Notas iniciais
Oh, meu Deus, que saudades de vocês! Espero que gostem, e boa leitura!

Deixei o carro no próprio estacionamento da lanchonete e alcancei a pasta com o notebook. Abri uma das portas de vidro e acenei para um dos funcionários que organizara a máquina de café sobre o balcão. Aquele aroma de fritura estava começando a encher minhas narinas, mesmo que já estivesse acostumado.

— Chegou atrasado, Brandon. Abrimos às 04h00, e já são... – olhou o relógio de pulso – 06h00 da tarde – disse ele, e eu sorri.

Tinha se passado dois anos desde que Joana me mandara a última notícia sobre a Anne, que, no entanto, não fora nem um pouco esclarecedora. Mas não precisou ser evidente para que eu percebesse o que de fato tinha acontecido. Entretanto, antes desta última mensagem, ela e eu nos falávamos diariamente, o que durou apenas três meses; havia chegado o terrível tempo em que as ligações sobre Anne duravam cada vez menos e as linhas dos SMSs diminuíam, até, após certo tempo, sumirem por completo. Desde então, eu sabia o que tinha acontecido com ela. Todos nós sabíamos. E então quebrei o celular, atirando-o no outro lado da rua da janela do meu apartamento.

Nunca mais recebi notícias deles, é claro.

Fiquei sem dormir por semanas. Os dias se tornaram um inferno, e às vezes ficava encarando as paredes do apartamento, sem ter mais nada no que pensar. Apesar de que já tivesse se passado vinte e seis meses, de vez em quando cogitava em me encontrar com a família nas vezes em que ia visitar minha mãe e Deisy. Mas eu estava extremamente desapontado e, afinal, meu orgulho permanecia.

Como havia prometido, mesmo com muito esforço, consegui entrar em uma boa faculdade e, quando podia, calculava as finanças da empresa do meu pai. Nossa relação ficara estável depois de uma longa e clara conversa. E, por conta da nossa parceria, eu incrivelmente havia descoberto algo em que era bom: números.

Na faculdade de engenharia civil, tinha conhecido Christine, a dona da minha primeira amizade em Rutland. Ela viera da Flórida com a mãe após vencer vários concursos escolares que envolviam física, química e, claro, matemática. Sua personalidade me lembrava a da Anne, logo, eu achava que seria este fato que tinha a tornado minha namorada.

Era aproximadamente 06h30 da tarde e eu digitava um trabalho no notebook, na lanchonete em que frequentava. Inclusive, uma mesa já era considerada minha pelo próprio dono do local. Não que eu me importasse que a pegassem antes, uma vez que era algo raro.

— Brandon, o que acha de trabalhar aqui, rapaz? – subitamente, o dono do estabelecimento me perguntou, dando uma batida nas minhas costas.

— Eu gostaria muito, Banks, mas você teria de implorar para os meus professores me darem mais tempo – respondi. – E seria um favor, então, pelo amor de Deus, faça isso.

O homem sorriu enquanto se dirigia à cozinha, os dentes amarelados por conta dos cigarros. Ele pediu para que um dos funcionários trouxesse um copo de cappuccino para mim, o que já era habitual. Eu tinha aprendido a tomar café por conta da faculdade, que consumia quase metade dos meus dias.

— Posso me sentar? – perguntou uma pessoa à minha frente.

— Pode, sim – disse, sem ao menos desviar os olhos da tela. Todas as mesas estavam vazias, e me perguntava o motivo de alguém querer se sentar na mesma em que eu estava.

Passei os olhos rapidamente pelo indivíduo e, embora tenha ficado abismado, não deixei transparecer. A mulher me encarava nervosa, provavelmente com suas palavras já ensaiadas. Mais algumas rugas surgiram, eu notara, e seus cabelos continuavam loiros, porém em um tom mais escuro.

— O que veio fazer aqui?

Não tinha prestado atenção o suficiente, mas, quando raciocinei, soube que estava respirando mais rápido, ofegante como se tivesse corrido em uma maratona. Joana estava ali, à minha cara, com seu olhar de expectativa.

