Na Palma da Mão de Deus

3 No restaurante, em casa


Notas iniciais
Esse contador de visitas do nyah quebra um galho, assim dá pra saber se nossa história ta sendo lida... Enfim, hora de rever mais três personagens interessantes, tramas começam a caminhar. Boa leitura!

Capítulo 3: Um restaurante e uma campainha

– Acho que cheguei cedo demais. – Tereza falou olhando seu relógio, estava num restaurante de comida japonesa esperando seu cliente. – Senhor Cloud Alexander... Como deve ser essa pessoa? Tomara que não seja caloteiro.

– Senhorita?! Deseja um vinho ou algo assim? – o garçom se aproximou e perguntou.

– Não, obrigada, eu to esperando uma pessoa, negócios capisce?

– Sim compreendo, quando precisar é só chamar. – o garçom estava sendo mais atencioso que o comum, a beleza dela causava isso.

Ela ficou ali esperando alguns minutos, a ansiedade tomou conta de si, pediu afinal o vinho, o tomava enquanto foliava uns papeis, de repente escutou uma voz.

– Esse lugar ta ocupado? – era uma voz masculina.

– Sim, eu estou esperando uma pessoa. – ela respondeu sem olhar praquele homem em questão, estava muito concentrada.

– Poxa, pensei que depois de todos esses anos eu tivesse um pouco mais de moral com você Tereza. – palavras dele que chamaram a atenção dela, olhou instintivamente, começou a sorrir de felicidade.

Mamma mia! Não acredito, não acredito, Daniel!!! – ela falou se levantando e abraçando seu antigo colega de escola, começou a falar um monte de palavras em italiano.

– É muito bom te rever também Tereza, mas eu não entendo italiano, não sei o que você disse.

– Desculpa, é que, eu to muito feliz! Meu Deus, você ta ótimo Daniel! – dizeres dela.

– Eu ótimo?! Você que está incrível, você ta ainda mais linda que na época da escola! – o garoto falou, Daniel era mais baixo que Tereza, cabelo a média altura, o mesmo sorriso, vê-lo trazia uma grande nostalgia pra ela.

– O tempo foi muito bom comigo, não posso reclamar. – palavras dela em meio a sorrisos. – Eu sinto Daniel, não dá pra gente conversar agora, to esperando um cliente capisce?

– Não me dispensa não!? Eu tenho no mínimo duas horas de conversa com você pra relembrar os velhos tempos, afinal eu exijo como cliente! – ele falou em tom de piada, ela não entendeu, ele nunca foi muito bom com piadas. – Deixa eu começar do zero, eu sou o senhor Cloud Alexander, eu armei pra te encontrar aqui.

– O quê?! Ma como Dio mio? – a dúvida se estampava no rosto dela.

– Aconteceu há alguns anos, eu voltei ao Brasil há algum tempo, aí tive uns problemas e precisei de serviços de um advogado, pesquisei, perguntei e tals, aí um nome num catálogo, Tereza DelVecchio, só podia ser você. Eu resolvi meu problema, foi até mais fácil que eu imaginei, só que eu precisava confirmar se era mesmo você, daí liguei pra agência que você trabalha, conversei com algumas pessoas e expliquei a situação, falei que era seu colega de escola, que te conheço desde que tinha 15 anos...

– Sei, aí você e aqueles bobos da agência armaram pra gente se encontrar, certo?

– Surpresa! – Daniel falou abrindo os braços, agora ela riu.

– Foi muito trabalho pra me reencontrar, parabéns mister nerd! – ela fez piada, relembrou uma antiga piada na verdade.

– Caramba, o apelido que o Nicholas colocou em mim! Faz tempo...! – a nostalgia tomou conta deles por alguns segundos. – Ou, mas explica isso aí no seu dedo, quem é o felizardo que ganhou seu coração? – falou ao reparar na aliança dela.

– Alguém que você conhece há mais tempo que eu, o Adriano Ramos é meu marido.

