Nada pode nos parar
1 Tá em Casa ♫
(Roberta narrando)
– Argh que barulho insuportável! — desci as escadas irritada, afinal eram apenas 10:00 da manhã e eu odiava acordar cedo! ODIAVA!
– Bom dia Madrasta! — Alice respondeu sorridente vindo da sala de jantar direto até onde eu estava.
– Não começa Cinderela! Não começa — falei por entre os dentes e me joguei no sofá.
– Nossa mais o bom humor reina! — falou Carla descendo as escadas tranquilamente.
– Eu odeio acordar cedo — eu falei fazendo drama e tampando meu rosto com uma almofada.
– Nós sabemos amiga — Carla disse sorrindo.
– Então façam nossos novos vizinhos parar com essa maldita música a essa hora da manhã. — falei irritada, eu odiava muito ser acordada por qual motivo fosse cedo, todo mundo sabia disso, menos os nossos queridos novos vizinhos lógico!
– Ah Roberta eles estão apenas ouvindo uma boa música, deixa de ser marrenta! — Alice falou e eu apenas bufei.
Ouvi a campainha tocar e me levantei mais brava ainda, fui direto em direção a sala de jantar. Me sentei na mesa afim de tomar café e tentar esquecer do meu despertador matinal estrondoso
(Carla narrando)
– Tudo bem, eu atendo! — respondi rindo. Roberta era mesmo uma figura, desde que me entendo por gente ela ODIAVA ser acordada da pior maneira possível.
– Carlinha! — Tomás falou sorridente me fazendo abrir um sorriso enorme.
– Tomás! Quanto tempo! — dei um abraço apertado nele. Bem Tomás era um velho amigo da época do colégio, éramos grandes amigos desde sempre. Ele me ajudou a superar muita coisa na minha vida, inclusive a minha mãe que não me suportava. Mas, isso é história para outro momento. — Ei entra! — falei dando passagem a ele que me sorriu de volta. — Mas, o que você faz aqui? — perguntei curiosa e ele fingiu estar ofendido.
– Ok, eu notei que não sou bem-vindo né — ele disse dramático me fazendo rir mais ainda.
– Não seu bobo ! É que não esperava te ver, já faz um tempo desde o colégio.
– Bem na verdade, eu me mudei com meus amigos pro apartamento da frente. E por um acaso, o dia que eu vim ver apartarmento eu te vi chegando, e perguntei para nosso querido amigo porteiro qual era o seu nome, enfim longa história. — ele falou sorrindo.
– Ah não acredito que você vai ser meu novo vizinho! Que máximo, de volta aos velhos tempos de colégio! — eu falei animada. Eu sempre era animada com tudo, as meninas diziam que era até demais, mas, esse era meu novo jeito de ser, segura, animada e de bem com a vida.
– Alô, eu ainda to aqui lembra? — Alice falou tirando nossa atenção e eu virei meus olhos.
– Desculpe amiga! Tomás essa é a Alice, Alice esse é o Tomás um velho amigo meu. — falei e vi os dois se cumprimentarem em seguida.
– Ai agora que eu tomei meu café da manhã, pode ser que meu humor melhore um pouco — Roberta adentrou a sala e parou ao ver Tomás bem no meio dela. — Mas, quem é essa criatura? — Roberta perguntou com seu jeito todo delicado.
– Delicadaaaa! — Alice falou e eu revirei os olhos.
(Roberta narrando)
Ok, eu estava tendo um dia tenebroso, começando pelo meu despertador hiper violento e agora tinha um estranho no meio da minha sala, fazendo sabe-se lá o que.
– Ah que bonitinho ele fala — falei sorridente após ele se apresentar como Tomás.
– Roberta! — Carla falou por entre os dentes. — Esse é o Tomás, estudamos juntos uma época do colégio e agora ele se mudou para o apartamento da frente.
– Ah tá, claro! Você é o vizinho barulhento que não deixa as pessoas dormirem né? — respondi irônica. Eu sou selvagem mesmo e quem quiser que goste de mim assim.
– Ela é sempre assim? — Tomás se pronunciou novamente.
– Só quando ta acordada.. — Alice respondeu e logo se escondeu atrás de uma almofada.
– Bem, eu vou indo, mas, depois podíamos combinar de fazer algo Carlinha, eu passo aqui mais tarde — Tomás se despediu e deu um beijo no rosto de Carla, que por sinal estava bem sem jeito. Ah safada, ela gostava dele!
– Tchau Tomás, até mais tarde! — a ouvi fechar a porta em seguida e me fuzilar com os olhos.
– O que foi? — perguntei inocentemente e ela pegou uma almofada do sofá e jogou em mim.
– Você tem que aprender a ser mais comportada ! Tadinho Ro, ele só veio me dar oi e se apresentar. — Carla dizia séria.
– E eu impedi por acaso? Ao contrário mesmo ele não me deixando dormir eu fui legal, só não fui simpática porque isso não faz parte da minha rotina matinal ainda mais com estranhos. Agora com licença, porque eu preciso tomar meu banho! Beijo! — falei sorrindo e subindo as escadas.
Eu percebi a quedinha de Carla pelo vizinho novo, mas, eu não iria comentar nada, afinal Carla sempre fora bem fechada com relação a seus relacionamentos e seu coração. Acho que nunca tinha a visto apaixonada de verdade, e bem eu não queria a deixar acanhada, por mais selvagem que eu seja, eu não sou sem noção, deu pra notar né? O ideal era deixar as coisas fluirem e ver até onde aquilo iria chegar, era o melhor a se fazer.
(...)
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