Naïve

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Capítulo novo, gente! Essa história de escrever está acabando com a minha vida, sério. Mas tai, novo. A respeito desse, as siglas em itálico junto de seu significado aparecerão ao longo dos capítulos. Os carros, sintam-se a vontade para procurá-los no google, têm meu apoio, assim como os bairros. Um beijo enorme às moças dos comentárias e dos favoritos. Nos vemos em breve, Xo.

Quinn's POV

A observar é uma das coisas mais confortáveis. Como se o que não saísse de sua boca, transparecesse através do comportamento ou ações quase sempre inesperadas. A observar não porque em um lugar desconhecido ainda nos amamos ou temos um laço inestimavelmente forte, só por simplesmente ser. Não importa se homem ou mulher, a observar é apenas indescritível. Em hipótese, talvez seja porque a gente nunca sabe o que se passa pela sua cabeça, contudo, sente que ela sempre sabe o que se passa a seu redor.

O tamborilar em sequência dos dedos sobre a coxa despida a dizia nervosa. As pernas interligadas em cruzamento sobre a superfície macia da cama arrumada, a espinha perfeita sem esforços. O quarto no mesmo semiescuro, a iluminaria de luz ambiente centímetros acima de sua cabeça, estragando prazeres. O short folgado dum azul mais escuro cobrindo somente o início das pernas, a regata branca lisa colada ao corpo. Os fios negros do cabelo grosso alcançavam o meio das costas.

Dava a traseira para a entrada de seu quarto, o principal. Assim, sem certezas, caminhei até ela. Dei a volta na cama de enorme extensão para atingir o lado oposto ao seu, adotando o mesmo sentar. O cotovelo da mão qual segurava o celular aparecia apoiado sobre a perna, fazendo a cabeça proferir uma leve degradação em função de um único ouvido alcançar o aparelho. Os olhos que antes viam os dedos tamborilar subiram a mim para testemunhar a presença de um novo ser junto deles. Olhou com indiferença, a atenção focalizada demais no responder do outro lado da linha.

– Hola, carina, como vai? – Por fim, a voz de Maribel soou chiado a meus ouvidos.

– Mami – Respondeu, hiperativa ao ouvir. Sem esperar, endireitou a posição, clareou o falar e ativou o alto falante para que eu também viesse a testemunhar o assunto que viria a surgir. – Sabe por que te ligo?

– Foi promovida? – Sua voz ela clara, límpida. Nada atrapalhava ao fundo da ligação.

– Não – Curto.

– Está me levando a um cruzeiro de férias?

– Um...não – Hesitou, expressou na face confusa.

Quando menos esperamos, o som de um engasgo preencheu a linha. – Deus, serei avó!

Santana chacoalhou a cabeça de forma exagerada, tornando a situação a mais cômica possível. – Não, mami, mas está próximo disso. Estou me casando! – O sorrir em sua face era contagiante.

Um instante de silêncio se fez presente no final de ambas as linhas, e depois de insistir a prolongação por mais alguns minutos, o sorriso de Santana caiu. – Mãe?

– Santana Lopez! – Gritou, nos fazendo reagir em susto. – Quando lhe dei o anel de mamãe foi para coloca-lo no dedo de alguém que você tenha certeza de passar o resto da vida com, não alguma ramera barata que conheceu num bar.

– Mãe! – Cortou, protestando – Não dei o anel da abuela para uma qualquer!

Bem, você não tem ligado para casa com muita frequência – Desenrolou – então não há possibilidades dela ser respeitável se nem ao menos fala com sua própria mãe a respeito. – A ouvimos bufar em desaprovação. – Como pôde fazer isso comigo? Como pode fazer isso com mi corazón? Como pôde fazer isso com Quinn?Oi, Quinn? Arquei uma sobrancelha como sinônimo de questionar, cautelosamente com a atenção dirigida às palavras que a seguir viriam de Maribel.– Pobre coitada, você vem dando corda a ela por mais de dois anos. Já pensou como ela se sentirá? – Num piscar, Santana já tinha o celular no campo de vista, ansiando pelo fim da ligação ou pela retirada do viva voz, qualquer coisa que me impossibilitasse de ouvir. Contudo, antes que ela cortasse a linha do meu entender quase concluída, estapeei seu braço, o celular atingindo uma posição aos pés da cama. Lancei meu corpo em sentido frente para que meus dedos o alcançassem, driblando os braços de Santana que tentavam pegá-lo de mim. – Seu pai e eu não lhe criamos-

– Mãe! – Gritou, exorbitante.

