Na sombra do deserto
5 Cap 5 " A proposta "
Já fazia alguns dias desde o acontecimento com o forasteiro mascarado, era de manhã bem cedo.
– PAAAAAAIII !!!!
– Que foi minha filha? – Carl pergunta do quarto.
– Venha ver pai, aqui na cozinha.
– O que tem a cozi...- quando Carl chega á cozinha, tudo estava revirado, como se passasse um furacão pela cozinha.
– A sala também esta assim papai, fomos assaltados.
– Mas como ninguém viu? Cadê o sr. Clayde? Chame-o aqui agora.
– Sim papai.
Bonnie sai a procura de Clayde enquanto Carl começa a arrumar a bagunça na cozinha.
– Sr. Clayde? — Bonnie bate a porta da casinha simples onde Clayde ficava, a luz estava acessa mas ele não respondia.
Ela foi até a janela ver se consegui ver alguma coisa, apenas uma mesa com uma garrafa de pinga e um copo pela metade.
A porta não estava trancada, então ela entrou, chamou em voz alta mais duas vezes, mas ninguém respondia de volta.
Ao chegar perto do quarto dele, ela ouve uns mugidos, se aproxima lentamente tentando identificar o que poderia ser aqueles barulhinhos.
Com muito cuidado ela abre a porta do quarto...
– Sr. Clayde quem fez isso com o senhor? – Bonnie corre pra cama, ele estava amarrado e amordaçado.
– Não vi Sra. McFaden, eu estava bebendo quando de repente me deram um pancada na cabeça, acordei assim do jeito que o senhora me acho.
– O que é isso?
Bonnie olha pro chão perto da cama, havia uma fivela grande e dourada.
– É uma fivela senhora!
– Isso sei, quero saber de quem é?
– Pra devolve?
– Não Clayde, o dono dela foi quem te amarrou.
– Nossa....É verdade, como a senhora e sabida das coisas.
Depois de tudo arrumado e a casa voltar ao normal, Bonnie vai até o mercado compra algumas coisas para o almoço.
Quando ela sai do rancho ela se depara com a cidade destruída, vidros quebrados, carroças destruídas, algumas pessoas chorando.
–O que houve aqui?
–Oh! Sra. McFaden, uma calamidade, cerca de 10 homens mais ou menos, armados aterrorizaram a cidade, saquearam casas, roubaram alguns cavalos e mataram o senhor Ruppert.
– Oh Não..., ele era um velhinho tão simpático...
– Eh....e levou com ele a receita do bolo de milho que só vendia no mercadinho dele.
Bonnie continua andando pela cidade, ou pelo que sobro dela, quando avista John ajudando a concerta uma cerca de uma senhora bem idosa.
– Bom dia John
– Bom dia Senhorita McFaden
– Já falei pra me chamar de Bonnie, viu que estrago que fizeram aqui?!
– Mas quem fez isso vai pagar caro, olha o tanto de gente de bem que teve prejuízo, não vou deixar barato não.
– Mas isso quem vai resolver somos nós – Smithers chega a cavalo com sua arrogância natural.
– Fique fora disse Sr. Marston!
– Deixe que eu falo Sr. Timothy, Sr. Marston meus homens já foram cuidar desses baderneiros, não se preocupe.
– Seus homens? Quantos são?
– Seis! muito bem preparados, por mim é claro.
– Tudo bem...
– É serio! não tente fazer justiça com as próprias mãos, e apenas um caseiro, deixo isso com a lei.
Na casa dos McFaden, Carl está terminando de se arrumar quando Bonnie volta com as compras.
John que se ofereceu para ajudar a carregar as compras, deixou o caixote com todas compras no balcão próximo a pia.
– Gostaria de ficar para o almoço?
– Muito obrigado, mas...
– Fique meu rapaz, vai recusar um convite de uma jovem tão linda? – Carl entra na cozinha todo arrumado.
– Onde vai papai?
– Falar com o xerife, ele num falou que iria proteger essa região como alguém invade minha fazendo, rende meu caseiro e bagunça minha casa, ainda nem sabemos o que foi roubado.
– Aqui também foi roubado?
– Como assim aqui também John, você também foi roubado?
– Eu não mas a cidade inteira foi saqueada e destruída
– Destruída?
– Sim, está o maior caos lá no centro, tudo quebrado
– Mas esse xerife vai ter muita coisa pra explicar....
– Calma papai, Sr. Smithers esteve na cidade para comunicar que os homens deles já foram atrás dos homens que saquearam nossa cidade.
