Notas iniciais
TÁ, TÁ. Eu não sou muito rápida pra pensar e demoro um pouquinho para postar os capítulos, mas vai ter no mínimo um por semana. Ou dois.

A música soava em meus ouvidos. Não pensava em mais nada, só no agora. Eu podia notar alguns olhares seguindo cada movimento meu. Eu gostava disso. Hoje, estava na whathehell, simplesmente a boate mais famosa de toda Londres. É claro que eu tinha noção que estava dançando que nem uma vadia, mas nada me impediria de fazer o que eu quisesse essa noite.

— O que faz aqui sozinha?

Devia ser a milionésima vez que escutei essa frase. Os homens hoje em dia andam muito sem-vergonha. O encarei e fiz um sinal para ele ir embora.

— Não se humilhe, querido.

Obviamente ele foi embora na hora. Olhei em volta, estava cercada por vários caras que me encaravam, porém, perto do bar, pude ver um garoto, que não me olhava. Andei em sua direção.

— Oi. – Quase gritei de tão surda que estava coma música alta.

— Olá. – Ele sorriu tímido.

— Venha dançar, você está muito parado!

Puxei-o pela mão até a pista de dança. É, eu estava totalmente alcoolizada, normalmente, não teria feito isso. Coloquei os braços em volta dele e logo, estávamos no mesmo ritmo da música. Não trocamos nenhuma palavra, porém, não parávamos de rir e nos divertir. E, com ele dançando comigo, nenhum homem esquisito ficava me perguntando se eu estava sozinha.

— Vou lá fora respirar um pouco. – Ele falou de repente.

— Vamos juntos. – Sorri.

Agora, foi a vez dele me puxar pela mão, me guiando no escuro até a porta de saída. Lá fora, algumas pessoas sentavam no chão. Nos encostamos na parede.

— Ainda não sei seu nome. – Falou.

— E daí? Também não sei o seu.

— Me chamo Harry. Pode me contar o seu agora?

— Gale.

— É um prazer, Gale. — Ele estendeu a mão e eu a apertei. Nós rimos juntos.

— Está frio aqui, não? — É verdade, eu estava morrendo de frio. Pude sentir as mãos de Harry nas minhas costas. Ele havia colocado seu casaco sobre mim. – Obrigada, mas, não vai sentir frio?

— Não mais que você.

Harry não me olhava muito, ficava só encarando o vazio. Sempre que respirava soltava aquela fumacinha de frio de sua boca. Queria que ele me olhasse mais do que qualquer coisa nesse momento.

— Preciso de uma bebida. – Entrei rapidamente na boate, peguei duas cervejas e voltei para onde estava. Ele continuava lá. – Peguei uma para você. – O entreguei a garrafa cheia.

- Obrigada. — Virei o líquido garganta a baixo. Ele fez o mesmo. – Sabe, eu não venho muito aqui.

- Eu também não.

- É, percebi. – Falou irônico.

- Sério.

- Então porque veio aqui hoje? — Ele riu malicioso.

- Estava me sentindo meio desanimada, triste. Hoje cedo meu namorado terminou comigo. Terminou não, eu peguei ele com outra. – Nós dois ficamos algum tempo em silêncio.

- Ah, me desculpe. – Nossos olhos se encontraram. Nos encaramos algum tempo até ele desviar o olhar. – Bom, vamos lá dentro encher a cara! – Ele me puxou mais um vez pelo braço, abrindo espaço pela multidão até o bar da boate.

- Caramba, Gale, o que você anda comendo?

- Você é que precisa malhar mais, seu fraco. – Eu estava montada nas costas de Harry, meus braços em volta de seu pescoço. Estávamos cambaleando pelas ruas escuras de Londres em direção a sua casa.

Ele parou em frente a um apartamento pequeno e abriu a porta. Subimos alguns andares de escada.

- Você quer é me matar! – Ele gritou, me jogando no sofá e pulando em cima de mim em seguida.

Nossos narizes quase se tocavam. Meu rosto estava tão próximo do dele que um beijo era quase inevitável. Olhei-o no fundo dos olhos, suspirei, buscando me focar a realidade – o que era, realmente, impossível.

Senti meu rosto corar. Fechei meus olhos. Senti seus lábios quentes sobre os meus por alguns segundos, mas eles foram removidos rapidamente, junto com seu corpo.

Abri meus olhos, ele estava andando de um lado para o outro na pequena sala.

- Me desculpe, Gale, não foi por querer, foi só um impulso.

- Não se desculpe.

- Isso não era para acontecer, a culpa é minha, não devia ter te trazido aqui.

- Harry, cala a boca. – Eu sorri. – Eu queria te beijar também.

- Ah, é sério? – Ele sorriu bobo e se sentou ao meu lado. – Nesse caso...

Nos beijamos de novo, mas dessa vez, ao invés de nos separarmos, aprofundamos o beijo. Estremeci ao sentir suas mãos nas minhas costas geladas.

- Sabe, é melhor pararmos. – Ele se levantou. – E, eu estou mesmo cansado.

Notas finais
O primeiro capítulo sempre é o menor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.