Dê-me o celular, gesticulou com a boca, ausência do falar. Atirou seu corpo ao meu, lutando em toma-lo de minhas mãos.

– Para se tornar uma mulher da noite. Só porque você é gay, consequentemente não quer dizer que tenha de ser tornar uma pessoa indecente, uma mulher decente admite se uma vez tiver sentimentos p-

– Mãe! – Num resmungo, gemeu – Por favor, pare de falar.

– Não, não vou! – Disse, teimosamente. – Já era hora de eu lhe dizer isso tudo, Santana. Eu tenh-

– Quinn está no telefone agora, você está na linha. – Soprou.

Estou na...

– Olá, Mrs.Lopez – Chamei num descarado.

– Quinn! – Respondeu ansiosamente ao reconhecer minha voz. – É você mesmo, doçura?

– Sim, senhora – Sorri para Santana que tentava se recompor.

Ambas buscamos nossos posicionamentos iniciais, nossos dedos se perderam nas madeixas desarrumadas.

– Oh, ótimo ouvir sobre você novamente. E, não me chame de senhora. Você vem aturando as travessuras de minha filha o suficiente para me chamar de mãe, escutou?

– Okay, o que você dizia a respeito de sentimentos? – Um olhar atordoado preencheu meus verdes.

Santana assistiu, crescendo a mim as sobrancelhas rígidas em não consentimento.

– Mami, por favor, te lo ruego – Implorou, sabendo que nem tudo de seu nativo eu possuía conhecimento.

– Quinnie, lhe conto mais tarde – Quase pude vê-la piscar através do celular, prometendo.– Ouvi Santana dizer que se casará?

– Esse é o propósito da ligação, mami. – Após uma luta de altos e baixos, sins e quase nãos, bufou com palavras. – Pedi a mão de Quinn em casamento.

– Oh, graças a Deus – A deduzimos colocar uma das mãos sobre o peito, em alívio. – Começou a me preocupar, Judy ficará irritada. – Soou completamente vertiginosa ao que escutava.

– Converse a respeito – Murmurei, já fantasiando as colocações além de insanas, superiores a da filha. Todavia, não as culpo. Quando dos Fabrays se tratava, nada é pronto ou avisado com antecedência. Não que minha mãe, bêbada de mão pronta, daria maior valor a um copo do que o sucesso profissional que eu atingia. O pai, cristão dito, ajudasse a tudo e o mundo sobre todas as outras coisas. Ou a irmã, tão presente que quase sempre não me comprometia a relembrar seu nome quando os amigos perguntavam.

– Oh, não que se casará com outra mulher, Quinn. – A intenção doce e o tom amargado rouco quase comparável a outro alguém me trouxeram da órbita solo. – Ela já sabia que um dia isso viria a acontecer. – Disse, o bastante para um sorriso sacana marcar presença na latina de lábios precisos e olhos fuziladores. Disse a você, balbuciou. Ar orgulhoso, o indicador na área central de minha face. – Quando será o casório? – Maribel na linha, bati na mão de Santana.

– Próximo final de semana – Ela, entre sorrisos.

– É tão cedo! – Protestou.

– Estamos descartando fazer algo grande – Santana respondeu, arrastando o corpo para a cabeceira de baixo comprimento da cama. Espelhei seus movimentos, pressionando meu corpo ao seu lado. As mãos acharam conforto entre as pernas postas na frente do peito. Os olhos, meus e os dela, conversaram por alguns segundos. – Pelo menos até antes do casamento de Puck. Poderemos fazer algo depois ou qualquer coisa do tipo. – Desviou os olhos, já não mais ansiando pela resposta do outro lado da linha. – Contudo, no próximo final de semana faremos uma pequena cerimônia, talvez um jantar. Apenas os pais, Brittany e Mercedes.

