.
— Betty, você é jovem, não tem que ficar culpando-se por todas as vezes que acabar caindo de amores por alguém que não merece, todos cometem esse erro um dia e não é pecado. Só tem de se cobrar menos. Sei que você não quer se machucar de novo, mas... – colocou a mão no meu ombro, compreensivo. – Não é errado se machucar pelas paixões da vida. Deixe seu coração mais leve.
— Não estou apaixonada pelo Bieber. – neguei, me tornando rudemente séria. – Isso nunca vai acontecer. Eu posso ter sido fraca e ingênua, mas nunca vou amar um covarde como ele.
Bolton apenas sorriu muito sutilmente, com certa paciência. Não sei por que não estava me levando a sério. Eu estava falando muito sério.
— Só tenha cuidado e deixe suas emoções mais à vontade, Betty. Já pensou que toda essa resistência pode acabar virando outra coisa um dia? — E pairei em pensamentos com o que disse. – Bom treino, tenho muito à fazer.
Despediu-se, saindo educadamente da academia.
Eu não devia ter medo. Não devia duvidar da minha resistência quanto às emoções, mas talvez fosse hora de ser realista e encarar a verdade que queria me forçar a não ver: Estava com receio de me apaixonar pelo Justin.
Havia uma questão na minha cabeça: Se eu cedi uma vez às minhas emoções e desejos mais inconscientes, para ceder ao amor pode ser um passo.
Logo ele, alguém tão frio e calculista, que nunca seria capaz que ter só uma mulher. Eu seria tola o suficiente para cair de amores por alguém que sei que nunca me amaria?
Mas indo tomar banho e me encontrar com Justin no senado. Uma coisa eu sabia: Do seu corpo, não podia mais me afastar, era tarde de mais. Eu já ansiava mais excitação aquela noite.
Fiquei por perto do Bieber o dia todo. Ele às vezes me jogava algumas indiretas, baixinho, pra ninguém ao redor ouvir, ou me jogava um olhar safado enquanto falava no plenário.
Não posso evitar de dizer que estava curiosa sobre o que ele tinha naquela noite pra mim. Ou pelo menos um tempo à sós pra diminuir a curiosidade.
E esse tempo era a hora do almoço. Entramos na sala de jantar, ele tinha as mãos nos bolsos e cruzava o olhar com o meu quando a empregada deixava os pratos na mesa e em fim fechava as portas.
Eu quis estar bem tranquila, então desfilei na frente dele como se nada estivesse acontecendo com um sorriso no rosto e me sentei na mesa pra começar a comer. Justin me jogava um olhar ouriçado, sem se mexer deu um riso breve abafado e foi sentar do meu lado.
— Como foi o treino?
Perguntou. Não vi nenhum sorriso escondido. O que me pareceu estranho que ele estivesse interessado.
— Bem. – respondi com a testa franzida. – Você deve estar com muita fome...
Soltei uma leve risada irônica. Ele levantou o olhar antes de colocar o garfo na boca:
— Por que? Pareço faminto?
— Não, — ri. – Só que deve ter alguma coisa acontecendo pra você querer saber do meu treino.
— O que? Não posso querer saber como foi seu dia agora? Eu não sou esse egoísta todo que você pensa...
Fez uma expressão triste, se sentindo injustiçado. Pela primeira vez senti pena dele de verdade. Sorri e passei a mão no cabelo dele o consolando quando dava a primeira garfada.
— Desculpa Bieber, eu sei que não. – falei sendo dengosa. — Acho que agora que você já me tem vai passar a se preocupar comigo.
E ele me fitou densamente quando me ouviu dizer isso, abrindo um sorriso de lado de satisfação.
— Eu já te tenho é? – repetiu minhas palavras, surpreendido. – É bom saber disso.
Aproximou sua boca da minha falando mais baixo e pousou a mão na minha perna de baixo da mesa, acariciando-a, senti a temperatura do meu corpo queimar. E me entreguei ao seu beijo. De um jeito que nunca tinha feito antes. Aqueles olhos cor-de-mel nos meus estavam me seduzindo e me desarmando lentamente e não sabia se isso era bom.
Nossas línguas se encontraram num beijo intenso, tudo que eu queria era sentir ele perto de mim e estava começando a implorar isso. Arrastei-me com a cadeira para mais perto pra intensificar o beijo e puxei a gola do seu paletó. Suas mãos saíram de onde estavam pra segurarem no meu rosto. E me forçar a ficar perto. A respiração estava rara, mas a sensação era ótima, de me render pra ele. Pressionando nossos lábios uns nos outros.
Ele se afastou apenas um milímetro e disse ainda soltando o hálito na minha boca:
— Eu quero só você, Betty.
E sorriu. Olhei pra ele à ponto de chorar. O que ele queria dizer com aquilo? Eu devia acreditar no que ele falava? Eu não sei, mas ele estava se tornando muito importante pra mim e isso estava ficando cada vez pior.
Notas finais
Ah, e n admito ter voltado por vcs e n receber nem um review!! Bota os dedinhos pra teclarem aí embaixo. Hum.
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
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