Me apoio na berada

Na berada da varanda

Vejo ao longe a tormenta

A tormenta me vigia

Me vigia de longe

Longe junto ao mar

Sinto na tormenta o medo

O medo de morrer

De morrer devagarinho

Devagarinho até cair

Até cair ao chão

Ao chão de seu peito

Seu peito gélido

Gélido como a neve

A neve que branca nos rodeia

Que nívea nos consome

Que alva nos mata

Que nos mata de forma ardente

Ardente feito brasa

Brasa de sua pele

Pele quente feito fogo

Fogo candente

Candente como o amor

Amor impiedoso que nos joga

Nos joga na tormenta

Na tormenta fria que nos mata.



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