– Tem certeza, baby? Tenho um kit de emergência de casamentos a postos – Avisou. – Se surpreenderia ao saber o que posso fazer dentro de uma semana.

– A deixarei enlouquecer com a cerimônia após o casamento de Puck – Prometeu num ar farto – Agora temos que ir, Quinn ainda tem que deixar Judy ciente de tudo.

– Okay, hasta luego, mijas. Te quiero. – A deduzimos sorrir.

– A amo, mami, embora tenha me envergonhado na frente de minha esposa.

– Costume-se – Maribel riu de um jeito Santana antes de finalizar a ligação e essa, encarou-me com um olhar perfurador.

– Você está morta – Prometei a Quinn.

– O que se trata desse “ dando corda para a pobre da Quinnie por um bom tempo?” – Provoquei nos olhos à boca.

– Ligue para Judy – Descartou minhas imposições, ordenando.

Vestindo um sorriso sem esforços, pelo fato além de apreciável vê-la naquela exaltação, busquei o celular na superfície do colchão.

– Acha que sua mãe falava sério quando julgou a minha já saber?

– Barbie, está escrito por todo seu rosto em letras de neon que és uma gay imensamente fabulosa. – Rebateu, fazendo com que meu sorriso caísse.

– Não me chame de barbie, Lopez. – Apontei um dedo, o mais próximo de seu campo de visão possível. – Por que estou dizendo a minha mãe?

– Porque deseja sua presença, não?

– Não estou totalmente convencida se eu desejo ou não estar lá.

– Está partindo meu coração – Gesticulou com umas mãos sobre o peito.

– Que seja, ambas sabemos que você não possuí um.

– De acordo – Assobiou.

Furtou um sorriso.

– Já...oooh, oi, mãe!- Do outro lado, a linha conectou.

Segundo o olhar de Santana sobre mim, ativei o alto-falante, colocando o celular a minha direita, fora de seu alcance.

– Olá, Quinn – Um alegre assustador respondeu, a voz soando vezes mais alta que a de Maribel.

– Está bêbada, mãe? – Num suspiro.

– Claro que não estou bêbada, Lucy. – Sem esperar, rebateu com desaprovação perceptível. – Não ando por ai com um cocktail nas mãos.

– Não mais – Murmurei, não tendo certeza se gostaria que ela notasse.

– Pois não, querida? A que devo o prazer de ouvir sua voz? – O dizer causou uma reação em Santana. Uma reação de sorrir zombando.

– Bem, um, mãe...só estou ligando para avisar que Santana e eu decidimos nos casar. Próximo final de semana, queremos que esteja lá.

– Oh, maldita droga aquela Maribel!

Ambas nunca imaginaríamos o levantamento dessa reação. Nossos olhos cresceram surpresos, Santana pareceu pular no assento. Deus, o que há de errado com esses Fabrays?

– Quinnie, não acha que esse tipo de coisa exige um tempo e atenção maior para ser decidido? Tempo como um ano?

– Mãe! – A repreendi num engasgo.

– Bem, isso é bastante repentino. Só quero ter certeza de você estar certa a respeito. Tem certeza, querida?

De casar com minha rapidinha? Definitivamente não. – Claro que sim, mãe.

– Okay, esqueça um ano, o que me diz de algumas semanas? É verdadeiramente muito cedo, Quinnie.- A voz fina demais, as intenções explícitas demais. Tive certeza de estar em pé na sala de estar da casa em Lima, dizendo-a que estou grávida.

– Nos casaremos no próximo final de semana.

– Bem, okay então – Certificou-se de marcar um suspiro pesado através do telefone. – Mas só quero que sabia que Maribel se tornará impossível de lhe dar nos próximos poucos meses. Espero que esteja feliz – Mais num arremessar na cara do que um cumprimento.

– Do que está falando, mãe?

A linha calou. Santana me estudou com um olhar confuso, respondi com um dar de ombros.

– Maribel e eu tínhamos uma aposta correndo que vocês duas não se casariam antes dos trinta anos. Acabou de me perder dez mil dólares, Quinn. – Nos surpreendemos com o silêncio da linha, depois, mais ainda com uma risada fria.

