Nada pra mim

17 Capítulo 16


Notas iniciais
Os direitos autorais (personagens e mundo HP) pertencem à diva Tia JK.

Scorpius

Eu tinha feito uma brincadeira sobre ela ter se acostumado com minha presença e ela, para minha surpresa, não fez nenhum comentário ácido em resposta.

Um sentimento bom me invadiu. Eu também já estava me acostumando com a agradável companhia de Rose. E ficava contente de ela pensar o mesmo sobre mim.

Não sei o que me deu coragem de chamá-la para passar o Reveillon comigo na Espanha. Mas eu definitivamente estava feliz por esse lapso de coragem em convidá-la, seguido por uma promessa de que ela iria pensar sobre o assunto.

Se os meus planos dessem certo, sairíamos daí a 10 dias, no dia seguinte ao Natal. Iríamos até Londres e pegaríamos um vôo rumo a Ibiza, para passarmos uma semana na praia trouxa, famosa por suas épicas baladas.

Era o melhor que eu podia oferecer a ela. Se nem uma semana de noites animadas em terras latinas com meus amigos loucos de Nova York a animassem, acho que nada mais poderia fazê-lo.

Terminei as duas cartas com os planos de viagem. Antes que eu começasse a terceira carta, com uma resposta para Suzie, fui interrompido pelas risadas dela.

— E aí, o que rolou? — Perguntei.

— Meu irmão está em casa com meu pai. Ele disse que a casa está uma bagunça, porque minha mãe fez as malas do meu pai e colocou um feitiço para que ele não conseguisse mover as roupas de volta para o quarto.

— Mas não foi ela quem saiu de casa?

— Sim, mas é óbvio que ela não quis sair sem pregar uma peça no meu pai. Hugo disse que nunca viu ele falar tantos palavrões assim. Nem em campo.

— Então eles estão bem?

— Acho que sim. Quer dizer, na medida do possível.

— Viu? Já é um bom começo! — Falei, tentando animá-la.

— Talvez... — Ela respondeu, sem dar muito crédito.

Rose fechou a carta do irmão e abriu uma segunda. Um sorriso gigante tomou conta do rosto dela.

— Notícia boa? — Perguntei.

— Excelente! — Ela continuava a ler, o sorriso se tornando maior à medida que os olhos percorriam o pergaminho.

— Conta logo! — Perguntei, genuinamente interessado no que estaria deixando Rose tão feliz.

— Victoire está grávida. Teddy contou ontem para a família toda. Vovó Molly está tão louca com o primeiro bisneto que até parou de chorar por conta da separação dos meus pais. Teddy e Vic vão se casar em fevereiro.

— Victoire está grávida? Mas ela tem o que? 18 anos?

— Isso.

— Não me entenda mal. Eu estou feliz pelo Teddy e tudo. Mas... preciso te perguntar uma coisa...

— Diga.

— O que tem de errado com vocês Weasleys e métodos anticoncepcionais?

E ela começou a gargalhar com vontade.

— Sei lá! Tem uma lenda antiga sobre a fertilidade das mulheres Weasley... Algo sobre como nenhum artifício conseguir impedir um bebê ruivo de vir ao mundo... Umas coisas de amor...

Eu arregalei os olhos para ela.

— Me lembre disso quando eu quiser chegar perto de você de novo! — Falei, com ironia.

— Seu idiota! Não ouviu direito? Tem umas coisas de amor envolvidas. Nada a ver conosco.

— Hmm... Okay.

Fiquei um pouco chateado com as últimas palavras dela. Umas coisas de amor de envolvidas que não tinham nada a ver conosco não era de fato uma mentira, mas me senti um pouco ofendido de ela descartar essa hipótese com tanta facilidade.

Ela fechou a segunda carta. Abriu a terceira carta, que leu sem muita animação.

— Bem, Dominique vai ser madrinha do casamento e já está mais surtada que a irmã com os preparativos.

Eu podia imaginar o surto da loira. Provavelmente queria arranjar um jeito de aparecer mais que a noiva na cerimônia de casamento. E, quando essa noiva era Victoire, isso era uma tarefa quase impossível.

Voltei os olhos para meu pergaminho para escrever a minha resposta para minha prima.

"Hey, Su!

Deixa de fazer drama, baixinha. Não tem nem uma semana que te escrevi pela última vez. E nem um mês que você me viu.

Sobre Matt, o desconhecido, vou te ser sincero. Se você quer que Tio Andrew realmente aprove os caras que você leva em casa, você poderia colaborar em vez de apresentar a ele um garoto diferente a cada mês. Que acha? ;)

Nesse meio tempo, experimente colocar Matt, o desconhecido, para carregar suas sacolas de compras. Só um homem que ame você de verdade, assim que nem eu, vai carregar suas compras e ainda fazer piada com isso.

Gostei muito do seu convite para o Reveillon. Vou pensar com muito carinho. Se tudo der certo, te encontrarei lá dia 26. (Ah, e vou levar uma amiga.)

Um beijo, pequena!

Corps."

— Nossa, coitada! — Rose estava em pé do meu lado, espiando minha carta, enquanto brincava com Herbie.

— Coitada da Suzie? Por que?

— Deixa ela namorar o desconhecido em paz... E para de exagerar falando que ela troca de namorado todo mês.

— Não estou exagerando. Ela realmente troca de namorado todo mês.

— Aff, esses primos ciumentos! Tsc, tsc! — Ela revirou os olhos.

— Não sou ciumento. Muito pelo contrário. Eu realmente gostaria de ver algum cara legal parado no posto de namorado dela... Suzie é quase a versão feminina de Albus Potter.

— Impossível.

— Você vai ver! Aposto 200 galeões com você que esse Matt não dura até a noite de Ano Novo.

— Apostado!

— Isso quer dizer que você está aceitando meu convite? — Perguntei espantado, enquanto ela me ajudava a amarrar as três cartas na pata de Herbie.

— Sim. Mas só se você carregar minhas sacolas hoje com bom humor.

— Okay, já tenho muita prática nisso.

E saímos aos risos pelo castelo. Andamos animados pelos jardins de Hogwarts rumo a Hogsmeade.

Notas finais
Olá, meus queridos! Capítulo fresquinho. Já já vem o próximo. E aí, o que estão achando? Ansiosos com a viagem também? Sabe, podem deixar reviews. Pra fazer a autora feliz, sabe? Beijos!