Nada além do amor
23 Finchel
Notas iniciais
Vai no outro...
– Bom dia Sr. Hudson!
– Bom dia Lisa!
– O que precisa falar comigo?
– Na verdade precisamos de uma conversa nos três.
Minha mãe entra na sala do coral. Okay aquilo era estranho, mas era a minha família afina.
– Tá bom, comecem.
– Olha filha eu acho que vai ser difícil você ver o Finn como pai.
– Realmente é bem estranho.
– Mas também não quero que se afaste dele.
– Mãe eu já disse que não iria me afastar, só precisava de um tempo pra colocar a cabeça em ordem, é muito pra associar.
– Eu sei como é — Diz Finn.
– Também descobriu a pouco tempo não é?
Ele sorrio e assentiu que sim.
– A culpa não foi da sua mãe.
– Eu sei, mas o que você fez também não foi legal.
– No começo foi uma brincadeira idiota, mas depois eu realmente gostei dela.
– Gostou?
Okay minha mãe não tinha onde enfiar a cara e o Sr. Hudson estava vermelho.
– Lis o que eu disse?
– Que não o conhecia. E vejo que era mentira, vai saber...
– Lis!
Ela disse sorrindo, sorri junto aquela cena era cômica.
– Quer a verdade?
– Sempre!
– Eu sonho com ela até hoje.
– Aha! Eu disse.
– LISA!
– Qual é mãe, eu vi como se olharam a festa toda.
– Preferia você quando era uma menininha de 5 anos.
– Só por que eu digo a verdade?
Ela não queria dar o braço a torce, mas de mim não poderia esconder nada.
– Exatamente! Satisfeita ?
– Muito, agora com licença casal tenho aula de matemática agora.
Sai da sala sorrindo da cara que eles fizeram ao ouvir eu diz "Casal".
****
– Acho que problema resolvido!
Também acho, tomara que ela não me rejeite.
– Não vai.
– Como tem tanta certeza?
– Eu sou mãe dela, eu conheço a filha que eu tenho.
– Obrigado!
– Pelo que?
– Pela Lisa. Eu não sei nem como falar o que eu já sinto pela minha filha.
– Eu acho que a anos atrás você ia querer me matar.
– Mas não tenha dúvidas.
Nos dois rimos, mas logo depois ficamos sérios novamente e houve aquela troca de olhar.
– Mas eu teria gostado de passar 6 meses do seu lado naquele hospital, adoraria ver o primeiro sorriso dela, o primeiro passo, a primeira palavra.
– Me desculpa por tudo Finn.
– Como a própria Lisa disse não é culpa sua, infelizmente foi eu que dei defeito.
– Também não foi sua culpa.
Sorri e passei a mãe em sua rosto, senti a maciez de sua pele novamente.
– Pense que agora você tem uma nova chance com ela, proteja, cuide e a ame. Isso sem dúvida cobrirá os anos em que não esteve presente.
Eu o abracei e ele retribuio. E então ele sussurrou em meu ouvido.
– Eu te amo Rachel Berry.
Quando eu o larguei do abraço não resisti a aproximação e selei nosso lábios em um beijo de saudade. Ao fim do beijo o abracei de novo e sai da sala.
****
Uma semana depois...
– Dinda, dinda.
– Que foi menina?
– Olha, olha.
Lis retira o uniforme de Líder de torcida da bolsa.
– Sou a nova líder.
– Lis — Eu a abracei — Tô feliz por você.
– Obrigada dinda!
Lis me olha e enxerga atráz de mim sua mãe.
– Não gostou mamãe?
– Você sabe o que faz Lisa.
E Rachel saiu da sala.
– Ela odiou não foi?
– Com toda a certeza.
– Eu não entendo.
– Lisa, ser uma líder é ser popular, e ser popular foi tudo que a sua mãe não teve no colégio, ela entende como funciona o sistema.
– Sistema?
– É, você é líder, então só se relaciona com que é popular, as pessoas a baixo de dos populares você não deve nem olhar.
– E quem seria "pessoas a baixo" — Lis fez aspas com as mãos.
– Os clubes.
– O CORAL?
– Lisa não grita, mas sim o coral.
– Mas isso é horrível, por isso que a mamãe não gostou.
– Na verdade ela não gostou, porque eu era a Líder na época, eu e a Quinn.
