Naïve
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Passemos então a considerar o casal que certamente são, sim?.
Xo
Santana's Pov
Acordo com um ruído ensurdecedor de alarme, sete da manhã. Até mesmo que, ao começar soar, meu coração bate tão forte no peito que posso cuspi-lo junto da saliva seca em minha boca amanhecida. Recordo de resmungar algo relacionado ao barulho a Quinn e, após uma hora e quinze, acordar assustada. Os dígitos digitalizados do despertador ao lado direito da cama marcavam oito e quinze duma terça feira. O fluir das águas da ducha do chuveiro, Quinn havia se levantado quando o alarme primeiramente soou. Esfrego o sono dos olhos e um balde dos eventos de ontem à noite ensopa minha memória fragilizada por uma terça feira de manhã. Bem, caramba, Quinn é a melhor esposa arranjada que eu poderia escolher. Esfrego os olhos duas, três outras vezes até que eu consiga ver através duma visão considerável ao caminhar até a porta do banheiro de seu quarto. Eu ainda estava em sua casa, era um bom sinal. Havíamos dormido na mesma cama apesar de tudo ocorreu, ou, melhor, que me fez passar na noite passada. Embora tenhamos feito nada durante um bela e longa noite. E longa noite. Torci a maçaneta da porta e adentrei o banheiro da forma mais silenciosa possível. Até que me adaptasse com a mudança de ambiente, uma onde de falta de ar me pegou quando só o que respirava era o vapor térmico dum chuveiro quente. E quente daqueles de embaçar os espelhos. Espio Quinn no canto de meus olhos e vejo, vagamente através da neblina, que ensaboava o corpo. Não tive certeza se sabia que eu ali estava, porque, agora, prestava atenção nos braços que esfregava. Talvez sabia, eu diria. Mais pesado que a neblina do chuveiro para os pulmões, embora, era nosso status desordenado. Então, escovo meus dentes. Tomo meu tempo ao escova-los e, quando concluo, Quinn ainda está no chuveiro. Ou o vapor diminuía ou meus olhos havia se acostumado com a massa. O espelho ainda incapaz de refletir qualquer justo reflexo meu, esfrego uma mão fria de água no rosto. A antítese de temperaturas sendo menos impactante que o olhar de Quinn no meu quando, involuntariamente, procuro-a no box de vidro acastanhado. Droga. Droga. Eu não olharia agora. Também não foi proposital. Talvez ela estivesse me olhando por todo aquele tempo e por isso eu tenha correspondido agora, sem saber. Droga. Subitamente, paro tudo que antes fazia e me pergunto quando viramos esse poço de intensidade. Os olhares, os toques, quando? Minhas mãos ainda estão molhadas e varias gotas da água fria escorrem de meu rosto e deslizam por meu busto, entre meus seios. Apenas não consigo alcançar uma toalha para seca-los. Ela me olha e continua a esfregar as mãos ensaboadas pelo corpo. Maldito Deus, estou condenada. Encosto a lateral de meu corpo numa das paredes que transpiravam a temperatura. As gotas que escorrem de meus rosto e antes eram frias, agora já tinham encontrado o calor da carne lá presente. Ainda deixam um rastro molhado por algumas partes e imagino o que Quinn consegue ver através da blusa fina de dormir que uso. Cruzo meu braços por cima dos seios, insegura. Insegura, eu estava o diabo de insegura. Quando, em céus, Santana Lopez esteve insegura diante de uma mulher? Malditos céus. Mas, de qualquer forma, cruzei os braços sobre os seios. Apertei os dentes e meu maxilar for rígido quando, do outro lado do box, deu-me as costas. Deu-me as costas após tanto tempo olhando. Olhando e não dizendo nada após quase me crucificar, nua, ontem à noite. Maldita vadia, que se dane. Eu sou a Santana Lopez, não ela. Naquela mesma posição, puxei a blusa sobre minha cabeça. Desatei o nó nas tiras da sweatpants e deslizei-a por minhas pernas, assim como a calcinha. Envolvi o cabelo numa coque mais elevado, porque fazia frio e eu verdadeiramente odiava secar o cabelo antes de sair de casa, simples. – Se importa?- Quando encostei a porta do box, já lá dentro, perguntei. – E se me importar? — Ela estava de costas, ainda. Agora eu tinha uma melhor imagem de seu corpo e, Deus, ela é linda. Como, não é típica de um Lopez dizer em voz alta ou admitir a si mesmo, mas ela é. A extensão da carne de suas costa com pequenas e singelas marcações avermelhadas pela contato da água fervendo. Ao ver que seu cabelo também fora prendido num coque bem menos voluptuoso que o meu, esbocei um sorriso disfarçado nos lábios. A cabeça, vez ou outra, desviava da ducha de água quente. – Bem, posso ir embora.- Através da água, ousei tocar o início de suas costas, naquela região ainda bem próxima do ombro. Direito, no caso. As traseira de minha mão instantemente avermelhando da temperatura. Ou de Quinn. Notei que, dessa vez, seu esterno subia na respiração e levava um tempo maior para descer. – Gostaria que fosse — Numa tentativa fracassada de me reprimir, voltou a movimentar as mãos e os braços. Eu não iria a lugar algum, contudo. – Mesmo?- Agora com ambas as minhas, segurei sua cintura. Aproximei meu corpo do seu, e os respingos de meus braços umedeciam o que restava de meus membros.