— Nada do que vou dizer deixará de lado o seu ódio por mim, não é? – indagou.

— Não sinto ódio – respondi.

— É melhor assim. – Sorriu um tanto relaxada, porém não convencida. – Ela estava piorando e pensei que, apesar de você não visitá-la, te informar a respeito daria no mesmo: você ficaria preocupado.

— Chega, chega. Não me importo mais. – Pausei a fala ao ver uma das garçonetes se aproximando, deixando o copo de cappuccino em cima da mesa. – Não quero conversar sobre nada disso, se é o que veio fazer aqui.

— Você ao menos ainda a ama?

Respirei fundo, pois pensava em como ela poderia ter me dito aquilo. Esta era uma pergunta difícil, porque eu tinha uma namorada e a amava. Ou pensava amar. De qualquer forma, seria traição dizer sim a uma questão como aquela. E seria mentira dizer não.

Não dei uma resposta à Joana, todavia. Não só pelo fato de ter decidido fazer isso, e, sim, porque meu corpo travou completamente ao vê-la passando pela porta frontal, caminhando rumo à mesa em que estávamos enquanto procurava algo dentro da bolsa. A minúscula bolsa branca que eu conhecia há mais de dois anos.

Minha boca entreaberta, as mãos tremidas, os olhos arregalados. Eu não sabia o que fazer ou dizer. Anne estava esplêndida, com seus cabelos um pouco mais curtos e ondulados, jeans que marcava seu corpo, uma blusa branca que ia até suas coxas e salto alto, o que eu nunca a vira calçar. Ela sentou-se ao lado da tia após verificar o celular, evitando o meu olhar.

— O... O quê? – Me levantei rapidamente, bracejando, indicando a Anne. – Vocês estão me zoando?

— Brandon, me desculpe, eu achei que...

— Que eu ficaria pulando de felicidade? – interrompi Joana. – Meu Deus, vocês sequer me deram satisfações ou me avisaram que viriam!

— Algo de errado, Brandon? – perguntou Banks, confuso enquanto limpava as mãos em um pano de cozinha.

— Não, não, eu só... – Passei as mãos pelo rosto, incrédulo. – Vou fingir que isso nunca aconteceu. – Apanhei a carteira de um dos bolsos traseiros da calça e tirei alguns dólares dali, entregando-o. – Sinto muito.

Quando Banks saiu desconfiado, peguei o copo de cappuccino com uma das mãos e, com a outra, a pasta, colocando o notebook dentro da mesma e organizando alguns papéis.

— O que há de errado, Brandon? Já pedi desculpas e você as aceitou – afirmou a tia da garota ao lado, que estava com a expressão facial calma demais para aquela situação.

Furioso, apoiei uma das mãos na mesa e apontei o dedo indicador da outra para a Anne, encarando Joana.

— Eu achei que ela estivesse morta, entendeu agora? E isso ma... E isso... Eu demorei tanto para esquecer.

Essa frase fez com que o mundo todo, pelo menos para mim, se calasse. As poucas pessoas que estavam no local nos observavam, se é que já não estivessem o fazendo há tempo. Eu só podia ouvir meu fôlego e tremer.

— Te deixaremos em paz – Anne finalmente disse algo, retirando-se do assento. Eu estremeci ainda mais ao ouvir sua voz pela primeira vez depois de anos.

Soltei o ar que guardara, tentando me tranquilizar. Estudar demais estava me deixando demasiadamente exausto e estressado, mesmo que o que acabara de acontecer também fosse estressante. Não podia deixá-las ir daquele jeito.

— Mas... – Passei uma das mãos pela testa, suspirando e torcendo para que não me arrependesse mais tarde. – Olá. Poderiam me contar o que aconteceu?

Aquilo foi engraçado, de certa maneira. Há um minuto estávamos em uma discussão um tanto desnecessária, e, ali, andávamos até nossos carros enquanto eu ouvia as benditas explicações. Ainda tentava me recuperar da recente surpresa. Nos momentos em que olhava para a Anne, minhas pálpebras caíam como se eu estivesse em um sonho lúcido, prestes a acordar.

