Nadie dijo que sería fácil
14 Catorze
Dulce
:- Pronto Maite já chegou, agora conta o que rolou ontem. – Angelique, deixou de comer para presta atenção em mim.
:- Continua contando. – Maite deixou sua bandeja na mesa e ao contrário de Angel, foi atacando a comida.
Estávamos no horário de almoço enquanto gravávamos e resolvemos comer juntas no restaurante de Televisa.
:- Onde eu estava mesmo? — perguntei.
:- Quando você e Edu, voltavam do jantar para sua casa.
:- Ah sim. Então vem...
Me sentia desconfortável quando saímos do carro dele juntos e entravamos no jardim de casa, Eduardo insistiu para entrar, já que no jantar de negócios dele não tivemos oportunidade de ficarmos juntos.
Aquela noite Dominique estava com Cris, então estava mais tranquila. Porém, quando abri a porta dei de cara com Poncho.
Ficamos os quatro parados na porta, Cris por que a abriu, Poncho por que estava de saída e eu e Edu por que queríamos entrar.
:- Boa noite. – ele finalmente falou, e passou entre Edu e eu indo embora. Eu fui uma tola, por não ter reconhecido seu carro parado na rua.
E se antes me sentia desconfortável agora muito mais.
:- Onde fica a cozinha? Tenho que gelar o vinho para tomarmos, Dulce. – Edu foi entrando tirando seu casaco e deixando em algum lugar. Era a primeira vez que ele vinha em casa, mas já se sentia bem à vontade.
:- Cris mostre a ele. – Pedi para ela quando ela fechou a porta. – E depois me explica o que eu perdi?
:- Eduardo, eu já o acompanho. – ela falou mais alto com ele, que já tinha sumido pela casa. – Dulce, como ele está lindo, vendo assim ao vivo e não estou falando do seu namorado. – ela arregalou os olhos. – Então, Dominique pode explicar melhor. Pergunta a ela. – e Cris apontou para a sala onde Dominique assistia Tv, enquanto desenhava.
“Oi, Meu amor.” Me aproximei dela beijando sua testa.
“Oi, mamá. Voltou cedo, eu ainda estou acordada.” Ela sorriu.
“Pois é filha, lá não demorou.”
“Ah entendi.” Ela deixou de me olhar para voltar a desenhar.
“Nique?” A cutuquei antes de chamá-la. Ela apenas me olhou esperando eu continuar.
“O que Poncho fazia aqui?”
“Ah ele veio me visitar, eu chamei e Cris falou que não tinha problema. Ele me deu um outro presente, man. Olha só.”
Ela tirou do seu lado um bichinho de pelúcia para me mostrar feliz o tal presente.
“É bonito filha, mas quem é?”
“É o Scrat, da Era do Gelo, man. Poncho me deu e ainda assistiu o filme comigo e a Cris, sabia? Por que eu insistir até ele ver.”
“Entendi, filha. Olha o Edu está na cozinha, seja simpática com ele. Tudo bem?”
“Se ele não ficar gritando comigo. Mesmo sabendo que eu sou surda e não escuto.” Ela deu os ombros.
“Dominique, já lhe disse que ele confundiu quando eu lhe contei sobre sua surdez, ele pensava que não tinha perdido a direita, amor.”
Ela me olhou com uma cara de tanto faz, mas me deixe desenhar.
:- Mais essa menina é das minhas. – Maite riu, se controlando para não engasgar. – Ela parece não gostar de Edu, tenho que falar com Lisa para se esforçar na escola, nas aulas de Línguas de Sinais, para ela compreender o que Dominique falar, ou até mesmo o que você fala.
:- Isso seria ótimo. Mas, Maite não é que ela não goste de Edu, ela só tem uma birra com ele, depois do que ele fez tentando agradá-la e não deu certo.
:- Dulce, Eduardo é o brasileiro, né? — Angelique me perguntou.
:- Sim, Brasileiro, publicitário. Moreno, olhos castanhos...
:- A sim lembrei, que você conheceu no show do Motel, verdade? Nossa já faz um mês que estão saindo?
Fiz a conta mentalmente e ela estava certa desde a primeira vez que nos vimos dava um mês e alguns dias.
:- É sim, por que faz esse tempo que Poncho anda cozinhando a banho... María. – ela fez um gesto com a mão. – Entenderam a piada. Ok, foi sem graça.
:- Deixa de ser besta, Maite. – Angelique finalmente riu entendendo. – Ele está enrolando a María?
:- É nítido, Angel. Ele só começou a sair com ela, por que viu Dulce e Edu juntos. Não sei como María achou ele, e ai de vez em quando eles saem. Já falei para essa dai, que se ela quiser arranco toda a história de Poncho, mas ela não quer. – Maite apontou para mim.
:- Por que não faz sentido. Ele está com ela e eu com Edu, estamos bem. E ponto. – fiquei incomodada.
:- Ahãn, conta outra agora. – Angel olhou para mim. Olhei para ela indignada, sabia que tinha que lidar com os comentários de Maite agora os de Angel também?
:- A Dulce, você fica toda mordida quando sabe que os dois saíram.
Eu neguei com a cabeça, voltando a comer, por que era o melhor que eu fazia.
:- Dulce? Pará vai, agora é sério. – Maite me chamou. – Você se arrepende, está com o Edu agora, foi o melhor para você? — ela me olhou séria.
E fiquei pensando na sua pergunta, mal foi o que não me fez. Só que no fundo, eu sabia que não ia para frente, por que um namoro agora não era o que eu queria. E apaixonada era algo que não estava, e estávamos nos conhecendo ainda. Não é tão sério ao menos da minha parte.
:- Ele não me faz mal. Não sei, gosto da companhia dele. É inteligente, tem uma carreira, quer me agradar e estamos nos conhecendo.
:- Confessa logo que você está com ele por que Ivalu te incentivou, vai? Foi assim com o Rodrigo. – Maite comentou terminando de comer.
:- Ah não acho, Maite. São situações diferentes.
:- Mas, com as mesmas características, ou seja, com o mesmo resultado.
:- Eu só sei de uma coisa, ela deve saber de um jeito torto o que está fazendo. – Angel voltou à conversa. E quando ia agradecê-la, ela continuou. – E que aunque todavia, no esten juntos. Son muy bien juntos. – ela riu junto com Maite.
:- Verdade, esses dois me fazem é rir além de tudo. Por que é típico deles, estarem certo para ficarem juntos, sabe. Era só um deles ter a coragem de conversar e se resolverem, mas não o que eles fazem? Fogem um do outro, só para contrariar tudo, todos. Eu não entendo. – ela balançou a cabeça.
:- Vocês não sabem o quanto é difícil, tudo isso. – confessei suspirando.
:- E quem disse que o amor é fácil? — Maite arregalou os olhos para mim.
:- Esse alguém devia está mentindo. – Angel, riu junto com Maite.
:- Ninguém, nunca me disse que seria tão difícil. – olhei para elas depois que sorriram.
:- É enfrentando o difícil que encontramos o caminho para a verdadeira felicidade. – ela piscou para mim. – E agora vamos, antes que nos atrasemos, quero terminar de gravar e voltar logo para casa, pro meu gordo.
:- Vamos, por que Dulce e Poncho podem estar distantes, mas Manuela e Antônio estão mais colados que nunca. – Angel se levantou provocando.
E logo fomos ao caixa e pagamos à conta, e fomos para os sets de gravação tínhamos uma cena com todos, mas uma em especial com Poncho. Mais uma cena de beijo (técnico).
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