A fim de não ter de entrar completamente debaixo da ducha para toca-la, puxei-a para mais próximo de mim. Mas, Quinn sendo quem era, permaneceu com as mãos cravadas na parede correspondente. — Porque posso sentir que está bastante molhada agora. — E, não vendo outra escapatória, puxei a única mexa de seu cabelo que soltaria todos os outros e fizesse com que caíssem sobre seu ombros molhados. Ela pareceu não se importar quando, em segundos, encharcaram. Beijei ambas suas escapulas e meus lábios apareciam ainda mais molhados.– Estou? — Sua voz era calma, despreocupada e inocente. – Mhm- Ainda contra sua pele, murmurei. Circulei meus braços agora por sua cintura, trazendo-a ainda para perto de mim até que minha frente esbarrasse levemente em sua traseira, mas não pressionando completamente. Afastei seu cabelo para melhor acesso ao pescoço, cautelosamente marquei meus dentes sobre a pele exposta. – Tão molhada.- Quando afirmo, meus lábios sentem o pulso de seu pescoço elevar umas oito maiores batidas. Assim, deslizo minhas mãos para um pouco mais acima de sua cintura. Massageio quaisquer outras peles até que atinjam a região lateral de seus seios. Minha respiração ofega, meu coração palita e meus dedos tremem. Era como se tivéssemos dezesseis anos novamente. Maldito Deus, controle-se. Você é Santana maldita Lopez, controle-se. Ao primeiro contato de minhas mãos com seus seios ao atingi-los, ambas de nós gememos. Aperto os olhos com força porque parece que todo aquele desejo que senti ontem à noite de toca-la foi canalizado em meu toque naquela região sua. Suas mãos cedem da parede e aproveito a deixa para puxa-la mais perto de mim, agora pressionando completamente nossos corpos. Deixa escapar um suspiro dos lábios e eu, em minha posição, não pude deixar de corresponde-lo. Com a extensão de meus dedos, toco seus mamilos eretos umas e outras vezes até que ela trema e sob meu toque. Deslizo a ponta de minha língua por seu pescoço até que repousasse no ponto de sua pulsação. Quebro o contato, imediatamente, entre nós e espero a resposta que recebo, logo após. Quinn vira em meus braços e me beija. Beija-me como sou dela, e ela, minha. E me pergunto quando virei todo esse poço de clichês, mas seus lábios são tão macios e não há muito o que se pensar quando sua língua, ao primeiro e gentil contato com a minha, tem gosto de café. A língua segura o gosto dum café que ela havia tomado quando despertou e eu queria dizer a ela quão delicioso seu sabor era. Mas, não havia muito tempo para cumprimenta-la porque, afinal, sou uma Lopez. Lopez que, sem perder tempo, empurrava-a contra a outra parede do chuveiro. Lá, gastei mais alguns minutos apenas sentindo seus lábios e sua língua deslizar contra os meus e a minha. Todo aquela umidade da água tornando tudo muito escorregadio e minha boca escorregando para o canto da sua e as beiradas de seu maxilar. Arrasto uma mão aberta para dentro de seus cabelos começando pela testa, e nos separo. Espero que ela me olhe, e quando olha, posiciono uma de minhas pernas entres ambas as suas e a elevo, pressionando vagamente contra seu sexo. Seus olhos ainda seguram os meus quando suspira e diz– San — Agora sou San, não? Quando tenho minha perna pressionada contra seu sexo e tenho todo e repleto controle sobre seu futuro orgasmo. Semicerro os olhos até fazer questão de que ela tenha captado minha expressão e o que eu queria dizer com ela. Levanto uma de suas pernas na altura de minha cintura para melhor acesso de meu dedo que toca sua entrada. Deslizo-o explorando a região e seus olhos caem fechados de prazer. – Peça por favor — Falo com meus lábios encostados nos seus, depois os migro para o final de sua clavícula e sento um beijo aberto ali. – Santana- As pálpebras pressionadas agora com mais força. Bom, estou de volta ao controle. – Peça por favor.- Traço pequenos círculos apertados na região de sua entrada, mas nunca a penetrando. – Agora. — Sua voz ressaltava o abismo de irritação que estava sendo atirada. – Não, Quinn. Onde está sua educação? Supostamente tem de pedir por favor.