Contei tudo sobre minha atual vida. Soube que Anne recebera um doador cinco meses depois que fui definitivamente embora. Segundo a mulher ao meu lado, ela estava tão fraca a ponto de não conseguir falar direito, por isso evitavam visitas. A cirurgia de transplante durou aproximadamente um dia e foi executada com sucesso, obviamente. Ainda assim, ela teria de tomar um medicamento pelo resto de sua vida.

Depois de abrir a porta do veículo, Joana virou-se para mim.

— Ficaremos em um hotel até amanhã, por isso, espero vê-lo novamente. Viemos apenas para te visitar – disse. – Não culpe a sua mãe por ter nos dado informações. Era para ser uma surpresa. – Deu uma simpática e abafada risada antes de entrar no carro.

Meu estômago revirou-se ao ouvir a frase, me sentindo culpado por tê-las tratado mal há poucos instantes. Ponderei por um minuto, colocando a mão livre na janela aberta do carro ao meu lado esquerdo.

— Eu vou ficar sozinho no apartamento, então... pensei se vocês gostariam de conhecê-lo. – Sorri de lábios fechados, minha atenção, porém, desviada para a garota do outro lado, que se esquivava do meu olhar. A verdade era que eu não queria me despedir da Anne tão cedo, e isso não era muito bom.

— Aceitamos o convite – Joana respondeu por Anne também. Acenou e deu à ré, me esperando após sair do estacionamento.

Me dirigi ao meu carro e adentrei-o, deixando o notebook no banco do passageiro e o café no porta-copos. Girei a chave, tomando um choque de realidade imediato, fazendo-me ficar incrédulo e pensativo enquanto as guiava até o prédio onde eu morava.

— É muito bonito – Anne elogiou surpreendentemente, logo ao sair do carro.

Fui até um dos elevadores e o esperamos descer para adentrá-lo. Quando feito, e já no andar do apartamento, meu – novo – celular vibrou de dentro de um dos bolsos da calça.

Chris.

Hesitante, atendi após destrancar a porta. Sussurrei para que entrassem e pedi licença, virando-me de costas.

— Chris, a...

— Brand, depois vou aí – me interrompeu. – Farei o jantar, ok? Estou indo ao mercado agora mesmo. Ah, e a gente vai poder assistir Grey’s Anatomy!

— Não, não precisa fazer isso. – Pausei. – Só... venha aqui.

— Aconteceu alguma coisa? – Suspirou, sabendo que eu não responderia. – Vou desligar. Amo você.

— Também... te amo.

Me virei e fiquei surpreso com o que vi. Anne me encarava, novamente pela primeira vez depois de anos.

— Esse apartamento é muito bonito, Brandon! Fico feliz por você – elogiou Joana, passando os olhos pela sala. – Ficamos – corrigiu e olhou para a Anne, sorrindo, até a mesma retribuir em um gesto forçado.

Eu lhes mostrei os outros cômodos, e Sra. Mitchell expressava seu encanto a cada passo. A sobrinha continuava calada, somente esboçando sorrisos.

— Que garota bonita! Quem é? – Joana disse, com um dos porta-retratos da cômoda do meu quarto em suas mãos.

— Christine, minha namorada.

E foi então que ouvi a porta se abrir.

Eu saí do quarto e fiquei ao lado dela, esperando que as outras duas pessoas aparecessem. Assim que o fizeram, as apresentei, e percebi que Chris ficara abismada quando pronunciei o nome da Anne.

— Oh, então você é ela. É muito mais bonita do que eu imaginava.

— Falou sobre mim? – quase sussurrando, Anne me perguntou. Eu apenas balancei a cabeça lenta e positivamente, constrangido.

— Bom, isso foi ótimo – Joana finalmente disse. – Gostamos muito de tê-los visto e que tenha dado tempo de conhecer sua namorada, Brandon. Mas agora são sete horas e temos de ir para o jantar.

— Mas já? Que pena! – Christine protestou. – De qualquer forma, até breve.

As duas cumprimentaram-se com um beijo no rosto. No entanto, Anne já esperava no corredor e apenas acenou para nós, tímida ou... sei lá qual era o sentimento dela, naquele momento.

