3 anos se passaram

Era sexta-feira a noite, e como todo bom trabalhador, Franky deixou sua sala no escritório e andou até um bar na esquina. Costumava encontrar Paulie e até mesmo Lucci por ali, além de outros colegas. Bebiam e jogavam conversas fora. No entanto, no caminho havia um imenso outdoor divulgando o show do grande "Soul King" — Aquele idiota do Brook conseguiu ficar famoso. — pensou com um sorriso. Esse outdoor também era possível ver da janela de sua sala e o azulado sempre se lembrava dos dias naquela aventura. Será que eles se lembram de mim? — pensava sempre que via o painel.

Mesmo trabalhando num escritório, continuava a vestir sua camisa havaiana e a corrente de ouro no pescoço. A primeira coisa que fez ao assumir o cargo de diretor foi permitir que todos viessem com a roupa que quisessem. Ele também permitiu que todos mudassem as cores de suas salas como bem quisessem, tudo para fugir daqueles 50 tons de cinza que todo escritório tem. Os intervalos também ganharam mais duração e mais vezes, Franky acreditava que ninguém teria criatividade ficando preso numa sala por muito tempo. Foi por meio dessas medidas que Galley-La conseguiu prosperar ainda mais nesses últimos 3 anos.

Depois de beber com os amigos, Franky pegou um táxi e se sentou no banco do passageiro. Estava com o rosto corado devido ao álcool, mas ainda tinha controle de si mesmo. Observava a cidade e sua vida noturna. Havia arranha-céus e muitas luzes que refletiam no vidro da janela, sem dizer da grande quantidade de carros e pessoas nas calçadas. Ele pensou que parecia o Travis em Taxi Driver. No entanto, foi no meio desses devaneios e no momento que o táxi parou num semáforo, que o rapaz viu uma mulher elegante num casaco branco e com cabelos longos e negros andar na calçada. Não importava o quanto piscasse, Franky tinha certeza que era Robin. Gritou por ela, mas a mesma não lhe ouviu, continuou a andar naquela calçada. Sem nem mesmo pagar o taxista, Franky saiu do carro amarelo e começou a correr. O sinal ficou aberto e um carro quase o acertara quando atravessou a rua. Ganhou vários palavrões do motorista, mas não se importou. "Robin!" chamava e a mulher continuava a andar no meio daquela multidão, iria perdê-la de vista. Encheu de ar os pulmões e deu um berro mais alto que toda aquela poluição sonora do horário de pico.

— ROBIN!!!

A mulher finalmente ouviu, parou o passo e se virou. E viu, entre os inúmeros pedestres, o azulado com sua camisa havaiana de sempre.

— Franky!!!!!!

Ela deu um sorriso e passou a andar na sua direção.

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