- Minha mão afundada entre suas pernas passou a se mover. Mover num ritmo lentamente torturador. Tracei caminhos preguiçosos e desajeitados por todas as paredes interiores de seus grandes lábios umedecidos. Considerando minha crônica necessidade física no que tange ao sexo, tem sido tanto tempo. Tanto tempo que não a sinto dessa maneira que, agora com o contato, percebo a falta que me fez. Ou fez a minha necessidade física, sim, que é o caso. Mas era Quinn, ao final das contas e – Fabrays não suplicam — E virou todas as mesas a seu favor. Antes mesmo que eu pudesse corrigi-la. Bem, novamente. As unhas de ambas suas mãos cravam em meus braços e torceram meu corpo em direção aposta a que eu estava. Sua perna escorregou de minha cintura e voltou ao chão para o breve suporte de nossa inversão de posição. Rapidamente, eu era a refém contra a parede que transpirava. O suor da neblina e da temperatura contra minhas costas, de primeiro, meus pelos se eriçaram. Quinn, ao senti-los sob sua mão, reprimiu um sorriso nos lábios ao pensar que tudo aquilo era uma mera reação de meu corpo ao seu toque. Mas não era. Jamais era. Minhas costas bateram com um impulso grande o bastante para minhas escapulas doerem. – Lopez — Ao ceder, o coque em meu cabelo amassou contra a estrutura que fornecia base às minhas costas e ao meu corpo, em si. Num movimento espelhado, levemente dobrou a coluna para tocar a traseira de minha coxa a fim de trazer a perna até sua cintura. – Perdão? — Perguntou de sobrancelhas juntas e aquela expressão de ingenuidade que me fazia querer raspa-la de seu rosto. Apoio ambas minhas mãos em seus ombros para suporte quando desliza a sua pela extensão de minha coxa elevada. A outra, alcançando meu sexo da mesma maneira torturante que, há segundos, fazia com o seu. Prendo a respiração quando no primeiro toque, e meu corpo leva alguns minutos para se acostumar com um membro estranho em contato. O dígito de seu polegar circula uma, duas e três vezes na pele exatamente sobre meu clitóris. Minhas pálpebras caem fechada e prenso os dentes tão fortemente contra meu lábio inferior que, por um momento, ele pode sangrar. – Oh, fuck — Ao solta-lo, ela prossegue com os círculos. E mais um, e outro, e minha respiração conta todos os outros seguintes. Pequenos, lentos e apertados círculos contra minha pele e posso sentir as ondas dum breve orgasmo nascerem no final de meu estômago e ramificarem por meu sexo que pulso, pulsa e pulso, sob o toque de seus dois primeiros dedos. A primeira onda ameaça explodir lá dentro, suspiro. — Fuck, fuck, Quinn, dentro. – Perdão, Santana? – N-nada. — Eu não entregaria o que até agora segurei. Retirei as mãos dos ombros e as envolvi atrás de seu pescoço, puxando-a para mim. O que, por final, não foi o melhor a se fazer. Quando a puxei, propositalmente trouxe o peso do corpo contra as costas da mão, assim, penetrando-me da maneira mais profunda até agora. Ou até ontem. Ou, ugh, não sei. Permaneceu com ambos em dedos impulsionado lá dentro até que eu liberasse um gemido estrangulado. – Fuck, fuck, fuck — Pressiono os olhos com força. – Abra-os, Santana, olhe para mim. Ao abri-los, ela diz– Você é uma vadia tão submissa, San.- Alcança meu pescoço colado na parede com seus lábios e traça beijos abertos pela extensão. — Sabe disso? — E movimenta seus dedos. Num impulso de ir e voltar, colocar e tirar, movimenta-os. Fecho os olhos novamente, porque não consigo suportar. Ouço-a sussurrar algumas outras coisas na ponta de minha orelha direita. – Mova, Quinn.- Umedeço os lábios com a língua porque subitamente secaram.- Mova, Quinn, mova mais rápido.- Aperto seu rosto com uma das mãos quando choramingo e ela parece ignorar. — Quinn, mova.- Abro os olhos e a vejo sorrindo apertado. Segura-me por alguns segundo e depois move. Impulsiona com dedos em movimentos lentos de vai e vem. A sonoridade do toda minha umidade contra sua mão se mixando com a água do chuveiro.- Mais rápido, baby, rápido.- Suplico e, ali, ela atende meu pedido. Penetra com mais força e velocidade. Uma segunda e terceira onda bate contra mim e -Estou tão perto, v-vou, Quinn, vou g- Sua língua invade minha boca e corta qualquer possibilidade de eu proclamar o orgasmo que, dentro de instantes, atingiu-me. Minhas pernas tremeram e ameaçaram ceder, meu corpo caiu mole sobre o seu quando apoio minha testa num de seus ombros. Acredito que a única razão por continuar em pé, era porque Quinn me segurava. Impulsionou outras vezes dentro de mim para depois retirar a mão. Guiar minha perna de volta ao chão e segurar minha cintura com ambas. Quando estamos com os pés nos chão, literalmente, uma risada escapa de mim.