Chris virou-se para o sofá e se sentou, encarando a tela escura da televisão, depois da porta ser fechada.

— Me desculpe. Eu não sabia que viriam. Você sabe que eu sempre achei que ela... – descontinuei. – Por favor, não quero brigar.

— Está tudo bem, sério. Eu terei de ir para Seattle, mesmo.

— O quê? – Cerrei os olhos. – O que quer dizer? – Me sentei ao lado dela.

— Sabe que nós não nos amamos, Brandon. Quer dizer, não como um casal de verdade. – Ela virou-se para mim. – Estamos juntos por necessidade de companhia ou algo do tipo. E agora... ela voltou para você.

— Está maluca? Não vou fazer o que você acha que farei. É como se... como se eu tivesse te usado por todo esse tempo só para substituí-la temporariamente. Mas isso não é verdade. Eu realmente gosto de você.

— Você realmente gosta de mim, Brandon. Mas você ama a Anne.

~~~~ ♣ ~~~~

— Obrigada – agradeci enquanto pagava o sorvete de chicletes que acabara de comprar.

Saí da sorveteria e atravessei a rua a fim de chegar até meu carro. Abri uma das portas traseiras e apanhei uma toalha, caminhando sobre a macia areia da praia até ficar a cerca de três metros do mar, onde estendi o pano e me sentei.

A praia estava vazia e isso me deixou relaxada. Fechei os olhos e tentei me concentrar no som das ondas e dos carros que passavam velozmente distante de mim. Estava calmo demais.

— Um guardanapo jogado aqui na areia? Você não é mais a Anne que eu conhecia – surgiu uma voz por trás de mim, me fazendo derrubar o sorvete no chão, com o susto. – Perguntei onde você estava.

Olhei para cima.

— Que mau, me desculpe. Compro outro para você – Brandon afirmou, as mãos dentro do bolso da calça.

— Não, não. – Olhei para minhas mãos grudentas e as passei uma na outra. – Eu estava... arrependida de ter comprado, mesmo. – Me movi um pouco mais para o lado esquerdo. – Pode se sentar, se quiser.

— Obrigado – agradeceu após sentar-se.

Ele parecia o mesmo, apesar de ter deixado o topete crescer um pouco mais. Bom, era o que parecia, já que nossos cabelos esvoaçavam-se por conta do vento. E ele usava uma camisa de tecido fino de mangas compridas e um relógio de pulso, algo social demais para o antigo Brandon Cooper.

— Que faculdade está fazendo? – ele perguntou, provavelmente para quebrar o constrangedor silêncio. Era como se eu estivesse ao lado de um desconhecido.

— Não estou – respondi sem encará-lo. – É estranho, porque... no ensino médio, eu tinha certeza de que faria antes de você. No entanto, faço aulas de vôlei, se isso serve para encobrir e não me fazer pagar papel de “sou-uma-merda-ambulante” – deixei entre aspas.

Pude vê-lo sorrir de lado e soltar uma risada, igualmente olhando o mar.

— Você é, com certeza, outra Anne. É a primeira vez que a ouço falar um palavrão. – Olhou para mim. – Mas não é só sobre isso que eu vim conversar com você.

— Eu sei. É papo de encher linguiça. – Também o fitei. – O que quer comigo?

— Olha, Anne, não quero que fique chateada com isso, mas Christine foi embora. Ela foi embora porque ama outra pessoa, e, quando ela te viu, pensou que essa seria a chance perfeita para esclarecer tudo. Digo, Chris e eu nunca nos amamos de verdade e estávamos com medo de admitir. – Respirou fundo.

Me ergui e ameacei ir até o carro, mas Brandon levantou-se e ficou em minha frente. Mesmo que ele tivesse pedido, eu estava brava, uma vez que não queria ter atrapalhado os dois. Todavia, eu queria me estapear por sentir uma ponta de felicidade por aquilo ter acontecido.

— Sei onde isso vai chegar. Mas quer saber? Eu não amo você.

— Eu não disse algo sobre te amar, disse? – Ele sorriu com o canto da boca. – Posso não amar você também. Só quis explicar as coisas, moça. Você é quem deve estar pensando nisso.

Olhei em seus olhos por segundos, antes de tirar a toalha sobre a areia e me direcionar novamente até o carro.

— Tá, tudo bem – afirmou enquanto me seguia.

Abri a porta do motorista e, logo depois de jogar a toalha sobre, me virei para ele, que estava com uma das mãos apoiadas no veículo e a outra na porta, deixando-me cercada e tensa.

— Não entende? – exclamei. – Estive sozinha nos últimos dois anos e tudo em que eu consegui pensar foi... nisso. É, eu amo você, mas e daí? É bizarro, porque não sei mais se te conheço. Estou confusa e literalmente presa. Dá para sair daqui, por favor?

Ele riu, como se o meu nervosismo fosse uma comédia.

— O que é tão engraçado? – Tinha certeza de que meu cenho estava franzido.

— Você não ouve o que diz? – Ele colocou uma das mãos próximas ao meu pescoço, me fazendo arrepiar com o toque. Brandon aproximou o rosto do meu e eu balancei a cabeça negativamente, recusando para parecer mais sensato. Deixei a mão direita em sua nuca, puxando-o para mim.

— E você não nega que corresponde – balbuciei em meio ao beijo.

— Sabe que nunca deixei de fazê-lo.

