Nagy Versenyek
1 Nagy Versenyek
Andrys, um garoto normal, com 19 anos, cabelos crespos e castanhos, estava andando normalmente pelo seu pequeno vilarejo, nada anormal acontecia no dia, tudo como sempre esteve.
Ele vivia em um típico vilarejo no ano de 1846 da Gália centro-ocidental, no planeta terra da 14º dimensão. Mas o que ele não sabia é que um grande acontecimento estava se aproximando na sua galáxia, um grande evento que acontece a cada milênio de anos terrestres. “A” Gincana. É um evento em que representantes de vários lugares da galáxia se reuniam e competiam para ganhar o grande premio, até o momento 435 planetas se inscreveram, e o planeta terra está nessa disputa também. A Nagy Versenyek.
Mas isso tudo, até agora, Andrys não tinha a mínima idéia.
De repente, quatro homens vestindo ternos, coisa que não era normal para aquela região, a tecnologia avançada não era permitida na Gália, e somente estrangeiros usariam aquele tipo de roupa.
- Você é Andrys Huulzar? – Diz o único dos homens que usava um óculos de grau.
- Sou sim...
- Então nos acompanhe por favor.
- Pra que? Eu estou muito ocupado, mas espera, como você sabe meu nome?
- Nos sabemos muitas coisas sobre você Andrys, nos acompanhe e descobrira o que está acontecendo.
Nesse momento o jovem gelou. Sua mãe é de Gália, mas seu pai é do Yhui, uma das cidades mais desenvolvida do mundo. Ele cresceu nessa cidade com o pai, e lá virou um viciado por tecnologia, principalmente jogos, quando foi obrigado a se mudar para Gália, contrabandeou um notebook e um PSP.
- Err... Eu realmente tenho que ir... – Assim que o jovem faz um movimento para se virar um dos homens de terno bloqueia o caminho com uma agilidade incrível.
- Não se preocupe, eu também trouxe meus brinquedinhos para cá, não é disso que eu estou falando.
É obvio que Andrys não acreditou, achou ser uma armadilha, mas preferiu não resistir e seguiu os homens, eles levaram o jovem para um quarto de um hotel onde estavam hospedados. Agora que o mundo de Andrys muda completamente.
- Pois é, esta gincana está para acontecer, e a terra, pela primeira vez na historia, estará participando também. – Diz o homem de óculos que, na opinião do Andrys, foi muito rude por se negar a se apresentar.
- Na verdade, a primeira parte da gincana já passou, a nossa equipe já se qualificou para a parte final. Mas tivemos alguns problemas com a equipe original. – Fala outro homem.
- Os membros entraram em conflito, o líder era muito inexperiente e prepotente, gostava de deliberadamente dar ordens nos membros da equipe, e isto fez com que toda equipe entrasse em choque, inclusive, no meio da primeira parte tivemos uma substituição, pois um dos membros desistiu de trabalhar com este líder.
- E o que vocês querem de mim?
- Você foi apontado como o melhor candidato para liderar a equipe. Conhece bastante jogos e simuladores, o que estimula a lógica e o pensamento rápido, sem falar da facilidade com aparelhos eletrônicos, também muito útil, e já participou de varias competições liderando equipes, na maioria levando à vitória.
- Mas, mas, mas, uma gincana em outro mundo? Com alienígenas e tal? Não sei se eu serei capaz... sem falar que essa competições eram coisas fáceis, com poucos concorrentes e eram todos meus amigos, não eram desconhecidos.
- Não se preocupe, daremos para você uma ficha bem básica dos membros, e vocês terão um mês para se conhecerem. E não temos outra opção de liderança, você é a única esperança da terra.
- Única esperança?
- Devemos contar para ele mestre. – Fala o mais baixo e magro dos homens.
- É, melhor contarmos logo.
- Contar o que? O que esta acontecendo?
- Curioso você em. A terra está com seus dias contados. Quanto tempo você vive aqui na Gália Andrys? Dois anos? O governante daqui proíbe os jornais de noticiarem isso, mas uma catástrofe está se sucedendo nas principais cidades, aqui, um recanto do mundo, onde a tecnologia é escassa, você não percebe. Mas a utilização demasiada da energia das pedras de Gyrtanio, isso fez com que a terra deslocasse do seu eixo, proporcionando diversas catástrofes como furacões e terremotos, mas apenas onde a concentração da radiação do Gyrtanio é maior, a radiação é inofensiva para os humanos, mas descobrimos tarde de mais que é um veneno para o planeta.
