Nada além do amor

25 Intimidade entre pais e filha


Notas iniciais
Mais um!

Acordei com meu celular tocando.

– Alô.

– Me diz que nada aconteceu ontem a noite.

– Queria muito dizer que não.

– Rachel o que houve?

– Santie vem aqui que eu conto, esse assunto teremos que resolver eu, você e o Finn.

– Foi grave?

– Muito.

– Okay, em 30 minutos eu tô aí.

– Tá bom.

Desliguei o celular e sai da cama, tomei um banho e fui até a cozinha, vi que não havia ninguém por lá, peguei meu celular novamente e liguei pra Anna.

– Oi Anna.

– Oi Rachel, aconteceu alguma coisa?

– Aconteceu, a Lisa não tá legal, quero que desmarque todos os meus compromissos.

– Da semana?

– Do mês.

– Foi sério assim?

– Muito.

– Tudo bem então, depois eu te ligo.

– Obrigada Anna.

Respirei fundo e encontro Finn no alto da escada, subi as escadas e parei frente a ele, ele me abraçou, como eu precisava daquele abraço, logo em seguida ele me deu um beijo na testa.

– Tem uma troca de roupa lá no meu guarda roupa, toma um banho e descansa um pouco.

Ele assentiu e me abraçou novamente.

– Ela te espera.

O encarei e assenti, fui caminhando até o quarto de Lisa, peguei na maçaneta e a empurrei, quando olho dentro do quarto, encontro minha filha sentada na sua cama.

– Oi mamãe.

– Oi filha.

Fui até ela e a abracei.

– Eu te amo.

– Não está com raiva de mim?

– Não, como poderia?

– Mãe eu fui muito idiota — Ela já chorava — Desculpe pelo que eu disse na nossa briga, eu falei da boca pra fora.

– Eu sei meu amor.

– Mesmo assim, eu te acho incrível, te acho um exemplo, nunca mas vou duvidar do que você me disser, vou te obedecer sempre.

– Tudo bem.

Eu a abracei novamente.

– Mãe?

– Hum?

– Eu vou largar as líderes de torcidas. Não é o que eu sou de verdade.

– E o que você é de verdade?

– Eu não faço idéia.

Rimos juntas.

– Mas sei que não sou uma líder, pelo menos não de torcida, mas sim do coral, meu lugar sempre foi lá.

– Fico feliz em saber que você se achou no meio de todos esses acontecimentos.

– Eu quero te dar orgulho mãe.

– Olha.

Peguei meu celular e mostrei a ela uma foto dela recém nascida.

– Essa aqui é a Lisa Annie Berry, nasceu dia 27 de Outubro, às 15h32 da tarde, com 1,325 gramas. E quer saber de uma coisa? Ela foi minha guerreira por 6 meses dentro daquela UTI, ela lutou pela vida, ela se superou cada vez que a vida impunha uma barreira, ela é o meu milagre, ela é o motivo da minha vida, ela é o meu orgulho. Lis não importa o que aconteça você sempre será meu orgulho.

– Mãe eu te amo.

Ela me abraçou chorando e eu retribui.

– Também te amo muito.

****

– Mas é óbvio que vamos a escola.

– A que questão é: não foi na escola que aconteceu Santana.

– Tá, mas se o Finn pode ser punido por bater em um aluno, esse aluno também pode ter punição.

– Concordo com a Santana, Rachel a escala não será mas segura pra Lisa.

– Eu não sei, estou muito confusa em relação a tudo.

– Eu sei, mas temos que pensar no bem estar da nossa filha, além dela ter que superar essa situação que não vai ser nada fácil, terá que lidar com os comentários maldosos.

– Eu sei, só não sei se será bom pra ela se sentir deslocada de novo, uma aluna nova, lá ela tem você Finn.

Respirei fundo, não fazia idéia do que fazer.

– Mamãe?

Me virei e avistei Lisa que estava na ponta da escada.

– Posso dar minha opinião sobre esse assunto ?

– Claro.

