NTS: Atos e Consequências
20 Promessas
Notas iniciais
Me esperem e TODOS VOCÊS verão meus reviews em breve - espero
Obrigada por tudo, e pelos maravilhosos reviews de sempre!
Musica:
Atreyu - Wait For You (with lyrics) - ♥
POV Beck
Depois de ouvir coisas que nunca imaginei da Tori, tentei entender o que se passava com todos aqui.
Beck: Eu... Tenho que ir...
Tori: Por favor, não me leve a mal... Eu sei que você não esperava ouvir isso, eu sei... Mas você sabe que isso é verdade! E agora, que sei que ela perdeu um bebê, como acha que ela vai ficar? Provavelmente pior. — Ela pensou um pouco e colocou as mãos na cabeça. — Beck! Como engravidaram? Qual é?! Ela tinha uma criança dentro dela, já pensou que... — Ela desviou os olhos.
Beck: O que? — Falei para que ela terminasse a fala, mesmo sem querer saber exatamente o que estava por vir.
Tori: Já pensou que ela pode ter... Sabe... Perdido o bebê propositalmente?! — Ela sussurrou envergonhada.
Encarei a garota na minha frente, incrédulo com o que acabara de ouvir. O que está acontecendo aqui?!
Beck: Tori eu... Eu não acredito no que você disse! Acha mesmo que ela seria capaz de — Fui interrompido por ela que ainda fitava o chão, mas agora sua voz estava elevada. Arrependi-me tremendamente de ter contado sobre o bebê. Isso não podia ter acontecido!
Tori: Todos sabem que ela não gosta de crianças, que ela não saberia cuidar de um bebê, e ela também sabe! Qual é?! Não é descartável. – Argumentou.
Beck: É sim! Ela não sabia que estava grávida, nenhum de nós sabíamos até... – Dei-me conta de está me explicando pra Tori. Eu não devo explicações a ela, não devo explicações a ninguém! – Quer saber, eu tenho mesmo que ir.
Desci as escadas com o peito apertado, com o rosto enfezado. Deixei-a pra trás observando a janela do quarto espaçoso, fitava o vazio e nas ultimas palavras que ouvi ela dizer quando vinha atrás de mim senti todo o remorso que ela devia está sentindo agora.
Tori: Desculpe... Eu... Desculpe, não quis que... Desculpe. – Ela falou ao abrir a porta enquanto eu descia as escadas sem nem mesmo encara-la.
Cada degrau que descia apressado, minha cabeça dava uma grande e confusa volta. O que falaria para Cat, Robbie, André e Trina lá embaixo? O que está acontecendo com nós?! São apenas brigas, tragédias... Cadê o grupo de adolescentes inocentes, felizes, inconsequentemente, unidos e principalmente amigos, que éramos? No que nos transformamos? O que está acontecendo com cada um de nós? Porque todos estão mudando tanto? Porque eu estou tão diferente? Porque a Jade mudou tanto?
A agonia crescente foi aprimorando-se cada vez que chegava mais perto da sala.
Quando encontrei os olhos desamparados da Cat, a confusão evidente do Robbie, a preocupação estampada nos olhos do André e a pressa para respostas da Trina, apenas consegui enxergar quatro pares de olhos curiosos e desconhecidos.
Cat: O que aconteceu? – Não sabia como responder então apenas fitei o André. Ele me ajudaria agora.
André: Porque a Jade saiu furiosa daqui? – Ou pelo menos o antigo André!
Espera! Jade?
Beck: C-como assim J-jade?
Trina: Não vai dizer que você e a Tori... – Ela deixou a voz sumir e correu para o quarto da irmã mais nova me deixando com muitas perguntas e nenhuma resposta.
André: V-você não fez isso né?! – Gaguejou. O que ele está pensando que eu sou?!
Beck: Não! Qual é! Não – Falei angustiado. – Jade esteve aqui?
Robbie assentiu tristonho depois fitou os pés antes de começar a falar, o que mais pareceu um sussurro.
Robbie: Ela esqueceu a bolsa, veio pega-la, não encontrou nenhum de vocês dois, e subiu, logo depois desceu, pegou a bolsa e saiu esbravejando e xingando todo mundo.
Cat: Não sei o que ela ouviu, mas imagino que não tenha gostado nada. – Ela amarrou a fita da blusa na cintura – Vocês vão terminar de novo? – Perguntou chorosa.
