Nada Convencional.

21 Queimadura e muita manha!


O Caio me puxou e fomos para areia.

—Ou você esta cada dia mais linda, ou sou eu que estou cada dia mais encantado. – diz ele segurando a minha mão enquanto vamos em direção a nossas coisas.

—Me poupe dos seus xavecos Caio – digo sorrindo ,me sento na canga e ele vai compra uma agua para mim, o Ramone e o Otavio se sentam do meu lado e começam a analisar o povo na praia.

—Gente muita celulite pra pouca bunda – diz Ramone se referindo a uma mulher que beijava um cara na nossa frente.

—E aquele urso – diz Otavio se referindo ao cara que beijava a menina querendo dizer que ele é gordo e peludo.

—Vocês dois são terríveis – digo rindo muito, coitado do casal.

—Sabe que casal eu acho divino?- pergunta Ramone me olhando.

—Qual ?

—Você e o Caio!- diz ele sorrindo e olhando pro Caio que vem trazendo minha agua e cerveja para ele e os meninos.

—Pode para Momo – digo sem graça por que o Caio reparo que falávamos dele.

—Olha para esse bofe escândalo. – diz ele se referindo ao Caio.

—Obrigado Ramone! – chega Caio sorrindo ao ouvir o comentário do Ramone.

—Você não perde uma né Momo ?- pergunto sem graça

—Esperta e a Nanda que pega seu irmão sem dó, olha aquilo, estão quase acasalando no mar-Ramone fala apontando pra a Nanda e o Bruno.

—Tem crianças na praia, só acho. – diz Otavio.

—Esses dois pegam fogo juntos, nunca vi.- comento enquanto bebo minha agua.

—E você pega fogo Lisa?- pergunta Caio com cara de safado.

—Eu sou quase um incêndio meu amor. – dou um sorriso malicioso.

—Esta vendo né Momo essa mulher quer me mata – diz Caio depois de respira fundo.

—Para de atiçar o boy Lisa, o coitado chega ficou sem folego –Ramone fala entre os risos.

—Vamos dar uma festa no domingo? – a ideia surge na minha cabeça e logo pergunto.

—Vamos, adorei a ideia vamos fazer uma festa bafonica .- responde Ramone entusiasmado.

—Hoje mesmo divulgarei ela em todas minhas redes sociais e vocês fazem o mesmo, não tem como uma festa não ser bafonica naquela casa incrível do seu pai – falo mais empolgada ainda.

Arrumamos as coisas esperamos a Nanda o Bruno e o Gustavo saírem da água e fomos embora almoçar, todo mundo já estava com o estomago colando nas costas.

—Quem vai fazer o almoço ?- pergunta Ramone

—Cadê a empregada? — pergunto surpresa.

—Dei folga para ela, pra podemos fazer o que bem quisermos nessa casa – reponde Ramone com um olhar malicioso e eu sorrio para ele entendendo o olhar.

—O Caio sabe cozinha muito bem! — digo apontando para ele, que me olha feio, pois esta com preguiça e preferia que ninguém soubesse que ele cozinha.

—Então vai ser você mesmo Caco.- diz Otavio

—Preciso de ajuda, não vou fazer tudo sozinho- diz Caio esperando alguém se manifestar.

—A Lisa te ajuda ! – diz todos em coro, e eu olho torto para eles que dão risada e o Caio sorri para mim satisfeito com a escolha do pessoal.

—Mais eu não sei frita um ovo- protestando a escolha.

—Ninguém aqui sabe. -diz Ramone

—O Otavio sabe .-Bruno deixa escapar sem quere e leva um tapa da Nanda.

—Mais ele vai me ajudar com algo lá em cima – diz Ramone puxando Otavio.

—Vai Lisa o caio te ensina tudo – diz Nanda sorridente e eu olho com raiva para ela.

—Lisa eu estou com fome dá pra você para de drama e vim logo? Prometo que você não vai quebra a unha ! – grita Caio já da cozinha.

—Espero não quebrar mesmo se não você vai ter sérios problemas – falo irritada indo em direção a cozinha.

—Toma ! – ele me da a cebola.

—O que eu faço com isso? – digo pegando e analisando a cebola e ele ri.

—Corta né loira ! –ele me da uma faca.

—Como? – pergunto confusa

—To vendo que esse almoço vai demora. – ele me leva ate o balcão da cozinha, e por trás de mim movimentando a minha mão da maneira certa me ensina o jeito que tenho que corta a cebola.

—Isso é muito complicado – falo pegando o jeito e ele me solta e vai colocar a agua no fogo.

—Você consegue! – diz ele fazendo pouco caso do meu comentário.

—Por que você aprendeu a cozinha?, mesmo morando sozinho dinheiro para empregada é o que não falta.

—Minha mãe adorava cozinhar, e quando pequeno sempre pedia a minha ajuda, todas as lembranças que tenho dela é na cozinha rindo, jogando farinha em mim e nos meus irmão, cozinhar fazia realmente bem para ela, quando cozinho me sinto mais perto dela, faço por que eu gosto não por que preciso.

—Por que você fala dela no passado ? – pergunto curiosa sem tirar os olhos da cebola.

—Por que ela morreu quando eu tinha 6 anos. – responde ele pegando o olho e colocando na panela e eu paraliso surpresa sem saber o que fala.

—Sinto muito! – falo sem graça

—Já faz tempo.- ele sorri

—Aquela moça que é casada com seu pai é sua madrasta, eu jurava que era sua mãe vocês ate se parecem.

—Ela é irmã da minha mãe.

—Seu pai casou com a sua tia ? – berro na cozinha olhando chocada para ele.

—Casou, minha tia sempre amou meu pai mais ele era completamente apaixonado pela minha mãe desde o primeiro minuto que a viu, quando ela morreu dona Maribel não perdeu tempo, foi dar um tipo de apoio moral que terminou em casamento.

—E como você fica com tudo isso ?

— Aceitei bem deis do inicio, ates minha tia que realmente me ama e ama meus irmão do que uma qualquer interessada somente no dinheiro do meu pai.

—Nossa que novela.

—Alias ele não se intromete na minha vida eu não me intrometo na dele. -ele pega os picadinho de cebola e joga na panela, me puxa e me beija.

—Estou com a mão cheirando a cebola – digo parando o beijo.

—E você tem muitos problemas em casa?

— Não se tem problemas quando raramente encontra as pessoas que moram com você, o Bruno é o único que parece ser realmente da minha família.- Falo colocando o macarrão na tigela e ele joga o molho por cima.

—Cuidado para não se queimar! – ele grita quando vou pegar o frango no forno com o pano, mais o pano escapa e o aviso dele é inútil.

—Ai, ta doendo, ta doendo! – grito pulando, a dor é tanta que lagrimas escorrem no meu rosto.

—Vem aqui, ele me puxa e coloca minha mão de baixo da água.

—Cara como isso arde! – reclamo com muita dor

—Desastrada! – diz ele correndo pegando o gelo colocando em um pano e colocando em cima dos meus três dedos queimados.

—Ai eu perdi até a fome – digo manhosa.

—Mas vai comer mesmo assim!

Ele leva as coisas para a mesa da sala de jantar, todos sentem o cheiro da comida e vão rapidamente, parecem um animal atacando a comida, eu continuo na cozinha segurando o gelo em cima da queimadura.