Nada é tão normal assim

1 fiz uma viagem até um beco de lixo


Era uma tarde normal em N.Y. , mas movimentada como sempre, estava no verão, todas as árvores se mexiam ao vento pelas avenidas intermináveis.

Tinha acabado de sair de uma livraria, segurava um livro que tinha comprado de lá. Um vento forte soprou e derrubou meu marca página no chão, me abaixei para pegar ele quando vi uma loja com umas roupas legais logo na frente, fui ver a vitrine, eu deveria ser rápida por que só tinha 11 anos e minha mãe não gostava que eu ficasse andando estupidamente pelas ruas, (na opinião dela) .

Eu dei uma espiadinha dentro dá loja e vi um bicho enorme !!! Eu gritei desesperada, ele me viu, e começou a correr atrás de mim! e as pessoas não tinham medo daquela coisa enorme !

Eu olhei para trás, ele estava perto de mim dizendo: " oba, hoje vai ter lanche!" voltei a olhar pra frente e trombei num cara e gritei:

–foge ! foge !

Ele também viu o bicho,ele me abraçou e quando me deparei estava tudo escuro, eu achava que tinha morrido, mas aos poucos tudo começou a clarear e eu e o cara maluco aparecemos num beco de lixo.

Ele olhou pra mim ofegante e perguntou:

– Qual é o seu nome?

– Ellen, Ellen Swart . Por que? -eu olhei melhor pra ele, ele usava um casaco de aviador surrado e uma camiseta de caveira, seu cabelos eram bagunçados e levemente compridos, ele era muito pálido-

– Prazer, meu nome é Nico di Ângelo.

– Como nós aparecemos aqui???

– Primeiramente você é uma mortal e vê pela névoa.

– Oque?

– Esquece o negócio de mortal, você conhece seus dois pais?

– Claro!

– Você tem déficit de atenção?

– tenho...

– é boa com espada?

– eu treino na academia de esgrima de NY, serve?

– então é melhor você me seguir..

– mas como você fez aquilo?

– para de falar um pouco? -esbravejei , odiava quando me mandavam ficar quieta , ele olhou pra mim furioso por que eu tinha ficado brava e disse:

– Olha aqui Ellen ou qual for o seu nome, aquilo não é nem metade do que você vai encarar, então me siga e não reclame por estar seguindo um desconhecido, e sem perguntas!

– desculpa, mais vai demorar muito?

Ele olhou pra mim com uma cara que até me assustou, ele tocou no meu ombro e tudo ficou escuro de novo.

Eu cambaleei para trás, aquela coisa que ele fazia me dava dor de cabeça, e novamente estava ficando claro, estavamos em uma estrada comprida, Nico começou a caminhar por ela, eu não resisti e perguntei:

– Se você sabe tipo se teletransporatar, por que você não nos levou direto ao destino?

– Isso cansa muito e não é pra fazer mais perguntas.

Que conversa chata, não é muito legal conversar com alguém que não queria ouvir você nem respirando.

Caminhamos pelas estradas até eu ver um portal enorme escrito " ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE ", Nico se virou pra mim e disse:

– você já pode chamar aqui de lar...