– O que? — Olha-me de sobrancelhas franzidas, mas acompanhada dum sorriso ingênuo. Antes de responder, planto um beijo preguiçoso nela porque seus lábios, de constante contato, estavam avermelhados e levemente inchados. E tão chamativos. – É tão sedutora — Afasto algumas mechas louras de seu rosto e, no meio do caminho, responde com um sorriso. Ela é tão, tão bonita que até posso chorar. Não, talvez eu esteja sensível demais por esse período. É. Sentei um beijo numa de suas bochechas quando busquei pela esponja que antes esfregava o corpo. Apliquei-a algum tanto mais de loção de banho e esfreguei entre minhas mãos a fim de juntar espumas. Subi meus olhos aos seus e os verde acastanhados me observavam. Silenciosamente, peço permissão para toca-la com o material escorregadio da bucha e ela, silenciosamente, consente. Encosto, cautelosamente, primeiro na extensão de sua clavícula e, não sei, Quinn parece tremular com o toque. Trabalho no comprimento de uma, depois de outra. Ao meio, escorrego para o vale entre seu seios e o traço de espuma que permanece por cada caminho mescla em sua pele branca avermelhada. Subo a cabeça novamente quando circulo o molde de seu seio esquerdo, nas laterais da perfeita circunferência. Quinn ainda olha para mim como se esperasse pela pergunta. Ao invés, apenas subo a bucha em completo contato com seu mamilo ereto e vejo seus lábios repartirem quando suspira. O outro, após. Desço-a pelo estômago e, ao concluir, puxo seu corpo contra o meu. Seus seios tocam os meus. Seus lábios partem novamente como os meus, e somos tão aqueles casais gays clichê agora. Aproveitando nosso contato, esfrego sua escapulas. O final de suas costas. Solto a bucha e agarro ambas sua nádegas com força e a ouço resmungar na lateral de meu rosto. Acaricio algumas outras vezes em outros pontos. Caio de joelhos no chão do chuveiro. Busco pela bucha a lado de seu pé, vejo que ela me olha dentro dum tom curioso. Esfrego-a por uma de suas coxas. Beijo seu estômago na altura do umbigo e subitamente sinto suas mãos desatarem a mecha de cabelo de meu coque que libertaria todos as outras, caindo sobre meus ombros e metade de minhas escapulas. Todavia, não me importo. Não me importo porque ela penetra seus dedos por meu coro e permanece, vez ou outras os movimentando. Toco seu sexo com os lábios, mas solta um suspiro em desaprovação quando somente sento um beijo na vulva. Traço a esponja ainda em sua coxa, depois a outra até que elevo uma de suas pernas e a sento sobre meu ombro. Solto a bucha no chão. Quinn me olha com um ar de curiosidade, novamente. Livro-me das espumas das mãos e, quando limpas, sugo dois dedos dentro da boca. Penetro-a com os mesmos, deixando que a língua, em si, trabalhasse na região de seu clitóris. Pude senti-la pulsar entre meus lábios. Pude senti-la apertar a envoltura de meus cabelos e apoiar outra mão contra a parede dali porque em suas costas não havia alguma e nenhuma. Impulsionei lentamente, dentro e fora. Indo e voltando. Tombou a cabeça para trás algumas vezes, observava-me aqui embaixo outras vezes. Quando meu anelar ameaçou se juntar aos outros demais dedos dentro dela, choramingou– Quer que eu adicione mais um dedo, Quinn? — Sugeri ainda encostada em sua pele. Ainda impulsionando a fim de ter a resposta que gostaria. Gemeu de lábios fechados, ela lutava contra. — Peça por favor, Quinn. Vamos.- Contudo, não duraria muito tempo. O angulo era favorecedor demais para mim, e eu a tocava tão precisamente. Movimentava e suas paredes interiores pressionavam contra meus dedos cada vez mais. Ela estava perto, eu podia dizer.- Peça, Quinn, vamos.