Nada É Para Sempre

1 Nada é Para Sempre (Capitulo Unico)


Notas iniciais
Heeey, how are you?
Então, obrigada por estar aqui lendo isso que eu escrevo :)
Serio, obrigada, vocês são divos só por estarem lendo isso :)
Bincky, my love ♥ O que esta escrito aqui é seu presente e espero que você goste, de verdade. Eu me apaixonei pela tradução da musica Crooked e vc sabe que esse estilo de musica não é o meu favorito, but I like dessa u.u
Então... BOA LEITURA!!!!

Edward

─A vida nunca foi boa para mim. As outras crianças brincavam despreocupadas com o mundo, rindo, correndo, como se a vida delas fosse um poço de felicidade. E deveria ser mesmo. Mas minha vida não era assim, minha mãe e eu vivíamos com medo. Não medo de insetos ou de pegar uma doença grave, mas sim medo de meu pai nunca voltar. ─ Comecei a contar e logo abaixei minha cabeça, eu não queria ver a cara de Emmett a me ver contar a minha historia.

─Meu pai era Anthony Masen, excelente soldado que logo se transformou em general. Minha mãe o conheceu um ano após seu alistamento e se viram apaixonados. Nos dias em que o soldado tinha para voltar a casa e ver a família meu pai acabou se esbarrando em Esme e ao ver os olhos verdes de minha mãe logo se viu apaixonado. Pelo menos é isso que minha mãe me contava quando eu era pequeno, se é verdade ou não nunca saberei. ─ Escutei um suspiro. Ele quem falou para eu desabafar, ele que me deu bebida para eu me soltar, se ele começou ele vai escutar até o final!

─O relacionamento entre eles era impossível visto que meu pai estava no seu segundo ano como soldado e minha mãe cursava obrigatoriamente arquitetura, visto que meus avós eram muito rígidos com isso e também com namoros com soldados. Já deu para perceber que meus avós não aceitaram o namoro, mas mesmo assim eles namoraram, noivaram me tiveram e casaram. Tudo estava bem, mas como um dia eu escutei de um adulto quando era pequeno, nada é para sempre.

─Você vai mesmo continuar contando isso cara? Pensei que você quisesse falar da Swan e não da historia de como seus pais se conheceram e tudo mais... ─ Emmett falou.

Levantei minha cabeça o olhando. Será que ele não se lembra que antes de começar falei que tinha de contar tudo dês do começo para se compreender tudo.

─Posso continuar? ─ Perguntei com raiva.

─Conta ai vai, quando mais rápido você terminar mais rápido eu pego aquela loira ali. ─ Meu amigo falou e apontou para a loira sentando na outra ponta do bar. ─ Só vai rápido que tenho que atender os outros clientes.

Revirei meus olhos, Emmett era um dos donos do bar onde eu estava e ia praticamente toda noite. Ele dizia que era eu quem deixava ele rico com minha bebedeira exagerada. Hoje ele tomou coragem e decidiu perguntar qual era o motivo de eu estar daquele jeito e agora estou aqui contando.

─Meu pai como general foi chamado para ajudar em alguma guerra ou conflito levando minha mãe a preocupação. Dois anos se passaram com meu pai mandando cartas e às vezes visitando-nos e então ele parou de escrever. Três meses sem noticia nenhuma foi o que bastou para minha mãe perceber o que tinha acontecido. A chegada de um oficial em casa só contribuiu para ela perceber.

─Perceber o que? ─ Perguntou impaciente.

─Posso continuar? ─ Emm olhou para mim e logo depois para a loira que agora bebia e suspirou.

─Continua logo o mais rápido possível. ─ Sorri. Era por isso que Emmett era meu melhor amigo e eu o dele. Amigos sempre em primeiro lugar, mulheres depois.

─Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava na sala tomando chocolate quente com minha mãe, era um dia de inverno e dias de invernos são frios. ─ Emmett me olhou com uma sobrancelha arqueada e eu revirei meus olhos. Continuei. ─ Eu tinha por volta de oito ou nove anos. A campainha tocou e eu fui correndo atender me deparando com um homem alto, fardado e cheio de medalhas. Um pouco depois minha mãe chegou à porta e quando viu o homem começou a chorar. Na hora eu não entendi nada, estava preocupado com minha mãe. Ela não deveria chorar! Mas lembro-me do soldado colocar uma mão em meu ombro e sussurrar “nada é para sempre”.

─Tá, já percebi que teu pai morreu e dês de quando tu gosta de chocolate quente? Mas me conta logo como você conheceu a Swan, cara!

─Meus sentimentos mandaram lembranças. ─ Usei a ironia.