- Nossa ultima esperança é ganharmos a gincana e o seu tão estimado premio. Que é um pedido, qualquer pedido ao Oráculo. Pediremos para livrar a terra deste mal. E você é nossa ultima esperança de alcançarmos isto.
Andrys ficou sem palavras, informação de mais. Só acenou com a cabeça.
- Se vocês realmente dizem que não tenho outra escolha, eu aceito.
Andrys pegou as fichas dos membros, foi olhando um a um, cada vez que pulava para o próximo se espantava. Aquilo era coincidência de mais, será que ele era predestinado ou algo do gênero?
Logo os homens perceberam o espanto dele e perguntaram.
- É que... eu conheço todos eles! A Lígela e o Rwinen eu conheci na escola, quando tinha uns 15 anos. O Jamal eu conheci em um encontro de jogos, era tão viciado quanto eu. E a Bruhy e a Tuka eu conheci através de um amigo meu. Isso é coincidência de mais!
- Não é coincidência meu jovem, é o destino, o seu destino é liderar esta equipe.
- Não sei se eu sou capaz... Mas farei o meu melhor!
Andrys se despediu de sua mãe, e de suas duas irmãs, Tiita e Chii, e pegou um avião para New Fuhr, capital de Englon, um país muito rico.
E quando encontrou todos seus amigos, encarou um a um, Lígela e seu irmao Rwinen eram típicos Russus, tinham cabelos cacheados, compridos, negros e pele muito branca. Já Tuka e Jamal que vinham de Tyui, tinham a pele mais morena e cabelos lisos e escuros. Bruhy era a unica que vinha do Aliske, e tinha a pele muito branca, mais que Lígela e Rwinen, seus cabelos eram loiros e seus olhos eram azuis. Logo que contou que seria o novo líder, todos ficaram surpresos e felizes.
Passando um mês nessa casa com a equipe, finalmente chegou à hora de saírem da terra. Na manha de sábado, uma linda manha, diga-se de passagem, os seis integrantes da equipe da terra se dirigem até o CPEI (Centro de Pesquisas Espaciais e Intergalácticas), onde pegariam uma nave espacial.
Andrys acabava de fechar o zíper de seu macacão azul, quando um homem de terno entra no vestiário.
- Olá Andrys, Rwinen e Jamal. Eu sou Alastor, Presidente da CPEI, e responsável pela inscrição de vocês na gincana galáctica. Desejo muita sorte para vocês, e não esqueçam, que o futuro da terra esta em suas mãos! É um fardo muito pesado que vocês tem que carregar. Ah, quase me esqueço, Andrys, você será o piloto. – Alastor se vira e caminha na direção da saída.
- Eiiii, como assim? Eu não sou piloto de nave espacial!!!!
- Eu sei. Mas você é o líder, vai ter que pilotar.
- Isso é ridículo! Como ele pode pilota se nunca tocou numa nave espacial? O outro líder teve muito treinamento antes! – Jamal fala dando um soco em um dos armários.
- Calma, você verá que vai ser mais fácil do que imagina.
Alastor sai e deixa todos do recinto com cara de taxo. Por que ele não falou claramente? Cara chato.
Foram para um campo aberto, o sol estava firme e forte lá em cima, e a nave brilhava no meio de uma pista de lançamento, uma pista comprida com uma rampa que faz 90º ficando totalmente vertical no final.
A nave era grande, e tinha um azul lindo, curvas fechadas e aerodinâmicas, discretas asas com turbinas poderosas, e uma turbina muito maior atrás. Parecia uma nave que os X-man teriam. Andrys ficou admirando abismado e com os olhos brilhando. Ele nunca tinha pilotado uma nave, mas era o seu sonho, e essa era tão linda. Todos entraram e sentaram nos seus lugares, como a moça na base instruiu, Andrys colocou o capacete e ligou dois cabos que saiam do assento no capacete.
- Tudo pronto? – Perguntou uma voz pelo radio.
