Aemon bateu na porta do quarto de Naerys, que chorava.

—Irmã, sou eu.

—Entra.-ela diz.

Aemon logo a abraçou e a deixou chorar o quanto quisesse.

Depois que ela se acalmou, ele enxugou suas lágrimas.

—Eu não quero! Não quero me casar com Aegon eu odeio ele!

—Naerys você está disposta a abandonar tudo?

Ela ficou chocada com a insinuação do irmão.

—Você está falando em... Fugir?

—Sim. Eu vou te levar a um Septo e lá você fará seus votos. Nosso pai não vai poder fazer nada.

—Mas Aemon, o papai vai te odiar!

—Entre os desejos do papai e minha consciência eu escolhi minha consciência. Eu não vou te ver sofrendo infeliz ao lado do nosso irmão. Mas e você Naerys? Vai se curvar aos desejos alheios? Ou vai ser um dragão e tomar seu destino em.suas mãos?

Ela ficou alguns segundos paralisada.

Mas uma determinação a tomou e a encheu de coragem.

—Eu vou ser um dragão!

No dia seguinte, ninguém encontrava a princesa Naerys e o príncipe Aemon. Procuraram em toda parte mas nenhum soldado ou criado viu para onde foram.

Quando Aemon voltou, enfrentou a ira de Viserys, mas continuou firme em não dizer onde estava Naerys.

—Esqueça ela. Ela agora não é mais uma princesa, pertence a Fé.

—Aemon você tem ideia do que fez?

—Sim. Impedi que minha irmã fosse infeliz ao lado de um homem que ela odeia e sente nojo. Pode me odiar se quiser pai, mas pelo bem da Naerys foi melhor assim.

Os anos se passaram. Aegon casou com Daena, mas Naerys ouvia o sussurro de suas traições e como eram infelizes juntos.

Um escândalo duplo, era assim que eram chamados.

Mas Naerys não se importava, pois nada mundano a incomodava mais.

Ela agora era uma septã, exercendo sua verdadeira vocação e sendo o que queria ser.

FIM

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