─Fere-se seus sentimentos! Se eu não pegar aquela loira e ficar de mau humor amanhã a culpa é sua.

Respirei fundo, minha vontade era jogar a bebida de meu copo na cara dele ou falar para ele se foder. E foi isso que fiz. Ouvi-o reclamar enquanto levantava com uma garrafa de alguma bebida alcoólica na mão e saia daquele maldito bar cambaleando.

Assim que me vi na rua gritei desesperadamente com toda a força. Eu estava sozinho naquela merda de vida! Nem meu melhor amigo queria escutar o que eu tinha a dizer sobre esses malditos sentimentos que eu sinto!

Se meu melhor amigo não queria me ouvir minha mãe também não vai querer. Ri amargamente. Minha mãe querendo me ouvir falar? Isso só vai acontecer quando Emmett parar de ser mulherengo, o que é sinônimo de nunca.

Sentei-me na calçada ainda com a garrafa em minha mão.

Olhei para a rua e meus olhos caíram num casal andando de mãos dadas sorrindo. Oh, coitadinhos. Será que não sabem que nada é para sempre nesse filme chamado de mundo?

Ri amargamente. MALDITA SWAN! OLHA SÓ O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? ESTÁ CONTENTE AGORA?!

O casal olhou para mim e quando eu vi os cabelos cacheados e num tom de castanho avermelhado da garota foi impossível impedir que as memorias retornassem a minha mente.

Flash Back On

Não. Não. Não! Eu me recuso a acreditar nisso. Meu pai não morreu, não. Aquele soldado está mentindo, ele não morreu! Por que mamãe acredita nele então?

Eu corria, corria muito mesmo. Corria o máximo que um garoto de dez anos consegue correr. Eu não olhava para frente e nem para os lados. Mesmo que quisesse eu não conseguiria. Tudo que vinha em minha frente eram as palavras do soldado. Meu pai não tinha morrido.

Eu sabia que deveria olhar para onde ando, foi o que meu pai me ensinou, mas ele morreu! Morreu.

Sem ver por onde andava acabei caindo no chão e escutei um grito.

─Ei menino, você não olha por onde anda não? ─ Era voz de menina.

Sentei-me e olhei para minhas mãos raladas, passei-as na minha blusa e olhei para o chão vendo uma boneca de cabelo preto toda suja de terra.

─Olha só o que você fez com a Marry Anne! ─ Escutei a mesma voz de antes e peguei a boneca na mão fazendo o máximo possível para ela não tocar onde minha mão estava ralada.

Levantei-me e olhei para trás me deparando com uma menina baixinha de branquinha de olhos castanhos chocolate e cabelo castanho avermelhado. Ela usava duas tranças que caiam sobre seu ombro e também usava um vestido vermelho com branco.

─Me... Me desculpe não foi... ─ Tentei falar entregando-lhe a boneca mas ela me olhou.

─Você ta chorando? Mas meninos não choram... ─ Ela falou se aproximando mais de mim e aceitando a boneca, olhei para o chão envergonhado.

─Eles choram se alguém amam morreu... ─ Falei baixinho, mas duvido que ela me escutou.

─Sua mão, ela ta ralada! ─ Ela falou e eu a olhei.

─Não se preocupa eu... ─ Iria continuar, mas fui interrompido por uma mulher que aparentava ter a mesma idade de minha mãe que se aproximou de nós.

─Bella você... Meu Deus, você está bem? ─ Ela perguntou para mim e eu concordei sentindo minhas mãos e meu joelho arderem. ─ Você não está bem coisa nenhuma. Charlie venha, vamos levar ele ao medico. ─ Ela chamou e um homem de bigode se aproximou.

Ele me cumprimentou e me levou para perto de um carro enquanto a mulher e a menina que eu descobri ser Bella ficavam para trás e recolhiam os brinquedos.

─Eu sou Charlie Swan e aquela ai é minha família, a mulher é Rennee minha esposa e a menina é Isabella, minha fil...

─Bella, chame-me de Bella. ─ A tal Bella falou me oferecendo um sorriso e eu sorri com isso. Atrás dela vinha Rennee com alguns brinquedos na mão e Marry Anne em outra.

─Eu sou Edward Masen. ─ Falei um pouco baixo.

Rennee colocou as coisas no porta malas do carro e voltou para perto de nós, Charlie me olhava atento.

─Você é filho do general Masen? ─ Perguntou e eu senti as lagrimas se formando em meus olhos. Concordei com a cabeça e segurei um soluço.

─Venha, vamos pra casa. Lá eu cuido dos seus machucados e ligamos para sua mãe. ─ Rennee falou e todos entraram no carro.

