Notas iniciais
Então, eu sei... Eu sei que realmente demorei pra postar, mas parece que com o fim do ano, as provas se amontoam!! Em fim, esse fim de semana tem feriado e eu prometo que vou postar um capitulo bacana e ler todas as fics de vocês, realmente me desculpem a demora, estou super sem tempo, mas não se preocupem assim, que tiver um tempinho volto a visitar o site e claro ler essas fics perfeitas Bade que estão surgindo agora!
Me esperem e TODOS VOCÊS verão meus reviews em breve - espero
Obrigada por tudo, e pelos maravilhosos reviews de sempre!
Musica:
Atreyu - Wait For You (with lyrics) - ♥

POV Beck

Depois de ouvir coisas que nunca imaginei da Tori, tentei entender o que se passava com todos aqui.

Beck: Eu... Tenho que ir...

Tori: Por favor, não me leve a mal... Eu sei que você não esperava ouvir isso, eu sei... Mas você sabe que isso é verdade! E agora, que sei que ela perdeu um bebê, como acha que ela vai ficar? Provavelmente pior. — Ela pensou um pouco e colocou as mãos na cabeça. — Beck! Como engravidaram? Qual é?! Ela tinha uma criança dentro dela, já pensou que... — Ela desviou os olhos.

Beck: O que? — Falei para que ela terminasse a fala, mesmo sem querer saber exatamente o que estava por vir.

Tori: Já pensou que ela pode ter... Sabe... Perdido o bebê propositalmente?! — Ela sussurrou envergonhada.

Encarei a garota na minha frente, incrédulo com o que acabara de ouvir. O que está acontecendo aqui?!

Beck: Tori eu... Eu não acredito no que você disse! Acha mesmo que ela seria capaz de — Fui interrompido por ela que ainda fitava o chão, mas agora sua voz estava elevada. Arrependi-me tremendamente de ter contado sobre o bebê. Isso não podia ter acontecido!

Tori: Todos sabem que ela não gosta de crianças, que ela não saberia cuidar de um bebê, e ela também sabe! Qual é?! Não é descartável. – Argumentou.

Beck: É sim! Ela não sabia que estava grávida, nenhum de nós sabíamos até... – Dei-me conta de está me explicando pra Tori. Eu não devo explicações a ela, não devo explicações a ninguém! – Quer saber, eu tenho mesmo que ir.

Desci as escadas com o peito apertado, com o rosto enfezado. Deixei-a pra trás observando a janela do quarto espaçoso, fitava o vazio e nas ultimas palavras que ouvi ela dizer quando vinha atrás de mim senti todo o remorso que ela devia está sentindo agora.

Tori: Desculpe... Eu... Desculpe, não quis que... Desculpe. – Ela falou ao abrir a porta enquanto eu descia as escadas sem nem mesmo encara-la.

Cada degrau que descia apressado, minha cabeça dava uma grande e confusa volta. O que falaria para Cat, Robbie, André e Trina lá embaixo? O que está acontecendo com nós?! São apenas brigas, tragédias... Cadê o grupo de adolescentes inocentes, felizes, inconsequentemente, unidos e principalmente amigos, que éramos? No que nos transformamos? O que está acontecendo com cada um de nós? Porque todos estão mudando tanto? Porque eu estou tão diferente? Porque a Jade mudou tanto?

A agonia crescente foi aprimorando-se cada vez que chegava mais perto da sala.

Quando encontrei os olhos desamparados da Cat, a confusão evidente do Robbie, a preocupação estampada nos olhos do André e a pressa para respostas da Trina, apenas consegui enxergar quatro pares de olhos curiosos e desconhecidos.

Cat: O que aconteceu? – Não sabia como responder então apenas fitei o André. Ele me ajudaria agora.

André: Porque a Jade saiu furiosa daqui? – Ou pelo menos o antigo André!

Espera! Jade?

Beck: C-como assim J-jade?

Trina: Não vai dizer que você e a Tori... – Ela deixou a voz sumir e correu para o quarto da irmã mais nova me deixando com muitas perguntas e nenhuma resposta.

André: V-você não fez isso né?! – Gaguejou. O que ele está pensando que eu sou?!

Beck: Não! Qual é! Não – Falei angustiado. – Jade esteve aqui?

Robbie assentiu tristonho depois fitou os pés antes de começar a falar, o que mais pareceu um sussurro.

Robbie: Ela esqueceu a bolsa, veio pega-la, não encontrou nenhum de vocês dois, e subiu, logo depois desceu, pegou a bolsa e saiu esbravejando e xingando todo mundo.