- E era, sim, questão de orgulho. Era, sim, questão de mostrarmos a nós mesmas quem realmente dominada quem. Porque sempre fomos assim, desde o colegial. E sempre seríamos. – Fuck, por favor, San, por favor- Choramingou de olhos apertados. – Ei, acalme-se, não precisa suplicar — Sorri em sua pele. Ainda segurava um sorriso quando, novamente, entrei em contato com seu sexo usando os lábios e língua. Puxei outro dedo para dentro dela num impulso, gemeu estrangulado. Meu coração palpitou. Movimentei uma, duas e três vezes com força até que Quinn, finalmente, atingiu um orgasmo prendendo os dedos em meu cabelo. Os músculos de sua perna em meus ombros tremulando vez ou outra em respostas a quantidade de tempo que ficaram rígidos, elevados. Maldito deus. Elevei-me do chão e plantei um selinho nos lábios, permanecendo por mais tempo do que o exigido. Toda aquela coisinha encantadora que era. Vi minha fisionomia ensopada dentro do reflexo de seus olhos. Espera, o que? Talvez eu esteja perdendo a cabeça mesmo, enfim. Alcancei um shampoo a fim de dispersar todo aquele momento amoroso que vivíamos ali, porque, convenhamos, eu supostamente deveria estar enfurecida após sua atitude de ontem à noite. Ou não, supostamente. Quinn é tão maldosamente e tortuosamente atraente e bonita. E, acima de tudo isso, tem esses questões estranhas com seus olhos, como se um tubo de mel engolisse todo o verde acastanhados após o contato com uma certa temperatura. Mas, bem, quando me percebi dentro de uma órbita por tempo demais, pigarrei. Virei o vidro da loção gelada em uma das mãos, e, com a outra, espalhei pelo cabelo vendo que não me restava outra alternativa além daquela. Ela me olhava por toda a ação. – O que? — Pergunto. Quinn sorri e eu sei o que ela, implicitamente, quer que eu faça. – Não, não.- Protestei.- Não vou lavar sua cabeça, já fiz demais ensaboando seu corpo, não?– Qual é, S.- Tomou uns dois passos para mais próximo. Sentou um beijo no final de meu maxilar e reclamou mais alguns sussurros despercebidos. Ao reciprocar o mesmo selinho, bufei exausta. Espalhei algum pouco mais do líquido em minhas mãos após devolver o tubo ao lugar originário. – Você me desgasta horrores, sabe disso?- Ao toca-la no início da cabeça, sorria vitoriosamente. Consentiu num barulho gutural.- Mas vire-se.- Torci sua silhueta para que me desse as costas. – Por que?– Para ver se para de me olhar por todo o maldito tempo.Dados vinte minutos, eu vestia a roupa que trabalharia numa terça-feira de manhã. Que, ao falar, era basicamente quase todas as peças de Quinn já que passar a noite em sua casa não estava dentro de meus planos, na realidade. Desço as escadas para o andar inferior e minha vista acaba esbarrando diretamente na mesa principal da cozinha. Aquela mesma mesa de madeira e todas outras. Quinn estava levemente recostada sobre ela com a parte frontal de seu corpo preguiçosamente escondido dentro duma toalha felpuda só não mais escura que sua pele, em si. As mechas louras de seu cabelo molhado foram simetricamente penteadas para trás e não vestia nada nos pés. E ainda era Boston. Ou por baixo da toalha. Quem sem importa. Virou a silhueta em minha direção quando notou a nova presença no ambiente. Numa das mãos, segurava uma xícara que o líquido vaporizada por seu rosto. Sorriu com o material ainda encostado nos lábios, fazendo-me concluir o pensamento que me pegou hoje ainda mais cedo no chuveiro: Estou tão ferrada. – Não tem trabalho a fazer hoje? — Perguntei. Ao retirar a porcelana da frente, vi que seus olhos examinavam o que eu vestia. O sobretudo cinza que era meu e ela tinha, mas era meu e agora questionava por vestir. Ela não respondeu e, só quando voltou o corpo para a posição origem foi que notei uma manta de papéis azulados cobrindo a superfície da mesa.- Que diabos é tudo isso?– São amostras para nosso convite de casamento.- Simples assim, arrastou-me uma outra xícara. – Pensei que eu tivesse sido punida o bastante — Entretanto, recusei-a como singelo ato de rebeldia. Segui pela cozinha e procurei no refrigerador algo que realmente me despertasse naquela manhã. Bom, além de Quinn. Contudo, tudo que possuía era esses wine coolers. Preferi um copo d'agua, ao invés.– São para a nossa recepção, digo. Não quero que minha mãe tome conta de tudo e acrescente todas aquelas coisas exageradas. – Pensei que havíamos concordado na frase que sugeri — Levo o copo aos lábios e observo pela borda na frente de meus olhos. Quinn revira os dela. – Distribuir uma foto nossa escrita "ela pertence a mim agora, vadias" junto de data e horário não é apropriado. — Segura uma amostra na mão vazia quando volto para mais próximo de seu corpo. – Um convite sofisticado — Imponho. – Com certeza é — Vira-se para, sarcasticamente, revidar.