Beck: Não Cat, relaxa okay?! – Falei passando a mão na cabeça da ruivinha, André sorriu pra mim e pude ver um relâmpago do velho André, do meu amigo, parceiro e emotivo! Não deixei de sorrir.
André: Quer ajuda pra procura-la?
Cat: Sim! – Pulou esperançosa.
Robbie: KitKat, André falou com o Beck! – Disse trazendo de volta o velho e confuso Robbie e a sorridente e doce Cat.
Cat: Mas eu tenho certeza que ele quer ajuda ué! – Ela sorriu me abraçando e rindo.
Beck: Claro! Vamos, vamos procurar a Jade!
Todos nos viramos pra porta e enquanto Robbie e Cat iam na frente André bateu nos meus ombros.
André: Tô com você cara! Vamos encontra-la! – Assenti com a cabeça em sinal de agradecimento.
Tori: Posso ir também? – Me surpreendeu ao sair da porta enxugando as lagrimas com um sorriso arrependido no rosto.
Beck: Claro Tori, vem ca. – Sorri pra ela, sabendo que tudo no final vai ter que ficar bem.
Afinal tudo sempre acaba bem, se tão está bem é porque não acabou.
XX—XX
Não foi preciso procurar muito, decidimos nos separar e por sorte eu mesmo a encontrei, estava em casa, certamente não foi o primeiro lugar que eu iria procurar, mas iria avisar ao pai dela sobre o sumiço da filha, mesmo sabendo que não faria diferença, e que provavelmente ele me odiaria ainda mais. Por sorte ela quem atendeu a porta, claro, pra minha surpresa.
Jade: Oi. – Disse indiferente. Me surpreendendo mais uma vez.
Beck: Você está bem? – Foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Estreitei os olhos fitando-a cuidadosamente.
Jade: Não está vendo? – Disse sarcástica, como se nada tivesse acontecido. Observei os punhos serrados e novamente o medo de ver seus pulsos cortados outra vez percorreu meu corpo.
Sem me importar com mais nada segurei o braço pálido dela que revirou os olhos, o desespero se alastrou, fazendo minha mão gelar. Virei os pulsos dela pra cima, tirei algumas pulseiras e cordões pretos, e só o que vi foram as velhas cicatrizes, fazendo com que um sorriso aliviado tomasse conta das minhas feições.
Beck: Pensei que...
Jade: Está tudo bem, sério. Estou bem. – Ela disse mordendo os lábios inferiores.
Beck: Então temos que ligar pra avisar que você está bem.
Jade: Botou os bombeiros e psiquiatras a minha procura? – Arqueou uma sobrancelha.
Beck: Mais ou menos isso, botei a Cat, Robbie, André, Trina e Tori a sua procura. – Ri quando ela citou de forma bem humorada os psiquiatras, deixei que aquilo passasse. Ela não está brava, isso já é suficiente. Não me atirou nenhuma pedra e isso pode ser considerado um bom sinal.
XX—XX Quinta – Feira XX—XX 08:17 XX—XX
Liguei pra Jade me prontificando para a viajem, encontrarei todos os outros no aeroporto, mas antes tenho que pegar a Jade, que provavelmente está me esperando.
Beck: Bom dia, está pronta?
Jade: Que horas são? – Disse sonolenta. A gótica que passara todo o resto da semana quase sem pronunciar uma única palavra, mantem seu protesto mudo murmurando o mínimo de palavras possíveis...
Beck: Tarde, ainda está dormindo?
Jade: Não mais. – Falou enquanto eu tranco a porta da RV para me despedir dos meus pais.
Beck: Estou indo te pegar, espero que não se atrase, não da pra parar um avião porque seu rímel está borrado. – Brinquei rindo.
Jade: Que seja. – Desligou me deixando com meus pais parados no portão.
Mãe: Tome cuidado! – Falou preocupada
Beck: Vou tomar.
Pai: Aproveite bastante! – Sorriu malicioso
Beck: Vou aproveitar.
Mãe: Cuide da Jade querido. – Sorriu carinhosa.
Beck: Vou cuidar. – Responde como uma promessa, não só a ela, como aos pais da Jade, e principalmente a mim mesmo.
Notas finais
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