– Eu gostaria de ficar na escola, logo chegará as regionais, e eu não sei se conseguirei me adaptar em outro colégio, além do mas teria o papai por perto.

– É isso o que você realmente que ?

– É sim mamãe.

Semanas seguintes se passaram Finn foi processado por bater em um aluno, mas eu não fiquei atrás, entrei na justiça também, o que aconteceu com Lisa não ficaria impune. Lisa sofreu um tempo com os comentários, mas o super pai dela esteve presente em todos os momentos em que Lisa precisou dele, fazendo com que eu me apaixonasse cada dia mas por ele.

– Rachel?

– Oi Finn.

Estava indo conversar com o diretor do colégio.

– O que faz por aqui?

– Conversar com Sr. Harry.

– Houve alguma coisa de errado?

– Não, vou pedir a liberação da Lisa, ela não está bem hoje, aí pediu pra eu pegar ela depois do 2 tempo.

– Ata.

Ficamos um tempo parados olhando um para o outro.

– O tempo do coral é o próximo, me daria a honra?

– Vou ver a Lisa primeiro, se ela estiver confortável eu vou sim, seria um prazer.

Sorri e sai andando

****

– Que foi filha?

– Queria ficar pro coral.

– Quer ficar?

– Quero.

– Então vamos.

– Pera aí Rachel Barbra Berry vai assistir uma aula do coral?

– Ué fui convidada.

– Hum, sinto cheiro de Finchel no ar.

– Olha isso garota, me respeita.

– Desculpa mamãe, mas você o ama e isso não dá pra negar.

– Okay, eu admito isso, mas só pra você.

– Eu sabia.

– E quando você não sabe?

– Tem razão, vocês não escondem nada de mim.

– Vocês?

– Mãe ele tá caidinho por você faz tempo.

Aquilo me deu um brilho no olhar que fez Lisa sorri.

– Com licença, Sr. Hudson.

– Toda Lisa.

– Trouxe uma convidada. Galera essa é Rachel Berry.

Todos aplaudiram minha mãe.

– Na verdade quem me convidou vou o Sr. Hudson pra cantarmos um dueto.

– E eu adorei que tenha aceitado.

– Como recusaria?

– Ei, Sr. Hudson e Srt. Berry podem para de namorar e mostrarem o que vieram fazer ?

– Finn me lembre de colocar a Lisa de castigo.

– Pode deixar.

Rimos em conjunto.

– Vamos mostrar a eles quem ganhavam as competições por aqui.

– Com certeza.

Começou a tocar a música que Finn compôs a anos atrás, "Pretending", eu lembraria daquela letra pro resto da minha vida.

Começamos a cantar, e parecíamos um casal de adolescentes novamente, a música entro em mim de tal forma que eu me senti a Rachel de 18 anos atrás, onde a música era tudo na minha vida. Ao fim da canção todos aplaudiram.

– Continua perfeita Srt. Berry.

– Igualmente Sr. Hudson.

– Só pra não ficar mas tempo de castigo não vou falar nada.

– Lis você é triste.

– Desculpe Sr. Hudson, mas ter intimidade é um problema.

– Concordo — Fiz Finn.

– Mas vai dar tudo certo no final.

– Lisa!

– Vai mesmo mãe.

Sorrimos.

– Okay clube do coral, quero duetos pra próxima aula, e Lisa você tá fora dessa.

– Ah, porque?

– Tá de castigo.

– Achei que seria só em casa.

– E é.

– Então porque tô fora?

– Porque o solo é seu.

Lisa pula em Finn feito louca, amava ver aquela alegria da minha filha. Mas tarde.

– Que musicar cantar?

– A que você mas ama.

– No Air?

– Não né, essa é um dueto.

– Então qual?

– Faça uma.

– Mas fácil pegar uma sua.

– Preguiçosa!

– A mãe da muito trabalho escrever uma.

– Eu fiz uma em 2 dias.

– Tá vendo 48 horas, pra uma música de 3 minutos.

– Okay preguiçosa, escolha uma que melhor te representa.

– Pode deixar.

Notas finais
Espero que gostem!