- Mas pensei que podíamos esconder nossa sofisticação por pequenos minutos e voltar ao mundo real e tradicional. – Somos um casal de duas mulheres se casando, quão tradicional.- Ela leva a xícara a um gole e aproveito a deixa para fazer o mesmo.- Está sendo condescendente? – Um pouco, sim. — Num movimento rápido, liberou tudo que possuía nas mãos e arrastou quatro papéis com diferentes caligrafias em cada para meu rumo.- Diga-me o que acha desses — E como severa resposta, choramingo. — Quanto mais cedo fizermos isso, mais cedo terminamos. – Babe, não me importo com o que se pareçam. Através das expressões que adotou na face, pude dizer que estava desapontada. Eu não fazia por querer, embora. Verdadeiramente não me importava com o que parecessem quando o jantar com nossos pais que tivemos semana atrás foi mais que o suficiente. E o permitido.– Bom, ok. Tem um desse que gostei bastante, pensei que, por ser nosso dia, faríamos tudo isso juntas. — Vasculhou alguns outros estirados na mesa e eu rezava para que o nó que sustentava a toalha no corpo desatasse. — Então, acredito que usaremos esse design?- Colocou entre nós um cartão dum azul bem claro e escritas pretas, ligeiramente arredondado nas pontas. – Não, não gosto desse.- Franzo as sobrancelhas e tomo outro gole na água como escape.– O que há de errado com esse?– Apenas não gosto. Estudou minha expressão quando desviei os olhos para qualquer outro canto da cozinha. – Ok, bem, que tal– Já disse, não me importo com o que se pareçam.- Impus- Qualquer um que você escolher está escolhido. – Qualquer um menos aquele que eu te mostrei? – Certo — Consenti — Qualquer outro eu topo. Ao me perder de foco, voltei-me a ela que examinava com cautela as diversas cores e tamanhos e de destintas caligrafias. Passava os dedos por alguns, ameaçando escolher e puxar um sortudo, apertava o maxilar vez e outra. Alguns minutos se foram até que– Ok, que tal o cor branco-pastel com a rosa lilás atacada nele e caligrafia francesa? — Com toda sua sofisticação hodierna. – Sim, perfeito! Bom trabalho, baby! Posso retirar minha ilustre presença agora?– Quem está sendo condescendente agora?– Eu que não — Passo a mão em sua xícara na borda da mesa antes que ela tenha tempo de protestar. Levo-a aos lábios, assistindo Quinn franzir as sobrancelhas mas não pela xícara, em si.- Vamos encomendar esse e manda-los aos convidados. – Mesmo?– Sim– Tem certeza? Consenti entusiasmadamente antes de sentir o forte gosto de café no paladar. Como o gosto que Quinn tinha horas atrás. Como o gosto que ela provavelmente deve ter agora. E– O que você gostar, baby. Dentro de outros goles, ela resolveu me mostrar o exemplar. – Eles ficarão dessa maneira, sim? Gosto bastante da rosa com o caule. Acho que é esse. – Oh — Bufo e, imediatamente, ela me olha. — Não gosto. – O que não gosta sobre ele? Bufo novamente, mas, dessa vez, por um período de tempo mais extenso. Outras e outras vezes. Quinn revira os olhos. – Não sei, é meioTemos mesmo de fazer isso? Digo, o jantar aquela vez foi o bastante pra mim e hoje é terça feira e já vou ter um dia muito estressante e cansativo e tudo que eu verdadeiramente queria era uma taça de vinho e verdadeiramente, verdadeiramente tirar essa toalha de você. – São nove da manhã — Os verdes caramelizados seus foram de sua/minha xícara para depois voltarem aos meus. – E? – Quem toma vinho às nove da manhã? – Quem escolhe amostras para convite duma recepção de casamento às nove da manhã? Ou só possui wine coolers no refrigerador? Dentre todos os movimentos que fazia enquanto não me escutava reclamar sobre coisas aleatórias, parou. – O que há de errado com wine coolers? — As sobrancelhas juntas acima dos olhos. – Mesmo? Faz toda esse caso em dizer que é o macho da relação e não tem um queda pelo Robert Pattinson ou que não vai à manicure duas vezes por semana, e vem me perguntar o que há de errado com wine coolers? — Lancei uma risada irônica a nenhuma direção específica.- Quinn, honey, na vida você tem vinho, e você tem liquor. — Parafraseei com as mãos em movimentos separados. — Não há nada entre ambos, no meio, nada. — Ela toma a xícara de minha mão, já vazia, e soube que tinha atingido um nervo.- Te enviarei um sms com o nome do vinho que deve comprar quando for fazer despesas, ok? — Mas eu sou Santana Lopez.
