Antes de começar essa história, faz-se necessário apresentar os personagens. Paulinha é a mais tímida de todos e a mais graciosa, apesar da dureza da vida. Ela sonhava todas as noites em encontrar uma família, aliás, foi ela quem descobriu a Terra do Nunca. Benedito é o seu irmão, eles não sabem como foram parar na rua, mas sabem que estão juntos desde sempre. Daniel e Clara conheceram Paulinha e Benedito quando tinham dez e oito anos, e ainda hoje aos trinta e aos vinte oito, os quatro são inseparáveis. Mas a trupe não acaba por aí. Ainda tem os gêmeos de cabelo “caracoladinho”, Vinícius e Davi, são os mais travessos, porém, sempre conseguiam dinheiro com as pessoas para comprar comida.

Agora a pergunta é: “Como eles conseguiram chegar à Terra do Nunca?”

Como já dito no começo, Paulinha foi a primeira a descobri-la. Certa noite, ela dormia em sua cama improvisada feita de celulose, quando de repente começou a sentir uns pingos de chuva em seu rosto, mas esses pingos foram afinando, afinando, e foram ficando cada vez mais finos, até que começaram a parecer poeira, mas não era uma poeira qualquer, pois de poeira Paulinha entendia. Quando ela, então, abriu os seus olhos, viu que uma série de purpurinas caia sobre si. Havia purpurina de todas as cores, e estava impossível visualizar algo através delas. Até que todo aquele brilho foi se afastando, e ela enxergou um riacho. Enxergou árvores. Enxergou uma casa! Enxergou comida, muitas frutas em uma árvore. Mas é claro, aquilo só poderia ser um sonho. Então ela coçou, coçou e coçou os olhos, mas não acordava.

Sentindo a garganta seca, ela correu para o riacho e tomou um pouco de água. Não demorou muito até que decidisse tomar banho no riacho. Um rio limpo e não poluído? Aquilo era algo raro, ela precisava desfrutar. Então ela afundava, voltava, boiava, sorria e olhava pra aquele Sol lindo com cara de praia, esperando que aquela sensação boa nunca acabasse. Mas logo depois toda a crise de consciência veio. Aquele lugar era bonito demais, havia uma casa, então deveria ser alguma propriedade privada, e ela não poderia estar lá.

Logo, ela decidiu levantar-se e arrumar um jeito de sair daquele local. Mas pra onde ela iria? Pelo menos nas ruas ela sabia se virar, mas ali, naquele lugar, era tudo diferente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.