~~~~ ♣ ~~~~

Passei o polegar pela cicatriz da sua cirurgia, no lado esquerdo do tórax, obviamente. Não era grande, mas dava para sentir muito bem a marca. Anne usava apenas roupas íntimas e estava sentada perto do centro da cama enquanto observava-me deitado.

— Ainda tenho um casaco seu comigo – disse ela, ajeitando o anel de seu dedo médio.

— Oh, é mesmo? – Fingi estar surpreso. – Virou uma daquelas garotas obcecadas que guardam até fios de cabelo do namorado?

— Namorado? Oh, quem disse isso? – Riu. – Só que... eu quero que vá buscar quando puder. – E se jogou na cama, deitando-se ao meu lado.

Arqueei uma das sobrancelhas enquanto sorria, até ela rir e me beijar.

* * *

Não seremos felizes em todas as horas – é claro que não –, uma vez que meu limite de sorte vital já deve estar atingido. Mas eu garanto que, assim como passamos por tudo isso, qualquer obstáculo que vir será como uma pena. E o resto, é claro, você já deve saber. Não tivemos uma felicidade eterna, mas juramos não ceder a mais nada.

Todavia, Anne resolveu ser cardiologista e está fazendo faculdade em Rutland, onde moramos. Philip, seu tio – como poderia esquecê-lo? –... que Deus o tenha.

Não, é brincadeira.

Para o bem de todos os alunos, ele finalmente havia se aposentado e viajava com a esposa e a mãe, que parecia estar mais saudável do que eu, no Havaí;

Minha mãe e Deisy planejavam comprar uma casa em Vermont, contudo, isso ainda levaria algum tempo até que meus pais se resolvessem;

Christine, embora ainda nos falássemos, se afastou aos poucos de mim e eu apenas a vejo com outros amigos pela faculdade;

A respeito dos outros, nós nunca mais ouvíramos falar. Esperamos que todos estejam de bem com a vida igualmente, e que, quem sabe, nos encontremos em breve;

Com o que eu citei, pode parecer que todos viveram felizes para sempre, mas lembre-se que tudo que é bom... nunca é bom completamente.

Notas finais
Meu Deus, meu Deus, que agonia. Preciso muuuuuuuito saber se gostaram, sério! Eu reli ouvindo Calls Me Home, da Shannon Labrie e, omg... Quero agradecer - não podia faltar! - aos meus leitores sempre presentes, comentando, e tal. Vocês me ajudaram muito! E dizer que vai ser difícil largar C.I. e começar T.I, haha, mas vamos lá, né? Romance é tudo de bom *-* Ainda não respondi aos comentários que recebi há um pouco mais de um mês, mas logo o farei. Tchau, guriada *-* E talvez até às notas de Traços Insolúveis!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!