- Tudo. – Falou Lígela.
- Andrys, libere a energia com um comando verbal.
- Liberar energia. – A nave ligou, e nos capacetes apareceram varias letras e informações.
Nas pontas dos braços do assento tinham uma esfera, Andrys posicionou a mão a cinco centímetros dela e entendeu tudo. O capacete captava as ondas cerebrais e transformava em ordens para a nave, ele só tinha que pensar que aconteceria, por isso Alastor falou ser fácil!
A contagem chegando a zero a nave azul se movimenta, em segundos pega uma velocidade incrível, chegando ao ápice na ponta da rampa, assim decolando vôo ao universo e a uma jornada que os seis nunca esquecerão.
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- Ahhh, chega né And! Já sabemos que você pilota muito bem essa nave!
- Mas, mas, mas, são meteoritos, eu tenho que desviar deles.
- A Bruhy ta certa Andrys, tu não precisa fazer tantas manobras!
- Não liga pra Tuka e pra Bruhy, elas não entendem.
- Ah, nem vem Jamal, você também?
- Pessoal, olha esses movimentos, é uma arte pilotar assim!
- Ei! Olhem! Não é Varenduhr? – Lígela aponta para um planeta logo afrente.
- Verdade! Finalmente vamos chegar! – Tuka diz animada e aliviada que as manobras parariam.
A nave azul sai de trás da cortina de meteoritos e a equipe admira a beleza do gigante planeta Varenduhr, uma mistura incrível de cores, azul, verde, marrom, preto, vermelho e amarelo compunham uma harmonia que faz os esqueletos de um venuiano se arrepiar. Eles finalmente estavam chegando, na final da Nagy Versenyek! Todo destino de um planeta em suas mãos. Mas aquela linda vista os fazia esquecer de tudo, que planeta maravilhoso!
Quando chegaram nas coodernadas do local se surpreenderam de novo, era um lugar imenso, com muitas pessoas indo e vindo, e decorações de todas as cores conhecidas e algumas que suspeitaram não existir na terra. Pousaram com a nave no aeroporto e colocaram os tradutores instantâneos que ganharam na terra, assim não teriam problema na comunicação.
No caminho da nave até a hospedaria da terra viram coisas fantásticas, como um homem alto e com uma tonalidade meio roxa arrumando algum tipo de aparelho no que parecia uma oficina. Andrys até parou e observou um pouco os incríveis aparelhos, queria conhecê-los, queria usar aqueles aparelhos que pareciam incríveis, mas antes de pensar em perguntar sobre algum, Lígela voltou e puxou ele.
- Vamos, não temos tempo para essas coisas.
- Mas...
- No teu tempo de folga volta aqui.
Na mesma proporção que viram coisas incríveis, também viram coisas desagradáveis, como pessoas olhando com nojo, ou com ar de superior para eles, como se fossem pessoas inferiores.
A hospedaria era exatamente a mesma arquitetura das outras, prédios marrons e meio arredondados com janelas circulares. Tinham quatro andares, o primeiro parecia uma oficina, o segundo uma sala de estar e uma cozinha, e o terceiro e quarto eram quartos. Assim que chegaram no quarto andar, onde seria o quarto dos garotos, Rwinen falou.
- Eu sabia, a maioria deles nos menosprezam, a raça humana.
- Claro, olha o que fizemos com nosso planeta. – Jamal se jogava de costas na cama – Nossa! Que cama ótima!
- Mehhh! Vocês não vão acreditar, meu note ta captando uma rede wireless, será que consigo navega algum tipo de rede aqui? – Andrys já estava sentado na sua cama com o note no colo.
- Não acredito, a primeira coisa que tu faz aqui é ligar o note? Fala sério.
- O que? Sério? Deixa eu ver isso. – Jamal corre do lado de Andrys.
- Droga, ele conecta mas não tenho acesso a nada, deve ter algum programa especial pra poder navegar. Outra hora vou dar uma pesquisada, deve ter algum meio de usar ela.
- Mas tem! Vamos jogar Quaque!
- Obaa! Bora!
Lígela entra e vê Andrys e Jamal jogando cada um sentado na sua cama.
- Não esqueçam do horário! – Faz um sinal de negação com a cabeça e sai.