Fiquei no banco de trás com Bella.

Eu sentia seus olhos em mim enquanto olhava a janela.

Virei-me para olha-la e vi-a corar e abaixar sua cabeça ao perceber que eu percebi que ela me olhava.

─Pergunte. ─ Falei e ela levantou a cabeça.

─É por isso que você tava chorando né? ─ Perguntou.

─O que?

─Quando meu pai falou do seu vi que você fez uma careta, ele morreu?

─Sim... ─ Falei baixo e ela me deu um abraço.

─Sinto muito. ─ Falou baixinho perto de meu ouvido enquanto me abraçava. ─ Você pode chorar, não vou contar a ninguém.

E com o seu consentimento comecei a chorar.

Flash Back Off.

Naquele dia eu fui consolado por Bella e logo após Rennee cuidou de meu ferimento telefonando para minha mãe, que estava preocupada, logo após de eu me limpar.

Enquanto minha mãe não chegava eu fiquei no quarto da Bella conversando com ela. Ela me perguntou se eu estava bem e logo depois entrou num assunto sobre musica e dança. Eu gostava de Bella e ela parecia gostar de mim. Tornamo-nos amigos dês de já.

MALDITA!

Bebi mais um gole da garrafa em minhas mãos vendo que o casal ainda me observava.

Levante-me cambaleando um pouco por causa da bebida e apontei para eles com a garrafa. O cara colocou a garota atrás de si tentando protege-la. Ri de sua atitude.

─Olha, amigo se eu fosse você não acreditaria nela não. Porque mulher é tudo assim, faz você se apaixonar e virar um idiota enquanto te consola e faz falsas promessas de amor eterno. ─ Falei um pouco embolado por estar só um pouquinho bêbado e me aproximei dele colocando a mão em seu ombro. ─ Mas sabe de uma coisa meu caro? Nada é para sempre.

─Amigo eu acho que você está um pouqui... ─ O cara iria falar alguma coisa, mas a garota atrás de si saiu de trás dele e apontou um dedo em minha direção.

─Pois eu acho que você está errado. São vocês que fazem nós nos apaixonarmos e agirmos como idiotas para depois nos deixarem. ­─ Ela falou e eu gargalhei enquanto o meu caro “amigo” nós olhava.

─Estressadinha não? Bom, fiquei com sua opinião de merda e vire uma solteirona solitária com 364 gatos enquanto eu e meu amigo aqui vamos nos embebedar até o sol raiar! ─ Falei e puxei o cara para perto de mim.

Já ia andar de volta para o bar do Emmett quando eu sinto o cara se afastar de mim e voltar para a namorada enquanto me xingava de tudo quanto é nome. Me virei para eles cambaleando de proposito e mandei eles se foderem. EU sou o dono dessa rua e faço o que quiser.

Voltei a sentar na calçada enquanto via o casal correr para o lado oposto. Idiotas!

(...)

Eu descia a escada de minha “casa”. Estava de óculos escuros para tentar esconder as orelhas abaixo de meus olhos.

Edward, acorde! Ontem era terça-feira e você já foi se embebedar. Imagina então na sexta? Ah se Esme visse isso me mataria. Mas quem liga para ela e sua nova família perfeita? Eu que não...

Pensava enquanto chegava à cozinha só para pegar uma maça, não queria tomar café com os novos filhos perfeitos de Esme. Mas qual foi a minha surpresa ao ver todos sentados à mesa sorrindo enquanto entregavam as coisas e dividiam o pão um com o outro. Patético.

Ao entrar na cozinha todos os olhos se voltaram para mim. Ótimo, atenção era uma coisa que eu não queria no momento. Os olhei rapidamente, mas meus olhos param na loira sentada a mesa. Rosalie, como não notei isso antes? Rosalie era a loira de ontem ao qual Emmett queria pegar. Sorri maliciosamente ao notar que ela usava óculos escuros como eu. Ao ver meu sorriso ela se encolheu na cadeira. Jasper apenas nos observava.

Deixei isso um pouco de lado. Esme e Carlisle poderiam notar e eu não queria estragar a imagem de filhinha perfeita que Rosalie tinha.

Caminhei até a bancada tirando uma maça bem vermelha da fruteira e a mordendo. Vire-me para sair da cozinha, mas escutei a voz de Esme. Parei no mesmo instante.

─Edward... Por que não fica e toma o café da manhã conosco?

Ri com sua fala. Tomar café com a família perfeita? Eu o ser fora do eixo?

─E estragar o café da manhã da família perfeita? Não, obrigado. Vejo vocês na faculdade...