– Mas que diabos está acontecendo com a minha vida? – Ao cérebro concluir o processamento, deveria apostar dez mil dólares se ele processaria ou não, Deus. – Por que todo mundo resolveu apostar sobre isso?

Santana apenas riu ao meu lado, o que fez de mim ainda mais irritada. — Bem, sinto muito, mãe – Sem exaltações, não era hora para enlouquecer. Tomei uma respiração profunda, focalizando no assunto mãe da conversa. – Só estamos ligando para visa-la que nos casaremos no próximo final de semana e queríamos que a família estivesse presente.

– Bem, você também deveria ligar e convidar seu pai – Disse como instrução. – Ela gostaria de estar lá também.

– Mãe, não acho que-

– Oh, querida, ele já sabe! Somos seus pais. – Gargalhou histérica. – Ainda acha que nunca estranhamos a repressão obsessiva que você tinha no colégio por aquela mocinha de meia altura e nariz avantajado? – O falar não bem vindo fez meu coração palpitar e a boca de Santana cair solta em incredibilidade. – Ou porque sempre lhe introduzimos a usar vestidos? Nunca lhe contamos, mas sabe o que seu pai disse quando soube de sua gravidez? – Ansiou pela resposta que em breve não receberia, porque eu verdadeiramente não gostaria de saber. – “ Pelo menos significa que ela não é gay” HÁ!

Eu preferia morrer, na realidade. Vi Santana pressionar os lábios com a palma da mão, evitando o escapar da risada, enquanto minha mãe não se preocupava tanto com isso. Não sei como eu ainda respirava.

– Deus, como ele se equivocou em relação a isso! – Agora Santana compartilhando do carrossel. Meus olhos a fuzilaram, contudo, ela sorriu em resposta enquanto se deslocava na cama.

O que está fazendo? , balbucie possessivamente.

Vingança, tudo que recebi.

Nos contáveis segundos que tive para deduzir o que aquilo significava, Santana se colocou entre minhas pernas.

– Foi o que pensei também – Judy festejou.

No responder, Santana sorriu. Impulsionou o corpo para o meu, fornecendo-o base através das palmas das mãos e dos joelhos fortemente pressionados contra o colchão. Um de minhas bochechas queimou quando primeiro sentiu o toque de seus lábios frios contra o tecido. Ainda traçavam caminhos estreitos pela região, simulando uma distração, que por fim sucedeu. Sem minha percepção, num movimento irreparável, suas mãos sentaram em minhas laterais, puxando as alças da calcinha recém-colocada, pela extensão de minhas pernas.

– Santana – Murmurei, observando seu rosto degradar em sentido a meu corpo. Em vão, tentei fechar as pernas quando ela insistia em mantê-las abertas.

– Porém, só desejo que você pudesse ter descoberto jogar para o outro time antes de ter o bebê.

– Mm hmm... – Eu não escutava nem racionalizava, não mais. Judy diria o que fosse, nada desviaria minha atenção da língua de Santana brincar com minha virilha.

– Mas isso tudo está no passado! – Judy, festejando exaltada. – Agora minha garotinha está se casando! – Os lábios frios mandaram arrepios pela extensão de minha espinha quando tocaram o interior de minha coxa esquerda, depois a direita. Na ausência de saídas, resolvi ceder. Ceder porque seu toque continha uma ternura absurda, descartando a luta em encontrar alguma saída. – Não é maravilhoso? – O celular falou sozinho. Os olhos da latina caíram para onde as ações a levaram para depois voltarem aos meus. Num amolecer, deixou que a língua escorregasse pelo exterior de meu sexo. – Acha que Frannie encontrará um tempo livre para ir à cerimônia? – Honestamente, Frannie era a ultima coisa que passava por minha cabeça no momento. – Ela poderia ajudar em alguma coisa. – Do outro lado, Santana parecia desfrutar em ver meu corpo tremular embaixo dos movimentos proferidos com a língua. Os dedos de sua mão vazia desceram por meu abdômen. – Tem certeza querer uma pequena cerimônia? Sei que Maribel possui um kit de emergência para casamentos. – De algum modo, Santana traduziu uma rolada dos olhos para movimentos entre minhas pernas, fazendo-me prender o gemido que ameaçava sair.