Depois de uma seção relaxante de jogo os seis integrantes da equipe, usando roupas casuais da terra, vão até a central da Nagy Versenyek fazer uma apresentação formal.
Era um tipo de palácio enorme, com grandes estatuas de diversos tipos de seres. Passaram por diversos salões, todos extravagantes e muito coloridos.
- Pessoal desse planeta gosta de coisas coloridas ein, credo. – Diz Lígela indignada com a diversidade exagerada de um salão em especial.
Logo chegaram em um salão amplo, com uma bancada no fundo, onde sete homens de raças diferentes estavam sentados.
- Aproximen-se terráqueos, sejam bem vindos a Varenduhr! – Falou um deles, pela distancia não perceberam qual foi.
- Muito bem, eu sou Lyeden, faço parte deste conselho, e agora com a chegada de vocês aqui, está oficializado a classificação da equipe da terra para a fase final da Nagy Versenyek, que tem como premio a caixa de Remény, que concedera um grande desejo de vocês. – Disse uma mulher alta e com aparência elfica, orelhas pontudas, rosto fino, e extremamente linda.
- Amanha começara a primeira de três provas. A primeira prova eliminará 4 equipes. E a segunda 12. Boa sorte para vocês! – Fala um homen baixinho e vermelho, quase que não aparece de trás da bancada.
Na manha seguinte, os membros da equipe se reúnem na arena onde as provas serão executadas. Na grande arena, ao redor de uma multidão de espectadores, de todos os confins do universo, tinham 120 cadeiras e carteiras com uma folha em cima.
- Bem vindos a 36ª Nagy Versenyek! – A multidão ovaciona o apresentador que esta em um pedestal no que seria a frente da arena. Um homem laranja e com algo que parece gelras. – A primeira tarefa nessa prova é achar o seu lugar na carteira!
Um alvoroço começa, os lugares estavam espalhados, e as equipes todas misturadas. Levou meia hora para todos se sentarem.
- Muito bem! Quem foi o primeiro que sentou? – umas 20 mãos se levantaram. – Ótimo! Parabéns. Juizes, marquem um ponto negativo para cada um que levantou a mão.
Subitamente todas mãos se abaixaram, muitos praguejavam, mas Andrys estava tranqüilo porque viu que nenhum da sua equipe tinha levantado. Mas olhou para a folha na mesa, não! Será? Uma prova?
- Esta primeira prova será realmente uma prova! Infelizmente será um tédio para a platéia que esta assistindo. Para a platéia o tempo limite de cinco horas durará uma eternidade, mas para os gincaneiros parecera cinco minutos. – O apresentador dá uma risada histérica. – Podem começar com a prova!
Todos viraram as provas, eram apenas cinco questões, aparentemente de lógica, mas cindo horas? Seria uma hora para cada questão, ou isso é uma pegadinha ou são provas realmente difíceis.
Passada uma hora e apenas a Lígela tinha resolvido a questão dois. O clima na Arena era tenso, parecia que você conseguiria cortá-lo com uma faca e servir de aperitivo para um golum esfomeado. Ou que o esforço exagerado de tantos neurônios acabariam por explodir todo local. Mas a maioria da platéia tinha saído pra passear ou dormido.
Faltando cinco minutos para o termino, nenhum da equipe da terra tinha completado todas questões, faltava um para Andrys, Lígela e Jamal, dois para Bruhy e Jwinen e três para Tuka. Quando perceberam que o tempo estava acabando, chutaram qualquer coisa, vai que levassem sorte?
O tempo acabou e pequenos homenzinhos passavam pelas filas coletando as provas, depois a equipe se reuniu esperando o resultado, e discutindo sobre as questões, eram todas diferentes, e todas incrivelmente difíceis.
- Muito bem! – Toda platéia já estava de volta e vibrando. – Agora vamos ao resultado! Lembrando que os quatro últimos serão eliminados!
O apresentador olha uma lista e pigarreia.
- Em ultimo lugar com 5 pontos a equipe do planeta Vyngs! Vocês estão fora!
A platéia urra de alegria, e um grupo de seres gigantes e rosas saem da arrena desmotivados.