– Adriano Ramos?! – por alguns instantes sua mente falhou até que um estalo em sua cabeça o exaltou. – O Adriano da nossa sala?! O locão?! Puts!!! Eu lembro de vocês namorando, mas... casar... – ele quase gritou chamando a atenção dos presentes, se desculpou sem graça com as pessoas ao arredor.

– E lá se foram onze anos de casados, eu amo aquele homem com toda a minha capacidade! Teve uma época que eu me mudei e ele também, ficamos separados e terminamos o relacionamento, namorei outros garotos, mas estar com eles nunca foi como estar com o Adriano, daí depois que me formei na faculdade fui atrás dele. – ela falou lacrimejando.

– Você foi atrás dele?! Tipo, nada contra, mas você é esse espetáculo de mulher e o Adriano é... Bem ele é... Ele não era lá essa beleza toda! – Daniel falou, era difícil encontrar as palavras corretas.

– Eu só sei que amo demais aquele garoto! Ainda chamo ele de garoto depois de todos esses anos... Sabia que, quando não estávamos juntos, o Adriano não conseguiu se envolver com mulher nenhuma, imagina como me senti quando ele me contou?

– Parabéns pra vocês, é legal saber que vocês estão juntos até hoje!

– Obrigada, o Nicholas foi no nosso casamento, ele é padrinho dos nossos filhos, nosso mais velho tem o nome dele, mas faz um tempo que a gente não se vê... Seria legal vê-lo de novo... Sabe que você não é o primeiro rosto nostálgico que vejo hoje? Vi um ex-namorado agora a pouco...

– E parece que você vai ver mais rostos nostálgicos, aquela é a Irene?! – dizeres dele olhando pra porta, a moça de pele morena acabara de adentrar por ela. Foi como um estopim, todo o sentimento que Daniel sentira por ela se aflorou de uma vez, só foi preciso um olhar, só foi preciso um relance de olhar, não, não pode, olha o tamanho dessa barriga, seriam oito ou nove meses? E depois não era possível um sentimento sobreviver por tanto tempo, ou seria?

– Não acredito?! Irene! – Tereza falou se virando, sua felicidade aumentou a níveis gigantescos, começou a gritar e acenar até sua antiga amiga a ver.

– Meu Deus!!! Tereza, Daniel!!! – ela os reconheceu imediatamente, seguiu animada até a mesa deles.

– Irene! Irene! Irene! – a mais alta falou abraçando sua amiga, um abraço caloroso entre as duas.

– Jesus, como ela continua linda, perfeita! – Daniel falou em tom baixo de voz, se referia a Irene.

– Amiga, esse mundo é muito pequeno! Eu fui no lugar onde você trabalha e não te achei, aí resolvi almoçar num restaurante japonês, como toda boa otome, e te encontro, e o Daniel também! Me dá um abraço aqui garoto! – garoto, ele escutou mesmo garoto? Trinta e três anos de idade e ainda assim lhe chamam de garoto, mas ali é como se todos fossem garotos, era como se os momentos da adolescência voltassem.

Era bom aquela sensação, era bom abraçá-la de novo, lembrou-se do dia que se despediram, do ônibus, da declaração, da bicicleta roubada, do beijo, agora era certeza, ainda estava apaixonado por ela depois de tantos anos, o problema era essa barriga.

– Você ta bonito Daniel! – Irene o elogiou, ele respondeu gaguejando sem graça. – Você não muda mesmo! – ela sorriu.

– Irene e essa barriga amiga? – Tereza perguntou.

– Ta quase nascendo... To tão ansiosa!!! – a outra respondeu.

– E aí gente, beleza? – Igor se aproximou cumprimentando, estava estacionando o carro e de fora escutava a bagunça de sua namorada e seus colegas.

– Ô meu bem, gente esse é o Igor, meu namorado, pai da menina que to esperando! – a jovem o apresentou, porém nem Igor e nem Tereza prestaram atenção, se entreolhavam surpresos.

Mamma mia! Ele é o seu namorado?! – Tereza falou. – Eu conheço ele há tempos!

– Nos encontramos duas vezes no mesmo dia Tereza, deve ser nosso dia de sorte! – ele exclamou.

– Você conhecia ela amor? Ela que é minha amiga da escola que a gente veio ver. – Irene explicou.

