NOVA: Era
6 Capítulo 6- Ataque
Em meio à noite, Antoinett segue marchando com seu exército para a fonte mágica exalada por Nova.
– ELA ESTÁ VINDO! — grita Uno, acordando de uma visão e despertando todos.
– O que foi isso? – diz Key, parando na porta do quarto onde ela estava.
– Eu vi! A rainha usurpadora vem – diz Uno olhando para cima com os olhos reluzindo uma luz acinzentada- e vem rápido!
– PRECISO DE TODOS DO LADO DE FORA, IMEDIATAMENTE!
Todos levantam de suas camas, correndo em desespero para fora de seu esconderijo. Enquanto isso, a rainha se depara com os destroços de naves e mechas (robôs de batalha) próximos à um velho prédio. Ela inicia seu ataque jogando vários de seus soldados no prédio. Antoinett agora sobe um uma garra gigante de seus cubos negros, ficando à altura da montanha onde se encontrava a floresta e o prédio. Usa seus micro-cubos para destruir o prédio, como se não se importasse que Nova morresse lá dentro.
Ela vê todos fugindo antes de o prédio ruir por completo. Ela sobe a montanha, gritando, para ir atrás deles. Jogando jatos imensos de seus cubos negros. Key conjura uma réplica de um dos mechas que estava caído ao chão. A rainha o agarra e amassa, jogando-o em direção ao conjurador.
Anno utiliza a sombra que ela criara com a garra, se transporta para ela e derruba a rainha, atacando a base da garra. Kil e Kay criam ao redor de Antoinett uma prisão de raios cercados por fogo. Bulrock cria escudos em todos, parados ao redor da rainha. Condor se torna um rinoceronte, armadura por Bulrock, corre em direção à rainha para tentar machucá-la. Antoinett, aparentemente desmaiada, levanta sua mão e cria outra garra, prendendo Condor.
– Vou matar todos que já tenham tentado me tocar! – diz Antoinett, esmagando Condor em um único ataque.
Todos ficam em choque, enquanto o sangue de Condor jorra para fora da garra, completamente fechada. Todos prosseguem a corrida para longe da rainha, que agora se libertou de sua prisão de raios e fogos.
Antoinett agora cria uma plataforma, chegando a poucos metros de Nova, que girando no ar e abrindo os braços, havia juntado milhares de partes metálicas no percurso. Nova agora encara a rainha e fechando os braços, projeta todos os pedaços de destroços em direção à rainha, que em outro movimento rápido, cria um casulo para se proteger.
Nova retoma a corrida, olhando para trás e vendo que de todos os projeteis que lançara, apenas um penetrou o casulo. A rainha remove, de seu tórax, um enorme pedaço de metal. Nova agora para novamente, encarando-a. Antoinett avança, fazendo de sua plataforma uma lança enorme. Bulrock se lança em frente à garota, protegendo-a com um escudo. Kil e Kay novamente prendem a rainha e Anno se projeta por trás dela, segurando seus braços. Key cria uma esfera, para assegurar que a rainha não mais vai fugir.
Subitamente, o exército de Antoinett surge dos arbustos, atrapalhando captura da rainha. Os magos correm, deixando Antoinett para trás. Todos retomam seu caminho, fazendo uma curva para voltar ao prédio onde estavam e pular da montanha, para chegarem à cidade.
Assim eles o fazem. Ao terem vista da cidade, todos se alegram. Inesperado, uma garra negra os joga para longe. A rainha aparece em frente à eles. Segura Nova pelo pescoço, fecha um casulo ao redor da garota e, segurando lanças negras próximas a cada um dos magos rebeldes, diz:
– Vocês são patéticos, não são os primeiros a tentar me derrotar, não serão os últimos, mas eu serei eterna!
Rapidamente, as lanças se aproximam dos magos porém, param no ar e após alguns segundos, se desfazem. A rainha cai, o casulo de Nova se desmancha.
– O que houve? – grita Key
No ar, está Nova, em sua forma final, rodeada de um campo estático ativo, o que eletrocutou Antoinett e a apagou. Ela desce devagar e cai de joelhos.
– Onde...onde está Uno? – pergunta Nova.
– Nós, não nos acompanhou, acho que ela está morta...