– Smithers é um babaca, num consegue monta a cavalo sozinho, vai resolve o que?
– Eu sei papai mas não podemos fazer..... nada!
– Eu posso, vou conversa com o xerife agora mesmo
– Mas e o almoço papai....
– Faça para o Sr. Marston, aposto que ele nunca comeu um ensopado tão gostoso, eu estou indo...
– Tome cuidado papai.
John e Bonnie aguardavam na porta da casa até Carl subir na carroça onde Clayde o aguardava.
– Bom dia senhor McFaden, o que devo a honra da presença do prefeito de Armadillo.
– Poupe-me do seu cinismo, quero saber o que o senhor vai fazer pra arruma a bagunça na minha cidade?
– Sr. McFaden, nós somos oficiais da lei, não funcionários da prefeitura, nosso trabalho é pegar essa quadrilha, não limpar e construir casas.
– Animais foram roubados, pessoas mortas e saqueadas e você diz que não é seu trabalho.
– Como eu disse, meus homens já foram atrás desses bandidos, daqui a pouco eles estão chegando ai com seus pertences e eu vou pessoalmente devolver eles na sua cidade, agora me dê licença que tenho muita coisa pra fazer e creio que o senhor também.
Com os olhos raivosos fixos nos olhos do xerife, Carl se retira batendo a porta da sala com muita força.
O xerife se senta no sofá com um sorriso irônico, segura em uma das mãos uma caneca de café bem quente e a outra sua medalha de xerife.
Nesse momento Timothy entra correndo e gritando na delegacia.
– XERIFE! XERIFE!
– Que gritaria é essa?
– Fomos emboscados, não sobrou quase ninguém...
– Como assim?
– Apenas eu e mais dois conseguimos fugir, delegado Smithers esta com o Dr. Houston
– Me conte exatamente o que aconteceu Sr. Timothy
– Nós estávamos em Gaptooth quando fomos emboscados no meio da cidade.
– No meio da cidade?
– Sim, parece que a quadrilha é de lá, parecia que até os civis estavam atirando na gente.
– Gaptooth? Esse lugar estava abandonado a anos.
– Pois está habitado e muito bem armado...
– Mas temos que dá um jeito de limpar esse local...
– Eu é que não volto lá, me desculpe xerife mas eu nunca vi tanto tiro
– Precisamos de alguém louco suficiente pra ir atrás deles....
Era de noite, John escovava os pelos de Suzy, quando o Sr. Moses aparece.
– Boa noite John
– Boa noite Sr. Moses, o que manda?
– Vim te chamar pra conhecer Armadillo
– Já estou aqui faz algum tempo Sr. Moses, creio que conheço bem essa cidade.
– Conhece de manhã John, a noite tudo muda, as coisas nem sempre são o que parecem ser.
– O que quer dizer com isso?
– Venha vou te mostrar.
O centro de Armadillo já não estava mais um caos, o comercio voltara ao normal, as entregas, o bar, os dois entram no e vão log pedindo um bebida.
Moses pega os dois copos e pede para que John o siga até um porta no fim do bar.
Quando Moses abre a porta, uns cinco sujeitos mal encarados, se levantam da mesa e ficam com a mão nas bandoleiras.
– Calma ai rapaziada, sou eu e meu amigo John.
– Dá onde ele é — pergunta o sujeito que parece comandar o grupo, sujeito feio, mais baixo que a garçonete.
– Trabalha pro mesmo patrão que eu, cuida dos bicho do rancho.
– Sei... Vamos jogar.
Eles sentam na mesa juntos com os outros rapazes, deixaram suas armas em cima da mesa, como uma espécie de tradição do lugar e começam a jogar Black Jack.
– Você me traz um cara pra ganha da gente – resmunga em tom de provocação, um dos homens a mesa.
– Nunca vi ele jogando, deve ser sorte de principiante e também estou perdendo pra ele, pare de choramingar...
– Sorte em três rodadas seguidas....
– É isso que chamo de sorte.
– Sorte ou malandragem? — O líder da mesa se levanta encarando John.
– Foi seu parceiro que me deu as cartas – John responde com desprezo sem nem se quer olhar para ele.
– Mas será que essas são as mesmas cartas?
– Está dizendo que eu estou roubando?- John se levanta rapidamente
– Calma John!- Mosses também se levanta.
– É o que estou dizendo forastei...
Por cima da mesa, John pula com os dois pês no peito do sujeito fazendo com que ele caísse por cima da cadeira.