- Em 19º, com incríveis 11 pontos a equipe da Gyntaew! Com 14 pontos, ficou em 18º a equipe de Gruntre!
Agora, esta era a ultima que seria eliminada, não se importavam em ficar em 16º, apenas não podiam ser eliminados!
- E por ultimo, com 15 pontos, está eliminada a equipe da terra!
As palavras entraram como alfinetes nos ouvidos de Andryan, que logo desabou, estava tudo acabado, o seu planeta estava condenado. Sabia que não era capaz disso. A Tuka e a Bruhy choravam, os outros apenas estavam em choque.
- Esperem, estão transmitindo algo para mim. Ahh, ouve um erro na tradução, na verdade o líder deles não errou tudo, ele acertou três! Fazendo eles subirem para a 15º posição com 18 pontos! E os verdadeiros eliminados são os vizinhos deles! Os Venuzianos!
O povo delira com a reviravolta, não estavam nem ai pra se a terra continuava ou não, apenas queriam uma emoção em uma prova tão chata.
Todos ficaram abismados. E começaram a pular de alegria e a berrar, não estava tudo perdido, ainda podiam salvar a terra!
Logo depois foi anunciado que a próxima prova será uma corrida de naves, que deve ser pilotada por dois integrantes, e as naves seriam iguais as do seu planeta.
Como o único que já pilotou alguma vez na vida foi Andrys, só restava decidir o co-piloto, por votação foi decidido a Lígela, pois ela não tinha medo de voar com o Andrys.
- Ei, aquela luz ta piscando.
- Ótimo! Isso significa que a luz ta funcionando.
- Para né Andrys, vai que é algum defeito.
- Melhor nem pensar nisso, se for já era, não temos mais tempo para reparos.
- Olha, a luz amarela acendeu!
- Então se segure!
O barulho era incrível na largada da corrida, todas naves aquecendo os motores, e agora que as luzes acenderam, se preparando para correr.
E a luz vermelha acende e todas as naves saem em disparada, a terra saiu em 15º, e terá que chegar entre os quatro primeiros para se classificar.
Rapidamente eles ganham duas posições. Mas as naves da frente começam a pegar distancia, eles têm que fazer alguma coisa.
- Uma bifurcação, para onde?
- O caminho é para direita. Isso, agora pega a esquerda naquele negocio verde esquisito ali.
- Ahhh, tem certeza que é por aqui? – Andrys começa a fazer varias manobras evasivas para desviar de um emaranhado de colunas em todos os sentidos e direções, dentro de um túnel.
- É o que o mapa diz... olha! Uma nave já ficou para trás! – Eles passam por uma nave roxa e redonda que não conseguiu passar pela estreita passagem entre duas colunas.
- Perfeito! Faltam mais oito!
Quando finalmente saem do túnel se deparam com um vasto campo florido. Todas as naves da corrida foram programadas para não conseguirem voar alto, então todos estavam próximos ao chão correndo como se seus planetas dependessem disso, o que no caso de alguns é verdade.
Estavam quase se aproximando do 11º, uma nave pequena, fina e prateada, quando o 10º, uma nave grande, retangular e marrom, feia segundo a Lígela, dá a ré tentando acertas as duas naves. Claro que em vão, cada nave vai para um lado se desviando.
Ele investe contra a nave prateada, que desvia novamente, então investe contra os terráqueos, Andrys levanta e consegue passar por cima, a nave grande vai pra investir novamente na terráquea, mas repentinamente muda o curso e acerta de raspão a prateada, que logo cai no campo florido fazendo um rastro de destruição.
- Temos que fazer algo antes que ele derrube agente!
- Eu sei.
- Então pense em algo!
- Por que você não me ajuda? Já estou pensando!
- Mas você não é aquele que pilota com arte?
- Eu apenas peguei o jeito de pilotar este sistema super simples de navegação! Não sei de todas respostas do universo! E nem fui eu que falei isso, não pode joga na minha cara.
- Ta desculpa, é que eu não sei o que fazer.