Falei já saindo, mas escutei a voz de Carlisle ao fundo.

─Ele era mais educado quando estava com Isabella...

Respirei fundo quando as imagens invadiram minha mente.

Flash Back On

─Então sua mãe vai mesmo se casar com o medico bonitão? ─ Bella perguntou sentando-se ao meu lado.

Estávamos no parque em que nos conhecemos. Eu estava sentado embaixo de uma arvore com meu caderno de artes e lápis em mãos. Estava tentando me acalmar e a melhor maneira de fazer isso e desenhar e tocar, mas como minha mãe estava mudando as coisas lá de casa para a casa do medico eu preferia ficar no parque ao lado de Bella desenhando.

─Sim, e sabe de uma coisa melhor ainda? Ele tem um casal de gêmeos um ano mais novo que eu e eu vou ter novos irmãos e um novo pai! Não tem coisa melhor!?! ─ Falei segurando fortemente o lápis em minha mão.

Bella começou a rir e eu fiquei com mais raiva ainda quebrando o lápis em minha mão. Bella parou de rir ao notar isso.

─Heey, calma ai sr. Artista isso é bom! ─ Falou abrindo minha mão e tirando os pedaços de madeira de lá.

─Como assim bom? Isso é terrível! Não quero novos irmãos e um novo pai! Estou feliz só com a minha mãe.

─Eu ficaria feliz se Charlie se casasse de novo e a mulher tivesse filhos da minha idade... ─ Bella falou.

Eu me arrependi de ter dito qualquer coisa no momento em que vi a sua cara. Merda de palavras!

Abracei-a de lado, mas diferente das outras vezes ela não chorou.

Renee, a mãe de Bella tinha morrido em um acidente de carro ano passado. Foi algo horrível e até mesmo eu chorei, pois Renee cuidava de mim como se eu fosse seu filho. Bella ficou devastada e como ela me consolou quando meu pai morreu eu também a consolei.

─Desculpa. ─ Pedi.

Bella sorriu e me olhou.

─Eu nunca vou te deixar, okay? Você sempre vai me ter do seu lado e espero que você também sempre fique do meu. E isso é uma promessa. ─ Ela falou.

Eu a abracei fortemente e beijei sua bochecha.

─Uma promessa. ─ Confirmei.

Flash Back Off.

Quantas promessas Isabella me fez e as quebrou? Quantas foram as suas palavras de amor? Juras de amor eterno? Como eu pude entregar meu coração aquela víbora?

Segurei a chave do Volvo com força em minha mão. Respirei fundo para tentar controlar minha respiração e entrei no carro, dando ré e saindo da casa de Carlisle.

Dois anos após a morte de meu pai minha mãe conheceu Carlisle e começaram a namorar. Apaixonaram-se perdidamente e se casaram um ano depois. Eu só tinha 12 anos quando fiquei sabendo e fiquei com o tolo medo de a memoria de meu pai sumir da mente dela e ela simplesmente se esquecer de que ele existiu.

E no final das contas isso aconteceu mesmo. E para piorar Rosalie e Jasper, os gêmeos filhos de Carlisle eram pestes que fingiam serem anjinhos na presença do pai e de Esme.

Mas eu não ligava para eles, eu tinha Bella comigo e vivia na casa dela. Charlie não se importava e até gostava de ver que a filha não ficava sozinha enquanto ele trabalhava. Por diversas vezes eu dormi lá. Acho que comecei a me apaixonar por ela naquele momento...

Segurei o volante do carro com força enquanto estacionava no estacionamento da faculdade e saia do carro.

Peguei minhas coisas e andei em direção ao prédio da esquerda onde eu teria minha primeira aula. Eu cursava artes plásticas. Minhas obras eram conhecidas por muitas pessoas famosas e eu me orgulhava delas. Se eu quisesse, eu já poderia ter saído da casa de Carlisle e comprado o meu próprio apartamento, mas eu terminaria a faculdade primeiro para depois sair de lá e desse país também. Estou indeciso entre Itália e França, mas até o final do ano eu me decido.

Passei por algumas salas com pressa e parei enfrente a minha, pronto para entrar. Olhei para a sala ao lado e pude vê-la conversando com seu amigo Jacob. Ela parecia feliz, muito feliz.

Fiquei a olhando por um tempo e parece que ela percebeu, pois olhou em minha direção. Desvie meus olhos me xingando mentalmente por ficar tanto tempo ao observa-la. Já iria entrar na minha sala quando escutei sua voz me chamando.

─Edward... ─ Falou.

Parei onde estava vendo-a se aproximar.

─O que quer? ─ Perguntei de forma rude.