Cat: Não sei o que ela ouviu, mas imagino que não tenha gostado nada. – Ela amarrou a fita da blusa na cintura – Vocês vão terminar de novo? – Perguntou chorosa.

Beck: Não Cat, relaxa okay?! – Falei passando a mão na cabeça da ruivinha, André sorriu pra mim e pude ver um relâmpago do velho André, do meu amigo, parceiro e emotivo! Não deixei de sorrir.

André: Quer ajuda pra procura-la?

Cat: Sim! – Pulou esperançosa.

Robbie: KitKat, André falou com o Beck! – Disse trazendo de volta o velho e confuso Robbie e a sorridente e doce Cat.

Cat: Mas eu tenho certeza que ele quer ajuda ué! – Ela sorriu me abraçando e rindo.

Beck: Claro! Vamos, vamos procurar a Jade!

Todos nos viramos pra porta e enquanto Robbie e Cat iam na frente André bateu nos meus ombros.

André: Tô com você cara! Vamos encontra-la! – Assenti com a cabeça em sinal de agradecimento.

Tori: Posso ir também? – Me surpreendeu ao sair da porta enxugando as lagrimas com um sorriso arrependido no rosto.

Beck: Claro Tori, vem ca. – Sorri pra ela, sabendo que tudo no final vai ter que ficar bem.

Afinal tudo sempre acaba bem, se tão está bem é porque não acabou.

XX—XX

Não foi preciso procurar muito, decidimos nos separar e por sorte eu mesmo a encontrei, estava em casa, certamente não foi o primeiro lugar que eu iria procurar, mas iria avisar ao pai dela sobre o sumiço da filha, mesmo sabendo que não faria diferença, e que provavelmente ele me odiaria ainda mais. Por sorte ela quem atendeu a porta, claro, pra minha surpresa.

Jade: Oi. – Disse indiferente. Me surpreendendo mais uma vez.

Beck: Você está bem? – Foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Estreitei os olhos fitando-a cuidadosamente.

Jade: Não está vendo? – Disse sarcástica, como se nada tivesse acontecido. Observei os punhos serrados e novamente o medo de ver seus pulsos cortados outra vez percorreu meu corpo.

Sem me importar com mais nada segurei o braço pálido dela que revirou os olhos, o desespero se alastrou, fazendo minha mão gelar. Virei os pulsos dela pra cima, tirei algumas pulseiras e cordões pretos, e só o que vi foram as velhas cicatrizes, fazendo com que um sorriso aliviado tomasse conta das minhas feições.

Beck: Pensei que...

Jade: Está tudo bem, sério. Estou bem. – Ela disse mordendo os lábios inferiores.

Beck: Então temos que ligar pra avisar que você está bem.

Jade: Botou os bombeiros e psiquiatras a minha procura? – Arqueou uma sobrancelha.

Beck: Mais ou menos isso, botei a Cat, Robbie, André, Trina e Tori a sua procura. – Ri quando ela citou de forma bem humorada os psiquiatras, deixei que aquilo passasse. Ela não está brava, isso já é suficiente. Não me atirou nenhuma pedra e isso pode ser considerado um bom sinal.

XX—XX Quinta – Feira XX—XX 08:17 XX—XX

Liguei pra Jade me prontificando para a viajem, encontrarei todos os outros no aeroporto, mas antes tenho que pegar a Jade, que provavelmente está me esperando.

Beck: Bom dia, está pronta?

Jade: Que horas são? – Disse sonolenta. A gótica que passara todo o resto da semana quase sem pronunciar uma única palavra, mantem seu protesto mudo murmurando o mínimo de palavras possíveis...

Beck: Tarde, ainda está dormindo?

Jade: Não mais. – Falou enquanto eu tranco a porta da RV para me despedir dos meus pais.

Beck: Estou indo te pegar, espero que não se atrase, não da pra parar um avião porque seu rímel está borrado. – Brinquei rindo.

Jade: Que seja. – Desligou me deixando com meus pais parados no portão.

Mãe: Tome cuidado! – Falou preocupada

Beck: Vou tomar.

Pai: Aproveite bastante! – Sorriu malicioso

Beck: Vou aproveitar.

Mãe: Cuide da Jade querido. – Sorriu carinhosa.

Beck: Vou cuidar. – Responde como uma promessa, não só a ela, como aos pais da Jade, e principalmente a mim mesmo.

Notas finais
Okay Obrigada por tudo vocês são incríveis *-*
Reviews?