Nova volta seu olhar para Antoinett. Entra em sua forma normal e caminha até a rainha. A ponta de seu dedo fica escura, ela toca a face da rainha, que tenta se levantar. Nova instala na rainha algo como um vírus, que fez com que seu sistema interno apagasse, não como se ela morresse, mas como se estivesse “desligada”.
Pessoas encaram, de longe, correm e gritam de pavor.
– A rainha está morta! É o nosso fim! – gritam os cidadãos ordinários, sem poderes.
– Matem estes monstros- alguns diziam, protegendo Antoinett.
– Destruam a rainha! – alguns diziam, indo contra Antoinett
O corpo da rainha fica envolto em sua matéria negra. Soldados negros avançam em direção aos rebeldes, Antoinett é erguida no ar, abre seus olhos, agora brancos brilhantes, seu corpo se contorce dentro da matéria negra, logo dá um salto que a tira do local onde estava. Os magos rebeldes lutam contra os soldados com imensa facilidade. Key aproveita a situação e recolhe um pouco da matéria negra que um soldado executado deixara no chão.
O caos começa a se espalhar pela cidade. Outros rebeldes, de outros setores, começam a atacar as áreas ricas da capital.
“O caos foi instalado, a capital ruirá, eu falhei contigo, Jayce, meu amor”, pensa Antoinett, desacordada dentro de seu casulo, que agora guarda todo o palácio em gigante esfera e se espalha por corredores e quartos.
Os magos rebeldes retornam ao prédio da velha era, procurando pelo corpo de Uno. Após horas de busca, Bulrock encontra-a dentro de um caixão negro, transparente, onde seu corpo estava seguro. Ele carrega seu caixão para longe dos escombros e após repousa-lo no chão, ele se abre. Uno se levanta, buscando fôlego e tossindo desesperadamente.
Anno ajuda Uno a se levantar. Todos olham para a garota esguia de cabelos curtos e negros, com vários piercings e olhos contornados em cor negra entrar em sua forma final. Seus olhos ficam puramente vermelhos e redondos, seus piercings se tornam garras vermelhas em sua testa, ela fica como um lobo negro gigante. Eles a perdem de vista, após correr em direção à mata.
– Ela foi procurar Condor...
– Porque esse desespero todo? – pergunta Nova.
– Eles são irmãos – diz Key, abaixando a cabeça.
Poucos minutos, chega Uno, cansada e ofegante, com lágrimas nos olhos, olhou para todos os seus aliados:
– Preciso... vingá-lo...AGORA!
Todos se encolhem, com sentimento de culpa. Uno se senta próxima à fogueira que fizeram mais cedo. Nova, não contente, se levanta e diz:
– Por causa dela...por causa daquela maldita rainha...Condor está morto! Por causa dela, a cidade, nossa capital...vai morrer... não podemos deixar aquela... coisa... destruiu tudo que temos...NÓS NÃO PODEMOS SENTAR E ESPERAR!
Todos ficam encarando ela, mas agora com faces alegres, um fogo queima dentro deles, dando-os motivação. Nova levanta um de seus braços, este começa a reluzir, feixes de luz começam a cerca-lo, seu poder flui delicadamente em torno dela, mas vindo das sombras, uma das garras de Antoinett perfura seu corpo e o arremessa longe.
O grupo fica em choque, encarando o corpo de Nova voando para o lado. Antoinett sai da escuridão em uma de suas plataformas, vista agora pela luz da fogueira. Milhares de soldados a acompanham, muralhas negras cercam o local. Ela apaga todos os rebeldes e os leva junto a ela.
– NOVA! – grita Anno, tentanto fugir de um soldado.
Antoinett olha por cima de seu ombro e, ao ver o rebelde se soltando, ordena que seja morto. Os soldados preparam suas armas e o ferem tanto a ponto de ele cair, ao lado de Nova, de olhos abertos. O sangue dos jovens se encontra, formando uma enorme poça. A rainha retorna à escuridão com os rebeldes presos.
“Eu, estou aqui, nesse vazio, novamente...onde estou? Quem é aquele que corre em minha direção? Por que... por que ele caiu? Está do meu lado...é o...é o Anno...o que aconteceu? Ele está sumindo também...Estou com frio... com sono, preciso... descansar...”
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