– Disse a Marib- O tecido quente de sua língua passou uma navalha em minhas palavras – que ela poderia -Meus músculos pareceram travar com o toque – enlouquecer com as festividades- O impulsionar da língua.- assim que o casamento de Noah acabasse.

Meu rosto queimava, vermelho, pela insistência em permanecer calada, meus músculos tremiam.

Santana subiu os olhos num de novo, assistindo as emoções dançarem por minha face.

Devo parar? Provocou.

O olhar frio jogado como resposta disse claramente, Só se quiser morrer.

Quando menos esperei, senti dois de seus dedos me penetrarem sem pudor, fazendo minha boca adotar um semiaberto em surpresa

– Oh

– Disse alguma coisa, Quinnie? – Judy questionou, trazendo-me de volta ao real.

– Não, mãe, eu estava...um...há tanta...há tanta coisa para fazer! – Após tomar algumas respirações em vão. A última expiração também de surpresa veio quando Santana movimentou meu quadril.

– Quinn, querida, você soa nervosa, está tudo bem?

– Soa mesmo, Quinn – Quando os lábios já não mais juntos dos meus, concordou.- Babe, espero que não pegue nenhum resfriado antes do casamento – Em movimento, separou os dois dedos dentro de mim, substituindo a língua pelo polegar em meu ponto mais sensível.

– Sim, isso seria horrível – A voz preocupada de minha mãe.

Ambas podíamos sentir que eu estava próxima da redenção. – Judy, estamos indo. Acho que farei uma sopa para Quinn.

– Bem, se divirtam. – Uma vergonha repentina rebateu um mim, ela sabia o que acontecia.

– Você fuck...- Iniciei o dizer, mas quando a ligação terminou, ela me fez atingir o ápice.- Er...Odeio você.

– Mesmo? – Os dedos já não mais dentro de mim circundaram por meu clitóris, provocando.

Sem respostas, Santana deixou que seus lábios sentissem o caminho de meu corpo que a traria para cima. Distribuiu beijos delicados, deixando a língua arrastar pelo vão entre meus seios. Os lábios tocaram cuidadosamente minha clavícula até que posicionassem a centímetros dos meus, esperando que eu permitisse o toque entre eles. Concedi, sem hesitar, deixando um gemido abafado escapar quando senti meu sabor marcado pela extensão de seus lábios. Vi-me puxar Santana para mais perto, minha língua ansiando por um contato maior com a sua.

Para constar, nunca havíamos feito esse tipo de coisa. Nunca nos beijamos depois sexo, passamos o dia seguinte na cama uma da outra, recostamos a cabeça no peito uma da outra a ponto de escutar o batimento de um coração inexistente descompassar, ou o escutar acelerar quando busquei pela mão de Santana, levantando-a para meus lábios. Seus olhos caíram nos meus e assistiram, num descer devagar, o perder dos dedos dentro de minha boca. Quase escutei um resmungar deixar sua garganta quando minha língua primeiro tocou seus dígitos.

– Realmente deve gostar de seu sabor.

– Gosto de meu sabor em você – Num som leve de aprovação – Quer saber como é seu sabor em mim?

De algum modo, ela não se moveu nem consentiu. Apertou seus braços envoltos em mim.

– Talvez mais tarde – Num tom preguiçoso – Só gostaria de lhe abraçar agora.

– Está tudo bem? – Quis ter certeza.

Yeah, claro. – A expressão a contradizia, contudo, apenas dei-a um tempo. – Está tudo bem ser apenas um jantar? Tem outra coisa em mente? – Então era isso, pareceu. Se uma vez eu não a conhecesse, diria neurótica demais. Todavia, Santana sempre disse de si obsessiva a ponto de vender a alma para o perfeito suceder de algo que diz ou não respeito a ela, uma de suas melhores partes.