– Puta que pariu, sério?! Esse universo é pequeno demais! – Igor falou sorrindo.

– Isso é muito louco, não é Daniel?! – dizeres da moça de pele morena.

– Pois é... – Daniel respondeu sem graça, somente as palavras, “Pai da filha que Irene está esperando”, latejavam em sua cabeça.

Subitamente o telefone de Tereza começou a tocar, ela o atendeu, pediu silêncio pra seus amigos.

– Oi amore mio, algum problema? – ela perguntou séria.

– Eu vi a aliança, você conhece o marido dela Daniel? – Irene pergunta.

– É o Adriano que era da nossa sala, lembra dele?

– O Adriano locão?! Mas a Tereza é esse espetáculo de mulher e ele é... Ele, tipo...

– Eu sei, eu falei a mesma coisa.

– Amor, por favor, fica calmo, eu não to entendendo... – pela feição de Tereza o assunto parecia sério.

– Uma tragédia Tereza, aconteceu algo horrível!!! – Adriano falava em meio a soluços do outro lado da linha, chorava como nunca havia chorado antes.

– O que aconteceu? – Igor perguntou.

– Eu não sei, eu não consigo entender, ele ta chorando muito... Espera... Carta... Que carta amor? – palavras de Tereza, um estalo forte aconteceu na mente de Irene, ela se sentiu mal e se sentou.

– Carta, ele deve ter recebido a carta... – ela falou muito preocupada.

– Que carta?! O que ta acontecendo? Como assim carta? – Daniel perguntou, também começava a se preocupar.

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A campainha tocava seguidamente naquele apartamento, quem quer que seja queria muito entrar.

– Já vou, já vou, calma, eu to chegando! – aquela voz feminina, com tom de nervosismo, se aproximava da porta aos poucos, ela a abre na convicção de ofender quem apertava a campainha.

– Oi Valéria... – uma voz ofegante. – A Marcelina ta por aí? Eu preciso falar com ela urgente... – tinha um tempo que ele não a via, era mais alta que ele, mas quem não era? Seu cabelo a altura do pescoço, seus olhar amigável apesar da situação, Valéria não havia mudado tanto.

– Rafael?! Mas... – ela desistiu de ofender ao ver que era seu antigo colega e ao ver seu desespero. – A Marce não ta aqui, por que estaria? – também fazia tempo que ela não via Rafael, ele não havia crescido muito, o mesmo corte de cabelo, o mesmo rosto infantil, só que a barba serrada quebrava um pouco essa imagem, seu corpo continuava arredondado.

– Não tinha ninguém na casa dela, daí pensei que ela e o Paulo pudessem estar aqui já que você e ele são namorados, não é? – ele explicou.

– Não estamos mais juntos! – ela foi direta. – Uma hora dessas eles devem estar trabalhando, é dia de semana...

– Puts!!! É mesmo, to tão desesperado que esqueci que era dia de semana, você sabe onde eles trabalham?

– Não, você não sabe onde a Marce trabalha? Vocês não são namorados?

– Não estamos mais juntos! – ele foi direto como ela.

– Ainda não entendo seu desespero Rafael, qual é o problema? – Valéria estava curiosa.

– É por causa disso... – ele falou puxando uma carta de seu bolso. – Lê isso, você tem que ler!

– Você recebeu uma carta, e, olha só! É do Nicholas! – ela falou sorrindo, tirou a carta do envelope aberto e começou a passar os olhos nela, sua feição foi mudando aos poucos, aparentemente a tal carta abalava cada pessoa que a lia.

Notas finais
capisce? - entende, compreende? Ma como Dio mio? - Mas como meu Deus? amore mio - meu amor Lembrem-se: italiano do google tradutor, não entendo nada de italiano, sei que já que tem uma personagem italiana na história eu deveria entender mais de italiano, mas não é o caso... Enfim, de menor, Valéria e Daniel ressurgiram, pior que Daniel ressurgiu com sua antiga paixão adolescente... Quem já leu minha outra história já imagina os tipos de confusões que eu devo criar! Até a próxima!!!