NTS: Atos e Consequências

18 Péssima Troca e Boas Noticias?


Notas iniciais
Então, como eu venho dizendo... Desculpa pela demora... Acho que isso está virando rotina, mas não é culpa minha, o colégio ocupa grande parte do meu tempo :/
_ Pró Nivia se estiver lendo isso, quero que me fale o que achou ;s
Obrigada, realmente muito obrigada por todos os reviews que vocês tem me mandado, e saibam que eu amo todos *--*

POV Beck

Bem, pode-se dizer que estamos numa situação pouco comum... Pelo menos eu nunca vi adolescentes, em plena Hollywood, que estudam em um colégio de artes e enfrentam uma barra como essa. Podemos não ser os únicos, mas não somos muitos.

Jade estava encostada no sofá enquanto bebia um café quente. Ela definitivamente odeia o meu café. Não da pra entender, segundo ela é doce demais.

Beck: Mudou de ideia?

Jade: Não. Não sei sobre o quê, mas continuo com a mesma opinião.

Beck: Sobre o meu café.

Jade: Saber o motivo não influenciou minha resposta. — Ela sorriu irônica. Com a mesma facilidade que se torna frágil, retoma uma postura praticamente impenetrável. Ou quase.

Beck: Ainda quer jogar?

Jade: E pensar que passamos uma tarde inteira em frente a esse jogo estupido. Até consigo entender porque seu pai não gosta de mim.

Beck: Porque a última vez que ele te viu, foi através da porta de um hospital? — Ri enquanto desligava a televisão.

Jade: Culpa da Vega. — Balbuciou fitando o copo de café enquanto remexia-o.

Beck: Uhm... Claro! — Falei me aproximando dela, sentei ao seu lado e ela me encarou e riu. — Quê?

Jade: Não sei, só... Gosto de ficar aqui com você.

Beck: Você tem que ir na sua casa, avisar a seu pai... — Ela revirou os olhos.

Jade: Ele não se importaria se eu desaparecesse, seria até menos despesas. — Ela disse indiferente. Decidi então que é melhor trocar de assunto.

Beck: Sabe, a Trina me mandou um e-mail falando que todos estão reunidos na casa da...

Jade: Como ela conseguiu seu numero? — Ela perguntou irritada, eu dei de ombros, quando ela estreitou os olhos de forma ameaçadora.

Beck: Em fim... Na casa da Cat decidindo o que vão fazer na quinta em diante.

Jade: Adoro esse sotaque canadense... — Ela sorriu encostando a cabeça no meu ombro.

Beck: Pensei que não gostasse do Canadá.

Jade: Porque? Sempre adorei o Canadá, super ficção. — Ela riu enquanto procurava com a mão vaga o celular de onde mostrou-me vária imagens paisagísticas do Canadá.

Beck: Então, agora não entendo porque ficou tão brava quando "descobriu" que eu nasci no Canadá. — Ri observando as fotos, o que me deu saudade dos meus tios, que sempre foram tão presentes na minha infância, e dos meus primos, que aprontaram tanto comigo antes que eu recebesse a bolsa pra HA.

Jade: Porque você não me disse que veio de lá! Logo nunca me disse como é pessoalmente todas essas paisagens que eu ainda pretendo visitar.

Beck: Não tenho duvidas... Mas vamos à casa da Cat ou não?

Jade: Ta chovendo.

Beck: Pensei que gostasse de chuva.

Jade: Adoro chuva, mas adoro ficar em casa, com meu namorado, engordando e assistindo algum filme clichê. — Disse como fosse a coisa mais natural de toda humanidade, Jade West em um momento digamos... Não agressivo!

Beck: E com clichê você quer dizer " O Cortante" ?

Jade: Correto! — Ela bradou me fazendo rir.

Beck: Não adianta, você sabe que vão acabar todos aqui se não formos. — Ela me encarou por dois ou menos segundos, então chateou-se com alguma coisa, recuperando outra vez sua habitual postura e levantando bruscamente do sofá ao mesmo tempo que colocava o copo de café — agora pela metade — na pequena mesa em frente ao sofá.

Resmungava alguma coisa quando entrou no banheiro e bateu a porta de forma nada delicada. Abafei o riso e esperei vestindo uma camisa xadrez por cima da branca que já usava.

Ouvi o chuveiro ligar e decidir esperar um pouco enquanto jogava uma partida de futebol no vídeo game.

Jade: Eu dirijo! — Falou rispidamente ao abrir a porta mais ou menos meia hora depois de ter entrado. Abandonei exitando o meu jogo, qual eu estava ganhando de 3 à 1. Sacrifícios... Sacrifícios!

Independente das vestes pretas, como de costume, ela estava chateada, triste... Algo assim... Espero que não seja culpa minha outra vez.

Beck: Porque está irritada? — Falei tocando a ponta do nariz dela.