– Huh, por que não pode fazer suas próprias despesas?– Porque pensei que esposas servissem para, sabe, para fazer isso.- Dei de ombros numa expressão ingênua. – Está ciente que você é minha esposa também, não? Segurei seus olhos nos meus por longos segundos, como se tivesse parado para pensar sobre isso naquele determinado instante e só. Massageio minhas têmporas.– Por que está enchendo minha cabeça com palavras fúteis a essa hora da manhã, Quinn? Está me confundindo, ainda tenho um longo dia pela frente. – Espere, vamos fazer um acordo.- Segurou a mão na frente de meu rosto — Ajude-me a escolher um convite e vou às despesas COM você hoje quando deixar o trabalho. – Já te disse que um convite é um convite, não importa com o que se pareça.- Esfreguei as têmporas algumas outras vezes para simular minhas exaustão.- Posso ter outra xícara de café?– Sim, e ao mesmo tempo continua a recusar todas as sugestões que tenho a oferecer. — Puxou ambas minhas mãos do rosto para que focasse a atenção completamente a ela. — Então, salvaria nossos preciosos horários se você sentasse e escolhe logo um exemplar que agradaria ambas de nós.- Choramingo e Quinn puxa uma das cadeiras para que eu me sentasse.- Ok, comecemos com peso primeiro, sim?. — Ao seu comando, prendo meu lábio inferior nos dentes ao examinar a grade de cores, tamanhos e formatos em minha frente. Todavia, não tardei para agarrar uma fita neutra, um estilo de caligrafia, formato, cor e design e mostrar a Quinn que ainda murmurava algumas palavras que não prendiam minha atenção. Olhou-me com gesto surpreso e adoro ver em sua face que esperava a pior combinação presente na mesa.- È, na verdade– Perfeito — Completei, contente comigo mesma. — Eu sei. E em algum lugar ali nela procurava um defeito que certamente não encontrou quando– Como?– Já disse a você, é isso que faço em meu trabalho, baby. Sou como uma encantadora de design ou qualquer merda dessa- Levanto-me da mesa e tomo meu ponto inicial, esperando que, agora, consiga sair. – O que você faz, especificamente? Só cabia a eu sorrir da pergunta, mesmo. Nos conhecemos por entre dezesseis anos, dormimos juntas em torno de sete, oito e Quinn ainda acontecia de não saber especificamente o que eu fazia para viver. – Bem, posso dizer, mas terei de te matar. Espere, isso tudo me lembra de...qual sua cor favorita?– Hm...verde. Por que?– Nada, eu já sabia, de qualquer forma.- Desvio minhas vistas e toco alguns exemplares ainda na mesa mais próximos de mim. – O que foi isso?– Conclui que se não sabemos a ocupação uma da outra, provavelmente não saberíamos coisas simples como nossas cores favoritas. – Você sabe que exerço advocacia. — Implantou. – Sei que trabalha para os irmãos Qsadar-cabeça-de-pênis, é diferente.- Sorrio a ela ou com ela ou para ela, ou, não sei. Faz o mesmo diante da chula analogia.- Estava errada, de qualquer forma, acho que conheço você sim, ao final das contas. – O que disse?– Que te conheço sim, ao final das contas.- E estive tão feliz por vê-la quebrar o gelo que entraríamos. – Não, antes disso. – De qualquer forma– Não, S., antes disso– Estava er...oh, muito engraçado, Fabray. – Lopez. Paramos por alguns segundos, ela ainda meio insegura de qual seria minha reação ao fazer o que eu sempre fazia. Sempre fazia, literalmente. Ao invés, junto um sequencia de palmas bem marcadas e pausadas, indiciando minha explicita ovação. – HA! Sabia que influenciaria você com isso. Um tom avermelhado passou a subir nos ossos de suas bochechas, corando-as. Ela, percebendo que eu havia percebido, impulsionou seu corpo a mim e escondeu o rosto na depressão entre meu pescoço e clavícula. A essência de baunilha que exalava de seu cabelo já seco. Por alguns instantes, embora. Quando voltou em minha frente, seu rosto completamente corado. – Droga — Digo em meio a toda aquela cena fofa e linda e arco-íris. Atiro todos os exemplares da mesa num só impulso com o braço. – Mas que diabos, Santana? Por que fez isso?