- Mas eu descobri! Olha só
Andrys sai de cima da nave grande e se mostra pra ela, ela tenta ir contra a nave, mas ele desvia, então ela começa a seguir Andrys, exatamente como planejado. Ele muda um pouco o curso, e passa por dentro de um rochedo com a forma circular, seria muita sorte aquela nave gigantesca passar por aquilo! Mas não é que ela começa a passar, certinho, bem na estica. Mas no final ela teve que levantar um pouco para se desviar de uma rocha e bate com as turbinas na parte de baixo da rocha. Começa a sair muita fumaça e a perder velocidade.
Gritos de felicidade ecoam dentro da nave terráquea. 10º.
Mas parece que essa corrida ficou agressiva lá na frente também, pois eles passaram por três carcaças de naves, estavam se aproximando, 7º já, apenas mais três!
Eles passavam por inúmeros campos, desfiladeiros e estradas, mas ainda não viam o 6º colocado. O final da prova já estava chegando, e a agora? Seriam eliminados? Andrys fica mais sério e a velocidade aumenta.
-Aquela é a reta final!
- Hmm, olha lá eles! Será que eu consigo alcançar? Estão longe.
- Duvido muito, irão cruzar a chegada antes.
- Ei, me deixe ver o mapa. – Ele olha o mapa e da um sorriso insano. – Isso é loucura, eu gostei... a julgar por essas curvas de nível, e o que eu vejo ali, é pode funcionar!
- Tais falando do que homi?
- Já vais ver! Aperte os cintos!
A reta final era uma passagem estreita pelo meio de dois morros, com um espaço vazio logo depois antes da chegada, em vez de ir reto pela passagem Andrys pegou o caminho por cima do morro da direita.
- Você é doido?
- Eu falei que é loucura, MOTORES NO MAXIMO!!!!
- Não precisa berrar... ei, olha a nossa velocidade, a capacidade dos motores está em 100%!
- É pouco! EU QUERO MAIS! – A nave não parava de aumentar a velocidade, já estavam no meio do caminho, e já alcançaram um pouco os outros, que estavam todos juntos.
- Eeeei, isso não é possível! 120%? Os motores vão explodir assim!
Eles saltaram do penhasco no final do morro, uma bela queda, estavam quase na cola deles já.
- MAAAIS!
Nessa hora começou a sangrar dentro do capacete de Andrys, mas ao mesmo tempo, os motores chegaram a 200%, um impulso que fez ele voar por cima das naves que estavam na frente, ele passou por cima de algumas cruzou a linha de chegada e bateu com tudo no chão, arrastando por metros com a aterrissagem forçada.
Todas funções da nave foram desativadas, e Andrys sangrava muito por debaixo do cabelo. Trancado dentro da nave ele pergunta.
- Você viu quantas ultrapassamos?
- Não, e você?
- Também não, espero que tenha sido suficiente.
Logo depois o grupo de resgate abre a nave e leva os dois para um centro móvel de cuidados médicos, mas Andrys não parava de perguntar em que lugar ficou, coisa que os médicos não respondiam, estavam preocupados com o sangramento.
- Parabéns meu jovem, graças a sua irresponsável manobra conquistasse o 3º lugar e foi classificado para a final. – Quando Andrys e Lígela percebem a mulher élfica que recebeu eles estava parada na entrada da cabana com um sorriso.
- Ganhamos? Sério?
- É, foi uma grande vitória o 3º lugar. E esse sangramento é provavelmente pelo esforço mental exagerado, você tem sorte de não morrer depois disso.
- Muito obrigado por vir aqui pessoalmente nos contar e parabenizar – Lígela disse com um largo sorriso.
- Daqui a três dias será a próxima prova. Descanse muito bem meu jovem.
- Ahh, me sinto tão melhor. – Andrys está na sala com a equipe descansando.
- Quem bom né, porque o que você fez foi loucura! – Bruhy fala com um tom meio preocupado.
- Mas agora está tudo bem.
- Isso ai Jamal. Ah, Andrys, o Alastor pediu para você se comunicar com ele depois. – Lígela fala com uma cara preocupada. – Ele parecia serio.
- O que será? Vou ligar pra ele agora. – Andrys pega o comunicador e fala com Alastor. Quando volta para os amigos estava arrasado, segurando o choro.
- Que foi And?
- Minhas irmãs, elas foram uma das primeiras vitimas da radiação do Gyrtanio! Elas estão quase morrendo.