Ela engoliu em seco.

─Você poderia me encontrar hoje à noite no bar de Emmett? Acho que devemos conversar... ─ Ela falou.

Eu consegui ver um brilho de determinação em seus olhos e sabia que se relutasse ela continuaria a insistir, e além do mais aquela conversa seria decisiva para nós dois.

─Ás oito em ponto. Não se atrase. ─ Falei e entrei em minha sala vendo Jacob se aproximar de Bella e enlaçar a sua cintura.

(...)

Fiquei o dia pensando no que falaria para Bella e vários Flash Backs invadiram minha mente. E através deles tomei uma decisão.

Flash Back On.

─Edward onde você está me levando? ─ Bella perguntou enquanto eu a guiava para dentro da floresta. ─Você não vai me matar não, né?

─Não se preocupa, se eu fosse um serial killer você seria a primeira a saber. ─ Falei e ela riu comigo.

Hoje era o aniversario de quatorze anos dela e eu queria fazer algo especial para ela visto que Charlie a levaria para Forks para passar o final de semana ao lado de seus amigos de infância.

─Já chegamos? ─ Perguntou ao notar que paramos de andar.

─Sim. ─ A respondi e a vi sorrir.

─Posso tirar a venda? ─ Pergunta.

─Eu tiro. ─ Digo colocando a cesta que eu tinha em mãos no chão e me colocando atrás dela. Desfiz o nó com calma deixei a fita cair no chão me colocando ao seu lado e vendo a sua expressão.

Ela estava incrédula e admirada. Sua boca formava um grande O e logo depois ela me abraçou.

─É lindo Edward, lindo. ─ Ela falava e ria em meus braços.

Eu enlaçado meus braços em sua cintura e ria de sua forma exagerada de dizer.

Depois de um tempo ela se separou de mim e eu a coloquei no chão. Ela ainda observava tudo sem acreditar e sorria.

─Como você achou aqui? ─ Perguntou-me.

─Meu pai me trazia aqui quando eu era criança. ─ Falei.

─Ah...

─Não vim aqui para dizer sobre meu pai... ─ Falei enquanto me sentada sendo seguido por ela.

─Viemos aqui por que...

─Para fazer isso aqui... ─ Falei segurando seu rosto e selando meus lábios nos dela.

Foi apenas uma tocar de lábios, mas acho que foi o melhor beijo de todos os tempos.

Depois de um tempo me afastei vendo que ela estava com os olhos arregalados, mas sorrindo.

─Por que... ─ Ela perguntou, mas não deixei terminar.

─Eu te amo Bella, muito mesmo. ─ Falei.

─Eu também te amo Edward. ─ Ela declarou.

Sorri com isso.

Passamos o resto do dia lá naquele lugar agindo como melhores amigos.

Flash Back Off.

Flash Back On.

Tudo estava indo de acordo com o planejado. Alice, melhor amiga da Bella já estava a trazendo para cá. Emmett estava sentado em cima de uma espécie de tambor enquanto eu estava com o violão sentado em cima de um banco alto.

Bella então entrou, as luzes estavam apagadas e eu comecei a tocar o violão e tocar sua musica favorita.

Cantei os últimos versos da musica vendo Emmett e Alice, que são irmãos, saírem da sala e deixarem-nos a sós.

Desci do banquinho me colocando em frente a ela. Tínhamos quatorze anos. Um ano havia se passado dês do nosso primeiro e o mesmo só havia se repetido algumas vezes. Claro que eu queria beija-la, mas para isso deveríamos ter algo mais serio. E era isso que eu iria fazer agora.

Ela se aproximou de mim sorrindo.

─Por que você fez isso? ─ Ela perguntou e eu me aproximei dela.

Ajoelhei-me em sua frente tirando de meu bolso uma caixinha de veludo azul. Bella arregalou os olhos colocando as mãos na boca.

─Você não vai me pedir em casamento não, né? ─ Perguntou tirando as mãos da boca.

─Pretendo, mas agora não. ─ Falei e ela ergue uma de suas sobrancelhas. ─ Isabella Swan, você me daria à honra de se casar comigo? ─ Perguntei abrindo a caixinha e deixando a mostra o anel de prata com uma pequena flor no meio formada de pedras vermelhas.

Bella sorriu pegando o anel e colocando-o em seu dedo. Depois disso se jogou em meus braços e me beijou.

─Acho que isso é um sim... ─ Falei sorrindo e ela riu.

─Com toda certeza! Sempre serei sua, Eddie. ─ Ela falou e eu a beijei.

Flash Back Off.

Flash Back On.