– Dinda, por que disso tudo?
– O plano?
– É.
– Um plano idiota que deu errado.
– Como deu errado? Ela foi humilhada de qualquer maneira.
– Eu sei, mas eu já não queria mais aquilo, eu soube que o Finn realmente se apaixonou por ela.
– E o que isso impediu?
– Eu não sei, mas eu dei pra trás pela primeira vez, eu não sei o que deu em mim.
– Afinal o que a mamãe vez pra você em dinda?
– Ela me fez a mesma pergunta várias vezes, e eu nunca respondi.
Eu me sentei no sofá seguida pela Lis.
– Eu era a popular e não está nem aí pra ninguém, porém aprontava muito e meu castigo foi ter que cantar no coral.
– Isso não é um castigo — Pude ver o brilho nos olhos dela, tinha que ser filha da Berry qualquer coisa que envolva música é com elas mesmo — É um presente.
– É sim, mas eu não entendia isso, pelo menos até ver quem era a líder do coral, até ver a voz mas linda que já ouvi até hoje.
– Quer dizer que foi por inveja?
– Acredito que sim, eu era boa em tudo naquele colégio, tinha o que queria, mas foi entrar no coral que eu encontrei alguém melhor que eu na modalidade que eu mas amava.
– Espera aí, você não já tinha tudo?
– Tinha, mas aí entrar no coral eu reencontrei as minhas raízes e me lembrei do que de fato amava.
– E?
– Sua mãe ofuscava qualquer um, ela era simplesmente perfeita, não existia competição que ela participasse pra não ganhar, todos os solos era dela e quando Finn entrou no coral os duetos passaram a ser dela também.
– Mas não era só espera a troca de competição?
– Era, mas eu tinha tudo o que queria, esperaria pra que? Era só fazer a Berry se apaixonar pelo Quarterback e depois ver que era enganação provavelmente desistiria do coral e os solos seriam meus.
– Que horror dinda.
– Quando eu percebi que de certa forma o grandão se apaixonou por ela eu quis parar o plano, mas Quinn não, o namorado era dela e ela queria ir até o fim.
– E aí?
– Quando tudo aconteceu eu percebi quão horrível fui. Então quando havi sentada sozinha na sala de coral não pensei 2 vezes antes falar. Pedi desculpas e a incentivei a cantar, porque de certa forma era a única coisa que restava a ela.
– Que história, a vida da minha mãe daria um livro.
– Daria.
– Você acha que acabou?
– Sinceramente?
– É sinceramente.
– Claro que não.
– Então te digo, semana passada ela fez um reunião a lá família, eu disfarcei e disse que tinha aula de matemática.
– Resumo da história plase!
– Beijão.
– Mentira!
– Verdade, temos que ajuntar o casal.
– Óbvio que sim.
****
– Alô.
– Finn?
– Oi Rachel.
– Tudo bem?
– Tudo é você?
– Bem. É liguei pra te falar da Lisa.
– Aconteceu algo com ela?
– Não, ela só virou líder de torcida.
Suspirei e sentei na minha cama.
– Hum! Quer que eu fique de olho, é isso?
– Sim, você sabe como as pessoas podem ser maldosas.
– Sei, relaxa eu fico de olho por aqui.
– Obrigada!
– As ordem madame. Lembra?
– Tem como esquecer ?
– Têm, mas tem como se lembrar também.
Nos rimos.
– Mamãe?
Eu me assustei, estava tão distraída que nem percebi Lisa ali.
– Finn tenho que ir até logo!
– Até Berry.
Sorri e desliguei.
– Oi filha linda.
– Uau parece que sua raiva passou, da próxima vez antes de eu dizer qualquer novidade vou ligar pro papai antes.
Eu fiquei vermelha, mas ao mesmo tempo orgulhosa, Lis chamou Finn de pai pela primeira vez.
– Vejo que já aceitou seu pai.
– Faz tempo, só nunca disse.
Sorrimos juntas e ela se sentou na minha cama.
– Eu não vou.
– Pra onde?
– Ser líder mamãe.
– Por que ?
– A mamãe você não gostou da idéia.
– Não leve as minhas frustração pra sua vida. Se isso é o que você quer, vai em frente!
– A dinda disse que ser líder é status e tem toda uma hierarquia.
– E tem.
– Se isso significa sair do coral, eu não quero.
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