Nada Melhor Que Dizer, Obrigado
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Noite tranquila, brisa leve e refrescante, o balanço pendurado na árvore, acompanhava o movimento do vento. Zoro sentara-se no gramado, as costas encostadas na amurada do Thousand Sunny, suas espadas descansavam ao seu lado. Há muito, o espadachim não experimentava tamanha tranquilidade, se sentia em total sossego, se é que se poderia ter sossego na vida que levava, mas esta noite sim, ele experimentava isso.
O bando se reunira, todos os seus companheiros estavam ali, juntos novamente e o pessoal voltara mais forte. Cada um a seu nível, é claro, mas desta vez era diferente, estavam prontos para o que desse e viesse.
Zoro observava as estrelas e mais um pensamento lhe veio à mente, este o fez sorrir. Daqueles sorrisos bonitos e verdadeiros. Fechou o olho bom. Ele pensava numa certa arqueóloga de olhos azuis, de expressão decidida e forte, que ele não hesitava em salvar. Estava tão distraído, que nem percebeu que ela o observava do segundo andar. A mulher desceu as escadas e sentou-se ao lado do espadachim.
— Você é tão bonito — Robin falava num tom sereno, os cabelos balançando de acordo à brisa — principalmente, quando sorri.
O espadachim surpreendeu-se um pouco com a repentina aparição, a voz dela tirou-o de seus devaneios. Abriu o olho e virou-se para a mulher ao seu lado. Ela lançou lhe uma piscadela e voltou sua atenção às estrelas.
— Sabe morena, me chamam de muitas coisas, mas bonito, seria a última delas. — Zoro respondeu calmo, refletia sobre o elogio, se sentia lisonjeado sim, porém, era péssimo em agradecimentos. E isso nem de longe soava como um obrigado.
— Pensei que não ligasse para o que dizem.
— E não ligo, é só que... — não deu para terminar, os dedos de Robin pressionavam seus lábios de leve, impedindo-o de continuar.
— Shh. Não precisa disso, eu sei, eu te entendo kenshi-san.
Mas ela não tinha entendido o que ele queria dizer, não ainda... E quando deu por si, ele segurava o pulso da arqueóloga e beijava sua mão, macia e deliciosamente quente. Tomou sua outra mão e a beijou também. Fitavam-se, Robin estava admirada, afinal para alguém tão fechado e calado, carícias como aquelas eram totalmente inesperadas. Por fim, o espadachim aproximou-se do seu rosto e selou seus lábios aos da mulher. Ele colocou a mão em sua nuca e a morena agarrou seus cabelos, intensificando o beijo, explorando um ao outro, sentindo suas línguas dançarem e os melhores devaneios invadirem suas mentes.
Então, Zoro beijou-lhe a testa, colando seu rosto ao dela, as mãos se entrelaçaram e enfim ele disse:
— Obrigado. — Era a mais sincera das frases e ele sentia que precisava dizer isso abertamente, era o que queria desde que ela o tinha elogiado. Era como se tudo que sentisse, concretizava-se enfim. Mas para Robin, era preciso apenas que ele sorrisse mais outras tantas vezes e ela entenderia.
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