– San, um jantar está perfeito. – Em conforto, meus olhos a olharam com ternura.– Podemos fazer em minha casa, hey – Agora, era eu quem apertava meus braços em seu redor – está tudo bem – Um sorriso bobo domou meus lábios no estar ciente da futilidade daquela situação. Ela tentou fazer com que eu não visse, mas captei seu suspirar disfarçado. – Está nervosa, não?

– Não sei, só parece ser formal demais para um...- Seus olhos fugiram dos meus uma vez que tentou desvencilhar de meu toque.

– Casamento falso?

– Parece bem verdadeiro para mim – Falou no ar.

– Santana, foi você quem me convenceu embarcar nessa insanidade

– Não, não, Quinn – Voltou-se a mim carregada de lamento – Não estou voltando atrás – Arquei uma sobrancelha em dúvida – Não estou, sério. Talvez esteja um pouco...assustada? – Sem certezas.

– Deu para ver – Impus a frieza em minha voz.

– Perdão, não foi essa minha intenção – Num querer ou não querer, nós já estávamos numa relação marido-mulher. – Cuidará dos papéis? – Ou mulher-mulher.

– Quais papéis? – Minhas sobrancelhas rígidas em desentendimento

– Do casamento

– Seria tão mais fácil se só disséssemos estarmos casadas – Choraminguei.

– Não faria de mim casada de verdade, legalmente – Jogou – Nem você. Eu não venceria a aposta.

– De qualquer modo, não cuidarei disso. – Olhou-me em questionamento, as sobrancelhas arqueadas.

– Por que?

– Porque assim, se uma vez não me envolver com os papéis legais, lhe tiro o direito de levantar a hipótese de um forjamento de documentos se uma vez nos divorciarmos.

– O que não vem ao caso – Acrescentou.

– Além do mais, não trabalho nessa área. – Expliquei antes da protestação — Convoquei um amigo para a organização dos papéis necessários.

– Por que não trabalha nessa área? – Quis saber.

– Porque casamento equivale a divórcio que equivale a infidelidade de um dos lados que equivale a separação de bens que equivale a dramatização, e dramatização já basta os casos de violência contra mulheres.

– Depois sou eu a sem coração da história – Exclamou, deixando que os lábios tocassem o final de minha bochecha. – Então, se nos casarmos e um dia divorciarmos, vou ter direito a cinquenta por cento de seus bens? Digo, metade da ASLS, de sua casa de condomínio privado e diretos iguais diante do porsche preto em sua garagem? – Um sorriso ameaçador.

– Nem se eu vendesse minha vida a Al teria cinquenta por cento da ASLS, o que a faz acreditar que uma esposa por papel teria todo esse direito?

– E a respeito da casa? – As palavras camufladas no cômico dos termos.

– Claro que não, Santana, conquistei todos esses bens enquanto solteira, o que inibe seu direito a qualquer coisa – Coloquei claro, percebendo todos os altos e baixos de suas expressões.

– Não gostei – Num balançar da cabeça.

– O que está dizendo? – Protestei, sorrio irônico preso aos lábios – Tem um G63 chumbo na garagem. É proprietária registrada de uma loft clássico medindo novecentos e cinquenta e três metros quadrados para uma moradora, na cobertura de um prédio em Beacon Hill

– O que há de errado com Beacon Hill? É um bairro da terceira idade – Defendeu.

– E alta sociedade, como tem esse tanto de dinheiro, hã? Não me lembro de ouvi-la dizer com o que trabalha e tenho certeza que seus pais pararam de lhe sustentar aos vinte e um.

– Pare, você está fugindo do ponto central – Hesitou, procurando uma nova posição na cama. – Não é tudo isso que você fantasia

– É em Beacon Hill! – Exaltei. – A alta sociedade de Boston está centralizada aqui.

– Porque são velhos, volumes elevados somente até às dez da noite. – Satirizou sorrindo abafado.

– O que mais você quer?

– Já tenho você – Os lábios encontraram o canto de minha boca – Um porsche não seria um problema, nem uma casa em West End

– E um casamento falso – Provoquei.

– Soa verossímil para mim – Revogou.

Permiti-a que firmasse o abraço em meu corpo, como disse querer fazer anteriormente.