─Não quero lhe obrigar a fazer nada. ─ Falei quebrando o beijo e ela me olhou um pouco irritada. Sentou-se em meu colo e olhou em meus olhos.

─Você não está me obrigando a nada amor, eu quero. ─ Ela falou seria e eu a fitei.

─Mas você tem certeza absoluta disso? Não quer, sei lá... Esperar até o casamento? ─ Perguntei ainda a olhando com atenção.

─Edward, estamos namorando há dois anos e você não passou de beijos e mãos bobas. Eu quero algo a mais, entende?

─Mas nós só temos dezesseis anos, e se você se arrepender de se entregar a mim?

─Edward, eu te amo. E eu nunca em qualquer circunstância me entregaria a outro sem ser você. É com você que eu quero formar uma família. É ao seu lado que eu quero acordar todo dia, pelo resto de minha vida. ─ Ela falou enquanto passava sua mão pelo meu cabelo.

Meu coração se encheu. Era como se eu pudesse ver nosso futuro juntos. Eu e Bella, na nossa casa com uma garotinha com seus cabelos e meus olhos e um garotinho com o meu cabelo e seus olhos correndo pela casa enquanto eu pintava minha Isabella.

Sem precisar falar mais nada tomei seus lábios e naquela noite fiz dela a minha mulher.

Flash Back Off

Flash Back On.

─Cara, você tem certeza de que vai pedir ela em casamento hoje? ─ Emmett perguntou.

Eu estranhei. Como não agora? Hoje é o nosso aniversario de seis anos de namoro. Não vejo melhor data do que hoje.

─É Edward por que não outro dia? ─ Alice sugeriu.

Pensando bem ela e Bella estavam estranham ultimamente, estranhas de mais. Tinha a sensação de que elas estavam me escondendo algo, mas nem liguei muito. Vai que é algo relacionado com hoje.

─O que vocês tem? ─ Perguntei para os Brandon.

Emmett levantou suas mãos como se não tivesse nada a ver com o que quer que sua irmã esteja tramando.

─Eu sei que vou ser seu padrinho cara, e quero ter certeza que você não vai ficar amarrado a alguém pelo resto da vida, como um bom padrinho faria. ─ Emmett falou e eu revirei meus olhos rindo.

─E você Alice? ─ Perguntei.

Ela olhou para mim com os olhos arregalados.

─Eu? ─ Perguntou e eu confirmei. ─ E..eu só quero.. t...ter certeza tamb...também. ─ Falou e eu não acreditei.

Não liguei muito. Ela deve estar aprontando ou pensando em Jasper. Despedi-me deles saindo do bar e entrando em meu Volvo.

Dirigi até a tão conhecida casa do xerife Swan. Estacionei meu carro em frente à casa e sai dele. Caminhei até a porta tirando a chave reserva de baixo do vaso com flores e entrei lá dentro sem fazer barulho.

Eu já estava andando em direção à escada para ir ao quarto de Bella quando escuto gemidos. Estranho de primeira. Quem estava aqui? De quem era os gemidos? Será que Bella estava bem? Perguntava-me enquanto andava o mais silencioso possível até o banheiro.

Conforme chegava perto os gemidos iam aumentando e eu ficava cada vez mais nervoso. Se ela estivesse se tocando daria a ela uma bronca e assumiria o lugar de seus dedinhos e depois pediria ela em namoro, mas e se fosse outr... Tirei essa ideia da cabeça. Bella tinha prometido que eu seria o único na vida dela, primeiro e ultimo. E além do mais ela não me trairia, né?

A porta do banheiro estava encostada e eu pude escutar o barulho do chuveiro. Respirei aliviado, ela estava tomando banho, claro. Abri mais a porta e eu queria dizer que estava drogado ou que minha visão estava com problemas, mas eu sabia que minha audição era boa e não poderia estar com defeito.

Bella estava nua, e nu junto com ela estava Jacob, seu amigo índio que se mudou para esta cidade há três meses. Eles estavam se comendo e ainda não tinham me percebido. Fiz questão de bater a maldita porta na parede e eles olharam para mim.

Eu não sabia o que estava sentindo, mas era algo muito ruim. Seis anos de namoro. Eu confiava em Bella a minha própria vida, eu a amava como nunca tinha amado nada antes e ela estava ali me traindo com alguém que ela dizia que não gostava.

Bella me olhava e eu não conseguia saber o que se passava em seus olhos e o que ela estava sentindo. E também não queria mais saber.

─Oh não, não parem por minha causa. Continuem, vejo que vocês estão gostando. Por que parar então? ─ Falei de forma amarga, mas com um sorriso no rosto.