Jade: Não toque no meu nariz. — Ela disse, enquanto seus olhos vageavam pela estrada já familiar.

A casa da Cat fica a apenas quatro quarteirões da minha, o que facilita quando temos trabalho ou... Necessidades em comuns, no caso, Jade.

Bom, acho que ir a casa da Cat para escutar uma discussão sobre o que fazer em cinco dias livres é um bom motivo pra ela se estressar.

O caminho foi bem silenciosos, nada foi dito e aquilo não nos incomoda por mais estranho que pareça.

Beck: Achou que vou marcar de sair com o André e o Robbie, tem um jogo da final contra o japão de tênis e vai ser imperdível!

Jade: Tô avisando, nem pense que vai me deixar aqui com aquele bando de felizes saltitantes. — Manteve o to indiferente ao entrarmos na pequena sala quase completamente branca.

Sra Valentine: Olá queridos. Jade como está diferente, está linda meu amor. E Beck, que belo rapaz você se transformou desde a primeira vez que te vi. Fico feliz que continuem juntos, são um bonito casal.- Sorri, lembrando que a Sra Valentine foi a primeira pessoa que me recebeu de bom grado quando cheguei aqui, e talvez uma dos poucos adultos que incentivam meu namoro com a Jade.

Jade: Obrigada, Cat disse que estaria nos esperando.

Sra West: Claro, claro. Entrem e Jade obrigada pela limonada de aniversário. — Eu a olhei esperando que assim que não pudéssemos mais ser ouvidos ela me explicasse porque dá limonadas a todos de aniversário. Ela apenas deu de ombros e subiu a estreita escada pondo-se na minha frente.

Jade: Todo mundo gosta de limonada. — Falou como se soubesse o que eu perguntaria. Ela encostou na porta e bateu três vezes cessando os murmúrios que vinham do comodo rosa.

Cat: Toc Toc?! — Falou encostando a mão na maçaneta sem gira-la, ainda nos deixando do lado de fora. Jade revirou os olhos e suspirou alto, ouvi risadinhas abafadas e Tori repreendendo Trina por alguma coisa.

Jade: Cat, nós que estamos... Esquece! — Ela me encarou e eu ri — Escuta Cat, abre a porta pra decidirmos tudo isso de uma vez.

Depois de uma certa insistência Cat cedeu abrindo a porta aos prantos por não conseguir terminar a brincadeira. Depois que finalmente a acalmaram todos sentamos num grande tapete rosa com flores amarelas enquanto Cat pula na cama que rangia conforme os pés dela tocavam o colchão.

Cat: VIVA FESTA DO TAPETE COM PIJAMA! — Gritou e eu vi Jade respirar fundo, controlando algo que provavelmente não seria agradável de escutar.

Tori: Cat... Hey Cat... Doce KitKat!! — A menina tentou chamar atenção da ruivinha que ao ouvir o nome do doce parou instantaneamente trazendo ao rosto de Tori um sorriso vitorioso.

Mais alguns minutos de discussão até que Cat se sentasse junto a nós no tapete abafando risos sem nenhum objetivo ou razão.

Robbie: Já disse que podem ficar na casa dos meus avós.

Em um uníssono respondemos "Não" deixando o garoto sem graça o que fez Rex rir. Fantoche bizarro!

André: Bem, eu tenho uma boa noticia.

Trina: Desembucha!

André: Meus pais vão viajar nessa pequena ferias e eles toparam levar todos com eles.

Tori: Jura?

André: Uhm.

Beck: Onde é?

André: Essa é a melhor parte. E a pior ao mesmo tempo.

Car: OH! — Mostrou-se assustada e perturbada com a ideia disso ser tão contraditório.

André: Brasil.

Trina: Mas é em outro continente... — O que essa menina tem na cabeça?

Jade: País. — Falou entediada enquanto todos repreendiam Trina que procurou consertar o "engano" .

Trina: Mas é em outro país. — Ela olhou pra Tori que agora parecia desapontada assim como todos ali.

Tori: Mas seus pais vão não é?

André: Uhm muchacha, e o hotel é bem perto da praia.

Cat: Mesmo assim, não sei se minha mãe vai...

Jade: Eu falo com ela.

Beck: Nós falamos, mas primeiro temos que falar com seu pai e meus pais. — Ela assentiu, no entanto sabíamos que teríamos que arranjar mais alguém responsável... E parecia que todos estávamos pensando a mesma coisa pois uma unica voz formou-se através de todas nossas para saldar o nome que todos tínhamos em mentes.

Todos: SIKOWITZ! — Então todos nos encaramos e o comodo cor de rosa foi tomado por gargalhadas e palhaçadas como nos velhos tempos.

Notas finais
Não tem nada melhor que escrever com um copo gigante de café preto e quente numa fim de tarde fria como essa *--*
_ Faço um ótimo café u.u _
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