Com um chute jogou a mesa e todas as armas pra longe, o primeiro sujeito tentou socar John mas ele se esquiva e acerta um soco de esquerda na barriga e um cruzado de direita na cara do homem que cai desacordado.
Com um chute forte na perna, ele derruba o segundo, o terceiro o agarra por traz, imobilizando seus braços.
John chuta com os dois pés, o quarto sujeito que estava em sua frente, caindo junto com o cara que o agarrava.
Ele se solta e com um cambalhota para traz , John está em pé de novo, o segundo que já havia levantado, correu até onde uma das armas estava caída, engatilhou e apontou para John...
Como um rápido movimento, John pega sua faca da parte de traz da cinta e lança no sujeito armado, enfincando a em seu peito.
– Todo mundo mãos pra cima! — Xerife Marshal e Timothy invadem o local armados.
– Estão todos presos, inclusive o senhor, Sr. Marston – com ar de satisfação Timothy sorri.
Timothy vigiava as celas, precisamente a de John, ele o encarava com ódio, John o encarava de volta com o mesmo sentimento.
– Está olhando o que seu bandidinho?!
John não responde e continua na mesma posição com o olhar fixo nos olhos de Timothy.
– Estou falando com você!
ele vai em direção a cela
– Está surdo?!
Timothy encosta na grade da cela
– Me responda quando eu fala com você seu merd...
John passa o braço pela grade, segura o colarinho de Timothy e o puxa com força, fazendo com que ele batesse com força o rosto na grade e caísse no chão com um pequeno ferimento na testa.
– Desgraçado! – ele se levanta aponta a arma pra John
–Vou te matar agora!
– Abaixa essa arma Sr. Timothy – xerife se aproxima da cela
– Leve o Sr. Marston para minha sala, temos que conversar.
Quando John chega a sala, o xerife e Carl o esperam.
– Poderia nos explicar o que aconteceu ontem a noite no bar?- Pergunta o xerife
– Estávamos jogando quando o sujeito começou a me ofender.
– E o senhor resolve bater em todos a sua volta?
– Eles estavam juntos nessa, eu só me defendi...
– Se defendeu? Você arrebentou meia dúzia de marmanjo e destruiu um bar.
– Se ele não tivesse me insultado....
– O fato é, você foi sozinho num bar, joga cartas ilegalmente numa sala secreta, creio que está bem encrencado..
– Eu num fui sozinho e você viu o cara apontando arma pra mim.
– Quando chegamos no local, só tinha você e o os caras que você agrediu.
John permaneceu calado, não iria entregar Moses, apesar disso ele sempre foi legal com John, não havia porque coloca-lo nessa fria.
– Pois bem Sr. Marston, tenho uma proposta a te fazer.
– Proposta?
– Sim, como já percebi, o senhor sabe se defender muito bem.
– I dai?
– I dai que precisamos de alguém como o senhor, que tenha coragem e saiba atirar.
– Ainda não entendi onde quer chegar com isso
– Meu jovem, o senhor tá preso, bem preso pela confusão de ontem, mas...
– Mas...?
– Creio eu que você não gostaria de ficar enjaulado,não é?
– É...
– Mas tem um jeito pra isso não acontecer..
– Diga logo o que tenho que fazer?
– Calma..., rapaz esperto, bem que você disse Carl, preciso que você elimine esses caras que estão espalhando o terror na minha região
– E o que leva a pensa que eu irei te ajudar, prefiro fica na cela olhando pra cara de otário do seu ajudante.
– Esses caras invadiram a casa do seu patrão
– Mas os seus homens disseram para eu não me meter niss
– Quem disse isso?
– Smithers
– Aquele inútil! não dê ouvidos a ele...
– John, por favor ajude o xerife, roubaram um joia da Bonnie que ela ganho da mãe antes dela morrer.
– Ok Carl, por você eu ajudo.
– Muito bem, se me trouxer o líder da quadrilha vivo ou morto está livre e nem sei o que aconteceu no bar ontem
Xerife entrega um grande folheto com a foto de um sujeito narigudo com um bigode proporcionalmente grande.
– Essa fivela que sua filha achou, deixe me ver...
– Tome aqui
– É isso mesmo, era o que eu pensava, essa marca pertence a família Burneary.
– Nunca ouvi falar – John responde com ironia.
– Eles são uma família de safados, picaretas, roubam tudo e todos mas sempre conseguem escapar e entrar na casa deles é praticamente impossível.
– Até agora!
Fale com o autor