Bella me olhou e tentou caminhar em minha direção, mas Jacob a puxou. Acho que ele estava tentando proteger suas partes intimas de mim.

─Edward eu...

─Não, não se preocupe Isabella. Sabe, hoje eu tinha planejado um dia incrível para nós dois, gastei muito tempo pensando em tudo, mas vejo que foi um tempo perdido. Divirta-se e aproveite bastante por que eu não pretendo nunca mais trocar se quer uma palavra com alguém tão falsa quanto você. ─ Falei e vi as lagrimas saírem de seus olhos. Não dei importância. Virei-me para sair, porém escutei sua voz

─Edward... ─ Ela tentou falar novamente. Virei-me de novo a olhando.

─Nem me venha falar de amor, Isabella. Foi você quem fez as promessas e eu fui tolo em acreditar em todas. Deixe-me ir. Esqueça que eu existo. Esqueça que um dia você me conheceu e que eu estava pensando em pedir você em casamento hoje. Esqueça nosso relacionamento que, aliás, acabou. Esqueça e me deixei. ─ Falei.

Sai de lá sem olhar para trás. Eles que se resolvam. Entrei no carro dando partida e saindo de lá. Quando percebi estava em frente à joalheria em que comprei o anel para Isabella. Estacionei o carro e me permitir chorar. Ninguém é de ferro.

Flash Back Off.

Sai de meus pensamentos ao ver a porta de meu quarto abrir.

─Edward? ─ Reconheci a voz de Rosalie na hora. O que ela queria comigo?

─Fale.

Pude ver que ela entrou em meu quarto e fechou a porta atrás de si. Minha curiosidade aumentou.

─Bem é... eu queria... queria saber... ─ Ela falou meio constrangida.

─Peça.

Ela respirou fundo.

─Você pode me dar o numero do seu amigo? ─ Perguntou rapidamente.

─Qual?

─O que tem o bar...

Ri, na verdade gargalhei. Rosalie queria que eu desse o numero do meu melhor amigo para ela a custo de nada?

─Por que eu lhe daria o numero de Emmett, Rosalie? ─ Perguntei.

Não daria o numero de meu melhor amigo para ela por nada. Ela nunca me deu alguma coisa de graça.

A loira suspirou.

─O que você quer?

Parei pra pensar. O que Rosalie poderia me oferecer? Sua carro, sua futileza, seu dinheiro. Eu não queria nada disso. Peguei um papel em cima de minha escrivaninha e escrevi o numero de meu amigo.

─Aqui. ─ Falei oferecendo o papel para ela.

─Serio que você vai me dar o numero sem pedir nada em troca? ─ Perguntou estranhando. Sorri maliciosamente.

Ela se aproximou, mas antes de pegar eu a parei.

─Quando eu sair daqui eu não quero que você me procure. Para dizer a verdade esqueça que eu existo. ─ Falei.

Ela pegou a papel dobrando-o e olhou para mim.

─Com maior prazer, maninho. ─ Ela falou de forma irônica e saiu do quarto.

Revirei meus olhos. Deitei preguiçosamente na cama e olhei as horas em meu celular. Sorri ao perceber que ainda estava cedo. Coloquei o celular para despertar e cai no sono.

(...)

O bar estava cheio apesar de ainda ser dia de semana, pude notar ao entrar. Caminhei até meu querido lugar no balcão e sentei lá. Estranhei não ver Emmett atrás do balcão visto que ele prefere ficar aqui em contado com as pessoas do que em seu escritório.

─Oi Ed, o que vai querer? ─ Kate me atendeu.

Kate é uma garota de cabelos morenos e olhos azuis. Linda posso dizer. Ela era uma Denali. Sua família era amiga da de Carlisle. Kate é adotada e é a única que se salva de sua família, em minha opinião. Kate trabalhava no bar de Emmett, ela também era sócia dele.

─O de sempre, Kate. ─ Falei.

Kate saiu indo pegar minha bebida e logo após voltou.

─Aqui. ─ Me oferece e eu peguei bebendo quase tudo num gole.

─Onde está Emmett? ─ Pergunto.

Kate ri.

─Aquele monte de músculos está no telefone lá do escritório a horas. Eu acabei tendo de vir aqui por causa do auto movimento do bar hoje. ─ Me respondeu. ─Faz alguma ideia de com quem ela fala tanto Edward? ─ Perguntou.

─Suspeito. ─ Falei e ela riu.

─Se quiser mais alguma coisa é só pegar. Você já é da casa mesmo e sei que não vai nos roubar. ─ Kate falou indo para a outra ponta do balcão indo atender outro cliente.

Sentiria falta dela quando fosse para longe de lá.