– Precisamos fazer sexo agora.- Digo a ela com toda a seriedade de minha expressão. – Por que, Deus?- Franze em resposta ainda em busca de explicações por eu ter arremessado os convites e caligrafias e estilos e cores. – Porque acabamos de ter esses momentos clichê de casais homoafetivos, e não somos esse casais clichês homoafetivos, entende? E preciso que você, não sei, retire esse gosto de minha boca. – Tomamos banho juntas– E fodemos após, e durante– Oh- A feições de sua face suavizaram duma maneira que me fez querer arrancar a toalha de seu corpo, mas contive. Contive desde o primeiro momento que pisei nessa cozinha. — Bem, que tal deixarmos essa passar e fingirmos que nada aconteceu para que possamos voltar e fazer a lista de despesas. — E ela dizia seriamente. – Isso tudo está começando a parecer muito doméstico — Recuo quando morro na praia de Bikini vermelho e bronzeada estirada na areia amarela. – Santana, estamos casadas. Quão mais doméstico acha que isso pode chegar?- Abaixa-se para pegar um dos designs mais próximos de seu pé, ao chão, e acompanho todo o movimento com os olhos. Meu maxilar vai rígido. – Sempre esqueço desse detalhe. – Mas nunca esquece de corrigir alguém quem despercebe o Lopez ao final de meu nome– Bem, duh, porque é seu nome. Como no mundo eu esqueceria seu nome? — Vejo-a buscar por outras mais até que o nó acima dos seios ameaça ceder, então para. – Sua lógica me surpreende bastante às vezes– Não, nunca aplique lógica a um Lopez, nunca. — Quando sorri de volta, passo por ela e protagonizo minha saída do cômodo e da casa, em si. – Ei, aonde vai? — Ouço sua voz policiar, paro em meio caminho corrido. – Bem, alguém tem de trabalhar, não? E outra, estou morrendo de fome. Você deveria ter entrado com seu papel de esposa em relação a isso, sim? — Vejo-a revirar os olhos. — E outra, se tivéssemos feito sexo direto, você não teria que pegar todos esse do chão. – E depois desapareceriam como mágica, presumo- Confirmo num consentir ao concluir seu pensamento. Agora eu verdadeiramente precisava ir. – Ok, preciso ir. — Deslizo uma mão em meu cabelo a fim de estabilizar qualquer instabilidade se presente. — Mandarei por sms o restante da lista, tudo bem? Mesmo se formos juntas, precisa de ovos porque está sem algum. E aquela pasta de dente é horrível – Você tem seu próprio apartamento, sabe — Intercalava a atenção entre mim e os papéis. – E teria voltado para ele se você não tivesse encarnado o Christian Grey para cima de mim ontem à noite.- Sorrio da analogia barata. — E, certifique-se de entrar em contato com mami. Sei que é nossa recepção, mas ela vem planejando isso tudo por milhares de anos e ficaria chateada se não incluíssemos ela, sabe. – Sim, eu sei. Vou ligar para mami quando puder, porque só Deus sabe como você é prestativa em relação a isso. E eu nunca conseguiria resistir a tentação que Quinn é. Retrocedo todo o caminho que segui só para me aproximar dela novamente. – Você não disse sua mãe, disse mami.- E como se lesse que estava sob um futuro ataque, estudou minha expressão enquanto recuava até que o inicio das coxas colidissem com a mesa. — Gosto disso. – Conheço sua mãe há bastante tempo, não? E você Empurrei-a para que finalmente sentasse sobre a estrutura quase completamente vazia ainda. Afastei suas pernas para que pudesse me colocar entre o espaço de ambas e meus lábios escorregaram para seu pescoço. Todavia, ao contrário de tudo que ela esperava que eu fizesse, subi-os para sua face e sentei um beijo no centro de sua testa. – Não conte a minha esposa, mas há uma grande chance de você ser um anjo. Selo seus lábios e caminho em direção a porta escutando Quinn dizer algo relacionado a busca-la na companhia ao final da tarde para as despesas. Ugh.
Fale com o autor