- Mas você disse que naquele fim de mundo não tem essas coisas. – Bruhy e todos os outros estavam chocados.
- Sim, mas parece que a geografia acabou levando toda radiação do Trutão para minha cidade... elas podem morrer... não, se não vencermos elas irão morrer!
- Calma Andrys, deve ter um jeito.
- Não tem! Temos que vencer, se não muitas outras serão vitimas do que acharam ser inofensivo, agora a previsão para o apocalipse esta mais próxima ainda! Não temos escolhas, vamos ganhar e salvar o mundo!
- É assim que se fala! Vamos arrasar com eles amanha! – Tuka levanta e da um berrinho agudo que incomoda todos, mas logo todos levantam e juntos berram dando um soco no ar.
- E agora, finalmente, a prova final da Nagy Versenyek! Estão todos preparados?
As quatro equipes restantes estão lado a lado na arena, a equipe terráquea, a equipe Huyt, com seres com a aparência idêntica aos humanos, mas todos com dois metros de altura, outra era os Bulzar, seres humanóides vermelhos, e com pequenos chifres na cabeça, e os Fahr, a mesma raça com aparência de elfo que a conselheira Lyeden.
- Teremos seis desafios, cada membro terá que passar por um desafio, se o membro não conseguir passar a equipe está fora, então se qualquer um falhar todos falham! Boa sorte a todos! Lembrando que é uma corrida, acabando um desafio o próximo deve imediatamente começar, e o líder é obrigado a ficar por ultimo.
Todos escutavam atentamente, até a platéia fica em silencio.
- Primeiro terá que nadar nesta piscina! Coisa fácil para começar, então o próximo se arrastará de baixo desses lasers na lama, lembrando que esses lasers são mortais.- Um auxiliar joga um pedaço de carne que ao entrar em contato com os lasers virou pedacinhos. – Então terão que se equilibrar nesta passarela de cinco centímetros, que está a cinco metros do chão. Após terão que capturar este Gut e matar. – Ele aponta para uma ave engaiolada, tem o tamanho de uma galinha e com penas vermelhas brilhantes. – Então a próxima pessoa terá que tirar esta maçã do pedestal, mas lembrando que só poderá tirar com sua própria mão, e assim que coloca a mão dentro do circulo que tem ao redor, a guilhotina se fechara e cortara seu braço como manteiga. E por ultimo, o líder terá que correr para pegar a caixa de Remény. Bem, comecem!
A Tuka corre e pula na água, ninguém da equipe era um nadador profissional, a Tuka ganhou a natação na sorte, ou azar. Quando ela tava na metade da piscina sentiu um calafrio. Quando olha para trás vê uma turbulência, algo estava seguindo ela, e não era humano! Tuka apertou o passo, nadou como nunca pensou que poderia nadar, e saiu de dentro como se sua vida dependesse disso, e dependia, por pouco um tipo estranho de peixe verde com muitos dentes afiados não morde a perna dela.
Depois a Lígela começa a se equilibrar, nesse ponto já estavam quase todos na metade ou depois da passarela, mas logo eles diminuíram o passo, pois quase caíram, e Lígela também, mas recuperou o equilíbrio. Quando estava quase chegando Lígela perde o equilíbrio e cai, mas por pouco se segura, então cruza as pernas na passarela e vai se arrastando lentamente até finalmente conseguir cruzar a passarela.
Agora era a vez de Rwinen, todos já estavam depois da metade, mas Rwinen nem se importou, continuou lentamente, não queria morrer. Logo o Huyt se descuidou, suas costas foram fatiadas pelo laser, com a dor ele deu um pequeno pulo de susto, que foi o golpe fatal, assim tirando um dos oponentes da disputa. Depois de um tempo Rwinen conseguiu passar, todos já estavam tentando pegar o seu Gut.
Claro que Jamal não ficou para trás, começou a correr atrás do seu, mas aquela ave era incrivelmente rápida. O Fahr acaba de pegar o seu e rapidamente degola ele. Jamal tenta de tudo, encurrala, corre, corre, pula, até que o Gut do seu oponente pula na sua frente e ele agarra, nisso o Bulzar aproveita e agarra o Gut do Jamal. Nenhum dos dois reclama e rapidamente quebram o pescoço.