Fiquei um tempo observando as pessoas passarem pela porta e pude ver o exato momento em que ela entrou.

Isabella usava uma roupa comum e estava acompanhada de Jacob. Eu sinceramente acho que eles assumiram algo serio porque são piores do que chiclete no cabelo, não desgruda por nada. Ela me procurava com os olhos e quando me viu falou algo no ouvido de Jacob e veio em minha direção sem ele. Levantei uma sobrancelha.

─Oi. ─ Ela disse ao chegar perto de mim.

Apesar da musica do bar ser baixa a conversa estava muito alta. Se eu e ela fomos lá para conversar não conseguiríamos. Procurei Kate com os olhos e a chamei.

─Emmett já saiu do escritório? ─ Perguntei a ela que estranhou ver Isabella do meu lado.

─Sim, o vi sair apressado daqui. Aquele filho da mãe me deixou sozinha com esse mundo de gente aqui. Por quê? ─ Falou.

─To no escritório. ─ Falei puxando Isabella e saindo de lá. Kate deve estar amaldiçoando minha decima quarta geração agora.

Abri a porta do escritório falando para Isabella entrar primeiro. Eu entrei logo depois trancando a porta para caso alguém viesse atrapalhar nossa conversa.

─Fale. ─ A incentivei a começar a falar.

Ela se remexeu inquieta e abriu a boca para falar.

Yeongwonhan geon jeoldae eobseo

(Nada é para sempre)

Gyeolguge neon byeonhaetji

(No final, você mudou)

Iyudo eobseo jinsimi eobseo

(Sem motivos, sem sinceridade)

Sarang gateun sori ttawin jibeo chyeo

(Pare de falar de amor)

Oneulbameun ppittakhage

(Esta noite, vá embora, me deixe sair dos eixos)

─Edward me desculpe. Você sabe que eu te amo e eu quero passar minha vida com você. O momento com Jacob foi só um momento de pecado, não foi nada planejado. Nunca foi. Em nenhuma das vezes. ─ Ela falava de forma desesperada e eu a parei erguendo a minha mão.

─Em nenhuma das vezes? ─ Perguntei não acreditando. Então não foi apenas uma vez, foram varias? Como eu fui um idiota.

Isabella tinha lagrima nos olhos, mas não liguei muito.

─Ed, por favor, fique comigo. Temos uma historia linda que não pode ser apagada por algumas traições e... ─ A impedi de falar.

Ela queria mesmo que eu voltasse com ela, mesmo ela me traindo e ainda falando que não foi nada?

─Isabella, faça-me um favor e pare com essas suas açucaradas palavras de amor. Esqueça-me, esqueça que eu existo. Não me procure nunca mais e me deixe sair do eixo pelo menos por essa noite. Afinal, nada é para sempre. ─ Falei.

Olhei pela ultima vez para Isabella a vendo chorar e sai daquele escritório. Voltei para o bar vendo Kate atender os clientes e Jacob sair correndo a procura de Isabella. Pulei o balcão que separava os bartenders dos clientes e peguei uma garrafa de alguma bebida alcoólica. Acenei para Kate e pulei o balcão de novo saindo do bar com a garrafa em mãos.

Sentei no meu lugar de sempre enquanto bebia o liquido da garrafa e observava os casais passarem pela rua. Eles estavam felizes. Eu já fui feliz como eles e talvez eu ainda seja, mas não mais com Isabella. Minha vida não era mais aqui, eu terminaria minha faculdade e iria de uma vez para a Europa, me livraria pelo menos por um tempo de tudo isso aqui. Eu vou ter uma nova vida e se não tiver pelo menos terei inspiração. Dizem que os grandes músicos e pintores se basearam em trágicos relacionamentos amorosos para compor e criar grandes obras.

Ri desse pensamento. Levantei-me de onde estava sentado caminhando de volta para o bar. Chamaria Kate para ir há uma balada comigo, ela era uma boa amiga. Hoje eu só queria sair do eixo, ser livre e nada melhor do que cometer loucura com uma amiga, não?

Ri com esse pensamento, acho que já estou um pouco solto. Mas quem liga? Eu que não. Até porque nada é para sempre, dês de minha embriagues e relacionamentos amorosos até a nossa existência nessa terra, até por que todos vamos morrer um dia e ainda não foi comprovado cientificamente que existem vampiros e seres imortais.

Nada é para sempre.

Notas finais
Eai, o que vocês acharam? Eu achei uma merda, por que é diferente das coisas que eu costumo escrever, mas se vocês gostarem comentem :) Deem-me suas opiniões. Amo receber criticas construtivas :)

Até...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!