E agora estava tudo nas mãos da Bruhy, ela ficou olhando, como os outros também faziam, apenas olhavam e pensavam, não importa o quanto olhasse, só pensava em uma maneira de derrubar a maçã, e era sacrificando seu braço. Não tinha como passar pela guilhotina de outra maneira, então ela se decidiu, os outros dois ficaram observando, Bruhy colocou o braço dentro e o mais rápido que pode derrubou a maça, seu braço foi cortado no meio do antebraço, e Bruhy cai no chão chorando de dor.
Ninguém acredita no que vê, quem diria que ela sacrificaria o braço, os outros dois não estavam com muita vontade de imitar a garota doida, mas Andrys logo se recupera do susto e começa a correr em direção a caixa, ele iria ganhar!
Mas claro que as coisas não são assim tão fáceis, a medida que ele ia correndo, aleatoriamente espinhos saiam do chão, Andrys não é rápido nem tem super intuição, então ele passou por lá só com arranhões na pura sorte.
Quando estava quase chegando na caixa ela se abre, e uma luz enorme sai dela. É isso! Ele tinha que pegar o seu conteúdo! Começou a andar contra a luz, mas é como se uma força o empurrava para o outro lado. Nesse ponto as outras equipes desistiram, ele estava tão perto, e não queriam joga um braço fora. Todos assistiam pasmos o que iria acontecer.
Depois de muito esforço ele finalmente alcança o conteúdo da caixa.
Escuro.
Vazio.
Andrys abre os olhos e não vê nada.
- O que você deseja?
Uma luz aparece longe.
- Eu desejo muitas coisas, mas o principal é livrar meu planeta do mal que esta cobrindo ele, salvar minhas irmãs e todos outros com a mesma doença dela, restaurar o braço da Bruhy...
- E este planeta? Você quer que eu apenas salve as pessoas que estão morrendo?
- Não, quero que o coloque no eixo de novo, e sem nenhuma radiação e totalmente saudável.
- Você pede de mais meu jovem. Não poderei fazer isto sem um preço.
- Preço? Que preço?
- Você terá que abandonar sua existência, você não será mais você, você será luz e não existira mais. Apenas uma entidade que não poderá interferir em nenhum plano e vivera como luz a eternidade.
Andrys ficou em duvida, gostava de viver. Mas então veio a imagem da Tiita e da Chii brincando, felizes, amava de mais suas irmãs, tinha que salvar elas, lembrou de sua mãe, seu pai, seus amigos na terra, seus companheiros de equipe, da Bruhy que sacrificou o braço para isto.
- Eu aceito a sua condição, abandonarei minha existência e me tornarei luz para que meu desejo se realize.
A luz fica muito mais intensa
- Que assim seja.
Todos olhavam espantados para o jovem com a mão dentro da caixa. Então a luz, que já era forte, aumentou. E aumentou tanto que não podiam mais ver Andrys. O braço de Bruhy começa a brilhar e toma sua forma original, logo a luz se apaga revelando seu braço totalmente restaurado.
Um vulto aparece na luz, parecia muito ser Andrys.
- Adeus. Vivam felizes na Terra, e não deixem que isto aconteça de novo.
A caixa se fecha. Todos, abismados, olham ao redor procurando por Andrys.
- Ele se foi não foi? Ninguém disse que ele morreria ao fazer isso! – Lígela explode de raiva. Chorava ao mesmo tempo junto as duas garotas.
- Sim, ele se foi. – Um homem de manto branco e aparência enrugada aparece do nada. – Mas se foi por escolha própria. Escolheu ser luz para poder realizar seu desejo que era grande demais para a caixa realizar sozinha; precisava do poder dele.
Nenhuma palavra dos membros da equipe. Todos estavam quietos, mas indignados com o que aconteceu.
- Eu entendo a dor de vocês, mas ele vai estar sempre olhando-os. Garanto que ele não quer que vocês sofram, fiquem felizes, pois ele realizou o seu desejo: salvar todos os que ama, e os que nem conhece também.
O velho vai dando as costas.
- Obrigado Andrys, você será lembrado. – Lígela enxuga as lagrimas e olha para o céu.
Notas finais
Espero que gostem e aguardo reviews.
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